Episódios de Logosofia no Dia a Dia

O Chocolate e o Laboratório — Por Que Não Sabemos o Que Não Sabemos

23 de julho de 202624min
0:00 / 24:09

📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Influxo da Vida Sobre o Despertar da Consciência".

Ronny relata uma conversa com a filha de 22 anos em que trataram da necessidade de buscar conhecimento transcendente. Usando as analogias do chocolate (não sentimos falta do que não conhecemos) e do laboratório (precisamos da teoria antes de experimentar), ele explora por que a vida apenas na superfície não basta e como o conhecimento logosófico desperta a consciência para a dimensão metafísica e permanente da existência.

#maturidade #superação #consciência #entendimento #vida #existência #experiência #jornada #sentido #caminho #eternidade #amor #conhecimento #estudo #inteligência #pensamento #pensamentos #ideal #meta #respeito

Ouça este episódio em: https://logosofia-no-dia-a-dia.blog.br/episodios/o-chocolate-e-o-laboratorio-por-que-nao-sabemos-o-que-nao-sabemos

Participantes neste episódio1
R

Ronny Janovitz

HostAdm. Empresas
Assuntos4
  • Conhecimento e AprendizadoBusca por conhecimento superior · Limitações do conhecimento comum · A importância da teoria antes da prática
  • Ignorância como benção em realizaçõesAnalogia do chocolate · Incapacidade de sentir falta do desconhecido
  • O absurdo da existênciaPensamentos e sentimentos como entes metafísicos · A realidade do não-material · Despertar da consciência
  • A vida como um processo de aprendizadoA vida na superfície vs. profundidade · A busca por um sentido permanente · A importância do autoconhecimento
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRonny Janovitz

Oi, ô Roni, tudo bem? Ontem minha filha fez uma pergunta muito interessante para mim. Eu já te falei, né, não sei se você lembra, mas eu tenho 3 filhos jovens, jovens, bem jovenzinhos, né? Eu tenho uma filha de agora tá com 22, eu tenho um outro que tá com 20 e o outro que tá com 19, e São sensacionais, né? Como todos os filhos, a gente ama eles como se não houvesse limite, né? E nesses últimos anos que eu não moro com eles, cada dia um deles, cada um deles tem um dia que vem para minha casa, né?

E para me ver, para a gente conversar. Obviamente a gente se fala bastante com mensagem e tal, mas nada como Ficar uma parte do dia, né, uma tarde, uma noite juntos e poder aí faz comida junto, conversa disso, daquilo, às vezes faz alguma coisa divertida junto, né, se joga algum jogo, assiste alguma coisa, aquele convívio delicioso, né, que a gente gosta de ter como ser humano, com os seres humanos que a gente mais ama. E o interessante que sempre vem do jovem, quando a gente é bem jovenzinho assim, o mundo tá se abrindo, né?

A vida tá se abrindo, na verdade. Ao mesmo tempo, o que que a gente sabe da vida com essa idade, né? Especialmente diferente de mim, eu trabalhei desde os 15 anos de idade, eles não, eles estão fazendo estágio agora, não sei o quê, mas assim ainda todos fazendo a faculdade, cumprindo esse período de estudo, e nenhum deles precisou trabalhar desde cedo. Então a vida ainda é mais mistério ainda para eles do que era para mim, né?

A gente não, enquanto a gente tá nessa fase mais estudantil, a gente não sente o peso nem entende o quão profundo vão ser os problemas que vão se apresentar durante a vida, né? É um descobrimento, é um processo, né? Sei lá, é um processo como tudo na criação, na natureza, tudo é um processo. Bom, e aí a gente tem as conversas muito interessantes porque a gente fala de tudo sobre a vida e mais, obviamente, daquilo que tá interessando a cada um deles, né?

Eu aproveito que eles, que a gente fez essa, esse combinado deles virem, não virem juntos, porque se vier junto você sabe, né? A conversa é diferente. Conversa junta, conversa de bagunça, né? Conversa de família, todo mundo junto. Por outro lado, quando a gente tá um a um, a gente pode falar de coisas mais íntimas, né? Porque a intimidade permite isso. E isso é muito bom, porque cada um de nós tem necessidades diferentes, não é?

Cada um de nós é um ser diferente, com necessidades diferentes. E a gente precisa atender essas necessidades, especialmente naquilo que seja as grandes inquietudes, as grandes perguntas, né? Aquilo que tá atormentando cada um de nós mais durante a vida ou em cada fase da vida. A gente precisa, a gente, cada um de nós precisa atender essas perguntas em si mesmo primeiro, né? E quando a gente consegue de alguma maneira colaborar com que aquilo que o outro tá vivendo É melhor, melhor ainda.

Delícia, né? E minha filha ontem fez uma pergunta, estava no meio de uma conversa muito interessante, ela fez uma pergunta muito, muito boa. E eu nem falei para ela que o episódio de ontem tinha sido sobre essa diferença, né, da, de como é que a gente aproveita a água que cai todo dia na vida, né? Como é que a gente aproveita a vida? Se a gente faz da vida uma enxurrada ou se a gente vai criando uma reserva, né, que vai vivendo para formar algo mais permanente, algo que possa ter essência de eterno.

E ela falou assim, mas eu não vou aprender tudo que eu preciso aprender e saber e descobrir vivendo a vida no dia a dia aí fora, né, assim, nas coisas todas? Então, o que que ela tava perguntando na verdade? Se ela precisava se dedicar mesmo, né, se era uma opção ou não buscar conhecimentos que transcendem, que transcendentes, que transcendem o comum. E ela conhece a logosofia, ela estuda de uma forma, né, ainda que a idade e a maturidade acabam permitindo, né.

A logosofia é um assunto na vida dela. Mas ela tem essa impressão de que não necessariamente, entendo eu, né, que ela tem essa impressão, pelo menos a impressão que eu tenho dela, que não necessariamente a gente precisaria se preocupar tanto com isso. E esse é o ponto talvez que todos nós nos pegamos, ou pelo menos grande parte da humanidade se pega. A gente de verdade não acha que precisa de um conhecimento superior, né? Até porque cada um de nós e a humanidade tem vivido basicamente sem ele.

Mas aí resta perguntar: e como tem sido a vida da humanidade e de cada um de nós sem um conhecimento que permita basicamente duas coisas? Primeira, compreender a vida nessa multidão de fatos e circunstâncias que ocorrem, por que ocorrem, por que me afetam, como me afetam, por que isso acontece comigo, né? Porque eu tenho que passar por isso? Por que que a gente, como conjunto da humanidade, tem que passar por isso? Isso tá certo?

Isso tá errado? Enfim. E por outro ponto, assim, como é que a gente vai ser feliz de verdade se a gente não conhecer a si mesmo. E esse para mim é o ponto mais importante, porque assim, dá para viver a vida nessa enxurrada, né, como eu falei no episódio anterior, em que a gente, né, a vida faz barulho, tem volume, tem movimento, mas assim, dá. O problema não é se dá para viver assim ou não. O problema é qual é a vida que de fato está vivendo e o que que fica dela.

O que que fica de uma vida que foi apenas fazer o papel dos rios, né, enquanto eles existem, enquanto eles não secam? Porque no longo tempo, né, quase todos os rios secam. Mesmo um rio como, sei lá, vai ter o Amazonas, o Nilo, é, mas em milhões de anos eventualmente eles secam mesmo, muda tudo, né? Porque tudo muda, a Terra muda, como já mudou muitas vezes ao longo da história. Então assim, quando a gente olha para a vida humana, a gente fala assim, bom, tá bom, então o que que é que a gente pode encontrar?

O que que a gente pode conhecer O que que é possível saber que hoje eu não sei e que possa mudar a forma como a vida transcorre? E aí eu falei para ela assim: o problema é que o que a gente ignora, a gente não sabe. Você fala: bom, que frase mais besta! Lógico que o que a gente ignora, a gente não sabe. Sim, mas o que que eu quero dizer com essa frase? Que assim, a gente não sabe o tamanho do que a gente não sabe. Você entendeu?

Eu sei que parece confuso, né? Não é jogo de palavras, não. Aí eu falei para ela assim, por exemplo, pega um bebê, né? Eu falei para ela, você foi um bebê. A gente, eu e sua mãe, não introduzimos chocolate na sua vida antes de, sei lá, 2, 3 anos de idade, não lembro. Você não sentiu falta de chocolate enquanto você não conheceu chocolate. Porque você nem sabia que existia algo tão maravilhoso, algo tão daquele sabor, naquela textura, naquela, enfim.

E infelizmente, depois que experimenta, raríssimas pessoas que não querem aquele prazer de novo, né? E o cérebro não se acostuma, não se chama, não se vicia, né, naquele sabor, na sensação boa que o chocolate dá. Quando come. Então assim, assim como chocolate, outras tantas coisas, quando a gente não dá para os bebês, para as crianças pequenas, um monte de coisa que a gente chama de porcaria hoje em dia, né, a gente vê que a criança não sente falta porque ela não conhece.

Então aquilo que a gente ignora, a gente realmente não sabe. Agora ficou mais claro, né? Tudo bem, eu não tô falando de comida, né, para gente. Mas eu tô falando o seguinte: o que que é de verdade a vida? Aí você fala, puxa, se eu vou pensar nessa história do chocolate, o problema é que aquilo que eu não experimentei ainda eu nem sei que existe para experimentar. É exatamente esse o problema, ou melhor, é exatamente esse o ponto, ou seja, a oportunidade.

E isso que é difícil, eu digo para mim, mas esse é um exercício. E eu tava tentando passar para ela isso ontem, de que assim, o difícil é ter uma ideia daquilo que a gente não conhece e fazer uma projeção disso, fazer uma imagem disso que sirva de verdade, de como também a gente tratou recentemente, de ideal, sabe? Assim, que sirva de uma imagem que estimule, que inspire cada um de nós na busca daquilo que a gente ignora. E aí vem a pergunta lógica: como é que eu vou buscar uma coisa que eu ignoro?

Aí ela foi essa pergunta, né, que ela fez depois. Aí eu falei: então, o que que a gente precisa? A gente precisa partir de conhecimentos que ilustrem primeiro a nossa inteligência acerca daquilo que a gente vai precisar verificar se é verdade ou não. Porque uma coisa que é muito importante é entender a diferença de o que que é um caminho de busca pelo conhecimento e o que que é um caminho que é mais fácil. Se eu simplesmente falar assim, olha, tá aqui uma verdade, vou te dar uma verdade aqui que você não conhece, assuma como verdade.

Bom, isso aí é um perigo, né? Quantas vezes o ser humano não acreditou em coisas que foram ditas e que, como se fossem verdades, mas não eram? Ou pior, não podia verificar se era verdade ou não. Isso não é igual a buscar conhecimento, né? Então o problema é que não é a questão de, então deixa eu ler aqui para descobrir o que que é a verdade, né, que eu não sei. Não, é mais complexo que isso. O que que a gente precisa fazer para de fato dar um conteúdo permanente para vida é trilhar o caminho, a jornada do conhecimento.

O conhecimento superior, conhecimento transcendente, esse conhecimento que ilumina essa investigação sobre cada, sobre si mesmo, né, se conhecer a si mesmo. Esse é um conhecimento que na verdade precisa ser assimilado para que a gente possa começar essa jornada, ou a gente possa acelerar essa jornada, que é a busca pelo conhecimento transcendente. Então você fala, mas se eu não tenho conhecimento, como é que eu vou começar a jornada?

E esse é um ponto que é questão didática. Então a gente precisa conhecer, né, na teoria aquilo que depois a gente precisa levar à bancada da experimentação. E eu tava falando isso para ela, usando inclusive analogia, que ela tá no 4º ano de ciências biológicas e ela vai, fica muito em laboratório. E eu falei, você não vai para bancada de laboratório sem saber a teoria do que você quer experimentar. Você ilustra sua inteligência primeiro com a teoria sobre tudo aquilo Depois você vai fazer a experiência e ver os resultados, não é isso?

Ela falou, é. Aí eu falei, tanto é que se eu for para a bancada do laboratório dela, eu não sei fazer nada, porque eu não tenho basicamente nenhuma, nenhum conhecimento teórico sobre o que ela faz, as experiências. Então se ela me colocar lá na frente da bancada, eu vou ficar com aquela cara de interrogação, tipo assim, e o que que eu faço? Eu não sei nem identificar as coisas que vão estar em cima da bancada direito. Muito menos fazer qualquer experimento.

Então assim, para se experimentar a verdade, ou seja, para se experimentar o conhecimento, é preciso ter a base que alimenta a experiência, né? Isso aí ela entendeu de forma muito clara, porque aí fica lógico assim, é igual laboratório, você tem que ter a teoria daquilo que você vai experimentar no laboratório. Se não tiver teoria, você não tem o que fazer no laboratório. Então, quando a gente pensa na vida, vamos transpor isso para a vida.

A vida, o risco, né, o risco maior, e a gente vê isso na parcela grande da humanidade, é passar a vida dedicando a essa correria, esse barulho todo, essas coisas todas que são na sua grande maioria circunstanciais, ainda que tenha partes da experiência que a gente consiga sentir o sabor do eterno. Por exemplo, essa da família, né, especialmente nos filhos, nos pais, nos irmãos, porque são laços de sangue tão fortes que em geral, né, tirando quando algum problema sério que impede isso, em geral nos possibilita sentir essa parcela do amor divino, né.

Porque não tem amor maior do que o amor de pai para filho, mãe para filho, de filhos para pais, para irmãos entre si, né? Salvo quando tem algum problema sério, mas em geral o amor é infinito, né? Por quê? Porque é algo que não é desse mundo, né? O amor que a gente sente como ser humano a outro ser humano, especialmente esse que tem laço de sangue muito fortes, é um amor que não é desse mundo não. O amor não é desse mundo, né, nativo desse mundo.

Amor não nasceu nesse mundo. O amor permeia a criação porque certa— isso é uma coisa que a gente, eu ouvi, né, eu li no conhecimento logosófico desde jovem e eu comecei a observar que falei, puxa, faz todo sentido. É uma experiência, a criação é uma experiência de amor. O duro é que ver isso através das experiências terrenas é o complexo, né? Onde a gente vai enxergar tanto amor, né? Se na humanidade a gente não cultiva tanto esse amor assim.

Mas aí, voltando ao ponto específico, assim, como é que você vai viver uma vida então? Como é que a gente vai experimentar na vida? E a gente tem oportunidade, como eu falei, né, nessas experiências terrenas, de sentir esses momentos de algo superior, né? Sentir, sentir, perceber essa presença daquilo que tem característica permanente, né? Eterna, como amor, por exemplo. O problema é que geralmente não sabe nem como aproveitar de forma consciente essas experiências.

Então tem a questão de que uma boa parte da vida a gente passa correndo atrás daquilo que é circunstancial apenas, e esse tempo basicamente é um tempo que se iguala à água que cai e corre nos caminhos lá da terra e depois evapora, ou cai no oceano, depois no final do caminho e é só mais uma gota no oceano. Ou, e ou, né, a gente pode ir ampliando na vida a consciência acerca daquilo que está ao nosso alcance e que tem essência pelo menos do eterno.

E aí não é só, obviamente, sentimento de amor, né? E isso diz respeito a tudo que se sente, né? Então sentimentos não são algo circunstancial, ainda que os sentimentos possam ser cultivados e possam eventualmente, na falta de cultivo, podem morrer. Mas a essência disso na vida Então assim, qual é a essência de um sentimento? Não é material, não é circunstancial, embora, como eu falei, ele pode viver eternamente ou pode morrer.

Qual é a essência de um pensamento que habita a mente humana? Nossa mente é cheia de pensamentos. Qual é a essência desses entes? Eles são materiais, né? Quando a gente via antigamente desenho animado, fazia muita referência, tinha sempre um diabinho no ombro e um santinho no outro ombro, né, que eram como se fosse os pensamentos querendo influenciar. Várias vezes em desenho animado eu vi isso, né, pensamentos, os negativos e os positivos querendo influenciar a conduta, né, a ação, a opção, a escolha do personagem.

Pensamentos, a gente não vê eles com os olhos, né? Eles não estão aqui fisicamente ao redor da nossa mente, da nossa cabeça, mas eles estão metafisicamente. Então a gente vive uma vida, é aqui uma existência terrena que tem inúmeras oportunidades de perceber que existe o metafísico, né? Que existe aquilo que não é material e que existe tão real ou mais real, né? Do que aquilo que é material, que a gente vê com os olhos, pega com as mãos.

O problema é que na falta de um conhecimento que nos guie nessa dimensão, é muito difícil fazer de tudo isso de verdade uma oportunidade de superação, de avanço e de construção do que é eterno na própria vida. Ou seja, falta conhecimento, sim, na medida que a gente desconhece como é que opera essa dimensão, como é que a gente opera nessa dimensão dentro de nós mesmos, como é que é que a gente lida com pensamentos, com sentimentos, o que que é esse negócio da consciência, né?

Como é que desperta a consciência para essa realidade, para que a gente possa ir de verdade olhando para a vida como com a consciência de um todo? E a vida deixando de ser parcela, sabe? A vida não pode ser um monte de pedacinhos que foram se juntando. A vida precisa ser um fio único, né, em que a gente, em tudo que a gente vive, experimente, tem que ir se enrolando nesse fio único que forme um caminho, uma jornada única, né? Tudo precisa se conectar à vida de alguma forma permanente, mas não é o caso.

Pelo menos não é no meu caso. Tem coisas, muitas coisas que eu vivo quando eu tô inconsciente e tô vivendo apenas de forma externa, que não se conecta a nada, que é aquele tempo que passa. E tempo que passa é vida que passou. Ainda que quando a gente tem 18, 19, 20 anos de idade, a gente acha que esse tempo é infinito. E eu vejo, né, nos meus filhos, tem, não tem essa preocupação com o tempo ainda, né? E eu lembro que nessa idade eu também não tinha.

Então o tempo parece infinito, né? Quando a gente tem 18, 19, 20 anos, parece que a gente vai, né, que a vida vai ser uma eternidade ainda para ser vivida. E de fato é, especialmente porque, né, os primeiros 20 anos pouco se viveu do que que vai ser a experiência da vida mesmo. Mas o fato é que ao final, daí eu falo ao final, não é porque eu quero ter medo do final ou tenho que ficar preocupado com isso, mas assim, o que que eu quero alcançar?

Para que que a gente tá vivendo aqui? E alguém pode perguntar, mas precisa ter um motivo? Essa é uma questão que só cada um de nós pode responder para si mesmo. Mas o que a gente tá fazendo aqui, e o que que eu tô dedicado todo dia, é a buscar mais conhecimentos que me mostrem aquilo que eu ainda ignoro sobre mim mesmo e sobre essa dimensão metafísica da criação, que é o próprio mundo causal, o mundo mental. E na medida que eu vou me aproximando mais desse conhecimento, eu vou estudando mais, lendo mais, refletindo mais sobre tudo isso, vai surgindo peças desse gigantesco quebra-cabeças.

E essas peças é possível compreender vivendo no dia a dia sobre uma nova perspectiva, porque cada uma dessas peças vão colocando a gente numa nova perspectiva sobre o que que é a vida. E aí as coisas não acontecem mais porque sim. A gente começa a viver as coisas do dia a dia sob uma perspectiva cada vez mais ampla em relação ao que que tá por trás daquilo que se vê com os olhos. Ou seja, o convite conhecimento transcendente faz, né, que é conhecimento que o logosófico faz, é o convite de a gente deixar de viver a vida apenas por esses olhos e ouvidos físicos que a gente tem e passar a viver cada vez mais com a consciência dessa dimensão eterna, permanente, que é a causa, e aonde a causa de tudo se mostra ao entendimento.

Não dá para ser rio, né, e um dia somente acabar no oceano. Eu quero continuar, né, colhendo da vida diária os elementos que possam se conectar de forma permanente à minha consciência. Essa é minha jornada, né? Bora! Eu conto com você sempre para a gente estar junto nela. Boas reflexões, fique bem, até o próximo episódio.

O Chocolate e o Laboratório — Por Que Não Sabemos o Que Não Sabemos | Castnews Index — Castnews Index