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Scott e o Trovão — Por Que Sua Mente É Infinitamente Mais Poderosa Que Seu Instinto

06 de maio de 202622min
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📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "As Maravilhas do Mundo Atômico".

Ronny usa a história de Scott, seu cão pastor de Shetland, para ilustrar a diferença fundamental entre o instinto animal e a mente humana. Explora como a capacidade de dar significado às experiências — não apenas processá-las — é o que nos diferencia e nos permite transformar a vida através da compreensão consciente.

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Participantes neste episódio1
R

Rony

HostEx-jogador
Assuntos3
  • Instinto animal vs. mente humanaCapacidade de dar significado · Processamento de sinais · Limitações do instinto
  • AutoconhecimentoConhecimento transcendente · Compreensão da mente humana · Desvendar mistérios da vida · Introdução ao Conhecimento Logosófico
  • Energia NuclearConferência do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico · Viagem ao mundo atômico dentro de nós · Hierarquia da mente sobre sentidos físicos · Gonzales Pecote
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Oi, Rony, tudo bem? Sabe que toda vez que minhas reflexões me levam pra recordar do Scott Scott era o meu cão, né? Até...

praticamente dois anos atrás, três anos atrás, quase. Scott foi meu cão por quase 14 anos, né? E foi uma experiência linda, porque eu trouxe ele na época para a família, e quando as crianças eram pequenininhas, e foi um cão assim que certamente...

transformou a experiência da casa durante todos aqueles anos, em especial as crianças que cresceram com um cachorro desde pequenas e passaram a não só amá-lo, mas de alguma maneira foram aprendendo a cuidar dele, ainda que na adolescência deles o cuidar não era exatamente o que eles queriam fazer nas horas que precisavam, como toda criança adolescente quer.

Adora ter um pet, especialmente um cachorro, contanto que não tem que fazer a rotina da limpeza, dos cuidados, mas enfim. E foi uma experiência linda porque eu pude observar muito o Scott. Ah, que raça que ele era, você está pensando?

Bom, ele era um pastor de Shetland. Parece um collie pequeno. Tem gente que chama, ah, o mini collie. Collie é aquela raça que tinha o filme antigo da Lacey. Pra quem tem a minha experiência de vida já vai lembrar. Mas o Scott é um cachorro pastor pequeno, né? Da oriunda das ilhas Shetland. Lá na Escócia mesmo. E por isso chama pastor de Shetland, né?

E ele tinha um comportamento sensacional, porque como todo cão de trabalho, ele gostava de ter um propósito, ele precisava ter um propósito na vida, e o propósito a princípio era cuidar de rebanho. Então ele sempre cuidou das crianças em ambiente externo. Era muito legal ver o Scott cumprindo aquela função que está...

estava no DNA dele, né? E está no DNA de todos os cães da raça dele. Como todos os cães de raças que são pastores, estão há milênios fazendo esse trabalho de pastoreio, de ovelhas, seja qual for o animal, porque quando as crianças corriam em campo aberto, ele pastoreava as crianças. E ele tentava mantê-las juntas, dando mordiscadinhas no calcanhar de quem estava escapando, sabe?

sem nem machucar nada, só tocando assim. E as crianças levavam um susto no começo, era muito engraçado. Mas eu achava o máximo aquilo, por quê? Porque era a inteligência divina, a inteligência do criador, impresso ali no DNA de um animal, a ponto de os animais, todos daquela raça, se comportarem do mesmo jeito.

E é muito legal de ver esse comportamento de pastoreio, né? Pra quem não vê isso no campo, quem vê no campo tem uns vídeos até na internet muito legais mostrando essa capacidade que cães pastores têm, né? Que é incrível. Ainda mais os que lidam mesmo com animais de pastoreio, eles são perfeitos, né? E por que eu tava lembrando do Scott? Porque...

Quando a gente começa a pensar no que somos, o primeiro pensamento que me veio era sempre aquele que eu aprendi quando era pequeno, ou na escola, que nós somos um animal racional. Agora, hoje eu tenho uma visão já tão mais profunda sobre isso.

E o problema é que numa visão mais rasa, ou se a gente nunca parou para pensar e não reflete sobre isso, a gente acaba deixando de viver uma parte, não é uma parte, a gente pode acabar deixando a vida passar sem entender qual era a possibilidade da vida.

E parece meio assim, pode falar, porra, a gente está exagerando, né? Não é possível que a gente não saiba. Pois é, eu vou falar sempre, né? Eu só posso falar por mim. Mas eu realmente não tinha ideia, né? Até tantos anos atrás, eu não tinha uma ideia clara das possibilidades que eu, como ser humano, e veja, né? Um ser humano bem normal.

de inteligência normal, de problemas normais, de dificuldades psicológicas normais, eu digo normais assim, na média da galera, com os mesmos, assim, veja, minha vida, quem olha de fora não difere da...

da vida de nenhum outro ser humano de bem. Estou falando de pessoas de bem, pessoas normais, que eu digo assim, como nós todos que estamos aqui, eu e você, certamente. Muito bem, o ponto é, qual é essa possibilidade? O que é que nos difere? Qual seria, então, o que estaria escapando a minha percepção antes e talvez esteja escapando a maior parte dos seres humanos?

E que por escapar, por não entender, é praticamente deixar passar uma vida inteira em que a gente estava destinado, ou deveríamos estar destinados a viver outra coisa. E muitas vezes a gente passa e vê gente que passa a vida e não entendeu o que veio fazer aqui.

O Scott tinha uma situação muito legal. E era muito curioso, porque eu procurei até mostrar isso para os meninos, como foram crescendo, os três. E eu mostrei isso muitas vezes para ilustrar um ponto vital. Quando começava...

a fechar o tempo para chuva, chuva, aquelas chuvas que eu digo com tempestade, né? Quando o tempo fechava e ia começar os... assim, as nuvens estavam pesadas já, eu percebia que o Scott já ficava mais inquieto. Eu, na época, não entendia por quê. Depois eu fui pesquisar e entendi que os cachorros e muitos animais, todos os animais quase praticamente, têm um tipo de sensor.

mecânico, que percebe alterações barométricas, ou seja, alterações de pressão no ar. Por isso que os animais reagem a esses eventos atmosféricos antes do que o ser humano. Os animais percebem mudança na variação da pressão. E quando vem uma frente, tem uma tempestade chegando, muda a pressão do ar.

Então eles já ficam mais inquietos. Por quê? Porque é para acionar o extinto de fuga. E quando começava, o primeiro trovão que dava, o primeiro raio, e o trovão começava, os trovões, e aqui no Brasil é a capital, acho que é um dos capitais do mundo de tempestades com trovão. São Paulo e Ídem, né? Então, assim, isso era muito comum no verão todo.

o Scott imediatamente corria para baixo das minhas pernas, estivesse onde estivesse. Se eu não estivesse em casa, ele corria para baixo do sofá, para baixo de algum lugar. Ou seja, o instinto dele era praticamente, imediatamente buscar abrigo como se o céu fosse cair na cabeça dele.

Aí você fala assim, ah Rony, natural, um barulho daquele, assustador, alguns trovões, poxa, de vez em quando eu levava um susto, né? Se eu estava no computador e caiu um trovão, eu não percebia, trovão mais próximo, até eu me assustava. Mas veja, qual é a diferença? E esse é o ponto. Tanto eu como Scott temos um cérebro, tínhamos, né? Scott já faleceu faz três anos. Mas nós tínhamos, naquela situação, ambos tínhamos cérebro.

Ou seja, ambos tínhamos uma condição neurológica, obviamente diferente, o cérebro humano e o animal, mas ambos tinham visão, audição, olfato, ou seja, os sentidos físicos.

que estão vinculados ao cérebro, independente de como é cada cérebro e qual capacidade, até porque, nesses sentidos físicos, o Scott era muito mais aguçado do que eu, óbvio, em tudo, inclusive o trovão muito mais alto para ele do que para mim, e ele percebia trovões distantes antes de eu perceber também.

Aí você fala assim, ele assustava porque tudo era mais alto para ele, mais intenso. Sim, claro que ele recebia esses sinais todos, como eu recebia e ele recebia até mais forte, qual é o problema? Qual é o ponto exato que eu quero que você pense? O meu cérebro não atuava apenas sozinho como receptor neurológico de sinais, como o cérebro animal faz.

Eu, como você, possuidores de uma mente que é esse mecanismo metafísico que se conecta, que vive, que existe no mesmo espaço, mas não é físico, em que o nosso cérebro é onde existem as faculdades que vão trabalhar aquilo que o cérebro Então, vamos lá.

organiza em termos de sinais, quem vai dar significado para esses sinais todos é a mente. Olha só, no caso do Scott, por não ter uma mente e só o instinto, que basicamente funciona como uma mente para os animais, e o instinto muito aguçado, ele tinha uma instrução clara.

Qualquer coisa fora do normal, corre e procura abrigo. E todos os animais fazem a mesma coisa, independente da raça, da espécie. Todos os animais têm essa dualidade, que é ou ele foge ou ele luta.

E por isso que animais reagem de forma diferente em situações de estresse. Mas é uma coisa ou outra. Nós também temos, no nosso instinto, nessa parte que a gente carrega da natureza, a gente também tem a mesma coisa, né? Em situações de estresse, ou a gente se recolhe e corre, e foge.

Ou a gente luta. Em geral, as situações são assim que a gente reage instintivamente. Mas no nosso caso, a mente tem a capacidade de dar e de criar significados que deem outro conteúdo aos sinais que o cérebro processa. Então, o trovão para um bebê...

Por exemplo, o humano pode parecer igualmente assustador e ele pode chorar. Como criança pequena, bebê chora com barulhos, às vezes assusta com coisas ou barulhos e chora de medo. Mas conforme a criança se desenvolve e a mente começa a função de interpretar os sinais do cérebro e começar a dar significado para as coisas,

começa essa função de raciocinar, e isso vai se desenvolvendo ao longo de tantos anos da infância, adolescência, até o começo da idade adulta, a gente começa a compreender, porque a gente dá significado às coisas, o que o Scott não conseguia fazer. Então, durante a vida inteira do Scott, a reação dele aos trovões era exatamente a mesma a cada verão.

Todo verão já era sabido, já era esperado, já era motivo de brincadeira, a reação do Scott de correr dos trovões. Por quê? Porque embora ele processasse muito bem os sinais, a ausência de uma mente que pudesse compreender o significado daquele sinal fez e faz os animais serem extremamente limitados.

porque não é possível compreender aquilo que o cérebro processa. E a gente, pode parecer coisa mais rosa, isso é muito bobo, porque é muito simples, isso é claro que a gente tem capacidades acima, é claro que a gente tem uma mente, e claro que a gente tem capacidade de dar significado, de buscar significado a tudo que a gente vive, percebe, observa.

Pois é, é exatamente esse o ponto. Veja só, eu e você já sabemos disso. Quer dizer, é quase uma afirmação, é tão lógica que chega a ser boba, de tão simples. Por outro lado, olha só, olha onde está o problema.

Embora eu e você tivéssemos chegado a essa conclusão, talvez a gente não parou para pensar sobre isso quando a gente era mais novo, mas se a gente tivesse pensado, a gente teria chegado à mesma conclusão que a gente tem uma capacidade que é totalmente superior à dos animais, que é essa de ter uma mente com faculdades que...

não só vão dar significado, sentido, mas vão trabalhar com aqueles sinais e observações e percepções e visões e tudo que a gente consegue captar do mundo, tanto externo como até interno também, e a gente vai tentar trabalhar com aquilo para que a vida seja superada, seja uma experiência melhor a cada dia, tanto é que a gente lida com os problemas da vida.

Não com o cérebro apenas. O cérebro funciona muito bem para a percepção das coisas e processamento de sinais. Mas o significado para a vida de todas as experiências que a gente vive, do nosso dia a dia, não é o cérebro que dá, e sim a mente. Senão a gente estaria reagindo, como sempre, da mesma forma, às mesmas situações, todo dia.

Vai se falar, Rony, tem gente que faz assim, que reage do mesmo jeito a vida inteira. Bom, a gente poderia até dizer, então, tem gente que a mente está tão subdesenvolvida que não entendeu nada da capacidade mental que tem e segue vivendo quase como um animal. Ou seja, reagindo à vida como os animais reagem. É verdade, concordo com você. Mas vamos voltar ao ponto que é o nosso caso. Nós estamos aqui é porque nós não somos esses seres.

Nós estamos aqui é porque cada um de nós busca, eu e você com certeza, cada um de nós busca as respostas para a vida que a gente ainda não encontrou. A gente busca a essência da experiência da vida que nos parece que está próximo ou acessível, mas a gente não tinha ainda nem conseguido pegar o começo do fio da meada.

A gente busca compreender o porquê de tudo isso. Nenhum animal busca compreender o porquê de nada. O animal só vive, porque a instrução dele é viver. E reage exatamente igual todos os dias da vida a todas as situações que são iguais. Ah, mas não dá pra destrar o cachorro. Você não destrou o Scott? Eu destrei super bem. Eu mesmo destrei o Scott, quando é pequenininho. Veja, o adestramento...

É só um condicional do comportamento a sinais. O cachorro não compreendeu nada, ele só foi adestrado. O Scott foi muito bem adestrado para muitas coisas. Mas não significa que ele compreendeu que precisava mudar a forma como ele enxergava a vida dele. Ele só se condicionou a recompensas específicas. Comportamentos específicos, recompensas específicas. Tanto positivas como algumas negativas.

Voltando ao nosso caso, porque esse é o foco da nossa história. A gente está aqui porque a gente busca uma explicação clara e um significado para as experiências que a gente passa na vida. Para que elas não sejam apenas os trovões, cada experiência não seja apenas um trovão.

que quando são experiências duras ou difíceis nos assustem e a gente corra para baixo da cama, ou a gente resolva lutar, mas praticamente com instinto, a gente não está aqui para repetir comportamento animal. Mas se a gente não compreender o que é esse mecanismo que é a mente, a maravilha...

Eu não consigo nem descrever a sensação que eu tenho quando eu penso na minha mente, na mente humana, não porque é avançado ou a minha mente seja avançada, mas a capacidade e a possibilidade, a potência que as nossas mentes têm. Embora a gente não tenha desenvolvido elas ainda a esse ponto, mas a potência, a possibilidade.

de desenvolver a própria mente e daí começar a se conectar de fato às razões, aos fatos causais que impactam e influenciam a vida de cada um de nós. É como se fosse decifrar os segredos que estão ocultos na experiência humana para finalmente compreender o porquê de tudo isso.

Você percebe que eu estou, na verdade, tentando chegar numa definição que para mim é difícil? Mas eu percebo hoje de forma muito clara que a gente subestimou, ou talvez a gente nunca deu atenção suficiente, porque a gente nunca recebeu conhecimentos para isso, para compreender o papel que a mente cumpre, ou deveria cumprir.

durante essa existência física que a gente passa aqui na Terra. Porque a hora que a gente começar a mergulhar mais nisso e compreender, quem compreende isso mais a fundo, começa a mergulhar nisso, aí você fala assim, Arroni, mas como é que faz para mergulhar nisso? Bom, mas quem começa a mergulhar nisso e compreender, começa a desvendar os mistérios primeiro da própria vida.

Os mistérios das próprias experiências que a gente é chamado a viver. Os mistérios das nossas emoções. Os nossos pensamentos. Os mistérios das nossas angústias. E você fala assim, Rony, mas é ruim isso ou é bom? É maravilhoso.

porque aquilo que vai deixando de ser mistério vai se tornando capacidade, poder, conhecimento e ação. E a vida vai se alternando cada vez menos entre o desconhecido das experiências humanas para o compreensível, porque as coisas vão se tornando mais compreensíveis.

A gente vai entendendo o significado das experiências que a gente é chamado a viver pela vida e a gente para de reagir a elas como o Scott reagia. E eu não estou falando que a gente é cachorro, não é isso? Claro. Estou dizendo que a gente precisa descobrir o significado desse órgão metafísico que é a mente humana.

para começar a ter nas mãos a potência e a capacidade desse órgão, para que ele nos sirva e a vida possa começar a ter um significado que nunca teve antes. E aí eu volto. Como é que faz isso? Conhecimento transcendente que a logosofia oferece é, para mim,

o conteúdo essencial para compreender a mente humana, e foi o que hoje me guiou até hoje, nessa expedição, nesse conhecimento de mim mesmo, e que começou a me dar condições de compreender a minha vida de uma outra forma.

Eu estou andando para a conferência seguinte do livro Introdução, Conhecimento Logosófico. E a conferência seguinte se chama As Maravilhas do Mundo Atômico. É um tema lindo, né? E um tema muito intrigante. Por quê? Porque o Gonzales Pecote, nessa conferência, ele começa a fazer, ele narra uma viagem maravilhosa nossa.

ao mundo atômico dentro de nós mesmos. Exatamente até para apresentar essa realidade sobre a mente e como ela tem essa hierarquia, ou deveria ter na nossa vida, essa hierarquia frente aos sentidos e às capacidades físicas, neurológicas nossas também. É uma narrativa super, super legal de ler, porque é como se a gente estivesse vivendo aqueles filmes de ficção científica, que a gente vai primeiro se tornar minúsculo, para então adentrar.

o corpo humano, especialmente nessa área da cabeça, para compreender esse funcionamento, ou ver, ver entre aspas, esse funcionamento desse órgão maravilhoso conectado ao cérebro. Eu recomendo muito a leitura. É de impressionar a narrativa.

E eu espero que a gente possa, juntos, ir compreendendo que, assim, nosso caminho é o caminho de conhecer essa capacidade e despertar a capacidade, a potência da mente individual, para que ela seja a grande ferramenta que, de fato, transforma a experiência da vida humana. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.