O Diabo Veste Prada
No episódio de hoje do Tá na Estante, mergulhamos no universo afiado, elegante e implacável de O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger.
Acompanhamos a jornada de Andy Sachs, uma jovem jornalista que conquista um emprego dos sonhos — ou seria um pesadelo bem vestido? Como assistente de Miranda Priestly, a poderosa (e temida) editora-chefe de uma das maiores revistas de moda de Nova York.
Entre saltos altos, prazos impossíveis e exigências absurdas, o livro vai muito além do glamour: ele revela os bastidores de um mercado competitivo, questiona até onde vale a pena ir por sucesso e nos faz refletir sobre identidade, ambição e limites.
Será que todo sonho precisa de um preço? E mais importante: você pagaria por ele?
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Carolina
Valentina
- O Diabo Veste Prada: Livro vs. FilmeDiferenças na narrativa e desenvolvimento de personagens · Crítica ao glamour do mundo da moda no livro · Valorização do glamour no filme · A jornada de Andrea Sachs · Miranda Priestly
- Filme O Diabo Veste Prada 2Aprofundamento da personalidade dos personagens · Evolução de Miranda Priestly · Pautas atuais e politicamente correto · Meryl Streep como Miranda Priestly
- O Diabo Veste Prada de Lauren WeisbergerExperiência autobiográfica da autora · Estilo de escrita e estrutura do livro · Outras obras da autora · Lauren Weisberger
- O Diabo Veste Prada: Crítica ao mercado de trabalhoExigências absurdas de chefes · Evolução das relações de trabalho · O papel dos assistentes
- O Diabo Veste Prada: Personagens secundáriosA melhor amiga de Andrea no livro · O romance com Alex · O papel de Nigel no filme
Sabe aquele livro que você já ouviu falar, ganhou de presente ou deixou esquecido na estante há meses? Aqui no podcast Tá Na Estante, a gente traz uma resenha honesta, em forma de conversa bem humorada com quem já leu e compartilha sua opinião. Se você vai gostar do livro ou não, não dá pra prometer. Mas a nossa ideia é que você termine esse episódio com uma nova perspectiva sobre a leitura. Afinal, se tá na estante, tem história.
Sejam bem-vindos, leitores, a mais um episódio do Tá Na Estante. Eu sou a Carolina. Eu sou a Valentina. E hoje a gente vai conversar sobre O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger. No livro de cabeceira, a gente fala sobre leituras leves. Sem spoilers. Com histórias envolventes, gostosas de ler e perfeitas para quando você só quer relaxar e se deixar levar. Preparados para tirar mais um livro da estante?
Lauren Weisberger é uma escritora e jornalista americana que ficou mundialmente conhecida com o Diabo Veste Prada. Seu romance de estreia. Antes de se tornar autora, ela trabalhou como assistente na Vogue americana, experiência que inspirou diretamente a criação do livro. Esse passado no universo da moda ajudou a dar aquele tom realista e cheio de bastidores que tanta gente adora na história.
Depois do sucesso enorme do primeiro livro, que inclusive virou filme, Lauren escreveu mais dois livros em sequência. A Vingança Veste Prada, O Diabo Está De Volta, acompanhando uma fase mais madura da personagem principal e Quando a Vida Te Dá, Lululemons, um spin-off sobre a personagem Emily.
A autora seguiu escrevendo outros romances com uma pegada parecida. Histórias leves, envolventes e centradas em carreira, ambição, relacionamentos e os dilemas da vida adulta. O estilo dela é bem marcado por uma escrita fluida, capítulos rápidos e personagens fáceis de acompanhar. Perfeito para quem gosta de leituras mais dinâmicas, mas que ainda trazem reflexões sobre escolhas e prioridades.
O Diabo Vestiprada acompanha a história de Andrea Sachs, uma jovem jornalista que consegue um emprego aparentemente dos sonhos em uma das revistas de moda mais influentes de Nova York. O problema? Sua chefe é Miranda Priestley, exigente, implacável e praticamente impossível de agradar. O livro mergulha nos batidores do mundo da moda, mostrando uma rotina intensa,
cheia de pressão e expectativas absurdas. Mas, mais do que isso, ele levanta questões bem universais. Até onde vale a pena ir pela carreira? O que a gente está disposto a abrir mão para dar certo? E como não se perder de si mesmo no meio de tudo isso? Apesar do cenário glamuroso, a narrativa é leve, fluida e cheia de momentos irônicos, o que torna a leitura rápida e envolvente. É aquele tipo de livro que mistura entretenimento com reflexão.
Perfeito para quem quer uma história viciante, mas com camadas além da superfície.
Então, esse livro não tem como não comparar com o filme. É praticamente impossível. Porque o filme é muito icônico. E acho que é um filme que todo mundo já viu. É muito difícil ter uma pessoa que não tenha visto esse filme. Porque ele é muito famoso, é muito sucesso. E é um filme muito aclamado por todo mundo. Todo mundo gosta desse filme. Eu acho que é um filme também, aqueles filmes que é impossível olhar só uma vez. Nossa, eu acho que os dois filmes...
10, 15 vezes. Eu também. Assisti muitas vezes. Porque realmente, cara, o elenco é maravilhoso. As músicas são maravilhosas. A moda é maravilhosa. Principalmente quem gosta de moda, quem gosta desse mundo. Esse filme é imprescindível. Todo mundo tem que assistir. O visual do filme é muito bonito, agradável. A cidade de Nova York. Gente, todo mundo que era adolescente ou pré-adolescente que assistiu esse filme.
Ficou sonhando em imaginar sua vida profissional no futuro, indo buscar um café na Starbucks, sabe? Que nem a Andrea, e indo lá pro escritório tomar um café. Todo dia com um lookinho maravilhoso, correndo por aí em Nova York. Isso, naquele cenário assim, lindo, maravilhoso, mas ao mesmo tempo, ai meu Deus, estou muito atrasada. Sabe? Essa estética desse filme marcou uma geração.
Com certeza. Então não tem como ler esse livro e não pensar no cenário, nos artistas e tudo que a gente viu. Toda essa bagagem estética também de história que a gente viu no filme. E não trazer isso pro livro que a gente leu, né? Eu, na verdade, eu nem sabia que esse filme era um livro. Foi recentemente que eu descobri.
E a gente pensou, por que não fazer um episódio sobre isso, já que o filme está em alta agora, que tem a sequência nos cinemas, e ler o primeiro para a gente comentar, né? E a comparação, ela é inevitável, porque acho que se eu tivesse lido esse livro sem ter visto o filme, no caso, se eu tivesse lido esse livro antes de ter saído o filme,
Não sei se eu gostaria tanto da história, não sei se teria me prendido tanto, porque eu acho que o filme, ele entrega todo o visual, que é isso que faz toda a diferença, coisa que o livro não consegue transmitir da mesma forma.
É porque eu acho que o livro traz uma visão muito crítica ao glamour desse mundo da moda. Enfim. E o filme não. Ele quer justamente valorizar o glamour. Eu acho que a pegada dos livros é justamente como o livro é todo na visão da Andrea. Ela... Ela é soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma soma som
No filme ela tem essa virada de chave, que ela entende a importância da moda, que ela entende que é uma coisa séria, que ela começa entrando, né, achando que aquilo era uma, nossa, uma balela, uma coisa que... Uma futilidade. Uma futilidade muito grande. E no filme não. Sim. Que ela vai percebendo que não, que é um trabalho sério, que tem pessoas muito comprometidas, muito talentosas, e que ela vai meio que mudando a percepção dela sobre a moda, e no livro não.
No livro ela fica sempre com esse olhar. De que aquilo ali não. Que é muito fútil. Que é um absurdo. Que ela quer sair dali. E ir para o emprego de verdade. Fazer jornalismo de verdade. Exatamente. E fica muito preso também. O livro. Em fazer essa crítica. A esse modo de trabalho. E toda a exigência que se tem. Se tinha. Eu acho que.
Hoje em dia já não é mais tão assim. Mas na época. No início dos anos 2000 ali. Eu acho que era muito forte. Essa exigência altíssima. Com os assistentes. Dos chefões. De todas as posições muito altas. Que esse poder parece que dava o direito. De escravizar o assistente. Pedir que ele fizesse tudo. Que desse a vida. Ah, eu acho que é um pouco assim ainda. Parando pra pensar. Acho que não mudou tanto assim. Será? Eu acho que sim. Que não evoluiu nadinha.
Acho que não. Ai, gente, que triste. Acho que depende. Esses caras que são muito ricos, talvez não a Miranda, não sei se ela não evoluiu depois que ela leu o livro, foi um choque de realidade pra ela, né? Ou melhor, a Ana Winter. Mas eu acho que vários assistentes sofrem bastante. Principalmente esses que são assistentes pessoais, de pessoas famosas. Acho que não, tem pedidos muitos absurdos e... Pois é. Acho que não. Acho que ainda tem.
E isso, acho que é algo importante de mencionar também que a autora trouxe um toque super autobiográfico pra essa história porque ela foi assistente da Anna Wintour na Vogue, né? Então, toda essa experiência...
Da Andy no livro. Parece que é muito. Inspirada na vida real da autora. Do que ela passou quando ela foi assistente. De todos os absurdos que ela teve que. Aguentar. Então acredito que o livro. Fica muito mais preso nessa. Nessa crítica ao estilo de trabalho. Tão maçante. Explorador. Nesse sentido de. Poxa. Exigir que a pessoa. Dê a vida por aquilo ali. E esqueça de si mesma praticamente.
É, e no filme é totalmente oposto, porque a Andy tem essa virada de chave nela. É, o filme, acredito que como muitas pessoas já viram o filme 1, não vai ser spoiler nenhum. Vou contar que ela, no final do filme, larga tudo porque ela percebe que...
Não era o sonho dela viver aquilo, trabalhar com aquilo. E ela percebe também que está perdendo as pessoas importantes da vida dela em nome de um trabalho que, no fundo, ela nem queria tanto assim. É, nem era o sonho dela, né? Ela sempre quis escrever.
Então chegou num ponto do filme que ela pensou. Meu Deus, o que eu tô fazendo? Por que eu tô fazendo isso? Eu nem quero essa vida pra mim. Não vale a pena. Não vale a pena. Então isso é uma grande diferença entre o livro e o filme. Não que no livro ela também não chegue num ponto de... Não é isso que eu quero pra mim, né? É. Pra ter esse insight. Mas não é como no filme. O filme é bem diferente. Parece que até é um pouco mais bem desenvolvido essa parte. Ao meu ver, o livro é muito corrido. Ele é meio confuso.
É, isso já entra em outro ponto sobre a estrutura do livro mesmo. Eu achei confuso porque não é um livro dividido em capítulos ou sei lá. É um grande texto que tu vai lendo, lendo e às vezes tu te perde sem entender em que momento a história mudou de cenário.
Se tá falando do passado, se tá falando do presente. É, às vezes tá acontecendo um acontecimento que tu tá muito envolvido ali na narrativa, do nada corta pra uma coisa que é do passado. E daí até tu entender que é no passado, que ela tá dando um contexto anterior. Nossa, tu fica um tempo ali pensando, gente, o que tá acontecendo? Meio confuso, mas... Super. Também acho que é uma marca da escrita da autora trazer isso dessa forma bem fluida e sem...
interrupções. É, só vai indo como se fosse quase uma pessoa te contando essa história. Acho que é essa a proposta da autora. E tem muitos acontecimentos do livro que eu fui conforme eu ia lendo e pensando nossa, no filme não é nada a ver. O início desse livro é nossa, muito diferente. É bem diferente. Do filme... Os personagens têm algumas diferenças. Por exemplo, no livro ela tem uma melhor amiga que no filme nem aparece. Tchau, tchau.
super importante pra história do livro. É, acontecem coisas super impactantes na história do livro que envolvem a amiga e que no filme a amiga nem existe. Ai, tem muitas coisas até dos personagens que eu fiquei bem surpresa, tá? Porque no filme eu tinha... Eu amava a Andrea.
Eu achava que ela teve um crescimento ali no filme, faz todo sentido no final também, sabe? Só que no livro, por ela ficar muito presa a essa ideia de que isso é tudo muito fútil...
Que ela se tornou assim insuportável pra mim. Porque chegou num ponto que eu falava tipo, cara, vaza então, sabe? Tu não vê valor em nada. Tipo, tu não tenta pelo menos entender o mundo da moda. Ela é uma personagem que eu vi reclamando 100% do tempo. É que ela não evolui, né?
Ela não evolui. Não tem aquela hora do filme. Que o Nigel fala pra ela. Tipo, garota, isso aqui não é só uma revista. Sabe, isso aqui. É uma vida. A moda é muito mais, né. Do que isso. E no livro não tem. Ela fica o tempo inteiro julgando. E achando que é até superior do que os outros. E faltou alguém, eu acho, no livro. Pra dar um tapão na cara dela. E falar assim, se tua, garota. E faltou o Nigel, né. Faltou o Nigel.
Ele não existe, praticamente. Ai, que tristeza. Porque esse personagem é muito bom no filme. Eu amo esse. Ele é imprescindível na história. Nossa, ele é maravilhoso. E no livro ele nem aparece. Nem Tchum. Nem Tchum. Ai, que triste. Isso aí eu fiquei desapontada na história. Que ele não aparece. Ele faz o filme também.
Sim. Ele faz filme. Sim. Não existe. Ele é maravilhoso. Ele é icônico. Então isso é outra diferença que eu achei que fez falta. Mas a Andy no livro não que no filme eu também não sinta um pouco isso mas no livro eu acho ela uma jovem que ainda não descobriu a própria personalidade.
Parece que ela só tá vivendo a vida e ela tem uma noção vaga do que ela quer fazer. Ela quer trabalhar numa revista bacana, num jornal bacana, escrever histórias que importam e profundas e tudo mais. Só que ela também não parece trabalhar muito pra isso.
Não parece se dedicar pro seu próprio desenvolvimento. Nem como pessoa. Porque ela tem todas as oportunidades do mundo pra fazer networking. É. Pra pensar, tipo assim, ah, eu quero ser escritora, então eu tô nesse evento aqui que tem, nossa, o chefe editor, sei lá, da New York Times. Vou tentar falar com ele, não. Ela fica o tempo inteiro reclamando e... É. Se vitimizando, sei lá. É, eu acho que ela é muito...
ainda pra perceber que isso que ela tá vivendo. Que bilhões de garotas matariam pro... Essa frase é o clássico, né? E na verdade é muito real isso. E por que tantas garotas matariam por esse trabalho? Porque...
Não é um mero trabalho de assistente. Tu tá conhecendo um monte de gente importante. Tu tá trabalhando com uma pessoa super foda. Super respeitada. É uma referência, sabe? Então, tipo assim, se a Miranda Pursley falar Cara, eu te recomendo. Todo mundo no mundo vai querer te contratar. Vai te abrir muitas portas. É muito além, é mesmo.
tu não gostasse de moda, cara é uma oportunidade única na tua vida exatamente vai abrir tantas portas e eu acho que ela é muito imatura muito novinha, ou sei lá desligada pra perceber isso e no livro ela fica presa nisso aí ela não evolui muito e acho que no filme também
Eu tenho um pouco essa impressão que ela é meio sem personalidade ainda. Ela não evolui muito como personalidade própria. Ela diz que ela quer ser uma editora, ela quer trabalhar como jornalista num jornal e tal. Mas ela não me passa uma grande personalidade, uma grande inteligência, um esforço muito grande. Ela só...
Tem esse sonho aí e tá vivendo. Então, não sinto assim uma grande evolução. Mas, pelo menos no filme, ela conseguiu fazer essa virada de enxergar que... Olha, a moda é algo interessante também. Não é coisa fútil falar sobre moda. Não é coisa de menininha ficar falando de roupa. Ai, roupa, sapato. Não é isso. É cultura, é... Todo mundo é arte, né? Moda é arte. Exato. Então, isso... Pelo menos no filme, ela teve essa virada de chave.
Sim, exatamente. Mas no livro faltou realmente isso, que é uma das coisas que mais me incomodou lendo. Porque, cara, tu fica tipo, meu Deus do céu! Não tem uma evoluçãozinha, gata! Nada! Nenhuma parada de chave, sabe? Valoriza, pelo menos, o que tu tá fazendo.
E é um livro até meio chato, no sentido de que é meio paradão, de estar sempre... até acontecem coisas marcantes ao longo da história, mas do jeito que é narrado parece meio maçante, é meio prolixo.
Vai adicionando mil detalhes sobre coisas que... Uma coisa que eu não gosto dessa narrativa. Que me cansou muito ler. Porque era o tempo todo, sério. Qualquer coisa que acontecia. Qualquer coisa. Se ela fosse buscar um café. Ela falava tipo, ai meu Deus. Por que eu tenho que buscar esse café?
Aí, sabe? Ela ficava surtando por causa do café. E daí era tudo um surto. Aí era super detalhado. Sim, tipo, ai, porque esse café tá quente. Sabe? Tu ficava, meu Deus. Só pega essa porra desse café e leva, sabe? Não é pra ser tão complicado. Não precisa surtar por causa disso. Ela conseguia reclamar de absolutamente tudo. É que eu acho também ela já tava meio por aqui, né? Não, essa logo...
início do livro. Ela já tava achando um absurdo desde o dia 1, né? Esse é o ponto. Cara! Mas é que fica meio chato os detalhes do trabalho. Eu lembro que tem vários momentos no livro em que o boletim que ela e a Emily tem que fazer anotar todo mundo que ligou, todo mundo que deixou mensagem pra Miranda e tal.
Seria suficiente a autora dizer que elas tiveram que fazer o boletim. Mas não. Ela diz todos os detalhes. Inclusive coloca o boletim. Ela coloca o número do telefone. O nome da pessoa. A mensagem que ela deixou. A hora que ela ligou. Eu acho que foi com o intuito de dar um toque de realidade. Mas ficou chato. É, ficou bem chato. Tem uns detalhes que realmente não precisava.
Fica chato, você vai lendo e pensa Tá, dá uma dor de pular Vou pular essa página porque eu não quero saber Todos esses telefones que nem existem Tudo isso que a gente falou Me faz pensar o seguinte Esse caso é uma raridade Em que o filme é melhor que o livro Com certeza Isso me pega porque Geralmente o livro é muito melhor Mas nesse caso É que eles pegaram uma base e fizeram uma obra-prima É Deixa eu ver
Tipo, eles tiveram que realmente reformular a história. Pra ficar essa obra-prima que a gente conhece. Porque se não tivesse essa virada de chave. Se não tivesse todo esse questionamento. Não seria o ícone que é. Hoje em dia. Os roteiristas arrasaram. Nossa, demais. Então é um filme...
maravilhoso, que ultrapassou e muito a moral da história do livro, as reflexões, acho que do filme são muito mais pertinentes também do que as do livro. O livro acaba ficando bem raso.
Cara, até o romancezinho Xoxo, da Andy, com o Alex, no livro é... Pior ainda. É pior ainda. Tipo, o Alex é quase um... Ah, ele é um coitado. Ele é um coitado, porque ele nem aparece. Ele tá ali tentando ajudar a Andy, mas ele... Nossa, ele quase não aparece. Ele é tipo um... Quase um figurante ali atrás da cena, sabe? Às vezes, quando tá lendo, pensa... Ah, meu Deus, é verdade. O Alex existe. Tá ele ali. É, e o romance que ela vive com o...
Christopher, também é algo que no livro é bem xoxo, capenga e no filme é muito mais marcante e faz uma diferença na vida dela e tal porque eu acho que toda essa pegada do filme que eu acho incrível, é que ela realmente se deslumbra com esse mundo e o Christopher representa os contatos, representa todo esse mundo luxuoso que ela tá começando a se interessar cada vez mais, então faz sentido no filme, mas no livro tchau
Fica até meio solto, sinceramente. Então, enfim. Mas, é isso aí. O filme é muito melhor do que o livro. E, recentemente, o filme 2 está nos cinemas. Acabamos de ir assistir. Sinceramente, pra mim, ficou maravilhoso. Eu adorei a continuação.
Achei que arrasaram. Eu acho que aprofundou a personalidade de cada um dos personagens. A Miranda, eu sinto que no 1, a gente via muito aquela imagem idealizada dela. Que era a forma que a Andy via ela. Ah, é aquela mulher inalcançável. Que é super importante, super profissional, super...
fria. E no 2 eu acho que por conta da história e tal, começa a mostrar um lado muito mais pessoal e vulnerável da Miranda, que eu adorei. Eu adoro também, porque a Meryl Streep é a Meryl Streep, né? Nossa! Ela é uma das melhores atrizes que existem. Ninguém consegue fazer o que ela faz. Porque ela consegue pegar toda a essência da Miranda e Working Working
E colocar ela em situações que tu jamais imaginaria a Miranda passar. E mesmo assim é muito ela. É muito o que a Miranda faria, sabe? Tu imagina... As caras. As caras, as expressões. E todo o descontamento. Ela nem precisa falar uma frase. Ela só olha assim. Tu já entende tudo que ela tá pensando. É.
E nossa, maravilhoso. Isso aí, a Meryl Streep é boa demais. Porque a gente vê quantos papéis diferentes ela já fez. E ela consegue trazer a essência daquele personagem de um jeito que parece que ela é aquela pessoa. Isso é incrível. A Miranda é muito boa, a personagem.
A gente tava comentando antes também que a gente gostou Porque tem muitos filmes Que tentam trazer pautas Atuais de uma maneira muito Forçada até, sabe E nesse filme não Eles trouxeram coisas Super atuais que eu acho que sim Poderiam acontecer agora mesmo Das pessoas falando não, mas não é mais correto falar isso Querida
E aí ela sabe, ela tentando mudar o rumo da conversa e não conseguindo, sabe? Eram umas coisas muito sutis que aconteciam no filme que eu achei sensacional. Achei muito bom. E ficou engraçado, não ficou forçado. Eu achei as referências ao RH. O pessoal do Compliance não iria aprovar você falar isso. Gente, as pessoas evoluíram. São 20 anos depois do primeiro filme. Olha como é que tá as coisas hoje em dia.
toda essa coisa do politicamente correto e como as pessoas estão críticas em relação a isso é óbvio que ela não poderia falar as coisas que ela falava 20 anos atrás principalmente por ela sendo uma porta-voz da Vogue, né? Isso que eu ia dizer, que no mundo da moda isso também evoluiu naquela época do filme tinha uma onda de magreza extrema com as modelos. Não que não tem hoje em dia hoje em dia voltou esse negócio de magreza extrema infelizmente Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus Deus
A gente fala muito mais abertamente sobre isso ser um problema, né? Então, isso ficou bem interessante que eles trouxeram essas atualizações pra história. Mas sem perder a essência dos personagens. Então, o filme 2 é muito bom.
Mas é importante ressaltar também que não tem nenhuma relação com a sequência de livros. Pelo que a gente pesquisou, tem dois livros de sequência do Diabo Vestiprada, mas nenhum deles é a história do filme 2. É uma coisa totalmente independente. Então, acho que isso também reforça como o filme é uma história pensada a partir de uma base, que nem a gente falou, do livro, mas eles levaram para outro patamar.
Criaram outro roteiro. Com outras reflexões. E melhoraram muito essa história. Então recomendamos assistir os filmes. É. Talvez não tanto o livro, né? É. Eu não sei se eu recomendaria esse livro. A gente leu. Porque a gente queria trazer esse comparativo do livro com o filme. Mas, sinceramente, o filme é tão superior. É. Que não vale a pena, gente. Não vale a pena. É melhor reassistir o filme. Com o filme que tu vai ler.
Verdade. E se você concorda com as nossas reflexões, discorda de algum ponto ou pensou em algo que a gente não falou, por favor, deixe nos comentários. O nosso intuito é criar um espaço de troca de ideias e opiniões sobre literatura. Se você gostou, não deixe de compartilhar o episódio com seus amigos. Isso nos ajuda a continuar incentivando a leitura. Obrigada por escutar até aqui e até o próximo episódio.
O Tá Na Estante é um podcast independente, produzido por Carolina Sone e Valentina Refosco, e está disponível no Spotify e no YouTube. Siga nossas redes sociais, arroba tá na estante pode, para acompanhar todas as novidades e outros conteúdos. Nos vemos no próximo livro!