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Desmamis - Especial dia das mães (ft. Bella Chiang e Ana Clau) #09

07 de maio de 202625min
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A casa muda, o amor não. 💛✨ Existe hora certa pra sair de casa? Como cortar o cordão sem cortar o amor? Se você está nessa fase de querer voar mas com medo de cair, este papo é o seu lugar seguro.

No episódio #09 do Pod com a Claudete, Ana Clau recebe Bella Chiang para uma conversa real sobre amadurecer, sair de casa e tudo que vem junto. E o melhor: as mães entram no estúdio. As nossas mães. 🥹

Neste episódio você vai descobrir:

• 🏠 Hora certa de sair de casa: Os medos reais, a culpa, a saudade e por que o “momento certo” não tem idade.

• 💛 Mãe é mãe ou pode ser amiga? A linha tênue entre disciplina e cumplicidade na relação mais importante da nossa vida.

• 🥹 Conversa com as mães: Um quiz emocionante que você vai querer fazer com a sua mãe depois.

🌟 JÁ MANDOU MENSAGEM PRA SUA MÃE HOJE? Siga o @podcomaclaudete e avalie com 5 estrelas. Vamos juntos celebrar quem nos colocou no mundo.

📅 Episódios novos: Toda quinta-feira, às 19h.

CONHEÇA OS CONVIDADOS:

✨ Bella Chiang: Atriz, dubladora e influenciadora. [@bellachiang]

✨ Ana Luiza: A mãe da Ana Clau.

✨ Jô Chiang: A mãe da Bella.

🚨 SPOILER DO EP #10: Na semana que vem, o papo é sobre descomplicar a vida com Marcela Lara e Pedro Konop. Não vai perder, né? @marcelap.lara | @pedrokonop

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🎬 Bella Chiang: @bellachiang.

🎙️ Apresentadora: @oficialanaclau.

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Participantes neste episódio3
A

Ana Clau

HostApresentadora
A

Ana Luiza

ConvidadoApresentadora
B

Bella Chiang

ConvidadoAtriz, dubladora e influenciadora
Assuntos5
  • Hora de sair de casaMomento certo vs. idade certa · Medos e culpas associadas · Conforto e zona de conforto · Responsabilidade da vida adulta · Preparação financeira e prática
  • Interação Pai e FilhaMãe como amiga vs. mãe como figura de autoridade · Cumplicidade e disciplina · Saudade e culpa em se afastar · Sacrifício materno · Valores e princípios transmitidos
  • Quiz com as mãesMedos sobre a vida adulta das filhas · Saudade das filhas · Pensamentos sobre sair de casa · Conselhos para a vida adulta
  • Presença maternaO papel da mãe · Diferentes formas de ser mãe · Instinto materno · Foco na carreira vs. maternidade
  • Identidade e RepresentatividadeAutoconhecimento e seguir o coração · Coragem para ser quem se é · Força e valores pessoais · Diferentes formas de ser mãe
Transcrição70 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Você abandonou praticamente a sua vida inteira. Pra poder cuidar de mim. E é um sacrifício que eu nunca vou conseguir pagar. Quando vocês nascem. Tá nascendo junto uma mãe ali. E eu acho que tem várias formas de ser mãe também. Acho que não é só gerando tradicionalmente uma criança. Mesma mãe, mesmo pai, mesma barriga. Mesma criação, educação.

E filhos completamente diferentes. A minha mãe controlava a minha agenda até pouco tempo atrás. Tipo, ela marcava as coisas pra mim no calendário. Você também faz isso? Sim. Eu certamente não seria nada sem você. Não teria chegado a lugar nenhum. Mãe, nunca solta de verdade. Saiba que você nunca está sozinha. Tem amor esperando no portão. Sim.

E aí, sexys? Tá começando mais um POD com a Claudete. O podcast mais sincero, confuso e necessário da sua semana. Olha quem está de volta. Bela Xiang, que foi descoberta em uma livraria aos três anos. Se você achava que criança prodigia era coisa de filme, é porque não conheceu a Bela de nove anos com o script da mão e 30 falas decoradas antes do recreio.

Seja muito bem-vinda novamente. Muito obrigada. Eu ia fazer um negócio, mas daí caiu. Êêêê! Hoje, o episódio é sobre nosso amadurecimento, é sobre a maternidade, vários assuntos. Não se preocupe, ninguém tá escondendo nada. Tô brincando, tô brincando, tô brincando. É tudo brincadeira. Então, a gente vai falar sobre maturidade, essas coisas, etc.

Primeira pergunta do Bloco 1 pra você. Existe hora certa pra sair de casa? Ai, eu não acho que tenha. É que eu acho que tem um... Não hora certa, mas acho que é um momento certo. Assim, você sente, ah, sai agora. É porque eu tinha um pouco de medo, porque eu já vi pessoas dizendo... Eu acho que tem muito filme disso, né? Fez 18 anos, vai pra rua, vai viver a sua vida, vai ter um apartamento. Você já tem que estar financeiramente já estável.

gente, que isso, acabei de fazer 18, eu estou, não mudou absolutamente nada, assim, não caiu nada do céu falando agora, você ganhou este apartamento, você tem o seu carro e você vai viver a sua vida sozinha. Eu acho que talvez na Finlândia, mas não no Brasil. Não, gente, tem o momento certo, é claro, você não vai viver pra sempre com os seus pais, mas, por exemplo, ai...

Vou sair de casa, mas eu vou sair de casa em algum momento. Agora não é meu momento? Espera, eu não vejo problema nenhum. Mas vai chegar aquela hora que você vai ver e falar. Não, agora eu tenho que seguir nessa vida. Sim. Sozinho. Tipo, eu acho que também não tem, sabe? Não tem hora certa pra sair de casa. Mas eu tenho medo de acabar ficando muito confortável. E virar um peso pra minha família, sabe? Tipo, nossa, minha vida tá tão boa. Nunca vou sair de casa. Se eu só ficar aqui.

Não, isso não vai acontecer, mas é, eu acho que todo mundo tem um tempo muito próprio, assim, sabe? Quando se sentir preparado, aí você vai. E sua família, eu tenho certeza que sua família, se caso aconteça alguma coisa, também vai estar lá pra te receber de volta, assim, sabe? Não, sim, claro. Mas eu acho que é importante esse negócio de também...

tentar fazer um pequeno esforço pra conseguir sair da sua zona de conforto. Ah não, gente, é preciso. Porque se você for ficar na sua zona de conforto, você vai ficar morando na casa dos seus pais pra sempre. Exatamente, é porque tem um ponto da sua vida que você vai ter que morar sozinho, assim. Você vai ter esse momento. Você só vai estar postergando uma coisa que... Ai, aqui tá confortável, aqui tá gostoso, mas...

Meus pais que compram as coisas de mercado, quando eu estiver morando sozinha, eu que tenho que fazer minha própria comida. Ok, isso vai acontecer, mas gente, você tem que ter aquela pegada, sabe? Tipo, nossa, preciso fazer alguma coisa na minha vida também. E quais são os seus medos em relação a sair de casa, essas coisas?

Eu acho que eu tenho medo de, tipo, não conseguir dar conta de tudo. Nossa, eu tenho medo de não conseguir lidar com tudo. É muita coisa. Eu vou estar sendo responsável por tudo. Você tá sendo responsável por você mesma e pelas coisas que estão ao seu redor. Então, você tem que lavar a louça. A louça não vai lavar sozinha. Exatamente. Você tem que limpar a sua casa. Tipo, ela não vai aparecer limpa do nada. Exatamente. Você vai ter que cozinhar.

Eu acho que um dos meus maiores medos é, tipo, ficar meio largada. Tipo, vou viver a vida doidada. Agora tô sem paz. Deite, tipo...

vai dar dois meses e minha casa vai estar amontoada. Tipo, naquele sério. Entra, tipo, entra o pessoal da limpeza. Eles têm que fazer assim, tipo, nas caixas de coisa. Tem um rato que passa. Eu tenho medo disso acontecer comigo. Não, não acho que a gente vai chegar nesse nível, assim. Mas eu acho que a gente vai viver e aprender, assim, sabe? Eu tenho certeza que vai chegar algum momento que a casa vai estar daquele jeito, tipo, tudo voando, tudo sujo. E aí eu vou olhar. É tipo em filme, que as protagonistas vêm e falam...

Eu tenho que arrumar minha vida, sabe? E aí elas começam a ter aquele baita glow-up. Precisa ter responsabilidade da vida adulta. Exatamente. E tem que preparar meio que o terreno pra sair, assim? Dar uma preparada? É claro que tem que preparar. Não tem como você sair de casa sem você.

ir atrás das coisas. Então você tem que procurar um apartamento, você tem que ter a certeza de que você vai conseguir pagar o aluguel todo mês. Você tem que ter certeza que você vai conseguir se sustentar em um mês. Eu sinto muito isso, de ter que já começar a...

A dar aquela, tipo... Aquelas indiretas, né? Eu sou responsável. Eu consigo lidar com a minha... Com a minha agenda, sabe? Eu conversei com a minha mãe. Tá, gente? Isso vai ser muito humilhante. E eu vou fazer uma confissão, mas vai ser muito, muito, muito humilhante. A minha mãe controlava a minha agenda até pouco tempo atrás. Tipo, ela marcava as coisas pra mim. E eu não ia falar.

Por que que isso é... Você também faz isso? Sim. Tipo, é porque tem muita coisa. Então, tem coisas do tipo que eu esqueço de marcar. Aí ela fala, você marcou tal coisa? Aí eu falo, eu sei que tá no dia... Ah, não, eu não marcava lá. A minha mãe marcava pra mim. Só que daí eu falei, não, tá na hora de eu ter responsabilidade. Reino pra vida adulta, não dá pra eu... Não dá pra eu ficar na maionese pra sempre, entendeu? Eu vou ter que...

Assim, ter responsabilidade, marcar as coisas, respeitar o horário dos profissionais que eu tô marcando coisas, seja manicure, cabeleireiro, etc. Sabe, tô dando exemplo. Minha mãe me ajuda em muita coisa, assim, tipo... Não, médico, eu não vou marcar consulta, eu me recuso. Isso daí, pra mim, é adulto demais. Eu não sei nem como se marca uma consulta. No máximo, eu ia ligar e falar, Oi, eu estou com tais sintomas, com que médico que eu tenho que falar?

E você sente, tipo, culpa de deixar a sua família assim? Por que você nem sair de casa? Ah, eu não sei se culpa é exatamente o que eu sinto, mas é que fica mais a saudade do que culpa. Porque eu não vejo... Culpa é quando você faz algo e se arrepende, né? Eu não vou estar me arrependendo. Não foi, tipo, uma escolha que eu fiz.

Ah não, pera, tem vários casos, por exemplo Tô saindo de casa porque não aguento mais meus pais Isso seria um cenário Que você possivelmente sentiria Culpa em deixar essa família No fundo, e arrependimento, dependendo do caso Exato, esse é um caso específico Mas tipo

falando assim normal, em um processo gradual de sair de casa, eu não ia sentir culpa. Eu ia me sentir tipo, nossa, tô fazendo isso sozinha. Os meus pais vão estar, tipo, meus pais estão na casa deles e eu estou na minha casa. E eu pago até. Que doideira. Essa casa é minha, eu posso falar palavrão.

não, porque a gente sempre tem isso em casa, né que minha mãe fala você não fala palavrão na minha casa e daí eu tô falando palavrão e ela você não fala palavrão na minha casa, mas eu tô no meu quarto você tá no meu território e ela não tá nada mas eu acho que eu sinto um pouco de culpa assim, porque eu quero ah, porque eu quero

Eu quero passar tempo com a minha família, sabe? Eu passo tanto tempo longe já, tipo, estudando, fazendo mil e umas das coisas que eu faço, podcast, uma delas, gravando. Eu acho que não passo tempo suficiente com a minha família, e eu gosto de passar tempo com a minha família.

Ah, mas eu acho que é uma culpa diferente, eu acho que é uma culpa não relacionada a se mudar. Porque eu acho que é uma culpa do tipo, nossa, sei lá, essa semana eu passei muito tempo com os meus amigos, eu saí todo dia, não dei a atenção necessária, que eu sinto que eu tenho que dar pros meus pais. Eu acho que esse é um tipo de culpa normal, assim. Ontem, por exemplo, não sei, eu saí pra almoçar e saí pra jantar com o pessoal.

e voltei muito tarde e não consegui falar com a minha irmã ou com os meus pais, eu vou sentir uma culpa do tipo, nossa, devia ter passado mais tempo com eles, porque a gente sabe que são fases da vida, né, e você não vai ter eles na sua, não vai ser a sua casa ali, daquela forma que você vive hoje, pra sempre, em algum momento isso vai mudar, então eu acho que isso é uma culpa muito diferente do tipo, ah, eu tô me sentindo um pouco com essa culpa por ter saído de casa, eu acho que é um tipo diferente de culpa esse seu caso.

Eu acho que eu teria mais culpa em... Acho que deixar minha irmã pra trás, sabe? Ai, sim. Porque eu acho que eu não passo tempo suficiente com a minha irmã. E eu gostaria de passar mais tempo com a minha irmã. Porque eu amo muito a Juju. Juju, se você estiver assistindo... I love you. Te amo.

depois que sai não pode mais voltar, tipo, você saiu agora você encara a vida você mora na rua, se você tiver que morar na rua mas você não volta pra casa não, gente, eu não acho que seja assim você vai sentir aquela coisa do tipo, que droga não consegui sustentar tudo sozinho vou ter que voltar pra casa

Eu acho que vai sentir isso, mas eu tenho certeza que seus pais, sua família, enfim, vão te receber de braços abertos, porque é literalmente uma pessoa que tá voltando pra você, sabe? Não que ela tenha ido embora pra sempre, mas é tipo aquele carinho de mãe, de pai que você tem, de tipo, não, filha, vem aqui.

você consegue, a gente vai trabalhar nisso junto, sabe? Eu, se eu, se isso acontecesse comigo, eu acho que seria uma coisa que meus pais fariam, assim, eu acho que eu ia sentir aquele peso na consciência de droga, não conseguir fazer tudo sozinha, vou ter que voltar pra casa dos meus pais, assim, sabe? Mas eu tenho certeza que eles iriam me receber com os braços abertos e super aptos a conversar e realmente me guiar pra que da próxima vez que isso aconteça, dê certo, sabe?

Eu acho que no meu caso, eu estaria meio que revoltada da vida, revoltada comigo mesma. De não ter conseguido. Eu começaria a, tipo, ficar... Não, eu estaria revoltada, tipo, eu vou ser hiperbaulada e você não pode me falar que horas eu volto, porque eu sou adulta mesmo morando aqui. Nossa, ia 100% acontecer comigo. Então minha mãe, mas filha, você tá morando aqui. Mas eu ainda sou adulta, por favor.

Me aceita, sabe? Um negócio meio assim. Meio controverso, né? É. Meio controverso. E do que a sua mãe tem medo? Nossa, muitas coisas, eu acho. Quando eu tiver...

É porque é um cenário que tá basicamente meio recente, né? Mas eu tenho certeza que ela vai... Nossa, acho que ela tem medo de eu, sei lá, não conseguir cozinhar ou não conseguir fazer alguma coisa e realmente não dar conta de tudo. Não sei, então eu acho que ela vai... Ela tem medo de eu estar longe, assim, sozinha, sem ninguém perto comigo. Acho que ela já tem medo disso, assim. Não porque ela não ache que eu sou capaz, mas eu acho que é aquele carinho de mãe, de, tipo, instinto protetor, sabe? Sim. Eu acho que a minha mãe que eu fiz...

Tem medo...

Minha mãe tem medo de umas coisas muito aleatórias. Tipo, ela teria medo de roubarem meu passaporte dentro da minha casa. Ela teria medo de arrombarem a minha porta e roubarem algo valioso. A minha mãe tem medo de coisas muito específicas. Que não são exatamente, tipo, realidades, sabe? Entendi. Tipo, minha mãe estaria muito preocupada com umas coisas muito aleatórias. Só que minha mãe tem medo de muita coisa. Porque ela quer me proteger, obviamente. Ela quer me manter no útero, mesmo que eu já tenha nascido. Sabe?

Entendi. Mas a gente tá falando aqui, a gente tá achando que as nossas... Ai, nossa, mas o que você acha que sua mãe acharia? Do que você acha que sua mãe tem medo? Por que a gente não traz elas aqui? Eu acho ótimo. Acho que vai ser uma coisa bem legal.

Tô aqui com a diva, a Ana Luísa, a minha mãe. Essa aqui é a joa, minha mãe. E agora, a gente vai fazer um quiz maravilhoso. Bela, primeira pergunta. Vamos lá.

O que você mais tem medo que aconteça quando eu for morar sozinha? A, que eu só me alimente de miojo e porcaria e fique doente e não te conte. B, que eu não limpe a casa e viva na sujeira até ficar doente e não te conte. C, que eu saia e beba todas as noites até ficar doente e obviamente não te conte. Ou D, que eu fique muito sozinha e que a solidão me deixe doente e eu não te conte.

Nossa, eu tô ficando sozinha. Já tô até sentindo um negócio. Tem que contar se eu estiver chateada, né? Ah, eu acho que eu vou contar se acontecer alguma coisa. É bem a minha cara. Nossa, certeza. Próxima pergunta. Do que você mais vai sentir falta quando eu sair de casa? A, dos meus toques que você chama de críticas. B, das minhas reivindicações que você chama de reclamações.

C, das nossas fofocas sobre todo mundo que a gente conhece, que a gente chama de só estamos comentando. D, dos filmes bons que eu escolho pra gente assistir.

Ah, eu sabia que você ia escolher a D. Eu acho que eu sentia que você ia escolher a C. Eu acho que é a nossa cara. Principalmente, por focar no carro. Eu saí, tipo, saí pra jantar. Aconteceu tal coisa com tal pessoa. Nossa, eu chego em casa, eu vou no quarto dela. Se ela tá dormindo, eu acordo pra contar. Oh! Sente saudades dos filmes que a gente...

Dos filmes que a gente assiste juntas. Eu gosto dos filmes cult. Só que eu tenho muito bom gosto pra filme. Você vai sentir saudades disso. Eu vou mesmo. Terceira pergunta. Você pensava em sair de casa na minha idade?

A. Claro que não, sair de casa era pra casar. B. Claro que sim, mas a gente não tinha a liberdade que vocês têm agora. C. Claro que sim, na sua idade eu já cozinhava, lavava e passava. D. Claro que não, na sua idade eu era ingênua e esperava o príncipe encantado. Awww. Achava que tinha que ficar esperando, assim. Você saiu de casa com quantos anos? Com 24.

Ah, normal. Na verdade... Você colocou a A e sua mãe colocou a D. Acho que elas estão bem parecidas, assim, de pensamento, se você for parar pra analisar essas duas. Se a gente casa era pra... Encontrar o primo. Ficar com alguém. Achei bem parecido. Não, mas faz sentido, né? 28 anos, quando eu casei. Nossa. E a nossa última pergunta. Se você tivesse que dar só um conselho pra nossa vida adulta, qual seria?

Cadê as opções? Exato. Eu quero opções. Agora vocês têm que falar. O meu conselho seria... É... Segue seu coração. Eu sabia que ela ia falar isso. Porque a gente fica tentando racionalizar e seguir o que todo mundo fala, o que as pessoas vão achar, o que a gente acha que deve ser certo. Mas no fundo a gente sabe, assim, tipo, o que é a nossa paixão, o que a gente sabe que é certo. É só que às vezes dá medo de fazer o certo. Então, só de ter coragem e seguir.

Eu acho que é uma questão de seguir sempre o que nós te ensinamos. Eu acho que você fazendo isso, eu acho que você vai ser muito feliz e você vai se dar muito bem.

Porque a criação é tudo. Então, quando você segue essa base, não tem como dar errado. E se divertir, aproveitar a cada momento as coisas que a vida vai estar te oferecendo e te proporcionando. Que lindo. Nossa, gente, eu também fiquei emocionada. E eu achei muito real isso. A mãe não é minha e eu levei para o coração.

Te desejo mesmo. Eu não sei o que você ensinou em casa, então eu não vou conseguir aplicar os fundos da briga. Me liga. Tá bom. Eu vou estar numa crise, vou estar... Tia Jo, o que eu faço? Ai, gente. Que especial isso. E agora estamos indo para o nosso bloco 3. Mas antes disso, claro, vamos comer os cookies da Lunardelli Patseri, o nosso patrocinador para esse momento tão incrível. Um beijo e até o próximo bloco.

Lunardelli Patseri. Cookies da Lunardelli Patseri. Voltamos agora para o nosso terceiro bloco. Vamos comer aqui uns cookies maravilhosos. Nossa, tão bonitos, hein? Nossa, tá com uma cara muito boa. E a gente vai agora para as perguntas. Mãe é mãe ou mãe pode ser amiga também? Mãe pode ser amiga também. Eu sabia que você ia responder.

Depende da hora, né? Tem a hora da mãe, tem a hora da amiga. E às vezes elas se confundem. Sim, elas se confundem com o frequente. Você perde no Fortunado. Também. Não, eu tô... Minha mãe tá no modo amiga e eu tô conversando várias coisas, falando várias coisas. Daí minha mãe entra no modo mãe e daí ela fica tipo, nossa, Ana Claudina. Eu fico tipo, calma. A gente era amiga. Tipo, você não mudou de volta o filtro. Eu não fui avisada, por favor.

E minha mãe adora também. Você adora conversar com as minhas amigas e entrar no grupo de fofocas também. Eu me sinto parte do grupo.

Sim, a minha mãe sempre fala, é nossa turma. Essa relação de mãe e filha aqui, tudo bem, ela continua sendo nossa mãe, mas aí é uma amiga que você tem na sua casa o tempo inteiro, né? Eu posso falar isso, que minha mãe e eu, nós temos uma relação muito, muito, muito boa, assim, acho que sempre foi muito de cumplicidade, de realmente amigas, é óbvio. Ela também me educa, é claro, porque esse é o papel dela, disciplinar. Até seus amigos, às vezes, me pedem conselho. Ai, tia, o que eu tenho que fazer? É mesmo.

É, é verdade. E acho que se vocês não puderem contar com a gente, daí com quem vocês vão poder contar, né? É bom saber que a gente ama vocês mais do que qualquer pessoa do mundo, né? Muito fofa, amei. E eu acho que dá pra ser amiga, eu acho que dá pra você ser amiga da sua mãe, mas também, né, tem momentos e momentos. Mas eu imagino eu e minha mãe, quando minha mãe tiver velhinha e eu também tiver velhinha, nós duas dolinhas, vai ser um pouco mais velhinha do que eu. A gente vai viajando pelo mundo.

Tirando fotos, selfies nos lugares. Gostei, gostei. Do Taj Mahal. Você vai cobrar, né? Você vai cobrar. Eu vou cobrar isso. É, literalmente. Tá gravado. Registrado. Tá registrado. Tá registrado. E é mais difícil ser mãe do que a gente imagina?

Acho que é melhor do que a gente imagina. Porque você aprende muito, assim. A gente não tem nada a ver com o que você imagina, né? É uma surpresa. É difícil. Você não sabe. Não nasce ali. Praticamente quando vocês nascem, tá nascendo junto uma mãe ali, né? Nossa, que bonito. Nossa, né? Nossa, que profundo. Isso foi bem bonito. Aí toda hora a gente tá aprendendo como é ser mãe. Depois quando você aprende a ser mãe de uma, daí vem a outra, tudo diferente.

Você fala a mesma mãe, mesmo pai, mesma barriga, mesma criação, educação e filhos completamente diferentes. Eu acho isso muito legal. E a próxima pergunta é qual mãe vocês acham que a gente seria? Que tipo de mãe, vai? Uma excelente mãe. Nossa! Obrigada. Acho que você ia ser uma mãe muito divertida. Você já é uma filha muito divertida. Sim. Mas eu acho que eu não tenho...

Aquele instinto materno, sabe? Você acha que você é uma pessoa que tem instinto materno, assim?

Tipo aquela vibe meio... Eu acho que eu tenho, eu sabia? Eu acho que eu tenho, porque eu tenho um trabalho na igreja que é cuidar de criança. Então, eu me apego muito, assim. Muito, muito, muito, muito, assim. É uma coisa que eu quero muito futuramente. Mas é uma coisa que ainda não acaba se tornando um desejo que você tem, assim, sabe? Eu não sei. É que, tipo, eu não tenho, assim, como um desejo, sabe? Tudo bem, também. É que eu sempre fui muito...

tipo, focada em carreira, sabe? Eu sempre tive medo de largar meus sonhos pra ter que cuidar de outra pessoa, sabe? E minha mãe sempre falou pra eu seguir meus sonhos, então eu tenho muito medo de alguma coisa acontecer pra entrar no caminho disso. De acontecer alguma coisa que não deixa eu seguir meus sonhos. E eu acho que tem várias formas de ser mãe também.

Acho que não é só gerando, tradicionalmente, uma criança. Mas tem cuidando de uma criança. Sim. Cuidando, né? De qualquer forma, assim. Sabia que se você, se uma criança gritar em público, mãe, todas as mulheres olham pra trás, mesmo se elas não são mães? É, tem gente que ensina isso, né? Principalmente em países que acontecem muito sequestro de crianças, né? Não gritar por socorro, mas mãe. Porque é muito mais provável de todas as mulheres olharem e chamar mais atenção.

Mas se você apresentar socorro, as pessoas não vão olhar? Eu sei que eu olharia. Eu sei que eu olharia, só que eu acho que mãe, eu acho que é uma coisa muito mais... Eu acho que mãe é uma coisa muito mais universal. Agora, não é mais uma pergunta, mas é mais um... Uma declaração, eu diria. As coisas que eu mais admiro em você.

Acho que o que eu mais admiro em você... Ai, eu não tinha pensado na resposta, sabe? Mas acho que o que eu mais admiro em você é que você é muito honesta. Você é muito, extremamente ética e tem valores muito fortes. Tipo, uma pessoa que segue o certo mesmo quando todo mundo tá falando pra fazer o errado. Tipo, você tem seus valores e você não gosta de...

Você não gosta de não seguir seus valores. Você segue seus valores independente do motivo, do que está acontecendo na situação. Isso é muito inspirador. Porque eu não quero ceder ao mundo e não seguir os meus valores. Eu quero seguir os meus valores igual você segue os seus valores.

Que fofinha. Que linda. Eu acho você muito melhor do que eu. Mais divertida, descolada, inteligente. Com coração. Minha mãe fala que você está descolada. Com um coração maravilhoso. E eu me preocupo de até seu coração ser muito bom demais. Estou muito feliz de ter transmitido isso.

O que eu mais admiro em você? Eu acho que tem muitas coisas, mas enquanto a Helena estava falando, eu acho que o que veio na minha mente é que você é uma pessoa muito forte em todos os sentidos. Eu acho que eu admiro mais quem você é do que o que você faz. Porque se eu fosse admirar tudo que você faz, eu passaria o dia inteiro o admirando, porque você é uma pessoa muito forte, sabe?

você me sustenta, sustenta a minha irmã, você é uma mãe e uma esposa incrível, e também uma amiga incrível para todas as suas amigas, mas eu acho que a sua escolha que mais me admira é você ter sacrificado tudo, todos os seus sonhos, tudo que você sempre desejou, para uma coisa que você nem imaginava que ia acontecer, que...

Sou eu e como eu acabei me tornando as minhas maiores paixões. E eu sou muito grata por ter essa ótima relação com você, que é muito, muito, muito importante. Eu certamente não seria nada sem você, não teria chegado a lugar nenhum. Porque você abandonou praticamente a sua vida inteira.

para poder cuidar de mim e é um sacrifício que eu nunca vou conseguir pagar, nunca vou conseguir retribuir, mas eu espero um dia conseguir retribuir de alguma forma e ser um terço da mulher incrível que você é. Eu acho que uma coisa que a gente vai sempre levar de todas vocês, de todas vocês que são mães, são os princípios e são os valores, porque...

vocês viveram esse tempo inteiro e vocês sabem do que vocês estão falando e vocês passam isso para gente quando vocês estão disciplinando, educando, amando principalmente. Eu acho que princípios e valores é uma coisa que você é ensinado, só que você só aprende mesmo se você enxerga nisso na pessoa que tá te ensinando, sabe? Eu enxergo muito em você e eu acredito que a Ana, pelo que ela falou, enxerga muito em você também.

Então, eu acho isso uma coisa muito bonita. Obrigada, gente, por ter vindo aqui. Obrigada por ter aceitado essa exposição, que eu sei que vocês são low profile. Vocês são mega low profile, mas obrigada por ter vindo aqui. Isso foi realmente sensacional, uma experiência muito boa, né, Bela? Foi ótimo, nossa. E eu acho que a gente conversou de coisas muito legais aqui. Obrigada também, Bela, por ter voltado aqui. Você é incrível.

Espero que você volte mais vezes para esse podcast maravilhoso. Morar fora não é desamor. É só independência com perrengue incluso. A gente troca o que tem para jantar por será que arroz com ketchup mata? Crescer dói para quem sai e para quem fica. Mas também cura, ensina e fortalece. Aquela frase, vai dormir que já está tarde, muda para me avisa quando chegar. Mãe, nunca solta de verdade. Saiba que você nunca está sozinha.

Tem amor esperando no portão, sempre. E se der saudade, volta. Nem que seja pra lavar a roupa, escutar a sermão e fazer compras na dispensa da sua mãe. Um beijo, gente. Dá um tchau pros sexys. Tchau.

Aqui é na caradura mesmo, gente.

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