#12 – Relacionamentos (Parte 1): Padrões & Não-Negociáveis
Se já te apanhaste a pensar “eu volto sempre ao mesmo”… não estás sozinha 😄
Nesta Parte 1 mapeamos os padrões que se repetem (no amor, na família, nas amizades e sim — até no trabalho, porque às vezes é mesmo o chefinho a ativar tudo 🙃) e falamos de amor saudável na prática: o que te dá segurança para seres tu.
Vamos falar de:
🧭 padrões que se repetem (e o que estão a tentar proteger)
🛡️ adaptação/agradar vs verdade (e o custo disso)
🧩 medo por baixo do padrão (rejeição, conflito, abandono, etc.)
💛 amor saudável na vida real (em qualquer relação)
✅ 3 não-negociáveis
🤝 reciprocidade, respeito e responsabilidade emocional
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#CuraEmocional #Espiritualidade #Autoconhecimento #Círculo
- Amor Saudável e Não-NegociáveisSer você mesma sem máscaras · Não precisar provar valor · Corpo não viver em alerta · Tempo e espaço pessoal · Honestidade e coerência · Valores familiares e liberdade · Maturidade emocional · Comunicação do coração · Assumir responsabilidade e crescer com o outro · Aceitação mútua · Respeito mútuo
- RelacionamentosAdaptação e agradar aos outros · Medo de rejeição, conflito e abandono · Não merecimento em relacionamentos · Medo de ser abandonada ou magoada · Adaptação extrema e receio de ser sincera · Dar muito de si ao outro por utilidade
- Empreender a soloFortalecimento da relação consigo própria · Conhecer-se a si mesma sem filtros · Tempo para estar sozinha · Resgatar partes de si
- Origens e FormaçãoAmbiente familiar · Ambiente escolar · Adolescência e necessidade de pertencer
Este mês, no Encontro Luminoso, falamos de relacionamentos amorosos, familiares, amizades, profissionais, porque às vezes é mesmo o chefinho que vem aqui a ativar a nossa criança interior, e a relação contigo, aquela que às vezes dá mais trabalho do que qualquer ex.
Na parte 1 vamos mapear quais são os padrões que se repetem. E vamos falar de amor saudável na prática. Quais são os teus 3 não negociáveis para te sentir segura e tu mesma em qualquer tipo de relação? Se já pensaste porquê que eu volto sempre ao mesmo, esta parte é para ti.
Este é o Encontro Luminoso, um espaço de partilha honesta, de espiritualidade vivida com os pés na terra. Sem perfeições, sem personagens, apenas mulheres reais, ferramentas diferentes e aquele amor que te ajuda a conectar com a tua própria verdade. Aqui vais ouvir vivências, trupções, gargalhadas e dicas práticas que fazem diferença no teu dia a dia. Pronta para voltar a ti? Então, abrimos o círculo.
Bem-vinda, bem-vindo ao Encontro Luminoso. Este mês falamos de relacionamentos, relacionamentos familiares, amorosos, amizades, mas também profissionais, porque o trabalho às vezes é o palco perfeito para os nossos padrões. Mas vamos falar também daquela relação que às vezes dá mais trabalho, que é a relação connosco. A ideia hoje é muito simples, perceber padrões e trazer clareza. Portanto, vamos diretas ao assunto, que hoje estou aqui on fire.
Cecília, quais são os padrões que se repetem nos relacionamentos e ao repetirem-se, o que é que eles estão a tentar proteger ou qual é o medo que pode estar por baixo disso? Dos padrões que mais se repete na maioria das relações é o padrão de nós nos adaptarmos aos outros irmos ao encontro daquilo que os outros esperam de nós.
E isto tem como consequência estarmos sempre, e de uma forma bastante inconsciente, na maioria das vezes, acabarmos por estar fora de nós, não em presença, não em consciência daquilo que nós somos.
expressarmos a nossa verdade, mas sim de nos estarmos constantemente a moldar às expectativas dos outros. Às vezes expectativas concretas, porque sabemos que determinadas pessoas esperam algo de nós.
como às vezes coisas da nossa cabeça, que nós achamos que as pessoas esperam de nós e que nem sempre correspondem à verdade. Aqui, em relação às expectativas reais, isto começa logo no seio familiar, desde criança, em que a criança quer ser ela própria e muitas vezes não pode, muitas vezes será por motivos de segurança, a criança quer ser ela própria e quer atravessar a rua.
sem olhar para os dois lados para ver se vai algum carro. E os pais, pelo bem da criança, têm que ensinar a parar, não é? E olhar para os dois lados antes de atravessar. Outras vezes, a criança quer cantar, ou quer assobiar, ou qualquer coisa, e por algum motivo isso pode incomodar os pais, que a mandam calar.
que lhe pedem para não fazer isso, ou que se irritam, que têm uma reação irritada. Isto são só exemplos. O que se passa aqui é que as crianças são muito observadoras, elas sentem como é que as suas ações, que impacto é que as suas ações têm nos pais. Às vezes os pais nem precisam de falar. Os pais ou quem os cria, pode ser avós, tios. E às vezes os pais até podem não falar, mas as crianças muitas vezes...
sentem e percebem que uma determinada atitude não foi bem vista ou não foi bem aceita. Portanto, isto começa logo no ser familiar e depois vai-se perpetuando pela escola, por toda a carreira académica, na adolescência, o querer pertencer a um grupo.
com os seus pares ou quantas e quantas vezes os adolescentes estão a dizer coisas que na verdade não sentem ou fazem coisas que na verdade com as quais na verdade não se identificam eu até vi isto uma vez o meu filho quando entrou no quinto ano e ele é um rapaz com quem eu sempre gostei muito de falar de coisas mais profundas e eu lembro-me dele ele tem ali uma boa maturidade emocional para a idade dele quando ele entrou no quinto ano porque ele entrou no quinto ano
houve um dia em que ele à noite me disse mãe, se tu me visses na escola nem me reconhecias do diferente que eu tenho de ser para sobreviver portanto isto diz tudo é na escola mas começa logo em casa e então há logo aqui uma sensação de pouca segurança para nós sermos nós próprios
Então, naturalmente, este é logo o maior padrão de todos. E que eu acho que isto é para toda a gente. Eu acho que dificilmente poderão haver aqui exceções. Talvez numa tribo, alguns, num fim do mundo, isto seja diferente. Mas para quem vive em sociedade, eu acho que toda a gente, sem exceção, acaba por ter este padrão. Ou num ambiente escolar, ou profissional, ou amoroso, ou familiar, onde for.
Eu aqui posso dar o meu exemplo, vai um pouco mais para a parte do relacionamento amoroso, mas era realmente uma tendência que eu tinha de envolver-me em relacionamentos com pessoas que antes faltava uma data do que eu digo, cheques da minha lista, coisas que eram importantes para mim e que não estavam.
E eu não fazia isto não é porque tivesse medo de ficar sozinha, mas era como se internamente eu me dissesse o meu príncipe encantado não existe, mas mais do que isto, o que eu me dizia era o facto de me ter de contentar com o que há, com o que é, porque eu não mereço mais. E acabava por me envolver, portanto, há também muitos padrões nos relacionamentos de não merecimento.
E hoje em dia também percebo que se calhar no fundo também estava um pouco presente o medo de ser abandonada ou de ser magoada. Portanto eu acabava por eleger com uma certa proteção mental provavelmente inconsciente.
Mas eu levava sempre as minhas relações ao máximo, dava sempre tudo até ao meu limite e depois acabava por ser eu a terminar já numa fase em que não sofria porque já estava pela ponta dos cabelos. Então nunca me magoava porque ia até ao limite e ficava ali fresquinho e fofa.
E outro padrão que eu também tinha, que depois acabava por compensar com solidão ou isolamento, se calhar um pouco mais extremo, mas era também a adaptação extrema, que era eu tentar ser algo que no fundo eu não era.
e havia aquele receio de eu ser sincera, tinha segredos, e eram coisas inocentes, mas eram coisas que eu achava que não era seguro partilhar, ou ter aquela tal necessidade de agradar e de ser aceita, é um pouco aquilo que estavas a dizer, no fundo, Cecília. E era como se existissem estas duas versões minhas, e foi algo também que eu só percebi quando conheci o David, porque eu tinha saído de uma relação que me fez sentir completamente anulada, como mulher, como pessoa.
E eu nesse momento decidi, se for para ficar sozinha o resto da minha vida, eu fico. Mas acabaram-se as relações em que as pessoas não são exatamente aquilo que eu preciso. Acabou. Estás a ver? E quando conheci o David, começámos numa relação de amizade, falávamos imenso, contei-lhe a minha vida toda, contei-lhe os meus podres todos, contei-lhe tudo. E depois quando a coisa começou a ser mais romântica, foi quando eu percebi que...
eu estou a ser eu com ele e com os meus amigos eu finalmente posso ser a mesma pessoa e só me dei conta aí de que não era eu em todos os outros relacionamentos que tive portanto havia sempre uma adaptação muito radical
que é no fundo aquilo que nós aprendemos a fazer, desde pequenos vamos nos adaptando para encaixar. Eu fazia muito isto. Portanto, aqui o padrão de não merecimento também às vezes coloca-nos em relacionamentos que claramente não são para nós, mas internamente nós sentimos...
que também não merecemos melhor ou que não existe. Para nós que não temos esse direito, acho que também acontece muito e sem dúvida a parte da adaptação. E na escola vê-se bastante também. Um padrão também que diz muito comum é dar-nos muito, não é? Dar-nos muito.
ao outro, temos muitas coisas pelo outro, porque sentimos que, de alguma forma, se eu não sou útil, se eu não estiver a dar algo a alguém, então quem é que eu sou? Por que motivo é que esta pessoa vai gostar de mim? Isto vem também de um lugar de desvalorização, não é? Portanto, se eu não tenho algo para dar a essa pessoa, que valor é que eu tenho para essa pessoa? Por que motivo é que ela vai gostar de mim se eu não vou dar algo de mim?
Se eu não tiver uma utilidade, não é? Exatamente. Uma função. Sim, isso também me ressoa muito. Isso também me ressoa muito. Mas no fundo, lá está estes padrões, não são defeitos. São mesmo proteções com anos de serviço.
Anos de serviço. Isto leva-me, aqui é uma perguntinha para a Caterina e para a Cecília. Que é? O que é que é um amor saudável? E quais são os vossos três não negociáveis? O que é que vocês numa relação, seja que tipo de relação for,
tipo, isto não é negociável por exemplo, para mim o amor saudável é um sítio e este amor, qualquer tipo de amor não só o amoroso não é aquele de descalafrios na barriga mas este amor é um sítio onde eu posso ser eu mesma sem máscaras, que era a tal adaptação que estávamos a falar, onde eu posso respirar a pleno pulmão onde eu não preciso de provar valor como tu muito bem referias Cecília e onde o meu corpo é um sítio onde eu posso
Também, porque aqui o corpo acho que também é muito importante, onde o meu corpo não vive em alerta. O que é para vocês o amor saudável? E aqueles três de, se isto não está, corta já. Começo por ti Catarina. Exatamente, red flags aqui.
Olha, lá está, tu fizeste algumas referências e quando falamos aqui em relações, nunca estamos só a falar de relações amorosas. Falamos de todo tipo de relação. Relação familiar, as amizades, colegas, trabalho. Desculpem. E acima de tudo, a relação com nós próprios. Porque se esta relação com nós próprios não estiver bem fortalecida...
Não há nenhuma relação familiar, de amizade, o que quer que seja, que possa ser saudável. Isto na minha opinião, não é? E que seja verdadeira também, não é? E que seja verdadeira, exatamente. E honesta e lá está. Se nós não conseguirmos, enquanto nós não tivermos este movimento para conseguirmos fazer com nós próprios, nós nunca vamos conseguir fazer em nada, não é?
E por isso, em relação a essa questão da amizade que tu já comentaste há pouco, Sofia, da amizade, do respeito e da responsabilidade que se quer que ambos tenham numa relação, porque a relação parte sempre, não é, do princípio que são duas pessoas, qualquer relação que seja, e portanto tem que haver esta, tem que ser...
dual, não é? Tem que haver esta dualidade e tem que sempre ser dos dois lados. Mas eu tenho em relação à pergunta, para ser mais concreta, tenho os meus três não negociáveis, não é? Olha, primeiro foi, e lá está, vamos, também vamos conhecendo estes nãos ao longo da vida, não é? Os meus nãos são agora, hoje...
15, 16 anos, eu não os conhecia. Teria outros, com certeza. Sim, na altura tudo era negociável. Tudo era. Não havia exigência. Mas isso também faz parte da nossa formação. É isso. Neste momento, há um não que é muito irrestível, que é o meu espaço.
a minha bolha de tempo, eu preciso de tempo e espaço para mim, para fazer o que eu gosto, o que me nutre, e acho que isto é tão, mas tão importante para qualquer tipo de relação que se pretende manter saudável, é, no fundo, o amor, por todas estas relações, há aqui uma base de amor, não é? Até com o colega de trabalho, é este dar espaço, não é? Que é tão importante.
E para quê? Este espaço serve também para que cada um de nós possa dar mais de si na relação. Cada pessoa precisa de estar bem consigo mesma e para fazer o que gosta, o que nutre, para estar inteiro para a relação. Liberdade para seres. Exatamente, exato. E a mim tem muito, esta liberdade tem muito a ver com este meu tempo, este meu espaço, este meu momento.
Ok. Isto é uma coisa, lá está, cada um depois terá os seus não negociáveis, que serão diferentes. Depois, para além deste, há outros dois que para mim são interdependentes e que são, sem dúvida, os mais importantes, que é a honestidade e a coerência. Ou seja, o que eu estava a dizer há pouco, ser honesto.
com nós próprios, para depois conseguir ser honesto e verdadeiro na relação. E um também, sem o outro, também não faz sentido, porque esta coerência é tão, mas tão fundamental que é...
agir de acordo com aquilo que pensamos e com aquilo que sentimos. Esta tríade do ser... Sagrada, quase. Sagrada completamente, do sentir, pensar e agir em uníssono, em coerência, em conformidade. E isto é muito, muito fundamental para uma relação e principalmente para a relação com nós mesmos.
Portanto, esta é a tria do ser, sem dúvida. Cecília. Se a Cecília tem alguma coisa a acrescentar. Isto vai muito ao encontro daquilo que eu própria procuro numa relação amorosa e que também não é negociável. Para mim, em primeiro lugar, o que não é negociável, isto vai muito ao encontro dos nossos valores, para começar. Eu acho que...
Pegando o exemplo de uma relação amorosa, eu acho que se duas pessoas têm valores muito diferentes, dificilmente conseguem encontrar aqui um ponto onde se podem encontrar. Ou seja, eu sei que há dois valores para mim que eu não negocio, que são família e liberdade.
Então, para mim são mesmo prioridade. Significa que se eu vou ter alguém ao meu lado que é emocionalmente dependente de mim, que me faz cobranças, se eu não mando uma mensagem em resposta a uma mensagem que mandou, porque há ali inseguranças da parte da pessoa e isto começa-me logo a dar comichão. Não consigo lidar muito bem com isso.
portanto, tenho que ser alguém que também tem maturidade emocional para tocar com a sua vida portanto, é um ser inteiro que não está comigo para eu preencher ali vazios, não é? Porque lá está, eu também não vou querer fazer isso em relação à pessoa que essa pessoa venha preencher algum vazio que eu possa ter em mim E aí
família também, para mim a prioridade, enquanto os meus filhos estiverem a viver comigo, serão sempre a minha prioridade, portanto lá está, cobranças nesse sentido, vai acabar por ser mais difícil, mas isso acaba por ser tudo um bocadinho dentro do mesmo, da pessoa ter maturidade emocional para também ter a sua vida e haver aqui muito respeito, de parte a parte, pela vida um do outro, porque a vida já tem tantos desafios.
que a relação amorosa também vai ter os seus desafios, mas acima de tudo é para podermos tornar a vida um do outro mais leve e não colocar ainda mais peso nela.
Depois é muito importante para mim também a comunicação, o saber comunicar, haver sempre espaço para ter conversas profundas, para haver verdade nessas conversas, uma comunicação que vem do coração e não do ego. Como eu me coloco facilmente num lugar de vulnerabilidade e...
Para mim é importante eu transmitir o que sinto, eu espero isso também da outra pessoa. E aqui, na verdade, é tanto em relacionamentos amorosos como de amizade, familiares, é o que eu também espero da outra pessoa. Portanto, esta comunicação, verdadeira vontade de comunicar. De querer assumir também a sua responsabilidade. Lá está, isto realmente...
Tem muito a ver com a parte do coração e não do ego. E saber assumir quando se falha, quando se erra, ou pôr as coisas noutra perspectiva. Isto tem muito a ver também com a vontade de crescer com a outra pessoa. E para que haja essa vontade de crescer...
se ela vai com o ego do eu é que sei, ou esta minha forma de ser é a que faz mais sentido, e não haver abertura para se dar a fazer uma pequena mudança, ou experimentar fazer de outra forma, ou experimentar olhar para algo de outra forma, a pessoa fica ali muito distante. E para mim, então, também precisa de haver esta vontade, parte a parte, de crescer com o outro, de aprender.
E isso também parte muito do coração e não do ego. E isto às vezes vê-se já num conflito, não é? Entre relações, numa relação amorosa, por exemplo. Muitas vezes há um conflito em que a pessoa parece que não quer dar o braço a torcer, não quer dar razão porque fica ali naquele orgulho.
Esse tipo de coisas para mim são mesmo já não negociáveis, porque eu já passei bastante por isso. Este jogo de ego, de tentar perceber quem tem mais poder e não é por aí. Sim. Para mim faz sentido eu ter alguém ao meu lado que me aceite tal como é, como eu sou, e que eu também possa aceitar tal como ela é. Pronto, e que...
os defeitos, ponho assim entre aspas, porque para mim pode ser um defeito, para outra pessoa pode ser uma qualidade, mas que não sejam defeitos, que hajam aqui características, que nós possamos aceitar um no outro, e de percebermos juntos o que é que a própria pessoa acha em relação àquela característica que ela tem, se quer mantê-la, se quer talvez mudar, portanto isto é um crescimento constante e contínuo.
vai para par, pronto e haver esta vontade sim, no fundo são
No fundo os relacionamentos são parcerias, não é? Exato. Até quando dizem que os opostos se atraem, no fundo voltamos um bocadinho à questão do espelho. Que é aquela pessoa tem algo que eu até gostava de ter, mas não tenho, então vou nutrir-me daí. Porque às vezes sim, os opostos complementas, completas, depois tudo aquilo que está em falta, podes crescer com isso. Exatamente.
E a parte da família que tu estavas a referir também é importante, porque às vezes, principalmente nos relacionamentos amorosos, às vezes acontece muito, não é? Quando alguém já tem uma família, já tem filhos, o próprio namorado ou namorada entrar em competição com os filhos por atenção.
isto acontece bastante eu passei por isso eu como filha mas estava ali em competição e às vezes não é fácil estas dinâmicas de trazer alguém novo é mesmo importante que exista aqui sintonia, ias dizer qualquer coisa Fátima? sim que acho que é realmente muito importante mesmo o tema dos relacionamentos é muito importante
por vezes pode parecer muito simples mas no fundo vai muito mais além porque para eu poder ter um relacionamento saudável seja com a minha mãe seja com os meus filhos com a minha companheira ou em casal a questão é que eu tenho de me conhecer muito bem a mim própria muito bem
sem filtros, de maneira plena e natural. Quando somos crianças, não existe normalmente essa perceição. Quando somos adolescentes, estamos a criá-la. Quando começamos a ser adultas, parece que já temos uma certa noção. Mas, no fundo, esse ego do que estiveram a falar é muito grande. Pelo menos ao princípio, quando a nossa personalidade se começa a construir.
E como eu sei quando eu me estou a relacionar e quem está a falar é o meu ego e o meu orgulho ou sou realmente eu? Isso tem de estar mesmo muito claro ou ir limando, lixando aos bocadinhos para compreender. Mas para mim a base aqui é o respeito. Sim. É eu me respeitar a mim própria, eu aceitar quem sou eu de verdade e a partir de aí...
Quem vier, aceita essa verdade minha. Mas tende a respeitar, seja com os seus comportamentos, seja com a sua fala ou seja com a sua energia. Porque muitas vezes a própria energia da pessoa é tão sumamente forte que parece que está a absorver a energia de toda a gente. E qualquer pessoa que fica ao lado, até lhe custa respirar. Então, aqui o principal é, eu conheço-me a mim própria. O que é realmente importante para mim?
E a partir de aí, com respeito para mim e aceitação, o respeito e aceitação também do outro para comigo. Para mim isso é essencial. Essa viagem primeiro a nível interno e depois com os outros. Mas sempre tendo esse respeito mútuo.
Quando eu me separei, há uns anos atrás, senti muita necessidade de estar sozinha. Eu anulei-me tanto. Fui-me anulando, porque até foi uma relação de muitos anos e que começou muito bem. E que foi engraçado porque ela partiu precisamente de uma amizade, tal como tu, Sofia, com o David. E senti-me realmente muito em casa. E eu acho que uma relação amorosa... Aí eu aprendi que realmente uma relação amorosa...
tem mais chance de correr bem quando parto de uma amizade. Sim, concordo. Pronto, mas ao longo dos anos fui-me anulando e foi nessa relação que eu fui mãe, e ele foi pai, portanto há aqui várias mudanças e crescimentos que vão acontecendo e que às vezes vão deixando as pessoas mais distantes uma da outra. E o que eu me apercebi foi o quanto eu me tinha anulado nos últimos anos.
nessa relação e a necessidade que eu senti de estar sozinha depois da ruptura e que eu senti mesmo necessidade de estar há pelo menos 3, 4 anos sozinha para eu criar esta relação comigo mesma e perceber quem é que eu sou quem é que eu quero ser, o que é que me faz sentido, o que é que não me faz sentido, o que é que eu quero, o que é que eu não quero Começo primeiro pelo que não queria, depois perceber o que é que eu queria Isso fica logo muito claro Isto já não quer mais Obrigado
e sim, é realmente importante aquilo que a Fátima estava a dizer nós estarmos bem connosco, fazemos esta viagem ao interior e foi quando eu realmente fiz a minha maior viagem ao interior foi precisamente depois dessa separação de eu precisar de perceber o que é que eu precisava de trabalhar aqui mais profundamente em mim e resgatar partes de mim, não é? E ir mais ao encontro de mim da minha essência de quem eu verdadeiramente sou porque eu queria ir
Portanto, sim, isso é muito importante. E eu acho que estar sozinha também, principalmente depois de uma relação, é extremamente importante. Há muita gente que não sabe estar sozinha. Então salta de uma relação e mete-se diretamente noutra. E este tempo para estares contigo mesma, por todas as razões que mencionámos aqui, é mesmo muito, muito importante. Muito importante.
No fundo, nós não queremos um amor que nos faça contrair, não é? Nem duvida de nós. Nós queremos um amor daqueles bons, que é aquele que nos expande e que nos ajuda a voltar a nós. E na próxima parte, vamos à família. Papéis, lealdades e limites. Sem culpas e sem guerras. Hasta pronto!
E por hoje ficamos por aqui, para o sistema nervoso não panicar. Se algo tocou em ti, não tentes perceber tudo. Escolhe apenas uma coisa para aplicares este mês. Uma. E se este episódio te ajudou, partilha, porque a cura em grupo multiplica a energia. Obrigada por estares connosco. Até ao próximo encontro luminoso e que este mês te aproxime ainda mais da tua essência.