PERSEGUIDOS PELA JUSTIÇA | Mateus 5.10-12 | Pr. Calebe Toledo
Palavra ministrada no culto do dia 03.05.2026 na Igreja Pura Pindamonhangaba.
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Calebe Toledo
- Dificuldades e perseguiçõesContradição aparente da bem-aventurança · Paz cristã vs. paz do mundo · Confronto com o pecado · Choque com valores do presente · Rejeição de Cristo e seus seguidores · Justiça de Deus vs. justiça humana · Conhecimento da justiça de Deus pela Palavra · Alegria e exultação em meio à perseguição · Recompensa futura nos céus · Perseguição como marca do discipulado · Profetas e Cristo como exemplos de perseguição · Diferença entre perseguição por justiça e fanatismo
- Bem-aventurançasPobres em espírito · Os que choram · Os mansos · Os que têm fome e sede de justiça · Os misericordiosos · Os limpos de coração · Os pacificadores
- Religião e Fé no BrasilDiferença entre o cristão e o mundo · Corrupção no dia a dia e o 'jeitinho brasileiro' · Perda de credibilidade dos líderes religiosos · A necessidade de coerência e testemunho · A igreja como corpo e a importância da disciplina · A disposição para sofrer por Cristo
- Alegria CristãAlegria sobrenatural em meio ao sofrimento · Certeza da recompensa futura · Felicidade baseada na glória futura, não nas circunstâncias · Esperança em Cristo como fonte de alegria
- Reis Falhos e Profetas FiéisProfetas como vozes dissonantes · Denúncia do pecado como função profética · Sofrimento como distintivo do verdadeiro discipulado · Identificação com Cristo através do sofrimento
- Palavra de DeusConhecimento da justiça de Deus · Estudo e meditação nas Escrituras · A Palavra como guia para a vida cristã · Manejar bem a palavra da verdade
Desde o início do ano nós estamos olhando para o Evangelho de Mateus e hoje nós vamos seguir a nossa leitura, capítulo 5 de Mateus, versículos 10 e 11. Estamos lendo aí as bem-aventuranças e hoje vamos chegar ao fim delas, 10, 11 e 12.
Mas para que todos possam se lembrar de todas elas, vamos ler então desde o comecinho, desde o versículo número 3. O texto nos diz assim. Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
E os versículos do nosso estudo de hoje, bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados são vocês quando por minha causa os insultarem e os perseguirem, e mentindo disserem todo mal contra vocês. Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vocês.
Senhor, nos ajuda no entendimento da Tua Palavra. Ilumina mesmo a nossa mente, o nosso coração. Para que nada passe despercebido. Para que sejamos, então, transformados à luz daquilo que é Tua vontade para nós. Oramos em nome de Jesus. Amém. Amém. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça.
Felizes os perseguidos por causa da justiça. Abençoados os perseguidos por causa da justiça. Eu não sei como isso soa para você, mas no primeiro momento há uma estranheza nessa frase. Feliz, bem-aventurado, aquele que é abençoado, aquele que é perseguido. Pode soar até mesmo contraditório. Mas...
Jesus, ele... Está tocando uma música aí de fundo. A negueba cansou. Vamos lá, voltando. Essa bem-aventurança pode soar contraditória. E principalmente por causa dos versículos anteriores.
Jesus está vindo falando sobre ser misericordioso, sobre ser pacificador, sobre reconciliação. E agora ele fala sobre perseguição. Como é que isso se encaixa? No bom entendimento do que a paz que o Senhor promove significa.
Já disse para vocês que a verdadeira paz, a paz cristã, ela não é a ausência do conflito, da dificuldade, dos dias maus, dos dias difíceis. Mas a paz cristã, a paz, segundo a instrução do Senhor, ela é fidelidade a Deus. E esse abraço de Deus em meio a um mundo hostil.
É a certeza de que mesmo nos dias difíceis, nós podemos nos apegar ao Senhor. E por Ele, então, sermos ensinados, corrigidos, abraçados nas nossas necessidades, nas nossas questões. Corrigidos dos nossos pecados para que o nosso coração, então, encontre a paz que o próprio Cristo diz. Não é a paz que o mundo os dá, mas a paz que eu os dou.
O pacificador ali do versículo anterior, ele não é alguém que evita a tensão a qualquer custo, mas é alguém que promove esse tipo de paz que vem de Deus. Mas acontece que essa paz, ao mesmo tempo que ela fala sobre reconciliação, restauração, ela também fala sobre confronto.
Porque essa paz que vem de Deus, que é um Deus santo, necessariamente confronta o pecado. Então, o pacificador, aquele que promove paz com a sua vida, a sua pregação, acontece que ele acaba por confrontar, primeiro o seu pecado, mas também nas suas relações, pecados das outras pessoas, que ele tem a oportunidade de falar, ensinar e ajudar.
Nós estamos dizendo aqui desde o início das bem-aventuranças de que existe uma progressão lógica nessas bem-aventuranças. E quem vive como cidadão do reino, do reino dos céus, do reino do Senhor, inevitavelmente vai entrar em choque com os valores do tempo presente. Isso aqui para nós não deveria ser também nenhuma novidade, afinal de contas Paulo lá em Romanos falou sobre isso.
sobre não nos conformarmos com os padrões do presente século, da presente era, antes de sermos transformados pela renovação da nossa mente. Então não há nenhuma novidade em dizer aqui para vocês, que o cidadão do reino dos céus, de que o crente, ele vai acabar entrando em choque com muitos dos valores do nosso tempo presente.
Isso não deveria também nos assustar, porque afinal de contas, esse mundo rejeitou o próprio Cristo. O texto bíblico vai nos dizer que ele vem para os seus, mas os seus o rejeitaram, o deixaram de lado. Não deram ouvidos aos seus ensinamentos. Se o mundo rejeitou o próprio Cristo, quanto mais aqueles que o seguem.
que nas suas limitações tentam se parecer e andar como ele andou, mas Deus sabe das nossas limitações, Deus sabe das nossas falhas. Se ele que foi perfeito foi rejeitado, quanto mais nós imperfeitos, que estamos só tentando, também seremos rejeitados. Calvino escreve no seu comentário a respeito do texto de Mateus o seguinte, o mundo não pode suportar a justiça de Deus.
Por isso todos os que se dedicam a ela devem necessariamente estar preparados para a perseguição. Acho muito interessante isso. O mundo não suporta a ideia de Deus. Deus é grandioso demais. É santo demais para a realidade caída desse mundo. Corrupta desse mundo. E aí então todos os que decidem se dedicar a essa verdade.
necessariamente precisam também se preparar para cenários de perseguição. E aqui eu não estou falando necessariamente uma perseguição imposta por um governo, como houve no cristianismo primitivo, e como ainda existe em alguns países ao redor do mundo. Eu falo de todos os níveis de perseguição, seja de um parente que te acha mente fechada, que te acha menos inteligente só porque você professa a fé em Cristo.
estou falando de um colega de trabalho que debocha a sua fé, estou falando, sabe, de perseguições em todos os graus, mas que não devem nos abalar, devem, na verdade, ser motivo de nós entendermos que somos bem-aventurados. Porque, afinal de contas, a perseguição, ela não é acidental, ela acontece mesmo com aqueles que vivem em obediência à justiça de Deus. Por isso...
como eu faço na maioria das vezes, eu quero dedicar um tempo com vocês aqui, para nós entendermos, o que significa ser perseguido, para nós também alinharmos as nossas expectativas, senão você vai achar que alguém que olhou com a cara feia para você, porque você disse, Jesus te ama, é perseguição, e você está sofrendo pela causa de Cristo, Jesus não está falando também de qualquer perseguição, mas observem o texto,
Ele diz, bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça de Deus. Ele está falando que essa bem-aventurança, essa felicidade, recai sobre aqueles que são perseguidos por causa da justiça. Tem uma causa essa perseguição. Não é por causa do fanatismo, não é por causa da imprudência, não é por causa de atitudes arrogantes.
não é por causa da sua espiritualidade, não é, é por causa da justiça, é uma hostilidade, é uma perseguição que vem, sobre alguém que é fiel aos padrões de Deus, a justiça estabelecida pelo Senhor, é quando você toma uma decisão, sabe, que é segundo os parâmetros do Senhor, que é segundo a palavra do Senhor, e aquilo te custa algo, te custa caro,
E custa talvez o que o versículo 11 diz. Pessoas o insultando, perseguindo, mentindo, dizendo mal contra você. É sobre a perseguição que vem por causa desse posicionamento de permanecer nos padrões de Deus. E essa justiça de Deus não é apenas ética, social.
ela tem conformidade não só com as relações que nós temos aqui do nosso tempo, dos nossos códigos civis, da nossa ideia ética e moral, da nossa cultura. A justiça de Deus está em conformidade com o caráter do próprio Deus. Como então conhecer a justiça de Deus através de sua palavra? É olhando para as Escrituras.
Pode ter certeza que você não vai conhecer a justiça de Deus, sabe? Só esperando. Sabe? Alguma coisa cair dos céus. Pode ter certeza que você não vai conhecer ou vai conhecer muito pouco da justiça de Deus. Se tudo que você faz é, sabe? Ler um trechinho da palavra de Deus. Ler só uma observação, um comentário. Assistir, sabe? Um Reels no Instagram que fala sobre algo do Senhor.
Talvez se a gente viver dessa maneira, a gente vai conhecer a justiça de Deus em outro cenário. Mas a justiça de Deus que recai sobre os seus, sobre o seu povo, ela é entendida à medida que nós conhecemos o caráter de Deus. Ela é percebida na medida que nós entendemos a vontade de Deus.
A justiça de Deus, ela se torna graciosa, misericordiosa, bondosa, na medida em que nós entendemos o lugar de onde Ele quer nos tirar. É quando nós olhamos para o texto de Efésios capítulo 2, que diz que nós estávamos mortos nos nossos pecados e delitos, num lamaçal, e a gente não tem como sair dali. É quando nós lemos Romanos capítulo 5, que diz que nós éramos inimigos de Deus.
E que também diz que Deus resolveu se entregar por nós quando ainda éramos inimigos. Percebem essa graça? Percebem como é maravilhoso? Mas esse entendimento só vem da leitura. Vem do estudo.
vendo o olhar para a palavra, vendo, sabe, se alimentar da palavra de Deus. Ah, Deus pode comunicar as suas questões de outros meios, Deus pode, numa conversa, comunicar o seu caráter, Deus pode, sim, te dar um sonho, te dar uma visão, a gente não está colocando Deus numa caixinha, mas existe uma forma no qual nós podemos conhecer o Senhor todos os dias que é por meio da sua palavra. E assim também conheceremos a sua justiça.
E a justiça dele anda em conformidade com a vontade dele, com o seu caráter. Portanto, o que cabe a nós? Vivemos de acordo com o seu reino. De acordo com a sua palavra. Eu sempre penso naquele texto de 2 Timóteo 2,15. O obreiro aprovado. Que não tem do que se envergonhar. E maneja bem a palavra da verdade. É isso que o texto nos diz.
O que a gente precisa saber do Senhor? Muitas coisas. Mas daquilo que a gente tem escutado aqui. De que há necessidade de humildade do Espírito. De mansidão. De fome e sede de justiça. De ser misericordioso, compassivo. Há necessidade de ter um coração puro. De ser comprometido com a paz verdadeira e se tornar um pacificador. Quando alguém vive assim.
Preste atenção nisso. Quando alguém carrega essas características, a sua própria vida se torna uma denúncia silenciosa contra o pecado ao redor. Aquele que vive em santidade, aquele que se consagra, aquele que conhece a palavra do Senhor, a sua vida se torna uma denúncia silenciosa contra o pecado ao redor.
Isso não tira de nós a necessidade da proclamação, não é isso. Mas veja só o que escreve Martinho Lutero, num sermão sobre as bem-aventuranças. Aquele que deseja ser um verdadeiro cristão, deve esperar sofrer perseguição, pois o mundo não pode tolerar a palavra de Deus e nem aqueles que vivem ela.
Então igreja, hoje nós precisamos nos examinarmos. Porque se nós não sofremos oposição, talvez não estejamos vivendo de forma distinta desse mundo. Se nós em alguma instância não sofremos algum tipo de insulto, insulto!
de perseguição, de ofensa, de hostilidade. Provavelmente é porque não estamos vivendo de forma distinta desse mundo. Mas o cristão precisa, percebendo isso, alinhar então o seu coração. Porque eu estou falando aqui esse tempo todo, esses domingos todos. A gente precisa despertar.
Sabe, a gente precisa acordar para a realidade da vida com Deus, da vida cristã, de uma maneira diferente de tudo que nós temos visto, porque nós estamos num país com maioria cristã e talvez com um dos maiores índices de corrupção do mundo, quanto a incoerência.
um país, e eu não estou falando de corrupção apenas só a nível de governo, eu falo sobre corrupção no nosso dia a dia, descarada, do jeitinho brasileiro de sempre tomar vantagem, de sempre querer ser beneficiado, sabe, maldito jeitinho brasileiro, e eu não estou aqui sendo contra o ser brasileiro, mas contra esse jeitinho.
que é completamente oposto a tudo que nós estamos escutando aqui. Então, meus irmãos, custe o que custar, viva coerentemente segundo aquilo que o Senhor lhe entregou, o Senhor lhe confiou. Vivamos de acordo com o Evangelho. Paulo faz esse apelo em duas de suas cartas.
vivam de acordo com o Evangelho, de acordo com aquilo que vocês receberam, e não a luz só sabe daquilo que você pode ter de benefício, porque talvez esse benefício seja só aparente, mas e o testemunho? Mas e o Senhor? Será que ele não vale muito mais do que talvez esse benefício que esteja diante de você, mas que vai te custar a sua fé, que vai custar algum princípio do Senhor?
Não dá mais para nós abrirmos mão disso. Nós precisamos ser uma igreja que faz diferença. Eu fui pastoreado, fui supervisionado no meu tempo de seminarista por um pastor de 40 anos de ministério. Ele dizia que há 40 anos, 30 anos atrás, quando ele se apresentava em algum lugar como pastor, havia algum tipo de respeito por isso, algum tipo de credibilidade, de confiança.
E hoje, meus irmãos, quando nós nos apresentamos como pastores, a primeira coisa que a pessoa faz é dar um passo para trás.
desperta, sabe, falta de confiança, falta de credibilidade, desperta inúmeras coisas dentro do coração das pessoas, isso porque, e aí eu não estou nem falando só do corpo, mas a começar dos líderes, nós estamos envergonhando o Evangelho, se tem uma coisa que a gente não tem é sede e fome da justiça de Deus.
Se tem uma coisa que nós não estamos dedicando é para viver uma vida de misericórdia, de paz. Uma vida de, sabe, de luta contra a nossa arrogância, de luta contra o nosso pecado. Mas de mansidão, de humildade do Espírito.
Meus irmãos, isso começa quando a igreja que cresce, faz dos seus pastores, faz dos seus líderes, pessoas cheias de procedimentos estéticos, carro do ano, tudo do novo, tudo do bom, do melhor. Eu fico olhando para isso e falo assim, meus irmãos, isso é igreja? É isso que a gente está apresentando para as pessoas? O cara estava lá todo quebrado, todo arrebentado, não tinha mais nada para fazer. Pegou o microfone e de repente a vida dele mudou.
Eu creio que o Senhor pode mudar, não estou sendo contra isso. Vocês sabem aqui, nós temos o princípio da manutenção, do subsídio da família pastoral, mas a gente precisa dizê-lo. Estou falando de coisas que me tocam, mas para vocês pensarem em coisas que tocam vocês também. Porque é o testemunho do Senhor, é a cruz que nós estamos manchando.
Eu tenho compartilhado com alguns amigos essas questões do meu coração. A maioria se espanta, a maioria fala assim, não, cara, você está viajando.
Mas meus irmãos, ou a gente entende que não tem ninguém maior do que ninguém. Ou a gente entende que o nosso lugar é, sabe, de corpo. É de nos ajudarmos. É de nos corrigirmos. É de denunciarmos os nossos pecados. É de olharmos para Cristo. Ou a gente vai promover só mais uma instituição de ganhos e lucros. E sociedade, parceria e benefícios.
mas isso cabe para a esfera lá fora, é para o seu negócio, é para o seu estudo, é para a sua faculdade, não é para esse espaço, esse espaço aqui é o lugar de nós sermos misericordiosos, mansos, é o lugar de nós nos sentirmos felizes, da oposição, da hostilidade que muitas vezes nós enfrentamos, e aí a gente não tem que ficar cobrando daquele outro que não tem nada a ver com a gente, mas tem que ser aqui,
É porque senão a gente parte para um outro lugar. A gente vai para um lugar de ir para a internet e falar assim mal, né? Briga no Twitter de teologia. E faz vídeo, e reage ao pastor que faz isso, ao pastor que faz aquilo. Aí a gente faz mais mal ainda para a gente, mesmo para o corpo de Cristo. Mas eu quero que a gente tenha um acordo aqui, naquilo que depender de nós. Primeiro, vamos ter paz.
ser promotores da paz, mas também vamos entender que essa paz vai nos levar muitas vezes a corrigirmos uns aos outros, cobrarmos algo para que a gente possa endireitar mesmo as nossas veredas e sermos uma igreja pura. A igreja pura, esse nome não carrega aquilo que nós somos hoje, porque nós somos cheios de limitações e falhas. A igreja do Senhor Jesus, essa igreja com I maiúsculo, ela é gloriosa.
Ela é sem falhas. Ela é perfeita. E só Jesus conhece. A nossa igreja, com ímolos, com local. É uma igreja que se chama pura. Mas é uma igreja problemática. É uma igreja cheia de pessoas com pecados, limitações e falhas. E é na medida que nós nos entendemos dessa maneira. Todos nós. E nos permitimos corrigir. Que a justiça do Senhor vai se tornar algo que nós amamos.
Meus irmãos, nós precisamos amar a palavra do Senhor, a sua justiça. Para isso ser o motivo de nós sermos quem nós somos. As perseguições vão vir. Isso vai nos custar algo. Mas é justo. Que custe muito aquilo que vale também muito. João capítulo 15, 19 nos diz assim. Se vocês fossem do mundo.
O mundo amaria o que era seu. Como todavia não são do mundo, o mundo os odeia. João 15, o Senhor dizendo isso. Essa oposição, ela pode assumir então diversas formas. Pode ser rejeição. Pode ser difamação. Pode ser perder oportunidades. E meu irmão, eu oro para que você perca oportunidades que não são de Deus.
De verdade. Ah, mas se eu não fizer assim, eu vou perder meu emprego ou oro para que você perca o seu emprego, para você entender que não é Ele que é seu provedor, mas é o Senhor. De que vai te custar muito mais caro do que perder o salário, só se corromper. Nós podemos também sofrer oposição a partir de uma pressão cultural, de uma perseguição direta. Enfim.
Temos muitos contextos históricos e até atuais de prisão, de violência, de agressão, de tortura e até morte por causa da verdade do Evangelho. Bonhoeffer, um dos homens de Deus, Dietrich Bonhoeffer, que sofreu perseguição num tempo em que...
você tinha uma Alemanha nazista, e ele como pastor se colocando contra esse pensamento do seu tempo, ele diz o seguinte, o sofrimento é o distintivo do verdadeiro discipulado. Sabe, se pergunta o seguinte, será que eu vivo uma vida discipulada? Se a resposta é, eu estou sofrendo, você está vivendo.
Eu não estou nem falando só do sofrimento que vem do outro. Mas aquele que vem às vezes do nosso próprio coração, sabe? De quando o nosso coração deseja algo, mas a gente sabe que a gente não pode e que isso nos leva a sofrimento. Está sofrendo, está vivendo a vida de discipulado. Até recomendo esse livro dele, chama Discipulado, do Dietrich Bonho. Jesus, nesse mesmo texto que nós lemos, versículo 11, 12, nos lembra que os profetas também foram perseguidos.
nos lembra que ele mesmo seria perseguido e rejeitado. O padrão é claro desde sempre então. Desde a antiga aliança e permanece na nova aliança. A fidelidade a Deus gera oposição ao mundo caído.
Profetas foram rejeitados porque confrontaram o pecado do povo. Qual era a função do profeta? Não era ser vidente, adivinhar o que ia acontecer. Embora isso também pudesse acontecer. Mas a função principal do profeta era de denúncia. Era quando ele olhava o povo, lembrava o povo da aliança. Lembre-se daquilo que o Senhor ordenou.
Se vocês voltarem, Deus vai mudar, não vai pesar a mão. Se vocês se arrependerem, é de denúncia contra o pecado. Os profetas foram perseguidos, rejeitados, porque confrontaram o pecado do povo. Cristo também foi rejeitado. E não porque Ele falhou, mas foi rejeitado porque Ele era perfeito. Então, meus irmãos, não estranhe o sofrimento.
mas entenda o sofrimento como parte da sua identificação com Cristo, como parte do seu relacionamento com Cristo. Os profetas foram vozes dissonantes na sua geração, e a igreja deve também ser uma voz dissonante na sua geração, e permanecer fiel à verdade de Deus. Uma coisa importante, Jesus não apenas prevê perseguição, mas Ele ordena algo.
No versículo 12 ele diz assim, olha só, alegrem-se e exultem. Então veja, ele está aqui falando sobre perseguição, sobre sofrimento, sobre dor, sobre injustiça, sobre pressão cultural, social, e aí ele vem e fala assim, olha, alegrem-se e exultem. A aberturança mais contraditória de todas. O cristão que sofre, ele não busca o sofrimento.
mas ele sofre por fidelidade a Cristo, e isso deve ser recebido com alegria, isso é mesmo motivo de alegria, meus irmãos, com certeza não é uma atitude natural, é sobrenatural, não é alegria no sofrimento, mas é alegria do porquê de sofrer, por causa de Cristo.
Lembrem-se dos apóstolos lá em Atos capítulo 5, 41, que estavam todos sendo julgados. Eles foram ali açoitados e olha só o que diz o texto. Se retiraram do sinédrio, se alegrando por terem sido considerados dignos de sofrer a fronta por causa do nome de Jesus. Eles tinham acabado de ser açoitados, meus irmãos. A gente...
topa o dedinho do pé assim, e já quer xingar até a última geração, eles foram açoitados pela causa de Cristo, e saíram do sinédrio alegres, porque foram considerados dignos de sofrerem pela causa de Cristo, meus irmãos, vocês acham que está difícil a vida? Hebreus capítulo 10 nos lembra de que na luta contra o pecado, nós não resistimos ainda até o sangue, e aí
Dá para ser mais. Dá para ir mais fundo. Dá para ser mais intenso. Dá para se comprometer mais. Dá para ir além. E a única coisa que te impede é você mesmo. É a falta de transformação da mente. É a falta, sabe, de permissão no coração para ser mudado.
mas aquele que vive assim se alegra, e a alegria tem duas razões, a certeza de uma recompensa futura, Jesus diz aí no sermão do monte, grande é o seu galardão nos céus, grande é a sua recompensa, mas também é porque o sofrimento nos traz certeza da nossa filiação, sofrer por Cristo então evidencia o nosso pertencimento a Ele, e lo que ele lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo lo
Tem um livro que eu gosto muito, que eu tive a alegria de estudar, de escrever uma monografia também sobre ele, que é Afeições Religiosas, do Jonathan Edwards. Jonathan Edwards é um teólogo do século XVIII, conhecido como teólogo do coração. E ele vive e experimenta um avivamento, mas ao mesmo tempo que ele vive e experimenta o avivamento, ele é um grande crítico do avivamento.
Porque ele entende que as coisas precisam ser segundo a palavra de Deus. E ele fala sobre as afeições. Ele fala sobre as coisas profundas do coração. Ele chama de afeições do coração as nossas inclinações. Sabe aquilo que você se inclina naturalmente?
algo que te chama a atenção, algo que te faz voltar os olhos. Ele fala que a nossa relação com Deus tem que ser nesse nível de afeição. E ele diz o seguinte, a verdadeira alegria cristã não depende das circunstâncias presentes, mas da certeza da glória futura. É isso. Nosso coração se inclina tanto para o Senhor, que Ele se torna alegre não pelo que nós temos ao nosso redor hoje.
mas sim pela certeza do dia que encontraremos o nosso amado, pela certeza do dia que nós estaremos com o Senhor, e meus irmãos, se nós nos contentarmos apenas com as coisas deste mundo, seremos os mais infelizes dos homens, se a nossa esperança está só naquilo que nós podemos construir, que nós podemos fazer, que nós podemos conquistar, seremos certamente um dos mais infelizes.
Porque tudo se limita ao que se pode ter. Agora a esperança. A fé. Elas nos falam sobre algo que ainda não se viu. Mas uma certeza. Uma convicção de que nós temos no nosso coração. E essa certeza da glória futura. Desse encontro com Cristo. Que deve trazer ao nosso coração a alegria que nós tanto precisamos.
Enquanto nós somos preenchidos de tudo isso, nós vamos ser perseguidos. E essa é uma marca do verdadeiro cristão, porque mostra que ele é diferente do mundo. Então, de maneira prática, eu quero te convidar agora a examinar a sua vida. E se perguntar, será que a minha vida desperta alguma oposição por causa da justiça?
Se perguntar, será que eu sou tão semelhante ao mundo que eu passo despercebido? Entendam algo que nós vamos carregar aqui como igreja. Não podemos suavizar a mensagem do Evangelho para evitar rejeição. Não podemos negociar a mensagem do Evangelho para incluir e aceitar alguém.
Cristo não fez isso. Jovem rico, Senhor, eu guardo os mandamentos, eu obedeço os meus pais. Eu sou dentro da lei irrepreensível. O Senhor olha para ele assim, tá, mas vende aquilo que toma o seu coração. Não é por causa das riquezas. É por causa do amor à riqueza, amor ao dinheiro. A gente fala, vende, vai e me segue então.
E ele não foi capaz de fazer isso. E o texto não diz que Jesus sai correndo atrás dele. Não, mas espera aí. Vamos mudar o parâmetro. Vamos negociar a mensagem. Vamos suavizar a mensagem. Porque você vai ser importante aqui para nós. Você tem recursos. Você tem possibilidades. Você tem conexões. Não. O texto diz que o jovem rico sai entristecido. E Jesus segue o seu caminho.
Por que que hoje então nós estamos querendo mudar isso? Por que que hoje nós estamos querendo avisar a mensagem para trazer todo mundo? Meus irmãos, o evangelho não é para todo mundo, é para ser pregado para todo mundo, mas a gente sabe que vão ter aqueles que não vão aceitar, que vão rejeitar e paciência. Oremos por estes.
Mas não dá para a gente ficar evitando rejeição. Evitando, sabe, para nos tornarmos uma igreja confortável. Nos adaptarmos demais. Lembre-se dos irmãos perseguidos ao redor do mundo. Tem gente que abre mão de todo o seu conforto para ir para um lugar sabendo que ele vai morrer lá. Eu sei que é muito distante da gente. É, mas não é. Porque são irmãos na fé, são irmãos em Cristo. São pessoas que conscientemente.
Saem de suas igrejas locais. Porque Deus as chamou para isso também. Não estou dizendo que todos têm que viver assim. Mas vão para um lugar que se despedem da sua família. Porque sabem. Quando eu chegar lá a pregar e for encontrado. Eles vão tirar a minha vida. Esse nível de disposição. Esse nível de fé. Com certeza vem do Senhor. É o Senhor que coloca isso no coração dessas pessoas. Mas precisa haver em nós algum tipo de disposição. Para o Senhor nos preencher de fé.
Porque senão a gente vai cantar, a gente vai orar, a gente vai chorar. E todo domingo a gente vai fazer isso e nada vai mudar. Nada vai mudar. Nada. Estou dizendo para você, não vai. Não é o louvor bom que vai mudar a sua vida. Não é a boa pregação que vai mudar a sua vida. Porque o louvor está sendo ministrado para alguém que é bom, porque se capacitou para isso e talvez ele esteja vivendo melhor com Deus.
A palavra está vindo de alguém que está vivendo uma vida com Deus. Então não espere do outro a mudança da sua vida. Aquilo que nós fazemos aqui, fazemos primeiramente para a glória e honra de Deus. Mas também para que a igreja do Senhor seja despertada. Para que a igreja do Senhor seja ensinada. Para que a igreja do Senhor seja corrigida. Para que a igreja do Senhor resolva mudar de vida, meus irmãos. Senão vai entrar domingo, sai domingo e nada vai mudar. E sabe o que você vai fazer? Dar dor de cabeça para o pastor. Só isso.
É uma dor de cabeça que eu quero ter, tá? Eu estou consciente disso. Mas seria bom se vocês me ajudassem. Não por causa de mim. Mas por vocês. Por Cristo. Por causa do nosso amado. Pelo nosso Senhor. A igreja é um corpo. Então. O sofrimento de um deve ser sentido pelo outro.
A angústia de um deve ser sentida pelo outro. O pecado de um irmão que o afasta de Cristo deve ser um motivo de lamento para nós. De desejo de ajudar. De desejo de restaurar. A disciplina bíblica existe para que aquele que está sob disciplina seja corrigido. E para que a igreja ame o irmão até que ele chegue à restauração.
Disciplina não é a correção, motivo vexatório, sabe, de expor alguém. Mas é motivo da igreja olhar para alguém e dizer assim, esse irmão precisa de cuidado, esse irmão precisa ser amado, precisa ser restaurado. Que o Senhor nos ensine, que o Senhor nos corrija mesmo. E que possamos todos nós aqui hoje entender que essas são as características que nós precisamos carregar como cidadãos do reino.
Acho que já deu para perceber que para seguir a Cristo nós não teremos um caminho de popularidade, não é? Já deu para entender. Pode ser que o Senhor sim nos dê visibilidade. Mas essa não deve ser a nossa preocupação. Se Ele quiser, Ele faz. E à medida que fizer, Ele vai dar os recursos para isso. O que cabe a nós?
É viver essa vida. Aqui que nós lemos anteriormente. Humildade de espírito. Mansidão. Fome e sede de justiça. Misericórdia. Pureza de coração. Compromisso com a paz verdadeira. E de perseguição. Sem evitar que isso aconteça. O ponto que a gente precisa se apegar agora para encerrar.
É de que o motivo de todas essas falas não é te deixar aí, sabe, cheio de pesar. Mas sim de motivação. Tudo isso que nós falamos é difícil, cobra algo de nós. Mas deve ser no sentido de você se sentir impulsionado a viver isso. Justamente porque o texto diz que são felizes, abençoados aqueles que vivem dessa maneira.
Eu termino então com uma frase do John Stott, que diz o seguinte, a perseguição é uma marca inevitável daqueles que pertencem ao reino de Deus, pois os seus valores são incompatíveis com os valores do mundo. Se eu puder ajustar algo aqui...
Eu não colocaria somente a perseguição, mas os valores do Senhor apresentados no Sermão do Monte. São marcas que nós precisamos carregar e são marcas incompatíveis com os valores desse mundo.
São marcas que o Espírito gera. Para que a vida cristã seja uma realidade. Na sua casa, no seu trabalho. Nos seus relacionamentos. Aqui. Irmãos. Seja o seu sim, sim. E o seu não, não. Seja verdadeiro, honesto. Sincero. Peça ajuda quando precisar. Ajude quando estiver ao teu alcance. Ajude.
se importe com essa verdade e com a sua comunidade. Eu tenho certeza de que o Senhor vai continuar nos conduzindo para caminhos, sabe, de pastos verdejantes, para as águas tranquilas, de descanso.
refrigerando a nossa alma, como Ele mesmo promete lá no Salmo 23. Que o cálice do Senhor transborde sobre a nossa vida, sobre a nossa mesa, sobre a nossa casa, em nome de Jesus, quero orar com você. Pai, nós te damos graças pelo privilégio que o Senhor nos dá de hoje ouvirmos a Tua Palavra. Como é bom, Senhor, saber que o Senhor se importa conosco.
Como é bom saber que o Senhor se importa em sermos felizes, bem-aventurados, abençoados. E aquilo que cabe a nós, Senhor, nós queremos com zelo cumprir. Mas sabemos, somos conscientes de que não conseguimos fazer isso se não for pelo Teu Espírito, se não for com a ajuda do Teu Espírito. Então, Pai, por favor, nos ajude, Senhor. Nos ajude. Nós te pedimos isso em nome de Jesus. Amém. Amém.