Warsh abriu a porta para a alta de juros | NVIDIA vale 6x a bolsa brasileira | Retrospectiva da semana
Retrospectiva da semana 24 a 28 de agosto, no aniversário de 96 anos de Warren Buffett.
Minha leitura do discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole: sem forward guidance, mas com a argumentação de um gestor de mercado, escola Druckenmiller (Duquesne). Spread HY x IG, crédito sem condições restritivas, lucros +20% a/a, margens recordes e IA como força deflacionária. Conclusão: ele abriu o caminho para subir juros, e o payroll de sexta é o dado decisivo.
Por que o capex de IA continua mesmo com juros mais altos: as big techs financiam com o próprio balanço, o Estado americano não tem condição de bancar isso e a NVIDIA virou o cérebro que articula financiamento com private equity e investment banking. Demis Hassabis compara a IA à eletricidade e ao fogo.
Berkshire x Alphabet: por que a entrada em Google, na fase final de Buffett, é uma virada de paradigma. Singleton → Buffett/Munger → Page/Brin.
NVIDIA a ~US$ 5,5 trilhões, cerca de 6 vezes toda a bolsa brasileira, negociando a ~19x lucro. Hugging Face (aquisição reportada). Earnings: Salesforce monetizando agentes e parceria com a Anthropic, CrowdStrike, Marvell. Varejo americano (Walmart, Target, Home Depot, Lowe's, Dollar Tree, Dollar General, Ulta): consumidor fazendo trade-down e discricionário enfraquecendo, o argumento mais forte para Warsh não subir.
Fluxos: primeira saída líquida de fundos globais de ações em 13 semanas, rotação silenciosa para fora dos EUA. Europa: juros longos subindo, dinheiro indo para bancos, energia, defesa e industriais. Tese de defesa e IPO da Anduril no radar. China dividida: exportadora forte, doméstico fraco. Japão: BoJ atrás da curva com dívida de 230% do PIB.
Brasil: IPCA-15 com deflação de 0,40% no mês (4,24% a/a), corte de 25 pb praticamente contratado para setembro, mas sem espaço para ciclo agressivo. CAGED de julho: 58 mil vagas contra 112 mil esperadas, pior julho da série. A política monetária finalmente chegando na economia. Ajuste fiscal inevitável em 2027.
Sigo animado com os EUA, sem aumentar exposição neste valuation. Esperando correção de 5% no S&P e 10 a 15% no Nasdaq.
Nada aqui é recomendação de investimento. Compartilho meu raciocínio como investidor.
#PanoramaDoMercado #KevinWarsh #FederalReserve #JacksonHole #Juros #NVIDIA #Alphabet #WarrenBuffett #Berkshire #Salesforce #CrowdStrike #Marvell #Walmart #IPCA15 #Selic #Copom #CAGED #Ibovespa #BolsaAmericana #Nasdaq #SP500 #InteligenciaArtificial #China #Japão #Europa #Defesa #Anduril #Investimentos #MercadoFinanceiro #Macroeconomia
Timestamps
- 0:00 Abertura e os 96 anos de Buffett
- 0:45 Warsh em Jackson Hole: discurso de gestor, não de economista
- 3:00 Por que acompanhar o macro (Howard Marks e o ciclo)
- 4:30 Ele abriu a porta para a alta: capex de IA e o balanço das big techs
- 5:45 NVIDIA como articuladora de financiamento; Hassabis
- 6:30 Berkshire x Alphabet: a virada de paradigma
- 8:00 Minha visão dos EUA: comprado, esperando correção; Stuhlberger
- 9:00 NVIDIA a US$ 5,5 tri vs. a bolsa brasileira inteira; Hugging Face
- 10:00 Earnings: Salesforce, CrowdStrike, Marvell
- 11:00 Varejo americano e o trade-down do consumidor; payroll
- 12:15 Fluxos globais e a rotação silenciosa
- 12:50 Europa: juros longos, bancos, energia, defesa e Anduril
- 13:40 China: as duas Chinas
- 14:15 Japão: BoJ atrás da curva
- 14:45 Brasil: IPCA-15, Copom e o corte de setembro
- 15:30 CAGED e o efeito da política monetária
- 16:20 Fiscal, Galípolo e o ajuste de 2027
- 17:00 Oportunidades, valuations e a semana do payroll