O Novo Hunter - Ep. 194 - Ana Amorim
Neste episódio, Roberto Vilela e D.J. Castro conversam com Ana Amorim, Ex-Atleta Olímpica e Palestrante.
Ana Amorim revela como aplicar a mentalidade do esporte de alto rendimento no mundo dos negócios. Ana compartilha sua trajetória de superação e detalha a metodologia "Entra no Jogo", focada em mentalidade, planejamento e disciplina. Descubra como o "básico bem feito todo dia" é o segredo para alcançar a alta performance e o equilíbrio real entre a carreira e a vida pessoal
00:00 Introdução e a trajetória olímpica de Ana Amorim
04:10 Transição de carreira: Do esporte ao empreendedorismo no ramo de alimentação
05:44 O ponto de virada: Superando a falência, o divórcio e o burnout
07:13 Metodologia "Entra no Jogo": Mentalidade, planejamento e disciplina
09:13 O segredo da alta performance: Fazer o básico bem feito todo dia
12:18 Por que a disciplina traz liberdade (e não prisão)
15:50 Gestão de tempo: Como equilibrar a vida pessoal e profissional na agenda
20:26 Hábitos e intenção: Como vencer o vício em redes sociais e distrações
27:40 A armadilha da instantaneidade vs. o valor real do processo
35:47 Resiliência emocional: Aprendendo a "rebobinar a fita" com os erros
44:04 Lidando com a pressão e cobrança no esporte e nos negócios
60:21 Conclusão: Compromisso e ação como chaves para resultados de alto nível
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O Novo Hunter
Uma conversa com fundadores, sócios e altos executivos de empresas que estão crescendo, mesmo durante as crises.
Liderança, gestão, estratégia, vendas, marketing, marcas e tendências de mercado.
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Apresentação:
Roberto Vilela – http://www.orobertovilela.com.br
D.J. Castro – http://www.djcastro.com.br
Direção: Lucas Gonçalves (LSG Audiovisual)
Assessoria de Imprensa: Sabrina Hoffmann (Trevo Comunicação)
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- Metodologia Entra no Jogo e Alta PerformanceTransformação pessoal e profissional · Treinamento corporativo · Palestras sobre disciplina e trabalho em equipe · Pilares: mentalidade, planejamento e disciplina · Aplicação da alta performance do esporte na vida real
- Carreira Esportiva de Ana AmorimInício no Handebol · Carreira profissional no Brasil e Europa · Seleção Brasileira · Olimpíada de Atenas 2004 · Champions League
- Empreendedorismo e FalênciaInício no ramo de alimentação · Desafios do ramo de alimentação · Perda de presença familiar · Separação e divórcio · Falência e dívidas
- Comunicação AssertivaExperiência como comentarista esportiva · Treinamento de líderes · Fortalecimento da comunicação · Participação em Olimpíadas como comentarista
- O Básico Bem Feito e a Alta PerformanceDisciplina e dedicação diária · Diferença entre ações ordinárias e extraordinárias · Impacto do básico bem feito na vida profissional e pessoal · Superação de distrações e ruídos
Tudo isso me levou a uma separação, a um divórcio, me levou a uma falência. E eu me vi sozinha com dois filhos pequenos, com uma dívida gigante. Ali me deu um estalo, falei, cara, tá aí uma coisa que eu posso ajudar as pessoas, fazer o que eu gosto e tornar isso uma profissão, né? Ser treinadora corporativa, treinei empresas de algumas amigas também. É a dedicação do básico bem feito todo dia, que faz a diferença na vida profissional e na vida pessoal deles.
Essa disciplina traz liberdade. As pessoas acham que é chato ser disciplinado, porque é chato fazer coisas que muitas vezes eu preciso fazer. Eu podia ter sentado e chorado com a separação, com a falência, com o meu problema de burnout, com ter engordado 13 quilos, e porque ele é culpado, porque ela é culpada, porque a vida é assim, porque Deus não existe. Eu podia ter feito tudo isso. Ninguém fica bom vir um atleta olímpico, vir um grande CEO do negro.
Eu tenho muito orgulho do handball, é o que me trouxe hoje para a vida que eu tenho.
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Aramis Blumenau, Veste, Roberto, Vilela e DJ Castro. Produção LSG Audiovisual.
Olá, eu sou Roberto Villela e você está no podcast Novo Hunter. O podcast Novo Hunter traz sempre para essa mesa aqui, profissionais são destaques. Hoje, mais uma vez, eu e o DJ Castro temos essa oportunidade, né, meu amigo? Hoje a gente tem a honra de receber a Ana Morim, atleta olímpica, palestrante, uma grande personalidade de Santa Catarina e especialista em alta performance para os negócios. É muito legal, Ana, ter você aqui para conversar com a gente na nossa sala de reuniões.
Estou muito feliz de estar aqui com vocês, obrigada pelo convite. Bora falar, então.
Legal, Ana, vamos começar, a gente te conhece, mas talvez algumas pessoas que estão assistindo o podcast, talvez conheçam o atleta, né? Então é legal você contar um pouco da tua história, como tudo começou, como você chega até esse momento, pra posicionar aí como a linha do tempo.
Bom, tudo o que eu sou e tudo o que eu tenho, tudo o que eu faço hoje veio dessa carreira esportiva. Então comecei a jogar muito cedo na escola, na brincadeira da educação física, comecei a jogar handball a convite do professor. Escola Barão é sempre uma escola que incentiva muito a prática esportiva. E dali foram 18 anos de carreira esportiva profissional. Joguei no Brasil, joguei na Europa.
Foram 10 anos de seleção brasileira, participei de mundiais, sul-americano, pan-americano, sou vice-campeã de Champions League. E o auge da carreira, então, foi a Olimpíada de Atenas em 2004, onde eu pude estar em meio aos melhores atletas do mundo, no maior evento esportivo do mundo. Só não foi melhor porque a gente não conquistou a medalha.
e o handball talvez esteja um pouco distante dessa realidade, mas foi uma carreira muito bonita, muito livre, viajei o mundo inteiro, conheci o mundo inteiro, eu brinco que eu não tive adolescência, porque no lugar de ficar pensando em festinha, bagunça, namoricos, eu estava treinando pensando no tênis, no...
no treino, nos jogos, nos campeonatos, então foi uma carreira muito dedicada, focada, com muita disciplina. Depois disso, quando eu parei de jogar, me tornei empreendedora do ramo de alimentação, meu pai teve 11 padarias, ele estava se aposentando quando eu voltei ao Brasil, aluguei uma das padarias e comecei a trabalhar no ramo de alimentação, que é um ramo extremamente cruel.
o alimento foi produzido, foi para a mesa, para o balcão, ele tem que ser vendido, senão ele vira prejuízo direto no bolso da empresa. E aí exigia muito a nossa presença lá dentro, trabalhando, orientando o time. Eu sou graduada em administração e pós-graduada em marketing digital e como micro, pequena empresa.
tinha que estar dentro, vivenciando aquilo, acompanhando e treinando o time inteiro, né? E aí depois disso me tornei mãe, então quando eu me tornei mãe foi o momento em que eu vi que eu tava me perdendo, eu vim de uma carreira olímpica maravilhosa, toda cheia de louros, né? E aí entrei num automático na vida, comecei a realmente me perder com presença, com tempo, porque entrava cedo na padaria, saía muito tarde, aquele sonho de ser mãe, ser uma mãe presente que acompanha as crianças.
Não estava acontecendo. Chegava em casa todo dia cansada, estressada, com a sensação de incapacidade. Só queria dormir para acordar no outro dia e fazer tudo de novo. E eu comecei a perceber que existia aí duas anos completamente distintas. Foi onde eu... Tudo isso me levou a uma separação, a um divórcio. Me levou a uma falência. E eu me vi sozinha com dois filhos pequenos, com uma dívida gigante. Precisando recomeçar. Então eu precisei me reinventar.
transformar a minha vida pessoal e a minha vida profissional, especialmente, porque daí eu saí das padarias e do restaurante e precisava fazer algo diferente e novo. Foi aí que, dentro das padarias, eu já fazia treinamento com o meu time. Eu sentia que o time, muitas vezes, estava descompromissado, não tinha disciplina de chegar no horário, de entregar para o cliente no horário certo.
E eu já fazia treinamentos falando sobre disciplina, falando sobre foco, falando sobre atendimento, falando sobre o que eu entendia que era o momento, produtividade, enfim. E percebi que houve uma evolução muito grande no meu time, diminui absurdamente a rotatividade. E foi ali que a galera, além da evolução profissional, engajamento, compromisso dentro da empresa, começou a melhorar também as suas vidas pessoais, no casamento.
E ali me deu um estalo, falei, cara, tá aí uma coisa que eu posso ajudar as pessoas, fazer o que eu gosto e tornar isso uma profissão, né? Ser treinadora corporativa, treinei empresas de algumas amigas também. Sempre fiz palestra por ter sido atleta olímpica, então as pessoas, os grupos me convidavam para falar sobre disciplina, falar sobre Olimpíada, falar sobre trabalho em equipe. Então eu falei, por que não profissionalizar isso? E desde então...
eu criei a metodologia Entra no Jogo, que foi basicamente o que eu usei para me recuperar e reconstruir a minha vida pessoal e profissional. Então ela é toda pautada em mentalidade, planejamento e disciplina, e aí eu trago esses pilares como formato dentro dessa metodologia para trabalhar hoje nas empresas e levo através de palestras para as pessoas.
aplicando a realidade da alta performance no esporte de alto rendimento na vida real. Porque eu vivi os dois mundos. Eu vivi o mundo do alto rendimento no esporte, vivi o mundo corporativo com os seus perrengues, vivi o mundo da pessoa física com filho, com marido, com casa para cuidar. Então, tudo isso me fez, me trouxe para quem eu sou e o que eu faço hoje. Tive a honra de participar como comentarista esportiva da maior rede de televisão do país, rede nacional aberta.
para 200 milhões de telespectadores. Então, esse trabalho me trouxe uma expertise muito legal em comunicação assertiva e oratória para líderes. Hoje eu treino muitos líderes para serem mais assertivos, fortalecerem a sua comunicação, liderarem orçamentos, propostas diante de...
de cliente, de diretores, enfim, e aprendi bastante com essa galera da TV nesses momentos de Olimpíada. Então participei da Olimpíada do Rio 2016, Tóquio 2021 e Paris 2024, e depois disso, o que me deu o brilho para fazer o que eu faço hoje foi justamente poder ter convivido com aqueles atletas que para mim eram ídolos, eu só via na TV medalhistas, nas quadras, nas piscinas, eu convivi com eles durante...
os bastidores de hotel, de camarim, de estúdio, e aí eu ficava parando para perceber e observar o que aquelas pessoas, mesmo depois do esporte, como elas continuavam sendo altíssima performance no que elas fazem. Gosto muito de falar da Hortência, gosto muito de falar do Cesar Cielo, Gustavo Borges, Fabi do vôlei, porque são pessoas que mesmo depois do esporte continuam vivendo assim. Revolvando, né?
performando. Então, ali eu percebi que a alta performance está muito atrelada ao básico bem feito todo dia. Não tem nada de diferente numa hortência da vida, por exemplo. Não tem nada de diferente num selo. É a dedicação do básico bem feito todo dia que faz a diferença na vida profissional e na vida pessoal deles.
A gente acha que para viver o extraordinário, para conquistar algo gigante, a gente precisa de grandes ações e grandes passos, quando na verdade não é isso. É fazer o básico, o ordinário bem feito todo dia é o que vai te levar para o extraordinário e a alta performance que todo mundo busca. Aqui a gente está falando do esporte, mas levo isso hoje para o mundo corporativo, para ser um grande CEO, para ser uma grande mãe, para ser um grande atleta, você precisa fazer disciplinarmente o básico bem feito todo dia.
É uma coisa que tem, a gente está vivendo uma época de muito ruído, né? Tudo chama atenção, tudo desvia o foco e fica cada vez mais difícil fazer o básico bem feito todo dia. Tudo nos distrai hoje, né? A gente está com o celular na mão, a gente já não sabe, perde ali, às vezes, eu falo, não tenho tempo para fazer atividade física, às vezes 30 minutos, 40 minutos, que foi o que eu fiz ontem. Era o que eu tinha, fui para a academia, fiz um treino de bike lá.
Mas muitas vezes a gente perde 30, 40 minutos, uma hora, duas horas rolando tela. Então assim, o acesso à informação, o acesso ao entretenimento, o acesso a conteúdos aleatórios está muito presente. A gente não consegue focar e concentrar naquilo que é prioridade para a gente. Eu acho que tem um lance interessante. A gente já conversou outras vezes, né? Eu e a Ana, enfim.
E eu acho que o atleta tem uma característica e que vai contra o que o mercado nos últimos anos vem pregando muito. As pessoas, num dado instante, entenderam que rotina é ruim. E começaram a divulgar no mercado como um todo, tanto numa sala de aula, numa universidade, como em qualquer lugar, que o indivíduo que vai ter sucesso, o indivíduo que vai se sentir bem, é o indivíduo que não...
usa a rotina a seu favor e que não tem rotina, ou seja, ele faz coisas diferentes e aleatórias todos os dias. Quando você olha um atleta de alta performance, ou até mesmo um atleta amador, que não seja um atleta olímpico, o que constrói a história desse atleta é a rotina.
O que constrói a história de um executivo de alta performance é a rotina. Seja de fazer a sua atividade física, seja o momento que ele separa para a leitura, seja o momento que ele separa dentro do dia para olhar os seus e-mails, para conferir o seu WhatsApp. O criar a rotina, que parece um negócio, uma palavra que não pode ser pronunciada, tipo Valdemort, alguma coisa nesse sentido. Cara, é a rotina que edifica.
A performance. E aí quando se olha um atleta, o que um atleta faz? Ele acorda, ele come, ele toma banho, ele vai para o treino. Se tiver um treino de musculação, ele faz treino de musculação. Depois da tarde é um treino com bola. É isso todos os dias. E quando está perto de competição, inclusive no sábado e no domingo. Isso está errado? Não, é isso. Às vezes em dois períodos ou três períodos.
E por que ele tem o resultado? Porque ele faz isso todos os dias. Aperfeiçoamento constante. A disciplina e a rotina são taxadas como coisas chatas. Como prisão. Ah, porque a rotina me aprisiona. Bem pelo contrário. É a disciplina de fazer as principais tarefas todos os dias que te leva à liberdade de poder escolher se tu quer hoje. E eu faço isso.
Eu tenho uma disciplina tão regradinha numa vida tão normal de mãe, de empresária, que eu tiro sexta-feira à tarde se eu quiser ir pra praia, se eu quiser ficar na piscina. Eu posso escolher um momento ou dia que eu quero tirar uma manhã inteira pra fazer nada. Essa disciplina traz liberdade. As pessoas acham que é chato ser disciplinado, porque é chato fazer coisas que muitas vezes eu preciso fazer. É muito mais gostoso.
ficar num sofá assistindo TV, ou sair do trabalho pra um happy hour tomar um shopping, ou então todos os dias comer coisas que a gente gosta, né? Quando a alta performance e a disciplina nada mais é do que fazer ajustes todos os dias de pequenas coisas, de detalhes dentro do teu dia a dia. Então, quais são as principais atividades dentro do meu trabalho e o que eu preciso fazer pra ter o resultado? Em algum momento a gente planeja um resultado, certo?
Eu quero alcançar, quero chegar lá. O que eu preciso fazer para chegar lá? Ah, eu preciso fazer prospecção, e aí cada área tem as suas atividades que são básicas de áreas. Preciso fazer isso, isso e aquilo. As pessoas acabam jogando isso para mais tarde, eu faço quando der, se der, e no final de contas deixam de fazer, e essa falta desse passo deixa elas mais distantes do objetivo.
O certo seria acorda, faz o que tem que ser feito, para depois ter a liberdade de escolher se eu vou passear, se eu vou dormir, se eu vou para a piscina, se eu vou tomar um café, se eu vim conversar com vocês. E isso trava as pessoas. Eu falo de disciplina, é um assunto extremamente não apreciado. A galera vira. Com certeza, desculpa.
Mas o teu conteúdo é tão legal. Mas quem não gosta de disciplina não vai gostar do meu conteúdo. Porque prefere fazer coisas aleatórias que não levam a um objetivo grande. Às vezes a pessoa tem um objetivo grande. Tanto que o tripé que eu trabalho é mentalidade, planejamento e disciplina. A disciplina é o padrão de comportamento que leva à constância.
Só que para que ela funcione tem que ter um planejamento, e todos nós, final de ano especialmente, vamos lá, vamos fazer um planejamento estratégico do nosso negócio. Carta de intenções. Ah, porque em dezembro eu quero estar assim. Carta de intenções eu vou. E tentar. E tem.
Faz um planejamento, mas não constrói dentro da mentalidade um processo de... Não usa a mentalidade como um instrumento de realização para que esse planejamento seja conduzido semanalmente, mensalmente, até chegar ao objetivo final. E é só a disciplina que vai fazer com que isso funcione de uma forma inteligente. É, diariamente a gente fala isso, a gente estava conversando...
Tem conversado muito sobre isso, que é nas estruturas das empresas, nas áreas de venda, nas áreas de marketing, que a meta não acontece no dia 31. Perfeito. Ela tem que acontecer todo dia. Ela tem que começar no dia 1º. Exato. E hoje quando se fala, não, mas vamos montar todo um processo de vendas, ele também tem que ser estruturado. Eu preciso saber quantas pessoas eu preciso contatar todo dia para que a coisa aconteça. E não adianta, passou o dia, não tem estoque.
Não. Zerou a conta. Zera a conta. Então, se eu tenho uma meta para alcançar no dia 31, no dia 15 eu tenho que estar na metade da minha meta? E o que a galera faz? Deixa para... Acumular. Então, a última semana é aquela correria enlouquecedora. Ah, porque eu preciso bater meta, compra aqui, faz assim, faz assim. Promoções, descontos necessários. Promoções, descontos, exatamente. O que o planejamento em si, quando ele é bem feito, ele coloca uma rotina dentro do que tu precisa fazer todo dia.
E aí dentro do planejamento vem a gestão de tempo, que eu sou uma eterna apaixonada, que foi realmente o que reestruturou a minha vida, porque eu precisava conciliar e equilibrar a minha vida dentro da empresa, a minha vida na maternidade, eu preciso ter tempo e disposição pra ser mãe, eu preciso ter tempo pro marido, eu preciso ter tempo pra minha casa, eu preciso ter tempo pra cuidar da minha saúde física e mental. E hoje na gestão de tempo o que a gente coloca?
Compromisso profissional, eu tenho podcast aqui hoje, eu tenho uma reunião à tarde, eu tenho uma segunda reunião à noite, e assim por diante, e as pessoas não olham.
que o dia a dia da pessoa física toma tempo também. Toma tempo e conta muito mais do que a pessoa jurídica. Tem que estar equilibrada. Tem que estar equilibrada. Então a gestão de tempo hoje, o mínimo de organização tem que ser feito para que a pessoa consiga ser o que ela realmente quer dentro de cada área da vida dela.
É bem engraçado, tem duas coisas que você falou que eu acho que é legal a gente ressaltar. A primeira é essa questão de que as pessoas têm a tendência de querer fazer primeiro aquilo que é de pouca relevância, mas que lhe dá satisfação e prazer.
No ambiente industrial a gente fala muito disso, quando você vai ter um problema, uma situação, algum conflito que você precisa resolver, seja técnico ou não, a gente usa uma teoria chamada matriz GUT, gravidade, urgência e tendência daquilo se agravar mais. E você vai ter que atuar em cima daquilo que de fato faz a diferença, se fala por exemplo de gestão de qualidade dentro de algum negócio.
Às vezes as pessoas ficam trabalhando na periferia, gastam uma energia ferrada na periferia, você vai olhar o indicador de qualidade, continua lá, saiu de 2 para 1,99. Você trabalhou o mês todo em cima. Por quê? Porque você não trabalhou em cima do indigesto. Do foco.
E as pessoas tendem a isso. O que é legal pra mim? Ah, legal é fazer isso, fazer aquilo. Só que eu não vou em cima do que eu, de fato, preciso fazer. Que é indigesto, que me dá trabalho, que eu não gosto. É o que eu gosto e o que eu preciso. É a criança na hora de almoçar. Exato. Você diz assim, filho, primeiro come a salada. Não, eu como depois. Não, começa pela salada, mano. Mas por que primeiro pela salada? Não, come primeiro a salada, depois você come a batata frita, depois você come o bife, depois você come as outras coisas.
É mais ou menos a mesma coisa. Então, a performance, muitas vezes, ela não acontece porque você tá trabalhando na periferia e não trabalhando no foco. Exato.
Começa por isso. E um outro fator que eu acho que é bem importante e que foi enaltecido é essa questão do indivíduo não colocar na agenda dele...
A questão pessoal, faz anos que eu faço assim, né? Se eu tiver que ir pra praia com a família, eu coloco na agenda. Na agenda do celular, que conversa com a do computador, que conversa com tudo. Por quê? Pra mim, isso é um compromisso que tem que ser agendado. Inclusive férias, eu bloqueio a agenda. Então, assim, você entender que a agenda faz parte da tua vida e se você quer ir no cinema com as suas filhas, faz sentido colocar na agenda? Porque senão daqui a pouco você vai botar uma outra coisa.
que vai surgir em cima do cinema que você tinha acordado com as suas gêmeas. Perfeito. É mais ou menos isso. Perfeito. E a gente sempre dá prioridade para o que é profissional. Claro. Para aquilo que vai trazer faturamento, dinheiro, status, enfim. E acaba deixando coisas importantes do dia a dia. Por que muitos casamentos acabam? Porque eu não tenho na minha agenda um tempo para... Não, agora vem de ser daqui, vamos conversar.
vai ser o nosso momento de curtir, vai ser o nosso momento de trocar ideia, fazer perguntas, isso aqui tá me incomodando, vamos negociar isso aqui com o filho. Por que que filho se revolta? Por que que muitas vezes a gente se sente desconectado com o filho? Porque marchou pra ir pro cinema, mas o pai ou a mãe preferiu atender o cliente até 8 horas, 9 horas da noite e assim por diante.
Tudo é assim, por que a gente fica com sobrepeso, por que a gente fica com burnout, porque em algum momento a gente deixa atividade física ou terapia ou autocuidado de lado para atender cliente, para correr atrás de métricas e de metas. Então, tudo isso tem que entrar na agenda como prioridade. Aquilo que é prioridade dentro de cada área tem que estar na agenda.
E eu gosto da agenda organizada por categoria pra que ela me oriente qual é o momento pessoal, qual é o momento profissional. E aí vamos falar de disciplina de novo, né? Por que as pessoas não gostam? Porque é chato dormir cedo. É chato carregar a garrafinha de água, deixar em cima da tua mesa pra tu poder todos os dias tomar água e não esquecer. Criança faz o que gosta, mas a gente tá falando de adulto. Adulto faz o que precisa ser feito. Ah, mas tomar refrigerante é melhor.
Para uma criança talvez sim, mas a gente sabe, e não é a Ana que está falando, a Organização Mundial da Saúde fala dos benefícios da água para o nosso corpo, cabelo, pele, digestão, emagrecimento. Não toma água porque não gosta, não come a verdura porque não gosta. Sim. Entende? Então assim, as pessoas... Fumam porque não conseguem largar. Fumam porque não conseguem largar.
É um negócio que... Pô, uma pessoa inteligente... É até complicado isso. É delicado. É delicado. Mas uma pessoa com um nível de inteligência mais elevado não conseguir ter a capacidade de superar um vício que é o do cigarro...
Há que se pensar. A entender o que não é fácil, né? Mas é que realmente... Ninguém está dizendo que é fácil. O que não é fácil precisa ser feito. Mas o que não é fácil precisa ser feito. Emagrecer não é fácil. Treinar não é fácil. Estudar não é fácil. A gente precisa abrir mão de muitas coisas, né? Então, quer deixar de fumar, tem que abrir mão daquele momento de...
Porque é um gancho, é um... Tá ali na tua mão, tu solta o teu nervosismo. A rede social, por que hoje tá se tornando um vício? Porque ela anestesia a minha preocupação no trabalho, a minha preocupação com o meu filho, a minha preocupação no dia a dia. Eu tô ali rodando, eu tô vendo a vida dos outros, eu tô me divertindo com um vídeo engraçado de dancinho de sei lá o quê, e eu não tô pensando no meu negócio, no meu trabalho. E isso vicia, é a tal da dopamina.
É feito para isso. É feito para isso. Foi feita toda uma engenharia para isso. Porque a métrica de sucesso das redes sociais é tempo de visibilidade. É o quanto que a pessoa está ligro com os olhos grudados. E aí até eu faço um convite aqui para as pessoas que nos assistem.
É muito fácil perder meia hora na rede social. Senta aí para ler um livro e ler meia hora. E aí você vai falar, nossa, aí vai ser difícil. Quem está muito acostumado com as redes sociais.
mas fala, nossa, quanto que eu li, como isso aqui rendeu. E aí, se você ler meia hora por dia, você já está no top 5% de leitores, ou mais, top 2% de leitores da população no Brasil. E isso gera ao longo do tempo, isso compõe ao longo do tempo. Quantas páginas eu li, você lê por dia? Se você consegue ler 10 páginas por dia, você vai ler 3.650 páginas no ano, que vai dar...
Uma boa quantidade de livros. Então é pensar nesse sentido. Esse é o planejamento. E trazer isso para outras realidades. Para o exercício. Não é muito a minha praia. Desculpa. Mas quero que seja. Estou aqui. Estou assistindo. É os mesmos 30 minutos do livro. Estou assistindo a Ana aqui. Eu sou bom. Estou pensando meus dedos. Os mesmos 30 minutos.
estou devendo, estou devendo fazendo auto reflexão mas é importante mesmo, em cada atividade e são escolhas escolher o que é prioritário e o que faz mais sentido e o que vai gerar mais resultado também quando normalmente a pessoa vai te procurar ou vai ser impactado falando, mas eu estou fazendo um monte de coisas e não estou tendo resultado
A média de leitura do brasileiro são dois livros por ano. Nesse número que o DJ colocou, pegando um tamanho médio de livros, daria mais ou menos 12 livros lidos com 3.650 páginas. É um por mês. É um por mês. O que é difícil encontrar alguém que faz essa leitura uma vez por mês. Ana, não consigo ler. Eu gosto do digital.
Legal, cara, pega teu Instagram e tira tudo que fofoca, tudo que é sensacionalismo, tudo que é coisa que não agrega no teu dia a dia, na tua essência, no teu trabalho. E começa a seguir perfis de pessoas, empresas, conteúdos, que mesmo naquela meia hora que tu vai estar ali rodando tela, tu vai estar aprendendo alguma coisa. E delimita esse tempo, né? Exato. E tudo que a gente faz na vida tem que ter a presença e a intenção junto.
E é isso talvez o grande segredo da alta performance, de trazer a intenção do porquê que eu tô aqui sentada nesse momento, porquê que eu carrego minha água, porquê que eu paro pra ler o livro, as cinco páginas, as dez páginas do livro, porquê que eu carrego o meu celular e aquela meia hora eu vou parar pra descansar, vou pegar, mas porquê que eu coloco o que eu quero ali dentro? Porque não perco tempo, de certa forma, perco, anestesio minha mente um pouquinho pra sair da minha realidade, mas tô ali evoluindo com algum conteúdo que traz evolução pra mim.
Então, tudo, todo o hábito, hoje a gente é o resultado do que a gente fez e do que a gente escolheu até aqui. Então, o que eu tenho hoje, o que eu sou hoje, o que eu aprendi até hoje, é resultado do que eu decidi lá atrás fazer. Se eu falo inglês, se eu falo macedônico, por exemplo, foi resultado de coisas que eu quis aprender e estudar até aqui. Meu patrimônio financeiro, a minha saúde.
é resultado do que eu escolhi fazer até aqui. O futuro é tal da frase de guru, né? Mas o futuro é incerto. Eu só vou mudar lá na frente se eu escolher hoje fazer diferente. Como é que eu escolho hoje fazer diferente? Intenção. O que eu quero lá na frente? E como eu vou construir isso até lá?
Então, tudo é atrelado com hábitos. E nem sempre esses hábitos são agradáveis e lindos e maravilhosos, instagramáveis a ponto de eu escolher dormir duas horas mais cedo, tomar um copo a mais de água, ou comer uma salada a mais, ou fazer uma prospecção a mais no dia. Enfim, tudo é intenção. Por que eu faço isso? Não, hoje eu não vou atender esse cliente, vou remarcar para amanhã.
porque eu quero estar com meus filhos. E não adianta, o autogerenciamento, os grandes líderes, né? Vocês podem perceber que são pessoas que se autogerenciam, que se autolideram. Para poder liderar outros, você tem que se autoliderar. Então, tudo começa com a intenção do porquê que eu faço cada coisa no seu lugar e porquê que eu coloco como prioridade não só o trabalho, mas sim a vida pessoal, a vida em família, a saúde física e mental tem que estar dentro da minha agenda.
E saber os limites de cada coisa também, porque até para o atleta, porque se ele não fizer o teste, não seguir o roteiro estruturado, ele pode ter uma contusão, porque concentrou o exercício demais no dia. E acontece, e acontece mesmo. O overtraining é uma realidade. Exato, e no esporte acontece muito. Para tentar compensar, ah não, eu não fiz agora.
O representante. Eu não fiz o resultado e vou compensar. Vou dar um gestinho. Por um tempo. E isso uma hora para, uma hora cansa. É a mesma relação. Se um representante não tiver a disciplina de fazer as visitas dentro de uma estratégia pré-estabelecida, de ficar de repente uma hora conversando com cada cliente e ele hoje não quis fazer as visitas e amanhã ele vai fazer oito ao invés de quatro. Ou faz essa hora meia boca. É, vai fazer mal feito. É, vai fazer mal feito.
E aí ele vai lá, perdeu uma hora do dia dele, não fez estrategicamente o que tinha que fazer. Ah, vamos participar de networking, porque o meu negócio precisa de indicações qualificadas e tal. Só que tu vai no networking e tu fica com a boca do celular. O cara tá mexendo no celular, não conversa com as pessoas assertivamente, não traz o negócio dele de forma em que eu estou ajudando e contribuindo, e não só eu quero comprar de ti, eu quero, aliás, quero vender pra ti.
Então tudo é intenção, tudo é estratégia a ponto de por que eu tô fazendo isso? Eu vou nesse grupo por quê? Eu tô aqui por quê? Eu vou pra lá por quê?
Eu acho que tem um fator que talvez você possa até falar sobre, Ana, mas é uma coisa que eu venho percebendo, né? Já não é de hoje, é o lance da instantaneidade nas coisas. Então, as pessoas desejam ser multifacetados e se fazerem presente em vários lugares ao mesmo tempo, com uma entrega muito pífia.
fisicamente ou mentalmente nesses lugares. E ao mesmo tempo também você vê uma venda de uma imagem de que o saber, a performance, enfim, é tudo muito instantâneo. Então existem métodos empacotados, envelopados que vão te tirar de 100 quilos para 60 quilos em duas semanas. Existem métodos empacotados que vão te ensinar o macedônio que essa moça conhece.
Em quatro, cinco aulas online feitas com não sei quem. Existem dancinhas que te levam. Então, assim, cara, eu sou um cara meio conservador com relação a isso. Isso me incomoda profundamente esse tipo de situação. Primeiro porque eu não acredito, tenho certeza que não funciona. E eu vejo as pessoas querendo se enganar. Essa que é a realidade. As pessoas... Me incomoda, por exemplo, esse lance de influenciadores, né? Por que me incomoda influenciadores? Porque, cara, você sabe que tem uma marca por trás.
Como é que o cara consegue acreditar muitas vezes? Claro que existem influenciadores que fazem a coisa bem feita, mas a grande maioria está ali justamente para lhe influenciar em algo que é conveniente para o contexto todo. Então, acho que a instantaneidade é um problema. A partir do momento que as pessoas entenderem que existe um ciclo, quando você planta, leva um tempo para aquilo crescer?
e você tem que se dedicar para que aquilo se desenvolva, não é diferente no conhecimento, não é diferente na performance, não é diferente em nada na vida. Então, acho que esse é um problema. E você não chegou onde chegou como atleta de uma hora para a outra. Não. A mesma coisa como profissional, a mesma coisa o DJ, a mesma coisa eu. Então, como de repente vem uma fórmula mágica...
que vai com cinco aulas, te ensinar o Macedônio, que com cinco não sei o que, a não ser que você seja um superdotado. E existirão algumas pessoas assim, mas não é a média, né? Se nós lemos duas páginas e olhe lá, né? A colheita não é o mesmo dia, você não colhe a laranja no mesmo dia que você coloca a semente na terra, né? Como tu comentou, nos negócios é assim. Vamos falar de um atleta que quer ir para uma Olimpíada? São quatro anos de planejamento. Com a chance de não ir, né? Com a chance de não ir, com a chance de chegar lá.
Perder por um segundo? Perder por um metro? Por um gol? Por um... Então, cara, com uma lesão antes, você é atleta de handebol. Vão 14. Exato. Pra uma Olimpíada. Eles tudo bem. Pra conversar comigo aqui hoje. Vão 14 pra uma Olimpíada. E desses 14, você tem dentro de um universo de atletas de handebol feminino ou masculino. Milhares. É, não digo milhares no Brasil, mas você vai ter milhares, mas assim que poderiam ter. Nível Olímpico. Nível Olímpico, você vai ter lá pelo menos... Nível Olímpico.
No mínimo, no mínimo, no mínimo, 24 atletas. Que estão lá, numa primeira pré-seleção, treinando juntos com intuito. Então, claro, você está entre aqueles 30, você já é muito acima da média. Mas às vezes você pode ficar lá no final, tem 16. Exato. E vamos cortar os últimos dois.
E como a gente vê as pessoas, quando a gente assiste uma Olimpíada, vai, Paris 2024, agora a gente para pra assistir, quem gosta de esporte fica babando, né? Então a gente vê aquela galera superando o desafio, chorando na hora da vitória, aquele negócio, mas não é a medalha ou o pódio que realmente fez aquela pessoa chorar, não é?
Todo o processo que faz aquela pessoa chegar até lá, cara, são horas de dedicação, dias de treino. Como tu comentou, treino todo dia. Eu treinava quando eu joguei na Europa de domingo a domingo. Viajava quarta-feira pra jogar na quinta, viajava sábado pra jogar no domingo. Extremamente cansativo. Aí tinha segunda de manhã pra descansar.
Aí o descanso não era passivo. Tu tinha que fazer uma sauna, uma massagem, alguma coisa, porque tu precisa de recuperação física pra estar lá de volta. Então são anos fazendo isso. Um planejamento de treino físico, técnico, tático, pra você poder chegar no campeonato no ano 1, dos 4 anos, do ciclo olímpico, e de repente se machucar, se lesionar, se exercir. E ele fala sobre a lesão que ele teve meses antes da Olimpíada.
E Catrino, quatro anos para chegar ali e se lesionar, socorro. Fora o erro de planejamento, às vezes, né? Exato. Você atingiu o ápice olímpico duas semanas antes da prova. Duas semanas antes da prova. Exatamente. Porque já teve vários casos assim, né? E vamos traduzir para a nossa realidade, não é assim na nossa vida. Primeiro que a maioria das pessoas não tem um planejamento, vai lá, até 2026. Dezembro.
A maioria nem tem. Vai vivendo e o que der eu vou fazendo e vou assumindo. A maioria não tem até o final desse mês. Até o final desse mês. Eu pensei bem positivo aqui porque a gente tá falando de empresários, né? Mas é verdade. Então tu imagina essas pessoas que não têm um planejamento construir uma ideia de quatro anos.
Aí dentro da nossa vida normal, o que são os êxitos, as conquistas de um atleta que é medalha, por exemplo, são as medalhas e o pódio, o que é na nossa vida? É um aumento de salário, é um aumento de cargo, é uma meta no final do mês, é um faturamento X final do ano.
São pequenas conquistas que muitas vezes a gente não repara no casamento. Ah, ter um casamento saudável, ter um tempo de qualidade com o filho. Tudo isso são conquistas que às vezes a gente não coloca em comparação com o que é uma conquista de atleta. Mas a gente tem tudo isso durante esse período e nesse tempo do planejamento, quem tem, tu precisa colocar isso em pauta, porque não é lá.
Muitas vezes a gente chega lá na expectativa de quando eu comprar um carro novo, eu vou ser feliz, quando eu casar eu vou ser feliz, quando eu ter filho eu vou ser feliz, quando eu estiver recebendo 50 mil reais por mês eu vou ser feliz. A gente coloca uma expectativa na felicidade lá na frente muito besta. E aí quando chegar, fala, não é nada disso. Acabei de repostar um vídeo do Joel Jota que fala sobre isso. O sonho dele era casar, ter filhos, viajar e conhecer a Torre Eiffel. O vídeo dele hoje, inclusive.
E ele falou sobre, chegou lá na Torre Eiffel, ficou aqueles 20 minutos tirando foto, olhando aquele negócio grande, lindo, maravilhoso. Passou os 20 minutos, ele ficou reparando, estava descascada a Torre Eiffel, faltava grama ali na lateral, tinha sacola lixo jogada no canto. Por quê? Porque ele alcançou o objetivo, ó. Gente, tem.
chegou lá e depois que chega parece que aquilo já não é mais, vamos pro próximo objetivo, aquilo perde o valor. E a gente faz muito isso na vida. A gente pensa num objetivo, chega até lá e acabou, era só isso? Ele fala, não era só isso mesmo? Então tudo que a gente constrói tem que ter...
essa base do por que eu quero chegar lá, é o processo que vai fazer sentido ou não na minha vida. Imagina o cara chegar na Olimpíada, treinar que nem um retardado, deixar família, deixar filho, abdicar de momentos com amigos, de festas, e chega lá, o próprio Cesar Cielo também fala, chega lá, na plataforma ele olha pro lado, tem outros sete caras que treinaram tanto quanto um, eles estão comendo a água, literalmente vão comer a piscina, tanto pra chegar no mesmo objetivo que ele...
Bate aquela insegurança, será? Será que eu realmente vou conseguir? E aí ele entra na piscina, termina aquilo que por um milésimo de segundo ele talvez não alcance aquele objetivo, aquela medalha. Mas e aí? Perdi os quatro anos porque não conquistei a medalha? Se eu não curti, se eu não aproveitei, aí aproveite o processo, ele é muito...
Coisa de internet, né? Mas ele é muito real. Porque se eu não construo uma base sólida de vida, de saúde, durante o processo do que eu quero alcançar, sempre que eu alcançar, vai perder o sentido.
É, ou pode desmoronar muito fácil. Pode desmoronar muito fácil. Aí vira aquela pessoa rancorosa, chata, ansiosa, que fica enchendo o saco de todo mundo o tempo inteiro. Eu tô falando do esporte, mas traduzam isso pro mundo corporativo. Totalmente impossível dessa analogia. E é bem interessante, porque tem uma coisa que eu falo bastante, que é você fazer pequenas metas e comemorar essas pequenas metas. Quando você faz, por exemplo, uma maratona, se você olha só o tempo final da prova,
e o teu objetivo, fica muito distante durante os 42 quilômetros, principalmente para um amador, você entender se está dentro da calha ou não, se vai ou não atingir aquele tempo, porque...
em três horas e pouco, de corrida, ou quatro, depende do atleta, muitas coisas podem acontecer. Então, o que é a metodologia que normalmente um atleta amador acaba fazendo, e até um profissional nesse sentido, ou um empresário? Você divide aquilo, como é que você come um elefante em pequenos pedaços, a mesma coisa, a maratona é isso aí, como é que você come uma maratona? Em pequenos pedaços, em blocos de cinco quilômetros, e você vai estabelecendo metas para aqueles cinco quilômetros. Cinco quilômetros eu queria estar...
Passando com X tempo. Passei aquele X tempo, atingi o resultado que eu estabeleci. Agora eu comemoro mentalmente isso. Claro. Ok, estou dentro do processo, vou mais cinco. Passei os dez com tanto e assim sucessivamente. Quando o empresário ou quando o profissional dentro da sua empresa estabelece isso, vem aquele teu exemplo lá do vendedor do dia 31.
porque se ele subdivide o número dele em eu tenho que vender 200 mil por dia ou 100 mil por dia se eu não conseguir hoje, amanhã eu tenho 150 distribui o peso ele vai distribuindo, é o elefante que ele está comendo aos pedacinhos e ele vai entender, porque também tem comportamento de mercado, que nem você falou deveria no dia 15 estar com 50% em alguns negócios sim em outros ele já sabe que sempre as últimas duas semanas é mais aquecido e aí
Mas ele vai entender. Ele tem que conhecer. Tem que conhecer o mercado dele. E o mais aquecido não é milagre, né? Não. Tipo, no dia 15 não vende nada. Não, mas vamos rezar aqui no Sul. Não é por aí. Não bota Deus no jogo. Tu falou do maratonista, né? Vamos falar de dois maratonistas diferentes. O cara que corre 42 e o cara que corre 10. Sim.
Qual é o preparo e a mentalidade do cara que corre 42? E qual é a mentalidade preparo do cara que corre 10? Vamos mudar isso pro mundo corporativo. São dois objetivos completamente diferentes. Enquanto o cara de 10 chegou, tá lá comemorando porque chegou, o cara de 42 que corre... Continua correndo. Não, ele vai olhar pro de 10 e vai falar, cara, show que tu terminou, eu tenho mais 32 lá na frente. Então, ó, prepara o mental dele, prepara o físico que ele tem que ter. A resiliência, né, cara? E aí vai criando pequenas metas, né?
Ah, não consegui chegar nos 10km nesse tempo que eu queria. Cara, eu vou precisar acelerar um pouquinho. É a tal da resiliência que tu acabou de comentar. Na época do esporte, a Champions League. Vai jogar Champions League, são acho que 7, 8 jogos até chegar à final. Perdi o primeiro, segundo jogo do grupo, eu preciso analisar o que eu fiz para poder continuar. Então o treinador ia lá, vou entregar a minha idade aqui, ele colocava, rebobinava a fita.
Uma jovem senhora. Rebobinava a fita, colocava lá e a gente... Você não vai dizer que era um Betamax. Aí tu vai ter uma oportunidade de eu. Não, aí eu já não sei o que é. Aí eu acho que tu entregou a oportunidade. Se ela disser que é um Betamax duas cabeças, aí Deus o liga. Não, não, não sei. Parte técnica não entende. Não sei o que é isso. Pode ser que tenha ou seja da minha idade, mas não sei.
E aí a gente rebobinava a fita pra entender o que eu fiz de errado. No meu movimento do braço, no meu movimento da finta, da perna, do arremesso. Que é o que muitas vezes essa resiliência de aprender com o erro, a gente não faz na vida real. Eu podia ter sentado e chorado com a separação, com a falência, com o meu problema de burnout, com ter engordado 13 quilos. E, ah, porque ele é culpado, porque ela é culpada, porque a vida é assim, porque Deus não existe. Eu podia ter feito tudo isso.
Mas se eu coloco a resiliência como aprendizado, eu entender que o que acontece comigo é uma forma de aprender como melhorar e fazer diferente, eu vou viver uma eterna ingrata e uma eterna rancorosa na vida. Então a resiliência nos traz esse olhar de que eu nunca...
perco, ou eu ganho ou eu aprendo, essa é uma frase que eu adoro usar porque ela realmente faz parte da minha transição de carreira e de vida, assim, eu nunca vou perder pode acontecer a pior coisa que acontece que poderia, que Deus poderia trazer o que tu, qualquer pessoa coloca uma bomba na minha frente, alguma coisa tem ali pra eu aprender
Se o problema fica se repetindo, mais ainda. Exatamente, para não repetir o erro. Exatamente. E você comentou ali da questão do rebobinar a fita para ver e para fazer micro ajustes ao longo do tempo. Isso. Não, aqui o ângulo, a força, o jeito que fez e tudo mais. E um outro ponto interessante que você falou, que é trazendo também a diferença do que corre 10 e do que corre 40, que é o tamanho do desafio que a gente se estabelece.
Perfeito. Muitas vezes você tem que dizer, não, eu não vou chegar e fazer 40 de uma vez.
Mas eu vou fazer 10 e depois eu vou evoluindo. Depois 20 até fazer os 40. Porque se eu tentar fazer os 40 de uma vez, pode ser que eu me arrebente no processo. É o treino, né? É o todo dia. Porque quando a gente fala sobre pegar, rebobinar a fita e ver que o movimento do braço estava errado, por exemplo, o que eu preciso fazer? Eu preciso entrar na quadra e treinar aquele arremesso. 500 vezes. Se eu sei que aquela goleira é boa naquele canto, eu vou ter que treinar no outro canto.
E aí eu vou trazer um exemplo que eu falei na minha rede social agora, semana passada. Eu fui, durante seis meses, a presidente de um grupo de networking que eu participo. Então eu fazia a apresentação e a condução da reunião todas as semanas. Tem dia que eu não estava afim, mas eu assumi aquele compromisso. Então eu precisava treinar todo dia. Todo dia não, eu precisava apresentar toda semana. A primeira reunião foi uma...
Porque, cara, eu não conheço a sequência dos slides, eu preciso me familiarizar, eu tô no meio, na frente de 50 empresários, onde eu tô falando, a primeira reunião foi péssima, a segunda já melhorou um pouquinho, a terceira já foi melhor, depois de quatro meses eu já nem precisava olhar pro slide, eu só passava aqui assim, porque eu já tava... Olha os nossos podcasts no começo. Há quatro anos atrás.
é o treino, exato é o treino do todo dia ai eu não sei falar em público, ai eu não sei fazer vídeo pra internet, ai eu não sei fazer não sei o que lá treina é todo dia tu vai criando e assim, valida, melhorou hoje então beleza, vou gostar a mentalidade do amanhã vai ser melhor isso, então todo dia tu vai construindo, vai colocando um tijolinho a mais naquilo que tu quer, porque se tu não treinar e simplesmente, ai eu não sei vender eu fui uma pessoa que sempre falava que eu não sabia vender meu negócio e assim, vou gostar
E aí, essa experiência de seis meses como presidente me trouxe um insight. Falei, cara, é todo dia apresentando meu negócio, falando do negócio, que eu vou aprender em que momento falar sobre mim, em que momento falar sobre o meu negócio, em que momento escutar a pessoa para entender qual é a dificuldade, o desafio dela para eu ver como eu posso contribuir e assim ganhar confiança e acabar vendendo no final.
Treino todo santo dia, apresentando negócio, fazendo as coisas, conversando com as pessoas, fazendo networking. Ah, não sei, que nem eu falei do vídeo, não sei, gravar vídeo. Grava todo dia, primeiro começa, os 10 primeiros quilômetros, começa gravando ali vídeo de um minuto. Ah, não gostei, guarda, deixa ali. Vai acumulando treino, no final de contas você vê, opa, agora ficou legal, agora eu posso postar. Aí no de amanhã que ficou ótimo, tu fala, meu, o de ontem ficou horrível, eu devia ter apagado, não devia ter postado. Mas é um aprendizado, me trouxe para o que eu sou hoje.
Ninguém fica bom vir um atleta olímpico, vir um grande CEO do Neida. A gente faz, dá passinhos. Inclusive, eu tenho uma palestra que se chama O Caminho para uma Mentalidade Vencedora, onde eu falo desses cinco passos. Eu começo com propósito, vou para o foco, vou para a disciplina.
trabalho a resiliência emocional nesse caminho, né? E entender o que o trabalho de equipe pode trazer e proporcionar pra mim. Então, esses passos é o que me traz essa consciência e essa construção desse know-how do que eu tenho, do que tu tem, do que tu tem, do que vocês estão fazendo hoje. Primeiro podcast horroroso, eu assisti os últimos antes de vir aqui, a gente fica só curtindo a quantidade de conteúdo poderoso que tá vindo pra cá.
Então, assim, eu não vou reparar se tu gaguejou lá no primeiro, se tu falou uma besteira no segundo, não sei. Posso ir lá ver também, assistir. Mas não é isso que importa. É a construção, é a trajetória que nos traz até aqui e traz. É o que a gente fala, né? A persistência eu acho que faz muita diferença. Como é que é a cobrança? Eu acho que é legal a gente entrar nesse assunto, porque eu acompanhei...
Na Olimpíada de Paris, é? Foi Paris? Não, Tóquio. Na Olimpíada de Tóquio, uma atleta aqui de Santa Catarina, que é a Simone Ponte Ferraz, vou citar aqui um abraço pra Simone, que é atleta de corrida de Jaraguá do Sul, na realidade ela é de Ponte Serrada, mas corre por Jaraguá do Sul.
E a Simone lançou um desafio olímpico, um sonho de ir para a Olimpíada, foi para a Olimpíada, se não me falha a memória, ela fez 1.500 com barreira. E eu lembro muito bem, porque eu acompanhei de perto a prova e tudo mais e tal, né? E na seletiva dela, se não me engano, eu acho que ela ficou em último lugar ou penúltimo lugar, alguma coisa nesse sentido. E deu para notar, no caso da Simone especificamente, o peso.
de uma cobrança de muita gente por conta da performance aquém da expectativa que depositaram em cima de um atleta que estava realizando um sonho. E poucas pessoas, muitas críticas e poucas pessoas que entendiam que não era só.
A medalha. Era toda a jornada, toda aquela questão. Então, tanto para a questão de atleta, quanto na questão como mulher, como empresária, porque você volta de uma carreira de muita conquista como atleta e entra num negócio e o negócio quebra.
Como é que é isso? Qual é a cobrança que o mercado depositou, a família, e que você também, certamente foi pior ainda, né? A cobrança é maior. A pressão é maior. Pessoal, né? E filhos e tudo mais. Como é que funcionou isso? Eu vim de uma família onde meu pai teve padarias muitos anos, por exemplo. Então, sempre admirei. Tanto que eu fazer administração foi justamente por admirar o trabalho dele como empresário.
Depois que eu estive no ramo empresarial e que eu cuidava de pessoas, cuidava da empresa, cuidava de produto, cuidava de marketing, meio que fazia tudo, eu percebi que essa mentalidade do empreendedor, do empresário, é muito parecida com a do atleta.
Só que o atleta é muito focado, ele faz aquilo ali, os ambientes são diferentes, mas ele faz aquilo ali e ele não abandona o osso, não larga. Aqui muitas vezes a gente tem o osso, quer correr atrás do osso, mas tem tanta coisa para resolver, além daquilo ali que acaba se perdendo. Então eu sempre me cobrei muito, uma por ter sido atleta olímpica, como assim vou falhar aqui? Não posso falhar, jamais.
E outra por ter sido filha do grande Amorim. Sou filha do grande Amorim. Eu até hoje, eu sento com ele e tenho conversas. Ele e minha mãe são pessoas que eu admiro pra caramba. E que eu fazia alguma coisa errada e eu pensava no pai. Falei, cara, o pai não... O pai me dá uma mijada por causa disso. Então, assim, eu tive essas duas pressões, né? Mas aí posso trazer o exemplo da pressão de um momento de final de Chevenier.
Onde está lá, está torcida, seis mil pessoas em cima da quadra, uma quadra desse tamaninho assim. Com o juiz, o árbitro, muitas vezes, arbitrando a favor do outro time, porque o outro time era muito superior ao nosso. Tendencialmente? Tendencialmente, mas se eu quiser ser campeão, eu vou ter que ganhar do árbitro, vou ter que ganhar da torcida, vou ter que ganhar do meu treinador enchendo o saco, vou ter que passar a bola mesmo com...
vontade de fazer o gol e de repente aparecer lá no jornal, eu vou ter que passar a bola para a minha colega que está em melhores condições do que eu. Então toda essa pressão traz aquele momento da autoconfiança.
volta, analisa, corrige, faz de novo, treina, faz de novo. Então a pressão nunca foi um problema pra mim, porque eu sempre entendi como um aprendizado em uma escala a mais. Vinha a pressão do pai, vinha a pressão da mãe, volta e meia, meu pai vem, me dá de dedo, conversa, isso aqui tu tá fazendo tá errado e tal. Mas eu vejo isso como um grande aprendizado pra vida. Então na empresa não é diferente. Tudo que eu faço, um momento de demitir alguém importante, por exemplo.
É um momento em que tu precisa... É uma pressão. A pessoa é importante pra empresa, mas de repente surgiu uma outra oportunidade, ou então a pessoa não tá mais entregando tudo aquilo, mas tu gosta da pessoa, a pessoa esteve anos contigo, é um momento de extrema pressão.
Uma coisa importante, que aqui no Brasil, no país latino, tem muito essa coisa de... O negócio não pode falhar, sendo que nos Estados Unidos, por exemplo, a gente vê startups. Uma startup bem-sucedida, na média, o dono de startup bem-sucedida passou por três projetos mal-sucedidos. E tudo bem, porque o negócio pode dar certo ou não dar certo. Não significa...
Não é o problema da pessoa, é o contexto, é o que era a situação. Tem vários fatores que estão envolvidos. Então, mesmo... E o negócio empreender no Brasil é tão complexo que, mesmo com toda a disciplina, com todo o foco e dedicando, mesmo assim o negócio ainda pode dar errado. Esse é o ponto importante. Então, desestigmatizar esse ponto. E, como você bem falou antes... É, né?
Ou ganha ou aprende. E aí leva isso pra frente. A falha e o erro é justamente talvez o degrau que tu tava precisando pra alcançar uma nova empresa. Deu errado ali, perdi, errei, fali, enfim. A nova empresa já vem com toda aquela expertise daquela falha, daquele erro, daquele problema, daquele fracasso. Eu posso olhar como fracasso, chorar e ficar absurdamente deprimida por causa daquilo ou posso usar aquilo como alavanca. Aqueles erros eu não vou mais repetir.
E o que eu acho muito bonito na tua jornada é que teve isso, você teve essa experiência, né? Se dispôs a testar aquilo, legal, e depois, e aí conecta com o teu, com o tema da tua palestra, o voltar ao jogo. Aí você volta pro esporte, volta pro teu...
por ter o jogo, literalmente, né? E tudo se conecta e a coisa flui, né? Exato, exatamente. Então eu trouxe nesse momento de queda, de fracasso, que eu, ah, vamos considerar fracasso, foi um momento em que eu me dei conta que toda aquela história de 18 anos do esporte e o que eu aprendi na formação de caráter, em habilidades e competências, por exemplo, eu podia usar no meu negócio, talvez eu não tinha usado da melhor forma possível.
Eu simplesmente esqueci aquilo lá. E quando eu consegui conectar as duas coisas, foi onde...
Eu acho que eu percebi aquela sensação gostosa de cara, eu sou isso, eu tenho essa potência, eu sou boa nisso aqui, tenho que corrigir aquilo ali sim, mas eu posso fazer assim, assado, diferente, eu posso melhorar daquela forma. Então é degrau e tu vai subindo à medida que tu vai pisando e usando como alavanca o teu erro e a tua falha.
Tudo, tudo vem por um motivo na nossa vida. A forma como a gente reage é que vai fazer a diferença. Se eu vou evoluir, eu só vou manter parada, me manter estagnada aqui. Então, eu sou uma apaixonada pelo esporte, hoje meus filhos estão no esporte, porque ele ensina esse tipo de habilidade. De trabalhar em equipe, de entender que a gente nunca está sozinho. Ah, mas eu fiz tudo sozinha, construí sozinha.
As principais decisões são nossas e ninguém pode tomar pela gente. Mas sempre tem alguém do teu lado apoiando, incentivando, trazendo um certo suporte. Aí vamos falar de resiliência, é aquela visão que eu acabei de trazer. Vamos falar de disciplina, que é o padrão de comportamento. Vamos falar de foco, não adianta. Se eu preciso chegar naquele objetivo, eu preciso entender qual é o meu foco. Qual é a prioridade, o que começa o meu dia. E vamos falar de propósito, o que adianta o resto se eu não sei o que eu quero.
Então, é um passo a passo, muito bem construído, que se a gente prestar atenção intencionalmente e fazer da forma correta, qualquer projeto dá certo. Eu acho que esse ano a gente está em ano de Copa do Mundo, né? Que é super importante, o principal evento esportivo do planeta. Eu olho para a seleção brasileira e eu não vejo isso. A gente, onde está a disciplina? Onde está o entrosamento? Onde está tudo isso acontecendo? E a gente muitas vezes vê em grandes organizações,
Tem tudo lá. Tem um monte de gente super competente, mas que não consegue se organizar e se concatenar para realmente brilhar na hora que tem que brilhar. Isso é uma coisa que tem que ter essa preocupação constante.
Quantos atletas bons, e eu não vou citar nome porque eu sou polêmica, o cara não. Quantos bons atletas, talentos gigantes, acabam sumindo porque não são disciplinados, não são focados e não fazem aquilo ali porque realmente tem como propósito. Eles fazem, no futebol especialmente, por causa da grana. Não consegue realizar o seu potencial. O senhor fala, meu, mas se ele tivesse disciplina ele teria sido tão mais. Exatamente. Então muitas vezes... É uma coisa assim, né?
Você citou atletas bons que de repente não conseguem chegar a alta performance. Acho que existe uma diferença muito grande entre talento e disciplina. Total. Então muitos dos atletas que não chegaram a alta performance, ou dos empresários, ou dos executivos, ou das pessoas da área líderes, que não chegam aonde poderiam chegar e a gente olha...
de fora, assim, diz, cara, olha só quanto talento desperdiçado. É justamente pela falta do que a Ana falou, assim, que é a disciplina. O talento, ele vai te levar longe. Mas não tão longe como se você juntar com a disciplina. Ele não te mantém. O talento não mantém.
Não precisa nem citar nomes, mas a gente sabe de alguns que estão até sentados aí em alguns lugares. Eu tomo porrada quando eu falo. Sentado na favela ainda lá, batendo. Então, você pensa assim, como é que o cara está ali? Hoje ainda tem uma vantagem no mercado, quando a gente olha, comparado. A gente até estava falando disso hoje cedo. O atleta no passado, principalmente de futebol.
Ele acabava, alguns deles, depois do período de destaque, caindo no esquecimento e às vezes até vindo a encerrar carreira na pobreza. Hoje o cara leva uma vantagem, se ele for mais ou menos, ele tem a possibilidade de participar de inúmeros podcasts de resenha, patrocinar mais não sei o que de marca, tem marca patrocinando ele. Ele ainda tem uma carreira, mesmo tendo sido medíocre.
Mas ele tendo a possibilidade de aparecer, é essa vantagem. Mas eu acho que uma coisa que é fundamental da gente entender...
nesse contexto todo, é que, assim, no fundo, as pessoas estão observando o comportamento do atleta, seja a seleção brasileira, seja a Olimpíada, e também estão observando o comportamento do líder dentro da empresa. Exato. Então, se a gente for trazer e fazer a relação que a Ana faz entre o líder e o atleta, é aquele lá, é o que vai bater os sete metros na hora do negócio, é o que vai correr na prova de dez quilômetros, ou na maratona, é o líder, é o CEO, é a CEO.
é o diretor que vai tomar a decisão, e o que as pessoas esperam daquela pessoa, a melhor decisão, o gol, ou cruzar a linha de chegada e conseguir a medalha, é a mesma coisa que estão esperando, então acho que esse é o grande desafio para todo mundo. Como é que funciona para, agora olhando daqui a dois anos, ter uma outra Olimpíada?
Hoje uma emissora já começa a conversar com você pensando em te trazer para comentar jogos de handebol, como é que funciona isso, como é que a Ana se mostra para esse mercado, existe alguma conexão, assessoria de imprensa, como é que funciona? Claro, você tem um histórico.
Mas, à medida que o tempo passa, outras atletas também vão parando a carreira e começam como qualquer outra coisa na vida. Daqui a pouco surgiu outras atletas que talvez tiveram não mais destaque que você, mas apareceram mais na mídia do que você, porque hoje é mais fácil disso.
Eu acredito que a rede de televisão é uma empresa como qualquer outra. Então, ela avisa, obviamente, faturamento, lucratividade e a audiência. Então, eles vão buscar sempre as pessoas que dão resultado positivo. Isso é uma regra da empresa. O primeiro momento surgiu quando a minha irmã foi eleita a melhor do mundo. Então, Duda Morim, beijo para ela, foi eleita a melhor do mundo.
Aí fazia muito sentido. Exatamente, a TV veio até o Menal fazer entrevista com ela, conversar com ela sobre isso e tal, e me entrevistaram porque teoricamente, na prática, não teoricamente, eu fui o grande incentivo dela. Ela começou no handball por minha causa, então ela participou de quatro Olimpíadas, cinco vezes campeã da Champions League, uma mulher que, na década, foi eleita a melhor jogadora do mundo na década.
Então não é pouca coisa. Claro que não. E ali nessa entrevista, os caras falaram, cara, o que que tu acha? Falei, tá louco, eu tenho padaria, eu não tenho tempo nem pra respirar, não tenho tempo nem pra ver o filho. Tu acha? Tu acha? Que eu vou? Não, vai ser legal, pô, a gente tá falando da Globo, a empresa... Eu falei, tá, mas...
Não vai fazer meu pão. Não vai atender meu cliente. E aí foram dois anos de insistência nessa brincadeira e topei. Vamos lá, 2016. E estudei muito sobre oratório, sobre assertividade, sobre como eu me portar em frente à câmera, porque é a câmera. Sim, e ao vivo, né? São 200 milhões de pessoas. Não basta saber tudo sobre o esporte. Você tem que falar naquele tempo certo a coisa certa. E assim, ali eu não podia ser muito técnica, porque quem quer o handball mais vivo vai pra Esporte TV, por exemplo.
E ali eu precisava falar pra quem não entendia de handball. Falar sobre a cola que a gente bota na mão pra segurar a bola. Falar sobre cabelo. Falar pênaltis nos 7 metros. Quase. O mundo do handball me batia quando eu falava pênaltis. Sim, eu sei. Então assim, esse contrato, esses convites surgiram daí. E aí sempre um ano antes, um ano e meio antes, já começa toda a tratativa pra aproximar a Olimpíada. É, eu acho que...
pra garantir realmente esse contrato e até pra pra que o profissional se prepare, né? Por exemplo, Hortência não tá mais no mundo no basquete, mas acompanha. Então todo ano também ela é contratada e todos os que estão ali geralmente são os que são convidados na próxima Olimpíada. Que é um mega projeto. Sim. É lindo. E assim, ó, extremamente profissionais. Não, meu Deus.
cada narrador que tá ali, cada profissional que tá atrás da câmera, são assim, pessoas que tu... É lindo de ver. É uma empresa que não é à toa que tem o nome que tem, podem falar o que quiser dela, mas em termos de esporte é extremamente profissional. E eu aprendi muito com aquela galera, tenho um contato muito legal com eles. Então começa uma tratativa, uma organização e um planejamento um ano antes pra poder tá lá preparada e apresentar o meu melhor naquele momento dos jogos do handball. Isso é uma coisa que é interessante, é bom notar. Como empresa Globo...
A Rede Globo hoje deve ser a maior empresa de TV independente do mundo. Possivelmente. Porque os grupos americanos que são maiores não são independentes. Então é muito interessante. Construiu toda essa estrutura e consegue colocar, ter a presença do Brasil que é super relevante nas Olimpíadas. Como empresa e como contratante, eu não tenho um A para falar sobre, e realmente extremamente profissional em todos os sentidos.
e todas as pessoas que estão lá entregam o seu melhor porque gostam daquilo não tem um que tu fala, ah, tá ali porque é mala tá ali, tem os nomes que geralmente as pessoas acham meio mal, todos estão ali porque são apaixonados pelo esporte então tu entra numa num ecossistema, num planeta, eu esqueço dos filhos a noite quando eu chego no hotel ah, oi filho, oi
Porque é um negócio tão, assim, enlouquecedor, gostoso de viver aquilo ali. Foram momentos muito agradáveis e de muito aprendizado, porque daí ia pro hotel, tomava café da manhã com hortência, com o popó do boxe, e cara, aí tu fica naquela conversa, aquela resenha, que eu podia estar fazendo resenha com uma amiga ou alguém que, por exemplo, não me traz um conteúdo gigante, troca um papo, é legal, gostoso. Mas aquelas pessoas, no dia a dia, falam tanta coisa que, tipo, vamos gravar.
Deixa eu gravar essa conversa, porque é tudo muito enriquecedor. Então foi uma experiência muito legal. Tem chance para a próxima Olimpíada? Super tem. Super tem. Estou pronta. Estou pronta já. Só chamar. E Ana, tem uma coisa muito legal também, que é essa missão de divulgar o handebol, que é um esporte tão bonito de ver, que tem um potencial gigante no Brasil ainda e tem um potencial não realizado no Brasil ainda. Não realizado.
tem destaques e tem, é muito bacana mas ainda tem um super potencial para ser trabalhado. Temos grandes destaques como a Duda Morim e a Alexandra Nascimento por exemplo, que já foram eleitas melhores do mundo muitas atletas do Brasil na Europa hoje, a Duda Morim inclusive é empresária leva atletas daqui para lá já foi campeão mundial no handball do Brasil, nunca chegou perto de uma medalha em uma olimpíada, mas é uma construção de novo, né?
no feminino, no masculino nem no masculino nem é terrível falar, mas é uma realidade a gente não tem uma estrutura interessante nem no Brasil e quando se trata da Europa a gente chega lá pra brigar com gigantes dentro de quadra pessoas que desde pequenininhas jogavam na praça, handball brincavam num lugar de jogar de futebol, brincavam de handball então assim, a gente chega com um nível um pouco menor de know-how e de conhecimento e aí
prática do esporte, aí chega lá tem que batalhar bastante pra chegar no mesmo nível então acredito que a gente tá no caminho certo como handball é muito legal que as empresas estejam transmitindo hoje apesar de que é um esporte que as pessoas não sabem muito, não conhecem muito e quando tem um basquete junto, um futebol junto a gente sempre vai perder muitas vezes eu estive lá pronta pra comentar o handball e aí entrou, sei lá o futebol feminino, que foi muito bem o handball cai
E faz parte do jogo. Então, eu tenho muito orgulho do handball. É o que me trouxe hoje para a vida que eu tenho. Vejo muitas pessoas crescendo, evoluindo. E recebo muito convite para jogar máster, para divulgar o handball. Vai vir um campeonato muito legal agora, que é suíço. Vai vir para o Menal. A gente está tentando trazer. E vou comunicar a vocês também no momento correto. Então, eu não estou mais inserida no handball. Mas sou uma grande apoiadora, uma grande divulgadora. E torço muito para todos os atletas que estão ali também.
Legal, Ana. E fazendo um resumo, um apanhado de tudo que a gente conversou, quais são as características fundamentais que você vê nas pessoas que realmente vão fazer a diferença na sua própria vida, na vida profissional, na vida pessoal, equilibrando tudo isso para realmente gerar resultados em alto nível, em alta performance? Acredito que o compromisso aliado à ação...
Então, quando eu quero alguma coisa, eu me comprometo com aquilo. Seja para mim, seja para ti, seja para a empresa, seja para a família. Eu me comprometo com aquilo e faço. Porque não adianta eu desejar ter uma mentalidade fantástica, mas eu não coloco no planejamento e não aplico a disciplina para que aquilo seja executado. Então, acho que compromisso...
A primeira questão que eu olho na pessoa que me chama atenção é a pessoa que faz, mesmo quando não tem motivação, mesmo quando está de saco cheio, mesmo quando está num dia péssimo, e há ação que é atrelada a esse compromisso de, não, eu quero, eu me comprometo e eu faço. Proatividade.
Perfeito. Ana, foi um prazer conversar com você, conhecer mais da tua jornada, da tua história, essa trajetória esportiva, pessoal, profissional, muito bacana, e como você inspira as pessoas agora, se comunicando de um nível altíssimo também. É muito importante tudo o que você tem trabalhado com as pessoas em termos de...
de orientação, nas palestras, nos treinamentos e tudo mais. É importante que a gente tenha essa inspiração para as pessoas, para apontar o caminho e para que elas construam com disciplina e com vontade, com comprometimento, vidas melhores para si mesmas. Então, superobrigado.
Eu que agradeço o convite de vocês. Os conheço pessoalmente agora, recente, mas acompanho o Novo Hunter há bastante tempo. Acompanho os empresários que vêm aqui, porque eu sou uma fanática por aprender, ouvir como se construiu aquele império, com as histórias reais do dia a dia. Então vocês estão de parabéns por tudo que vocês trazem aqui. É inspirador também. Então agradeço e sim, me sinto muito errada por fazer parte desse time agora, junto com vocês.
Legal, Ana, muito obrigado pela tua presença, foi uma satisfação ter você aqui com a gente. Bem legal o que você acabou de falar e eu acho que vou até enfatizar isso, né? A importância de você acompanhar conteúdos tal qual esse que a gente acabou de registrar com a Ana, que são, às vezes, a oportunidade não de alguém encurtar o caminho, que a gente não acredita em caminhos curtos para resultados consistentes, mas para você potencializar, né?
Eu acho que isso é muito legal, quando você escuta a sua história, o teu episódio, quando você escuta outros episódios que a gente tem aqui ao longo de quase 200 no podcast Novo Hunter, tem oportunidade para que algumas pessoas, seja no Spotify, seja no YouTube, seja no Apple Podcast, que elas tenham contato com algo que talvez fosse muito difícil, né? De separar um tempo daquele empresário, daquela empresária, que fosse contar a história dela. Aqui está 0800.
disponível aonde você pode acelerar, catalisar o teu negócio, entender o porquê, como lidar com isso, como lidar com aquilo. Então acho que é bem importante, acho que essa é uma das maravilhas que a tecnologia trouxe nos últimos anos e que às vezes as pessoas não aproveitam como poderiam aproveitar. O podcast Novo Hunter é um desses exemplos, mas tem inúmeros exemplos disponíveis no mercado que é muito barato hoje, para não dizer de graça, você sair do patamar que você está e ir para outro.
Basta você ter um pouco de vontade, ter um pouco de compromisso, que você acabou de falar, ação, ter disciplina, e tirar um pouco do seu tempo, que às vezes você está desperdiçando com coisas que não fazem muito sentido, e colocar em algo que vai de fato fazer sentido. O Novo Hunter é um desses exemplos, mas tem números, então acho que é uma questão de aproveitar. Quero mais uma vez agradecer a tua presença, lembrar aqui para a galera, que o Seus Club está aparecendo aqui atrás, onde a gente se conheceu, eu, a Ana, o DJ.
O Gelson, que hoje não esteve aqui com a gente, o embaixador do Vale Europeu. E eu acho que é isso, eu acho que esporte não é brincadeira, é sério. Eu sempre falei isso, né? Então, independente das pessoas acharem que esporte é simplesmente uma bola que jogam na quadra na escola...
Vai muito além disso. Quando a Ana traz o déficit que existe entre o handball brasileiro em relação ao europeu ou de outras regiões, está muito associado a outros esportes também que tem a ver com o fundamento. Total. A gente ainda falta fundamento em muita coisa no Brasil, não é só no esporte. Falta fundamento em negócio, falta fundamento em muita coisa. Se tivesse mais fundamento...
teria mais alicerce. Aí não tinha essa diferença absurda que existe, porque potencial humano tem. O que falta é justamente fundamento. As pessoas continuam buscando o atalho e não existe atalho em negócio. Valeu? Forte abraço e até o próximo episódio. Valeu, Paulo.
Podcast o Novo Hunter. Oferecimento, Audi Breitkopf. Patrocínio, Rádio 90 FM Blumenau. Tecântor, a sua joalheria de vinhos. Seals Club e Ópera Capital. Apoio, Sense Máquinas. Prodaux, especialidades químicas. Stuttgart, artigos finos.
Áurea, One Capital, Toindo, Viagens e Turismo e Aramis Blumenau. Aramis Blumenau, Veste, Roberto, Vilela e DJ Castro. Produção LSG Audiovisual.
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