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LançaiAsRedes #60 - No deserto, a desobediência leva a morte

03 de setembro de 202621min
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Em meio aos desertos da vida, Deus nos convida a confiar, perseverar e permanecer em Sua vontade. Afinal, no deserto, a desobediência leva a morte. // HOST: Sem. William R. / PRODUÇÃO: Sem. William R. / Meus Canais: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://linktr.ee/williamseminarista⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / PIX (Benfeitor) - E-mail: williamrodriguessh@gmail.com

Participantes neste episódio1
W

William R.

HostSeminarista
Assuntos9
  • A desobediência no deserto leva à morte, inspirada em 'O Alquimista'O Alquimista·deserto·morte
  • A obediência a Deus como única forma de sobreviver à passagem no desertovontade de Deus·Eucaristia·Palavra de Deus
  • Jesus Cristo como exemplo de obediência ao Pai no desertoJesus Cristo·tentação no deserto·obediência ao Pai
  • A morte espiritual como consequência da desobediência e do pecadomorte espiritual·pecado·aridez espiritual
  • O deserto como passagem para o amadurecimento e encontro com Cristoamadurecimento espiritual·Cristo ressuscitado·Calvário
  • A perseverança no deserto como caminho para uma vida mais maduraperseverança·amadurecimento·graça de Deus
  • A etimologia da obediência como escutar com atenção a voz de Deusetimologia da obediência·ob audire·escutar com atenção·vontade de Deus
  • A importância da obediência e da vontade no matrimônio como exercício de amormatrimônio·exercício da vontade·amor como decisão
  • A necessidade de morrer para dar frutos, como a Igreja e a sementeIgreja Católica·sacrifício·semente
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast Lançar as Redes. E hoje vamos falar um pouquinho desse tema, a obediência. Na verdade, mais precisamente, falar sobre A desobediência que no deserto leva à morte. Pois bem, o título desse episódio do nosso podcast de hoje surgiu de algo muito interessante. Estava fazendo uma leitura de um livro que se chama O Alquimista, e no meio daquela aventura onde um jovem está em busca de um tesouro, ele encontra um senhor sábio que começa a dizer que nas mãos dele estão a vida e a morte, porque ele atravessa as pessoas no caminho do deserto rumo ao Egito.

E de repente, numa frase que esse senhor diz: no deserto, a desobediência leva à morte. Nesta frase, precisamente nesta frase, o meu coração passou o dia refletindo, e eu disse: gostaria de partilhar um pouco com os meus ouvintes com aqueles que estão comigo aqui nessa jornada sobre este tema da desobediência. Na verdade, olha que frase profunda: no deserto, a desobediência leva à morte. Aqui caberiam diversas reflexões, mas não tem como partir de outro lugar senão lembrarmos de Jesus tentado no deserto.

Jesus, enquanto fazia ali o seu jejum, a sua oração, É tentado durante 40 dias e 40 noites no deserto por Satanás. E Jesus só é fiel porque permanece obediente ao Pai, obediente à vontade do Pai, porque as tentações eram grandes. As tentações no deserto, seja pela fome, pela posse, né, o poder, o prazer, o possuir, o inimigo utiliza de várias armas para tentar tirar Jesus daquele foco. Mas Jesus permanece fiel no deserto. Antes de falarmos então por que que a desobediência leva à morte no deserto, vamos refletir um pouquinho sobre o que é obediência.

Bom, a origem etimológica da palavra obediência, né, vem de obediência do latim, derivado de ob audire, que remete à ideia de escutar com atenção ou escutar com respeito a uma mensagem recebida como comando. Então, se a etimologia da palavra obediência, do ob audire, vem de escutar com atenção, nós devemos nos colocar diante da escuta de Deus, que já nos dá as suas leis pelos mandamentos, pelos mandamentos da Igreja, pela doutrina, pelas virtudes, pela moral católica e por tantas outras dimensões da nossa Igreja, sacramentos, enfim.

Somos chamados a escutar com atenção a vontade do Pai que se dá todo a nós. A questão é: o contrário dessa obediência é o não escutar com atenção a voz e a vontade de Deus. Começar a escutarmos a nós mesmos ou a escutarmos as nossas paixões, os nossos sentimentos muitas vezes desordenados. E olha que interessante, porque no deserto, porque essa frase chamou tanta atenção ao meu coração quando quis partilhar com vocês, porque no deserto a desobediência leva à morte.

É claro, meus queridos que nos escutam aqui no podcast Lançai as Redes, que a desobediência sempre vai levar à morte. Que a morte é o pecado, porque o salário do pecado é a morte, como diz as Sagradas Escrituras. Estar fora da vontade do Pai, fora da graça, fora da sua voz e vontade, é a morte. É a morte do nosso coração, é aridez, é vazio, é sim, é perder o sentido da vida. É caminhar sem rumo, é vagar sem direção. Mas precisamente no deserto isso é ainda mais forte, porque no deserto— e nós podemos trazer agora assim para a vida espiritual, próximo episódio nós vamos falar sobre os inimigos da alma que São João da Cruz tanto destrincha, falando do mundo, da carne, do demônio— a morte precisamente no deserto ela é muito mais forte.

O deserto, que é essa aridez espiritual, nós às vezes não vamos mais sentir Deus, ter bons sentimentos na oração, sentir paz, sentir grandes consolos. Como às vezes nós temos a graça, né, de retiros, de grandes eventos, né. Esse tempo, eu não sei quando você vai escutar esse episódio, mas tantos eventos bonitos da Igreja da Juventude, o PHN, Summer Beats, Tantos outros eventos que vão trazendo consolo ao nosso coração. Mas vejam bem, chega uma hora que é entre você e Deus, chega uma hora que o deserto vai aparecer na nossa vida, e é só o deserto que nos faz amadurecer.

Muitas vezes o deserto na verdade é passagem para uma vida mais madura. Nós precisamos passar pelo deserto Nós precisamos passar pela aridez, por esse vazio, para encontrar Cristo ressuscitado do outro lado. O Calvário é um grande deserto. Agora, se nós esperarmos os grandes sentimentos, os grandes consolos para nos confessarmos, para estarmos diante da Eucaristia, na adoração, a comungarmos Jesus, nós vamos morrer no deserto.

No deserto, para obedecermos, precisamos trabalhar a nossa vontade. A vontade de estar onde Deus quer que nós estejamos e não em outro lugar. Precisamente no deserto, se nós não obedecermos, nós vamos morrer muito. Lá no livro, quando este senhor, este sábio, fala para o jovem que no deserto a desobediência leva à morte, é porque ele está conduzindo uma caravana E ele diz as ordens, ele diz as regras, e aqueles que não obedecem às regras acabam por morrer no deserto.

Por quê? Porque nos desertos nós não sabemos como agir, nós não temos experiência suficiente para passarmos no deserto. Por isso é importante pedir ajuda, procurar um sacerdote, um diretor espiritual, procurarmos pessoas sábias que já enfrentaram muitos desertos na vida. Olha, aqui eu posso trazer uma imagem que nos ajuda: o matrimônio. Quando um casal se apaixona, há sempre aquele movimento de entrega, de encontro, de todas as músicas lembram da pessoa, aquele movimento, aquele fogo no coração que mantém uma chama acesa e que nada é sacrifício, tudo é bom, tudo é maravilhoso.

Depois vem o noivado, um tempo de mais conhecimento, de aprofundar o conhecimento do outro, de estar mais próximo. E aí então vem o casamento, o matrimônio, com as suas lutas diárias, com as suas árduas lutas diárias de acordar lado a lado daquele que às vezes vai te irritar num dia que você não tá bem, que não vai cumprir as tarefas de casa, do marido que vai deixar a toalha molhada em cima da cama. Da esposa que não vai parar de falar um minuto dentro de casa.

Veja bem, o matrimônio é um verdadeiro exercício da vontade do amor, porque o amor é uma decisão. No fundo, queridos, nós só obedecemos quando nós amamos. Nós só trabalhamos a nossa vontade quando nós amamos. E amar é puro sacrifício. Amar é estar realmente entregue no sacrifício. Hoje eu escutava uma das minhas aulas na pós-graduação de Eclesiologia, que estuda a natureza, a missão, a identidade da Igreja. E quando Jesus fala sobre a Igreja em parábolas, ele utiliza de vários elementos.

Um deles é falar do semeador, que é aquele que prepara a terra para que a semente caia na terra boa. Ora, meus queridos, se a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, cheia do Espírito Santo, só cresce em meio aos sacrifícios, porque uma semente precisa morrer para dar frutos, morrer para dar frutos, e se o grão de trigo não morre, ele permanece sozinho. Se a Igreja, com todas as suas graças, precisa morrer para dar frutos, quanto mais nós quanto mais os nossos corações precisam morrer, quanto mais os nossos corações precisam estar diante da vontade de Deus com a nossa vontade.

Santa Teresa d'Ávila dizia que é uma união das vontades estar na presença de Deus. Eu preciso trabalhar a minha vontade, que às vezes quer o comodismo, que às vezes quer o mais fácil, que às vezes quer com que nós vivamos uma vida realmente cômoda, sabe? Passar pelo deserto, trabalhar as nossas vontades, trabalhar os nossos sentimentos desordenados muitas vezes. Se no deserto nós não obedecermos a voz de Deus, ou seja, se na aridez da sua vida espiritual hoje Se nesse vazio que talvez você sente na oração, talvez na sua vida profissional esperando alguma resposta, talvez a sua casa você não encontra mais aquela paz, precisamente fique na vontade de Deus.

Escute de maneira atenta a voz de Deus, fique perto do Senhor, obedeça a sua voz, porque não há outra forma de sobreviver à passagem no deserto. Nós precisamos estar perto de quem sabe como passar pelo deserto, e Nosso Senhor Jesus Cristo, por excelência, ele sabe como passar pelo deserto. E mais, deixa instrumentos para que nós consigamos nos apoiar e passar bem pelo deserto. Certa vez, quando fiz uma viagem para Europa, eu me lembro que no avião uma das orientações era não abrir a janela enquanto sobrevoávamos o deserto.

E é claro, né, como um bom jovem curioso, eu e as pessoas que estavam do lado abrimos a janela no meio do deserto. E aquela claridade entrou tão forte nos nossos olhos, tão forte no avião, que chamou atenção de todo mundo. E sim, lá embaixo eu vi um mar de areia. Entenda a metáfora, muita areia, um sol, uma claridade que ofuscava a vista. E eu entendi, realmente é impossível ficar com essa janela aberta. Claro que foi maravilhoso ter aquela cena do deserto gravada na minha mente, no meu coração, mas olha a importância da obediência.

Se ninguém orienta, talvez eu pudesse ter outros problemas na visão por conta daquela claridade no deserto. No fim, nós nunca sabemos como passar pelo deserto. Nós vamos querer encontrar atalhos, refúgios, refrigérios. Quem que não quer encontrar um oásis no deserto? Claro que você que me escuta tá com esse desejo de encontrar a paz, talvez em algum deserto que você está passando, na sua aridez espiritual. Nós precisamos obedecer a Deus e a sua vontade.

Por isso, se aproxime da Eucaristia, se aproxime da Santa Missa, da palavra de Deus. Faça sua leitura do evangelho diariamente, não se afaste dos Salmos, não se afaste da vontade de Deus. Pelo contrário, sem sentir nada muitas vezes. Lembra do matrimônio? É uma decisão, e uma decisão de amor, uma decisão de entrega, de perseverança. Estar onde quer que Deus esteja, seja no deserto, seja na graça, seja no jardim. Estar onde Deus quer que você esteja.

Esse é o grande segredo da vida. Deus te planta para gerar frutos aí, como dizia Santa Clara de Assis. Por fim, para concluirmos esta nossa reflexão, de coração eu te peço: confia no processo. Às vezes nós vamos enfrentar desertos que parecem não ter fim, e quando eu gravo aqui para você, eu posso afirmar ao seu coração que eu passei muitos desertos na minha vida e ainda passo como bom ser humano que luta pela santidade. Às vezes, nesses longos quase 17 anos aí nessa jornada missionária, nessa jornada de seminário, né, que fazem 12 anos que eu estou às portas já da ordenação, com a graça de Deus, quantos desertos, quantos vazios, quantos medos Mas o mais importante de tudo é: o Senhor estava lá.

O Senhor não se ausenta dos nossos desertos. O Senhor não nos prega armadilhas. O Senhor não nos deixa perecer na aridez, em lugares que nós não conhecemos. Vejam bem, Deus olha com muito carinho para nossa vida e deseja que o nosso amor seja cada vez mais maduro, cada vez mais forte. Cada vez mais intenso a ele. Por isso prepara sim desertos e permite desertos na nossa caminhada, mas muito pelo contrário, não para nos pregar armadilhas ou nos ver sofrer, para fazer com que nós cresçamos no seu amor.

Aqui eu faço memória dos nossos últimos episódios aqui do podcast, quando falamos da humildade que nos mantém de pé, Quando falamos também das nossas fraquezas, daquilo que nós muitas vezes temos, as distrações. Veja bem, nós falamos das distrações no último episódio, e hoje, à medida que Deus inspira através da frase deste livro que fala que se nós não obedecermos no deserto nós morreremos, é verdade. No deserto, nós não temos outra opção.

Fazendo um paralelo aqui, já que estamos no Lançai as Redes, uma das coisas que mais me marcou desde o início desse projeto de evangelização é porque Deus sempre me falou da barca, do alto mar. E é uma coisa verdadeira, nós estamos na barca. E se estamos em alto mar, nós não podemos desistir, porque se nós pularmos do barco, nós vamos afundar. É impossível nadar muito tempo em alto mar. Ou seja, em alto mar só tem uma opção: aprender a navegar.

Porque se nós desistirmos, nós vamos morrer. E no deserto não é diferente. É preciso obedecer às regras, é preciso estar atuante, obediente à voz de Deus, atento aos sinais, atento aos detalhes desse Deus que nos conduz. Por isso, esse episódio é curto e simples para te dizer: persevere, persevere, porque vale a pena. O deserto é passagem para uma vida mais madura. Não tenha medo de colocar diante de Deus as suas lutas, as suas batalhas, as guerras espirituais que talvez você trava.

Não tenha medo de colocar a sua humanidade, seu mau humor, as suas mentalidades às vezes tão engessadas onde ninguém toca, ninguém muda. Sua falta de paciência, talvez a falta de perdão, de rancor, de humildade, orgulho, a soberba. Ei, nesse deserto Deus quer purificar o meu e o seu coração. E de verdade, no deserto só nos resta obedecer, porque senão nós morreremos. Senhor, nós queremos entregar o nosso coração a ti nessa breve reflexão, pedir, Senhor, a tua graça sobre nós.

A tua graça nos conduza, a tua graça nos faça olhar adiante com esperança, mesmo em meio às nossas lutas, aos nossos fracassos, olhar para ti, Senhor. Neste deserto nós pedimos a graça, Senhor, de fortalecer as nossas vontades, Para não desistirmos porque não temos mais consolo, porque não temos mais aquela paz primeira. A paixão, Senhor, talvez apagou um pouco, mas o amor permanece fiel. E o nosso amor, Senhor, que é decisão, deseja hoje escolher de novo por ti, pela tua voz, pela sua vontade.

Jesus, dai-nos a graça de como teu Espírito olharmos para a vontade do Pai, de não nos distrairmos com nada, com nada, com nenhum barulho, com nenhum chamado que nos distancie de ti, Senhor. Por favor, olha pelos nossos corações. Virgem Maria, nós te pedimos de todo o coração, mãezinha, que nos proteja, porque sob o teu manto sempre há espaço para mais um dos seus filhos. Protege a nossa vida, protege o nosso caminhar. E, Mãezinha, se nós nos perdermos nos desertos da vida, vem nos encontrar.

Nós te pedimos, Mãe. Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva, a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Ei, após advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-me Jesus, bendito é o fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria, rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amém. Por você que escuta esse episódio, Se alcançou o seu coração, lembre de compartilhar com alguém importante. Talvez alguém esteja passando por esse deserto, por esta aridez, e precise mais do que nunca desta palavra. Certamente, se essa pessoa chegar até aqui nesse episódio, vai saber que ela é importante para você porque você lembrou dela. Por nós, por todos aqueles que passam por desertos, rezemos. Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, Se a ti me confiou, a piedade divina sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine.

Amém. Estivemos reunidos e sempre estaremos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Te espero no nosso próximo episódio para falarmos sobre os inimigos da nossa alma, baseado em São João da Cruz, em tantos místicos católicos. Vamos continuar a nossa jornada Falando sobre a humildade, sobre a força de recomeçar, as distrações, sobre o deserto e sobre especialmente a graça de Deus que continua a conduzir os nossos corações.

Estaremos sempre unidos aqui. Lançai as redes em águas cada vez mais profundas. Deus te abençoe.

Anunciantes1

William R.

Meus Canais
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