Trump volta atrás e diz que trocou pedágio no estreito de Hormuz por acordos
Kassio propõe selo de acerto para institutos de pesquisa eleitoral, e especialistas criticam. E Espanha vence a França e chega à final da Copa do Mundo.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Gustavo Luiz
Jéssica Cruz
- Estreito de OrmuzDonald Trump · Estreito de Ormuz · Irã · Acordos de investimento e comércio · Bloqueio naval
- Pesquisa eleitoralCássio Nunes Marques · Tribunal Superior Eleitoral · Institutos de pesquisa eleitoral · Acurácia eleitoral · Datafolha
- Copa do Mundo 2026Espanha · França · Final da Copa do Mundo · Oyarzabal · Pedro Porro
Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 15 de julho de 2026. Trump volta atrás e diz que trocou o pedágio no Estreito de Ormuz por acordos. Cássio propõe selo de acerto para institutos de pesquisa eleitoral. Especialistas criticam. E Espanha vence a França e chega à final da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou ontem da proposta de cobrar um pedágio de 20% sobre cargas que passam pelo Estreito de Ormuz.
Ele disse, num post nas redes sociais, que tomou a decisão baseado em conversas produtivas com lideranças do Oriente Médio e que vai substituir a taxa por acordos de investimento e comércio com vários estados do Golfo Pérsico. A legalidade e a viabilidade da ideia apresentada no dia anterior estavam em xeque, já que quem tem maior controle militar sobre o estreito é o Irã. Antes, o próprio Irã usava a ideia para cobrar pelo tráfico na região como moeda de troca para negociar o fim do conflito.
Uma outra medida determinada por Trump, o bloqueio naval dos portos iranianos, começou a valer na tarde de ontem. Ele prevê que navios que tenham parado no país ou tenham bandeira iraniana fiquem impedidos de entrar ou sair da região. 2 porta-aviões americanos e cerca de 20 navios de combate estão lá no local. O anúncio do pedágio tinha causado desconforto nas nações aliadas dos Estados Unidos, que seguem recebendo ataques diários do Irã desde que Trump cancelou, na semana passada, o acordo de cessar-fogo.
Os Estados Unidos bombardearam novamente posições iranianas perto do estreito nesta terça, e o Irã atacou navios nas águas próximas de Ormuz. Também ontem, o premier israelense Benjamin Netanyahu disse que vai atacar com força o Irã se o regime lançar foguetes ou mísseis contra Israel. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cássio Nunes Marques, propôs criar o que ele chamou de selo de acurácia eleitoral para premiar os institutos de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições.
A proposta foi distribuída ontem a representantes de 16 institutos numa reunião no TSE. O encontro foi convocado por Cássio para buscar um consenso sobre a regulamentação das pesquisas depois da controvérsia envolvendo a censura que ele impôs a um levantamento da Atlas Bloomberg no mês passado. O ministro disse que o texto apresentado não é definitivo, e abriu prazo até sexta-feira para ouvir os institutos. Pela proposta, o selo vai reconhecer as empresas que ficarem mais próximas dos resultados oficiais, em duas categorias de pesquisas: boca-de-urna, realizada no dia da eleição, e aquelas feitas nos 7 dias antes da votação.
Na reunião, alguns representantes foram favoráveis à medida e outros contra. O Datafolha, que pertence ao Grupo Folha, criticou a proposta. A diretora do instituto, Luciana Chong, afirmou que a iniciativa é inaceitável e que pesquisas não têm o objetivo de prever o resultado de uma eleição, mas sim de retratar as intenções de voto no momento em que são feitas. A ABEP, associação que reúne empresas de pesquisa, também foi contra, afirmando que exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal.
Já Cássio defendeu que a proposta tem como essência celebrar a excelência técnica dos institutos e que não quer interferir na autonomia das empresas. E a Espanha venceu a França por 2 a 0 e é a primeira finalista da Copa do Mundo de 2026. Pois é, Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro marcaram os gols da seleção espanhola em Dallas, nos Estados Unidos. A vitória recolocou a Espanha na decisão da Copa do Mundo depois de 16 anos. Na outra vez em que disputou a taça, lá em 2010, a equipe venceu a Holanda e conquistou o Mundial pela primeira vez.
A Espanha tá invicta há mais de 2 anos e é atual campeã da Eurocopa, torneio em que também venceu a França de Kylian Mbappé nas semifinais, em 2024. Agora chega à final da Copa do Mundo tendo sofrido só 1 gol em 7 jogos. Na decisão do Mundial, no próximo domingo, os espanhóis vão enfrentar Argentina ou Inglaterra, que jogam hoje às 16h em Atlanta. A França, que foi campeã do mundo em 2018 e vice em 2022, vai disputar o terceiro lugar no sábado contra o perdedor dessa semifinal.
Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e Laura Lever. E a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!