Episódios de Boletim Folha

Alexandre de Moraes proíbe Flávio de visitar Bolsonaro por 90 dias

14 de julho de 20264min
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Trump anuncia pedágio no estreito de Hormuz e bloqueio ao Irã. E jornal The New York Times revela plano de Israel para recrutar ex-presidente iraniano.

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Laura Lever

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Assuntos3
  • Negação de visita na prisãoAlexandre de Moraes · Flávio Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Supremo Tribunal Federal · Propaganda eleitoral antecipada
  • Trégua EUA-Irã e Estreito de OrmuzDonald Trump · Estreito de Ormuz · Irã · Estados Unidos · Bloqueio naval · Preço do petróleo
  • Objetivos Guerra EUA-IsraelIsrael · Irã · Mahmoud Ahmadinejad · The New York Times · Regime iraniano
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LLLaura Lever

Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 14 de julho de 2026. Alexandre de Moraes proíbe Flávio de visitar Bolsonaro por 90 dias. Trump anuncia pedágio no Estreito de Ormuz e bloqueio ao Irã. E jornal The New York Times revela plano de Israel para recrutar ex-presidente iraniano. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu ontem que Jair Bolsonaro receba visitas do filho, Flávio Bolsonaro, por 90 dias.

Esse período vai até depois do primeiro turno das eleições. Bolsonaro está preso há quase 8 meses e desde março está em prisão domiciliar com restrição de visitas e de redes sociais. Na decisão, Moraes disse que o senador e pré-candidato descumpriu a medida cautelar que impede que o o presidente use as redes. No sábado, Flávio leu uma carta de Bolsonaro numa live. O texto diz que Flávio é o porta-voz do pai e o escolhido para representá-lo na política.

O ministro apontou que o senador usou expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto e classificou a conduta como instrumento de promoção política. Moraes mandou o caso para o Ministério Público Eleitoral apurar se houve propaganda eleitoral antecipada e deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar. A defesa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirmou em nota que a decisão de Moraes é ilegal e inconstitucional por impedir a visita de familiar ao preso e o contato dele com o mundo exterior.

Também afirmou que vai tentar reverter a medida. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que o país vai retomar o bloqueio a navios iranianos no Estreito de Ormuz. Ele também anunciou um pedágio de 20% sobre os navios de todas as outras nações que passarem no estreito. A Marinha norte-americana informou que o bloqueio passa a valer na tarde de hoje. O comando militar de Teerã afirmou num comunicado que não vai permitir essa atuação de Washington e ameaçou os países vizinhos.

Disse que vai considerar um ato de guerra se algum deles apoiar Trump. Ontem, Irã e Estados Unidos se atacaram de novo. Os norte-americanos usaram drones aquáticos numa ofensiva contra uma instalação naval iraniana e Trump prometeu acabar com um dos principais bunkers nucleares de Teerã. Os persas atacaram bases americanas no Bahrein, no Kuwait, na Jordânia e em Omã. O preço do petróleo subiu com a nova escalada da guerra, com um barril negociado a cerca de US$80 ontem, uma alta de 5%.

E Israel montou um plano secreto para derrubar o regime iraniano e colocar no poder Mahmoud Ahmadinejad, que foi presidente do Irã entre 2005 e 2013. É o que apontam autoridades americanas e iranianas ouvidas pelo jornal The New York Times sob condição de anonimato. Segundo a investigação do jornal, nos últimos anos Israel teria pago quantias em dinheiro ao ex-presidente para moradia e viagens, e agentes de inteligência se reuniram com ele no exterior várias vezes.

Algumas delas na Hungria, em conferências que funcionavam como fachada. O plano teria sido encerrado nos primeiros dias da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã. No dia 28 de fevereiro, um ataque israelense atingiu o complexo onde Ahmadinejad morava, em Teerã. A mídia iraniana chegou a noticiar que ele tinha sido morto. Segundo o New York Times, na verdade, um carro conduzido por agentes israelenses teria recolhido o ex-presidente e o levado a um esconderijo no Irã.

E, a partir desse ponto, a operação fracassou. Ahmadinejad teria ficado abalado com o resgate e desiludido com o plano israelense. Ele deixou o esconderijo em circunstâncias que ainda não estão claras e só reapareceu em público no dia 6 de julho, numa breve participação no cortejo fúnebre do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O status do ex-presidente segue incerto. 4 autoridades iranianas afirmaram ao jornal americano que ele está em prisão domiciliar, sob custódia da Guarda Revolucionária.

Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e Gustavo Luiz, e a edição de som é da Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!