EUA e Irã escalam guerra em torno do estreito de Hormuz
Dino manda bloquear R$ 6 milhões de Eduardo Cunha em investigação sobre emendas. E Semifinais da Copa do Mundo reúnem apenas seleções campeãs depois de 36 anos.
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Gustavo Luiz
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Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 13 de julho de 2026. Estados Unidos e Irã escalam guerra em torno do Estreito de Ormuz. Dino manda bloquear R$6 milhões de Eduardo Cunha em investigação sobre emendas. E semifinais da Copa do Mundo reúnem apenas seleções campeãs depois de 36 anos. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou no sábado que fechou o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado. Já neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou o fechamento e afirmou que a passagem está aberta ao tráfego comercial.
A disputa de versões e a troca de ataques aumenta a tensão entre os países depois de Trump declarar o fim do cessar-fogo e revogar a licença que permitia a venda de petróleo iraniano. Segundo Teheran, a decisão de fechar o estreito veio depois de as forças do país dispararem contra dois petroleiros que tentavam atravessar o canal por uma rota não autorizada. O regime afirma que nenhum barco vai passar até o fim do que eles chamaram de interferência dos Estados Unidos na região.
Logo depois desse anúncio, as forças americanas fizeram novos ataques. 140 alvos teriam sido atingidos. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o Irã tomou uma decisão ruim e que vai pagar por isso. O Irã revidou, com o maior ataque contra os vizinhos desde a trégua de junho, atingindo alvos americanos em 6 países. No sábado, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que a vingança pela morte do pai dele, Ali Khamenei, é uma demanda da nação e certamente deverá acontecer.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de cerca de R$6 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, do Republicanos de Minas Gerais. A decisão é da segunda-feira passada, mas se tornou pública ontem. A ordem de Dino faz parte da Operação Transparência, que investiga se Cunha interferia de forma ilícita no direcionamento de verbas públicas mesmo sem exercer mandato desde 2016. A defesa de Cunha disse numa nota que ele não exerce mandato e não assinou nenhuma das emendas citadas.
Também rejeitou o que chamou de tentativa de equiparar a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar. Na semana passada, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi alvo de bloqueio parecido, sob a mesma suspeita de direcionar emendas sem ter mandato. Segundo a Polícia Federal, Cunha usaria uma servidora da Câmara apontada como braço direito dele dentro da casa. A análise de mensagens indicou que Cunha coordenava diretamente o destino de pelo menos 29 emendas da Comissão de Saúde no valor total de R$6.150.000.
O dinheiro seria enviado para municípios de Minas Gerais, estado que o político usa como base para tentar voltar à Câmara dos Deputados. Na decisão, Dino afirma que a conduta, em tese, configura o crime de peculato-desvio. O ministro suspendeu as despesas ligadas às emendas e deu 10 dias para a Câmara enviar os documentos da tramitação. E as semifinais da Copa do Mundo vão ter 4 seleções campeãs mundiais jogando por 2 vagas na grande final.
É a primeira vez desde a Copa de 1990 que só países que já ergueram a taça chegam a essa fase da competição. Amanhã, às 16h, a bicampeã França enfrenta a Espanha, lá em Dallas. Na quarta-feira, no mesmo horário, é a vez da tricampeã Argentina enfrentar a Inglaterra, em Atlanta. O duelo entre europeus e sul-americanos carrega um histórico de rivalidade. Há 40 anos, nas quartas de final da Copa de 1986, Argentina e Inglaterra fizeram um dos jogos mais marcantes dos mundiais no primeiro encontro entre os países depois da Guerra das Malvinas.
A Argentina venceu aquela partida por 2 a 1 com 2 gols de Diego Armando Maradona. Um deles com a mão, La Mano de Dios, e o outro depois de driblar 5 ingleses desde o meio-campo. Esse lance, aliás, é considerado um dos gols mais bonitos da história do Mundial. A final da Copa do Mundo tá marcada pro próximo domingo às 4 da tarde, nos arredores de Nova York. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e a edição de som é de Jéssica Cruz.
Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais e bom começo de semana!