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Hamas anuncia que vai deixar governo de Gaza para abrir caminho para liderança civil

07 de julho de 20265min
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Setores dos EUA e do Brasil pedem exceções à tarifa de 25% durante audiências. E Trump chama árbitro brasileiro de 'suspeito' e admite ter pedido revisão de cartão vermelho a Infantino.

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Gustavo Luiz

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  • Hamas deixa governo GazaHamas · Faixa de Gaza · Liderança civil · Donald Trump · Israel
  • Tarifas Americanas BrasilEstados Unidos · Brasil · Tarifa de 25% · Donald Trump · Carne bovina
  • Influência de Donald TrumpDonald Trump · FIFA · Gianni Infantino · Florarán Balogun · Rafael Claus
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GLGustavo Luiz

Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim em Folha. Hoje é terça-feira, dia 7 de julho de 2026. Hamas anuncia que vai deixar o governo de Gaza para abrir caminho para a liderança civil. Setores dos Estados Unidos e do Brasil pedem exceções à tarifa de 25% durante audiências. E Trump chama árbitro brasileiro de suspeito. E admite ter pedido revisão de cartão vermelho para a FIFA. O Hamas anunciou ontem a dissolução do órgão que governava a Faixa de Gaza desde 2007.

A decisão abre caminho para um comitê tecnocrático palestino assumir a administração civil do território. Esse comitê está sediado no Egito atualmente e foi criado pelo chamado Conselho de Paz estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A movimentação do Hamas pressiona Israel a cumprir outras partes de um acordo de paz que está paralisado. A promessa do grupo terrorista de extinguir o órgão responsável pela supervisão dos ministérios palestinos era uma parte central do plano para o pós-guerra que foi apresentado por Trump.

Apesar do anúncio, o Hamas afirmou que continua responsável pela segurança nas áreas que ainda controla. O chanceler de Israel, Gideon Sa'ar, chamou a medida de truque. Para ele, enquanto o Hamas mantiver armas, qualquer governo civil vai atuar sob as ordens do grupo. O Hamas, por sua vez, acusa o governo de Benjamin Netanyahu de descumprir o acordo de paz. Tropas israelenses ainda controlam mais de 60% de Gaza e Netanyahu afirma que não pretende se retirar do território.

A campanha militar de Israel devastou Gaza e deslocou praticamente toda a população de 2 milhões de habitantes. Hoje, a maioria vive em tendas ou edifícios danificados em uma faixa costeira estreita. Nessa segunda, ataques israelenses mataram pelo menos 5 pessoas em Gaza, segundo autoridades locais de saúde. As Forças Armadas de Israel não comentaram. A maioria dos representantes de empresas e associações do Brasil e dos Estados Unidos pediram que o governo Donald Trump não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Eles falaram durante as audiências promovidas entre ontem e hoje pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Setores que dependem de insumos brasileiros pediram exceções à medida. Já entidades da pecuária americana defenderam ampliar a sobretaxa para incluir a carne bovina. O debate faz parte de uma investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio Americana. A apuração do escritório concluiu que o Brasil adota práticas discriminatórias e recomendou a tarifa de 25%, com uma lista de exceções.

No primeiro painel, representantes de arroz, gelatina, sementes e agropecuária afirmaram que as tarifas encareciam alimentos, medicamentos e insumos para os próprios americanos. O segundo painel se concentrou na carne bovina. Representantes de associações americanas associaram a produção brasileira ao desmatamento ilegal. Os representantes brasileiros do setor rebateram e afirmaram que a competitividade do produto vem do aumento da produtividade.

As audiências continuam hoje com mais 7 painéis. Entre eles, está prevista uma fala do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. E o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ontem que ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão de um cartão vermelho dado ao atacante Florarán Balogun, da seleção norte-americana. Trump também atacou o árbitro brasileiro Rafael Claus, responsável pela expulsão.

O lance aconteceu na quarta-feira passada, na partida contra a Bósnia-Herzegovina pela primeira fase eliminatória da Copa do Mundo. Balogun foi expulso depois de o árbitro de vídeo ter chamado Claus para revisar um pisão no tornozelo de um jogador bósnio. No domingo, a FIFA anulou o cartão, liberando Balogun para jogar as oitavas de final contra a Bélgica na noite desta segunda. O jogo terminou depois da conclusão desse boletim.

Trump disse que não sabia o que significava um cartão vermelho e que só pediu uma revisão da suspensão porque achou que não houve falta no lance. Ele afirmou ainda que o árbitro brasileiro é suspeito por causa do passado dele, mas não apresentou nenhuma prova ou indício contra Klaus. A Confederação Brasileira de Futebol saiu em defesa do profissional. Em nota, a CBF disse que ele é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e refutou qualquer insinuação sobre a integridade de Claus.

Infantino negou que a decisão da FIFA tenha sido tomada por causa do pedido de Trump. Ele disse ter respondido ao presidente norte-americano que havia um processo em andamento e que os órgãos judiciais da entidade são independentes. A Bélgica e a Confederação Europeia contestaram a decisão da FIFA. Que colocou em dúvida a integridade dessa Copa do Mundo. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Laura Lever e Daniel Castro e a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais.

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