Pastor Márcio Poncio é preso em ação da PF contra jogo do bicho e crime organizado
Flávio Bolsonaro diz a Trump que tarifaço pode ajudar Lula e pede suspensão de medida. E Homem é resgatado vivo na Venezuela após 8 dias dos terremotos.
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- Prisão de Melqui GalvãoOperação Unha e Carne · Jogo do bicho · Crime organizado · Política do Rio de Janeiro · Lavagem de dinheiro · Caixa 2 de campanha · Adilson Oliveira Coutinho Filho · Rodrigo Bacelar
- Propostas Econômicas de Flávio BolsonaroTarifaço de 25% sobre produtos brasileiros · Donald Trump · Lula · Eleições presidenciais do Brasil · Lei Magnitsky · Alexandre de Moraes · Pix · Mercosul
- Sanções à Venezuela flexibilizadasTerremotos na Venezuela · La Guaira · Herman Gil · ONU · Imigrantes venezuelanos deportados pelos Estados Unidos · SEBIN
- Modus operandi de pagamentos a familiares de políticosListas de nomes apreendidas com Adilcinho · Cláudio Castro · Marco Antônio Cabral
Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 3 de julho de 2026. Pastor Márcio Pôncio é preso em ação da Polícia Federal contra jogo do bicho e crime organizado. Flávio Bolsonaro diz a Trump que Tarifaço pode ajudar Lula e pede suspensão de medida. E homem resgatado vivo na Venezuela após 8 dias dos terremotos. O pastor Márcio Pôncio foi preso ontem numa nova fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga o crime organizado e ramificações do jogo do bicho na política do Rio de Janeiro.
O pastor é fundador da Igreja da Nuvem e empresário do ramo do tabaco. Outros alvos foram o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilcinho, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacelá, que já estavam presos. O advogado e político Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi alvo de busca e apreensão. Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro praticada pela cúpula do Jogo do Bicho e uma possível participação de integrantes do poder público do Rio de Janeiro no esquema. Até a conclusão deste boletim, a defesa de Pôncio não tinha se manifestado. As defesas de Bacelar, Adilcinho e Marco Cabral negaram as suspeitas apontadas pela Polícia Federal. Os investigadores abriram esse ramo da investigação a partir de listas de nomes apreendidas com Adilcinho, registrando supostos pagamentos a políticos.
Os nomes do ex-governador Cláudio Castro, de deputados federais e estaduais, apareceram nessas listas. A suspeita é de caixa 2 de campanha, mas o material ainda está em análise pela PF. A defesa de Castro disse em nota que "é mentirosa qualquer ilação de que ele tenha recebido pagamento". Doação ilegal, vantagem indevida ou qualquer repasse de recursos atribuído ao contraventor. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, enviou um documento para o escritório do representante comercial dos Estados Unidos em que pede a suspensão do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
A tarifa foi imposta pelo governo de Donald Trump há um mês, quando as investigações da Seção 301 contra o Brasil foram concluídas. Flávio Bolsonaro sugere que a medida seja suspensa, ao menos até as eleições presidenciais do Brasil, e diz que ela beneficia o presidente Lula. No texto, ele escreve que a manutenção dela "daria ao atual governo brasileiro a vitória política que ele vem buscando". O pré-candidato à presidência argumenta que os Estados Unidos não devem agir contra uma democracia estrangeira perto de uma eleição disputada.
E que as pesquisas de opinião apontam que o governo Lula se fortaleceu nos períodos em que a pressão das tarifas foi mais intensa. As melhores medidas, segundo Flávio, seriam a suspensão de vícios de autoridades brasileiras e sanções com base na Lei Magnitsky, como as aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes no ano passado. O político ainda cita o Pix, que foi alvo de investigação pelos Estados Unidos. Ele defende o sistema de pagamentos, mas propõe uma lei que impeça a conexão do modelo com "arranjos não ocidentais de liquidação transfronteiriça", uma referência à China.
Em outros acenos a Trump, o senador diz querer se libertar do Mercosul e propõe reduzir a carga tributária de empresas de cartão de crédito. Lula respondeu nas redes sociais dizendo que o Brasil não está à venda e que não existe justificativa para novas taxas sobre exportações brasileiras, nem antes. Nem depois das eleições. E 8 dias depois dos terremotos na Venezuela, uma pessoa foi resgatada com vida em La Guaira, um dos locais mais atingidos pela tragédia.
Herman Gil, um vigilante de 43 anos, tinha ficado preso nos escombros na guarita de um prédio comercial e foi tirado de lá por equipes de resgate da Venezuela e de outros 5 países. Herman foi identificado vivo no último domingo. As equipes escavaram o túnel para chegar até onde ele estava e usaram uma mangueira para dar água para ele enquanto o resgate ainda não era finalizado. A ONU estima que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas no país e o número oficial de mortos segue crescendo.
De acordo com o regime venezuelano, 2.295 mortes tinham sido registradas até a tarde desta quinta-feira. Além disso, 11.000 pessoas ficaram feridas e 12.841 estão desalojadas. Em meio à tragédia, famílias de imigrantes venezuelanos deportados pelos Estados Unidos denunciam que estão sendo impedidas de acessar o local onde eles estavam quando os terremotos atingiram o país. A agência de inteligência da Venezuela, a SEBIN, tem barrado a entrada de parentes e da imprensa na área em que supostamente esse grupo teria sido levado na cidade litorânea de Macuto, no estado de La Guaira.
O grupo de 146 imigrantes deportados no mesmo dia dos tremores estava alojado pelo Estado em um prédio que desabou. Não se sabe quantos morreram, sobreviveram ou seguem sob escombros. Procurado, o Ministério de Comunicações da Venezuela não se manifestou. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro, Laura Lever e Jéssica Cruz. A edição de som também é da Jéssica. Essas e outras notícias você encontra em Folha.com. Até mais.