Episódios de Boletim Folha

ONU diz que há mais de 50 mil desaparecidos na Venezuela após terremoto

29 de junho de 20264min
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Uso de IA no trabalho cresce entre brasileiros, aponta Datafolha. E França tem mil mortes a mais que a média em meio a onda de calor extremo.

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Participantes neste episódio3
M

Maurício Meireles

Host
J

Jéssica Cruz

Editor de áudioJornalista
L

Laura Lever

producer
Assuntos3
  • Terremoto na VenezuelaONU · Tom Fletcher · Delcy Rodríguez · La Guaira · Brasil
  • Obras de brasileiros na EuropaDatafolha · Inteligência Artificial
  • Onda de Calor em ParisMinistério da Saúde francês · Parada LGBTQIA+
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MMMaurício Meireles

Oi, eu sou Maurício Meirelles e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 29 de junho de 2026. ONU diz que Venezuela tem mais de 50 mil desaparecidos após terremoto. Datafolha aponta que uso de IA no trabalho cresce entre brasileiros. E França tem 1.000 mortes a mais que a média em meio a onda de calor extremo. Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas depois dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher.

Os abalos de magnitudes 7,2 e 7,5 graus tiveram 130 réplicas, ou seja, tremores secundários, registrados. Até a conclusão deste boletim, autoridades do regime da líder interina Delcy Rodríguez contabilizavam pelo menos 1.430 mortos e 3.238 feridos. O balanço aumenta à medida que as equipes de resgate chegam a prédios destruídos, principalmente na região de La Guaira, que foi a mais afetada. As equipes na linha de frente dizem que, depois de 4 dias de operações, a esperança de encontrar sobreviventes vai diminuindo pouco a pouco.

A ONU calcula que mais de 6,7 milhões de pessoas foram afetadas em toda a Venezuela de alguma maneira pelo desastre. Equipamentos médicos. Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países começaram a se mobilizar. Os bombeiros e equipamentos médicos enviados pelo Brasil já chegaram ao país. O medo de que máquinas substituam empregos recuou entre os brasileiros de um ano para cá. A conclusão vem de uma nova pesquisa do Datafolha.

Entre os entrevistados que já ouviram falar em inteligência artificial, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de que a profissão seja substituída pela IA. Há um ano esse índice era de 56%. Já a parcela dos que não têm nenhum medo de substituição subiu de 41% para 49%. Entre as pessoas que ouviram falar de IA, a parcela que já usou a tecnologia para o trabalho foi de 17% para 24%. O uso da tecnologia também é comum em pesquisas na internet.

Entre 25% dos entrevistados para fazer os estudos, entre 17%, e para criar vídeos e imagens, entre 4%. A pesquisa foi feita nos dias 17 e 18 de junho e ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O Datafolha também mostrou que a maior parte da população brasileira é contra o uso da automação na tomada de decisões. Por exemplo, 79% dos entrevistados acham que o uso de modelos de IA em contratações e demissões é inadequado. 68% também é contra o uso da IA em decisões sobre tratamentos médicos.

E 67% não aprovam decisões automatizadas para conceder crédito. E a onda de calor extremo que atinge a Europa provocou um aumento expressivo no número de mortes na França. Segundo o Ministério da Saúde francês, cerca de 1.000 mortes a mais do que o esperado foram registradas em apenas 3 dias, entre 24 e 26 de junho. O número pode ser maior porque os dados ainda não são definitivos. O governo francês contabilizou 1.200 mortes por todas as causas no dia 24 de junho, 1.400 no dia 25 e outras 1.400 no dia 26.

Em abril e maio, essa média diária foi de cerca de 900 a 1.000 mortes por dia. E os idosos foram os mais afetados. Pessoas com 65 anos ou mais representam 85% das mortes registradas. Também chamou a atenção o aumento de 40% nas mortes ocorridas dentro de casa. Na semana passada, a França bateu recordes históricos de temperatura. Em uma cidade do sudoeste do país, os termômetros chegaram a 44,3 graus na terça-feira, a maior marca desde o início das medições, em 1947.

A Parada LGBTQIA+ de Paris, que deveria ter ocorrido no sábado, Foi adiada por causa das altas temperaturas. Só ontem o calor começou a ceder na França. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Laura Leve e a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais.