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Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD e promete anistia a Bolsonaro

31 de março de 20264min
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Moraes manda Bolsonaro explicar publicação de Eduardo para avaliar violação de prisão domiciliar. E STF marca para o dia 8 julgamento sobre nova eleição no RJ.

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Gabriela Maier

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Assuntos3
  • Pré-candidatura de Caiado pelo PSDAnistia a Bolsonaro · Governador de Goiás · Gilberto Kassab · Ratinho Júnior · Eduardo Leite
  • Caso Bolsonaro e tentativa de golpeDaniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Eduardo Bolsonaro
  • Eleições Rio de JaneiroMinistro Edson Fachin · Eduardo Paes
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Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, 31 de março de 2026. Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD e promete anistia a Bolsonaro. Moraes manda Bolsonaro explicar a publicação de Eduardo para avaliar a violação de prisão domiciliar. E a STF marca para o dia 8 o julgamento sobre nova eleição no Rio de Janeiro.

O PSD oficializou ontem a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à presidência da República. Durante o anúncio na sede da sigla em São Paulo, o político de 76 anos disse que o primeiro ato do governo dele, se eleito, vai ser conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar e condenado por tentativa de golpe a 27 anos de prisão. A decisão do PSD vem depois da desistência de Ratinho Júnior na semana passada.

O governador do Paraná era o favorito do presidente da legenda, Gilberto Kassab, para a vaga. Nessa segunda-feira, Ratinho Júnior elogiou a escolha de Caiado. Já o outro potencial candidato do partido, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que a escolha tende a manter o ambiente de polarização radicalizada no país. Kassab pretende posicionar o PSD como uma opção para os eleitores que não querem reeleger o presidente Lula do PT, nem votar no senador Flávio Bolsonaro do PL.

No mais recente levantamento do Datafolha, no começo do mês, Caiado marcava 4% no cenário em que era colocado como nome do PSD, bem atrás de Lula e de Flávio Bolsonaro. Nome da direita, Caiado já foi candidato à presidência em 1989, quando terminou em décimo lugar. A partir de 1991, foi deputado federal por Goiás por cinco mandatos. Em 2014, foi eleito senador pelo Estado e, em 2018, tornou-se governador, sendo reeleito em 2022.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu que a defesa de Jair Bolsonaro explique uma publicação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para avaliar se houve violação da proibição do uso das redes sociais. Essa é uma das regras da prisão do ex-presidente em regime domiciliar temporário. Se Moraes entender que houve burla, Bolsonaro poderá voltar para o regime fechado.

A publicação que o ministro cita é um vídeo que circulou no X em que Eduardo diz a uma plateia que está gravando a fala para depois mostrá-la para o pai. Na gravação ele diz em inglês, abre aspas, Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando seu líder Jair Messias Bolsonaro, fecha aspas.

Eduardo participava da CEPAC, a Conferência de Ação Política Conservadora, evento realizado na semana passada nos Estados Unidos, onde o ex-deputado mora há cerca de um ano. A prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro está condicionada a uma série de requisitos, entre eles a proibição do uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. A defesa do ex-presidente afirmou que foi informada da existência do vídeo por meio da intimação de Moraes e que não teve acesso à gravação.

Os advogados afirmam ainda que Jair Bolsonaro vem cumprindo de forma rigorosa as determinações do ministro do STF.

O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para o dia 8 de abril o julgamento de processos sobre novas eleições para governador no Rio de Janeiro. Na última sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin determinou eliminar a suspensão da realização de uma eleição indireta pelo cargo. Ao mesmo tempo, pediu para levar ao plenário físico uma ação que discute as regras de eleições indiretas.

Ambas as ações vão ser debatidas presencialmente pelos ministros na data marcada por Fachin. A decisão de Zanin foi tomada na reclamação aberta pelo PSD do Rio no Supremo, pedindo a realização de eleições diretas. O partido é o de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo estadual em outubro. Ele afirma que aceita concorrer para um mandato tampão, caso seja realizado com voto popular.

Zanin determinou também que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça e governador interino, permaneça no cargo até a decisão da corte sobre o tema. O episódio de hoje, do Café da Manhã, trata da crise política no Rio de Janeiro. Ouve lá no Spotify.

Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. Produção é de Beatriz Izumino e Daniel Castro, edição de som de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.