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Moraes diz que arma de Bolsonaro pode levar a revogação de prisão domiciliar

25 de junho de 20264min
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Governo Lula prepara renegociação de dívidas do MEI. E autoridade eleitoral afirma que Keiko Fujimori está matematicamente eleita no Peru.

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Gabriela Maier

HostJornalista
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  • Arma de Bolsonaro e prisão domiciliarAlexandre de Moraes · Jair Bolsonaro · Prisão domiciliar · Falta grave · Procuradoria-Geral da República · Lei de Execução Penal
  • Renegociação de DívidasGoverno Lula · Microempreendedor Individual (MEI) · Congresso Nacional · Projeto de Lei
  • Eleições PeruKeiko Fujimori · Roberto Sánchez · Autoridade Eleitoral do Peru · Crise política no Peru · Alberto Fujimori
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GMGabriela Maier

Oi, eu sou Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é quinta-feira, 25 de junho de 2026. Morais diz que arma de Bolsonaro pode levar à revogação de prisão domiciliar. Governo Lula prepara renegociação de dívidas do MEI. E autoridade eleitoral afirma que Keiko Fujimori está matematicamente eleita no Peru. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, disse ontem que a arma de Jair Bolsonaro, aquela que foi apreendida com um segurança dele na semana passada durante uma blitz, pode demonstrar uma falta grave e encerrar o regime de prisão domiciliar do ex-presidente.

Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República envie um parecer sobre o caso em até 48 horas. Depois, a defesa do ex-presidente vai ter mais 48 horas para se manifestar. Só então, o ministro vai decidir sobre o futuro de Bolsonaro. Condenado pelo papel de liderança na trama golpista, Bolsonaro recebeu em março o benefício de 90 dias de prisão domiciliar por motivos de saúde. Em tese, esse prazo se encerra hoje. Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça.

Ele disse que era dono da arma e pediu para o segurança consertar o equipamento depois de ter notado um defeito nele. Bolsonaro falou que tem 3 mulheres em casa e não podia ficar desarmado. A defesa de Bolsonaro argumenta que não houve qualquer ordem de Moraes envolvendo a entrega do armamento e que, por isso, não existiria irregularidade. De acordo com Moraes, a Lei de Execução Penal prevê como falta grave o condenado que "possuir indevidamente instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa".

O governo Lula prepara um programa de renegociação de dívidas do microempreendedor individual, o MEI. A medida deve fazer com que 4 milhões de pessoas possam parcelar até 70% de débitos em aberto em até 12 anos. A ação prevê negociação de dívidas de até R$20 mil, com prestações de pagamento de no mínimo R$25. A medida também inclui um projeto de lei que aumenta o teto de faturamento do MEI para até R$140 mil por ano em 2028. A ideia inicial da equipe econômica era levar para R$130 mil, Mas a resistência do Congresso fez com que o governo aumentasse esse valor.

No fim de 2027, a intenção é já subir o teto para R$110 mil. Outra mudança prevista nesse pacote é a ampliação do número de funcionários que um MEI pode contratar, de 1 para 2. O objetivo é permitir mais flexibilidade para as empresas, caso o fim da escala 6 por 1 seja aprovado. 17 dias depois da votação do segundo turno da eleição no Peru, a candidata da direita Keiko Fujimori abriu uma vantagem insuperável e deve ser a próxima presidente do país.

A apuração se alongou pelas últimas semanas e o resultado apertado ainda não permitia definir um resultado. Com pouco mais de 99,8% das urnas apuradas, Keiko tem 50,11% dos votos contra 49,88% do adversário, o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A autoridade eleitoral do Peru ainda não declarou oficialmente um vencedor, mas informou ontem que Keiko alcançou uma vantagem de pouco mais de 43 mil votos e que só restam 40 mil para serem contabilizados.

O resultado oficial deve ser anunciado em julho. Sánchez alegou, sem apresentar provas, que uma fraude estava em andamento e disse que não reconheceria os resultados da eleição, levantando a possibilidade de uma crise política prolongada no país. O Peru já vive uma crise política há anos. Teve 8 presidentes em 8 anos. Desses 8 presidentes, nenhum completou o mandato. 3 sofreram impeachment, 1 renunciou depois de 6 dias. 4 ex-presidentes estão hoje na prisão.

Keiko Fujimori, que liderou a oposição no país nos últimos anos, é filha do ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru nos anos 90. Ele foi condenado por violações de direitos humanos e chegou a cumprir 16 anos de prisão. A provável vitória de Keiko reforça o crescimento da direita na América Latina, que no último fim de semana ganhou mais um representante com a eleição do ultradireitista Abelardo de la Espriella, na Colômbia.

Ontem, inclusive, o outro candidato colombiano, Iván Cepeda, reconheceu a derrota pela primeira vez. Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro, Gustavo Luiz e Laura Lever. E a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.

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