Episódios de Boletim Folha

Israel ataca Líbano após acordo entre EUA e Irã e diz que não vai tirar tropas do país

16 de junho de 20265min
0:00 / 5:21

PGR rejeita nova proposta de delação premiada de Vorcaro. E Reino Unido vai proibir menores de 16 anos de acessar as redes sociais.

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Participantes neste episódio4
J

Jéssica Cruz

HostJornalista
G

Gustavo Luiz

producerProdutor
L

Laura Lever

producerProdutora
T

Thiago Betônico

producerProdutor
Assuntos3
  • Ataques israelenses no LíbanoIsrael · Líbano · Acordo EUA e Irã · Benjamin Netanyahu · Hezbollah · Donald Trump · J.D. Vance · Estreito de Ormuz
  • Delação Premiada Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · PGR · STF · Polícia Federal · Banco Master · André Mendonça
  • Proibição de redes sociais para menores no Reino UnidoReino Unido · Keith Starmer · TikTok · YouTube · Instagram · X · WhatsApp · Signal
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Jéssica Cruz:Oi, eu sou Jessica Cruz e este é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 16 de junho de 2026. Israel ataca Líbano após acordo entre Estados Unidos e Irã e diz que não vai tirar tropas do país. PGR rejeita nova proposta de delação premiada de Vôr Caro. E Reino Unido vai proibir menores de 16 anos de acessar as redes redes sociais. O governo de Benjamin Netanyahu afirmou ontem que Israel não vai retirar tropas das áreas ocupadas no Líbano. Poucas horas depois, um ataque de drones israelenses matou uma pessoa no sul do país. O comunicado e o ataque de Tel Aviv foram feitos apesar do anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã, que supostamente prevê o fim dos combates na região. O Líbano foi levado para a guerra quando o grupo extremista Hezbollah atacou Israel em março deste ano, em apoio ao Irã. Depois disso, bombardeios em território libanês causaram milhares de mortes e o deslocamento de pelo menos 1 milhão de pessoas. Ontem, um funcionário da Casa Branca disse que a retirada das tropas israelenses não é uma das condições do acordo. Já o Irã afirmou que o Líbano é, sim, parte integrante do tratado e que o rascunho do documento exige o fim da guerra em todas as frentes. A questão do Líbano é só uma das várias divergências que aparecem logo nas primeiras 24 horas do anúncio do acordo entre Washington e Teerã. Integrantes do governo de Donald Trump disseram que o memorando entre os dois países já foi assinado eletronicamente, o que não foi confirmado pelo Irã. A assinatura formal está marcada para esta sexta-feira na Suíça e deve acontecer sem a presença de Trump. O vice-presidente, J.D. Vance, será o representante de Washington na cerimônia. Ontem, durante encontro do G7 na França, Trump disse que a passagem pelo Estreito de Ormuz já estava sendo retomada aos poucos e que o tráfego, quando fosse totalmente liberado, seria gratuito para todos os navios. Sobre isso, o Irã também negou ter chegado a um entendimento e afirmou que o acordo prevê a cobrança de taxas. Apesar das muitas incertezas, a perspectiva de uma solução para o fim do conflito fez os preços do petróleo despencarem nesta segunda. O Café da Manhã de hoje discute o que se sabe sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã. Ouve lá no Spotify. A Procuradoria-Geral da República comunicou ao Supremo Tribunal Federal na noite de ontem que recusou a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorkaro, do Banco Master. A análise da PGR segue o entendimento da Polícia Federal. Na semana passada, a PF rejeitou o acordo por entender que Vorkaro não apresentou novidades em relação ao que já foi descoberto aperto nas investigações e não apontou crimes cometidos por parceiros. O ex-banqueiro também não teria se comprometido à devolução de valores. A PF e a PGR vêm tentando fazer com que Vorkaro devolva R$60 bilhões desviados em fraudes do Master. Em maio, outra proposta de colaboração tinha sido negada com os mesmos argumentos. Pela lei, Vorkaro ainda pode voltar às autoridades com uma nova proposta de delação. O ex-banqueiro está preso em Brasília desde março. Ele pode ter que deixar a superintendência da PF e voltar a um presídio federal caso a colaboração não seja firmada. A decisão cabe ao relator do caso, o ministro André Mendonça, do STF. Até a noite de ontem, a defesa do ex-banqueiro não havia se manifestado. O governo do Reino Unido anunciou ontem que vai proibir menores de 16 anos de usar as redes sociais. A medida deve entrar em vigor em março do ano que vem e vai afetar plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e X, mas não inclui aplicativos de mensagens privadas, como WhatsApp e Signal. A iniciativa faz parte de um plano do primeiro-ministro britânico Keith Starmer. A ideia é que a verificação de idade seja feita por reconhecimento facial, o que já acontece lá com sites de pornografia. O governo também vai exigir que empresas como Google e Apple desenvolvam mecanismos para detectar e barrar imagens de nudez direcionadas a crianças e adolescentes. Se as companhias não implementarem as mudanças em 3 meses, o governo vai apresentar um projeto de lei para multar e responsabilizar criminalmente as empresas. Representantes de redes sociais argumentam que o modelo sugerido pode empurrar menores de idade para sites com menos moderação e afastar crianças de experiências supervisionadas na internet. O governo britânico defende que a intervenção é viável a curto prazo e essencial para desestruturar redes de aliciamento e extorsão financeira baseadas em chantagem sexual contra menores. A decisão alinha o Reino Unido à Austrália, que vetou o acesso de menores de 16 anos a redes sociais em dezembro do ano passado. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Laura Lever, Gustavo Luiz e Thiago Betônico. A edição de som é minha. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais.