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Polícia Federal e PGR indicam recusa a nova proposta de delação de Vorcaro

10 de junho de 20264min
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Operação prende investigador e ex-estagiário suspeitos de serem infiltrados do PCC. E PT lança carta a evangélicos com críticas ao 'uso eleitoral da fé'.

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Laura Lever

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Assuntos3
  • PCC CV TerrorismoPCC · Ministério Público de São Paulo · Maurício Vera Filho · GAECO · Maurício Aparecido de Oliveira · Gabriel Lira de Jesus
  • Delação de Daniel VorcaroDaniel Vaccaro · Polícia Federal · PGR · Supremo Tribunal Federal · Banco Master
  • Tentativas de Aproximação com EvangélicosPT · Lula · Flávio Bolsonaro · PL
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LLLaura Lever

Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 10 de junho de 2026. Polícia Federal e PGR indicam recusa à nova proposta de delação de Vaccaro. Operação prende investigador e ex-estagiários suspeitos de serem infiltrados do PCC. IPT lança carta a evangélicos com críticas ao uso eleitoral da fé. A Polícia Federal deve recusar a nova proposta de delação premiada que o ex-banqueiro Daniel Vaccaro apresentou no dia 1º de junho.

A decisão foi antecipada pela colunista da Folha, Mônica Bergamo, e deve ser oficializada pela PF nos próximos dias. Seria a segunda vez que uma proposta de colaboração do ex-dono do Banco Master é negada em menos de um mês. Em maio, a PF considerou que os termos não traziam elementos novos e deixavam de fora fatos que os investigadores já conheciam. Os mesmos argumentos se repetem agora: Vaccaro até teria detalhado situações envolvendo políticos e autoridades, mas não apresentado novidades em relação ao que já foi descoberto nem apontado crimes cometidos por parceiros.

Os investigadores também dizem que faltam provas e documentos que corroborem os relatos. As autoridades ouvidas pela Folha relataram ter a impressão de que Vaccaro estaria tentando ganhar tempo. Na esperança de que o Supremo Tribunal Federal sinalize que pode afrouxar medidas tomadas contra ele e familiares. A corte deve retomar ainda nesta semana o julgamento que vai decidir se o pai de Vaccaro vai continuar preso. A Procuradoria-Geral da República, que também pode conduzir negociações desse tipo, também estuda negar a nova delação, mas a decisão ainda não foi tomada.

A defesa de Vaccaro não tinha se manifestado sobre esse tema até o fim da noite de ontem. Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu ontem suspeitos de atuarem como infiltrados do PCC em órgãos públicos. Um ex-investigador da Polícia Civil, um ex-estagiário do Ministério Público e um ex-policial civil foram presos. Segundo as investigações, eles faziam parte de um esquema que repassava informações sigilosas para beneficiar integrantes da facção.

O grupo também é apontado como suspeito de participar do plano para matar Maurício Vera Filho, promotor do GAECO, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. O Ministério Público conseguiu frustrar o atentado em 2025. A operação de ontem é um desdobramento das investigações que desarticularam esse plano. Um dos presos é Maurício Aparecido de Oliveira, que foi chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Campinas.

Vídeos apreendidos pelo MP mostram uma reunião entre ele e um dos acusados de planejar o atentado. A operação do GAECO de ontem também prendeu Gabriel Lira de Jesus, que é ex-estagiário do Ministério Público que teria se infiltrado numa das promotorias de Campinas para extorquir criminosos em troca de suposta proteção em investigações. As defesas de Maurício e Gabriel não foram localizadas. O Partido dos Trabalhadores publicou uma carta aos evangélicos repudiando o uso eleitoral da religião e enfatizando pontos de convergência entre a fé cristã e a agenda progressista dos governos petistas.

O documento foi construído no 4º Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do PT e cita a frase que Lula usou para justificar a ausência na Marcha para Jesus na semana passada. O presidente disse que não tiraria proveito político de uma coisa sagrada. No mesmo evento, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, falou numa guerra espiritual no Brasil e em expulsar o mal do governo. A carta aborda temas variados, como a violência contra a mulher e a defesa da democracia, sem citar questões de gênero, direitos de pessoas LGBTQIA+ e descriminalização do aborto, que são pontos que costumam gerar discordâncias entre evangélicos e a esquerda.

O segmento evangélico tem sido um dos mais desafiadores para o PT nas eleições presidenciais. Nas pesquisas de intenção de voto deste ano, a vantagem do bolsonarismo nesse campo continua constante. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é do Thiago Betônico e a edição é da Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais.

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