Nunes Marques manda tirar do ar pesquisa que mostrou recuo de Flávio Bolsonaro
Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue depois de 2 mortes suspeitas. E Irã e Israel mantêm tom de ameaça depois de troca de ataques.
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Gustavo Luiz
- Pesquisa eleitoralCássio Nunes Marques · Atlas Intel · Flávio Bolsonaro · PL · Lula · The Intercept Brasil · Daniel Vorcaro · Banco Master
- DengueMinistério da Saúde · Instituto Butantan · Anvisa · Maranguape · Nova Lima · Butucatu · Araguaína · Alexandre Padilha
- Relação Israel-EUAIsrael · Irã · Donald Trump · Beirute · Líbano · Massoud Peshkian · Benjamin Netanyahu · Hezbollah
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Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 9 de junho de 2026. Nunes Marques manda tirar do ar pesquisa que mostrou recuo de Flávio Bolsonaro. Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue depois de duas mortes suspeitas. E Israel e Irã mantém tom de ameaça depois de troca de ataques. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Cássio Nunes Marques, determinou ontem a suspensão de uma pesquisa da Atlas Intel divulgada em 19 de maio.
Além de tirar o conteúdo do ar, a empresa não vai poder veicular ou impulsionar os resultados. A decisão foi tomada depois de um pedido do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL. A pesquisa mostrou uma queda de 6 pontos percentuais nas intenções de votos do senador em um eventual segundo turno contra o atual presidente Lula. Ela foi feita depois de o site The Intercept Brasil revelar o áudio de Flávio pedindo dinheiro a Daniel Vorkar, o dono do Banco Master, para fazer o filme sobre Jair Bolsonaro, que é pai de Flávio.
A pré-campanha do PL questionou o TSE sobre a forma como a pesquisa teria sido estruturada, dizendo que ela poderia induzir o eleitor a uma percepção negativa sobre o senador. O partido criticou a ordem das perguntas e as associações entre Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o master. Na decisão, Nunes Marques disse haver indícios de indução que poderiam "contaminar negativamente as respostas". O ministro também apontou que, em pesquisas anteriores, A empresa não fez o uso de peças audiovisuais, o que reforçaria os indícios de irregularidades.
A Atlas Intel tem até amanhã, quarta-feira, para apresentar dados metodológicos. A decisão de Nunes Marques deve ser levada a referendo do plenário do TSE na sessão de hoje. O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação no SUS da vacina contra a dengue, feita pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada ontem depois do registro de duas mortes suspeitas e de 42 casos de reações adversas severas associadas ao momento em que a vacina foi aplicada.
Segundo o ministério, ainda não há dados o suficiente para concluir que as mortes estão vinculadas à vacinação. Até o final de maio, meio milhão de doses tinham sido aplicadas. A maioria em profissionais de saúde da cidade de Maranguape, no Ceará, Nova Lima, em Minas Gerais, Butucatu, em São Paulo, e na região de Araguaína, no Tocantins. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que "quem tomou a vacina tá protegido" e orientou que profissionais que receberam a imunização nos últimos 21 dias tenham acompanhamento especial.
Segundo a pasta, há 3 casos graves em investigação. Um envolve a morte de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias depois da vacinação. A outra morte é de um homem de 58 anos que teve febre 5 dias depois de receber o imunizante e também desenvolveu sintomas de dengue grave. O terceiro é de uma mulher de 39 anos que teve febre, dores e náuseas 6 dias depois da vacinação. Ela foi internada na UTI, mas já recebeu alta.
A vacina do Butantan foi aprovada pela Anvisa em novembro do ano passado e a aplicação começou no início deste ano. É o primeiro imunizante em dose única e totalmente brasileiro. Ele passou por 16 estudos de fase I nos Estados Unidos. A dose mostrou 75% de eficácia geral, 92% de eficácia contra dengue grave e 100% de eficácia contra hospitalizações. Israel e Irã anunciaram ontem a suspensão dos ataques entre si que violaram o cessar-fogo na região.
O anúncio aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nas redes sociais que os dois países parassem os ataques mútuos. A troca de fogo no Oriente Médio se intensificou no domingo, com o Irã lançando mísseis contra Israel pela primeira vez desde a trégua de abril. Os ataques aconteceram depois de uma ofensiva de Tel Aviv contra Beirute, a capital do Líbano. Trump voltou a dizer que as negociações para acabar com a guerra estão avançando, mas não há evidências disso.
Apesar da suspensão dos ataques, Israel e Irã mantiveram o tom beligerante. O presidente iraniano, Massoud Peshkian, disse que o país está comprometido com a via diplomática, mas que não recuará diante de qualquer ameaça. O exército falou em medidas muito mais duras e contundentes caso os bombardeios israelenses no Líbano sejam retomados. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter suspendido os ataques contra o Irã, mas prometeu voltar com a ofensiva caso Teerã retome o lançamento de mísseis.
Depois desse anúncio, Israel voltou a fazer ataques no sul do Líbano, em uma ação que deixou pelo menos 14 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês. Tel Aviv afirmou que vai seguir as operações contra o Hezbollah, apesar das advertências do Irã e de Donald Trump. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Jéssica Cruz, Laura Lever e Thiago Betônico. A edição de som também é da Jéssica. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais.
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