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Parada do Orgulho LGBTQIA+ critica queda de patrocínio e pede voto consciente em SP

08 de junho de 20265min
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Israel ataca Beirute e Irã ataca Israel em violações dos acordos de cessar-fogo. E boca de urna indica empate técnico na eleição presidencial do Peru.

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Gustavo Simon

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  • Direitos LGBTQIA+Crítica à queda de patrocínios · Defesa do voto consciente · Samia Bomfim · Erika Hilton · PEC 6 por 1 · Projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo · Ricardo Nunes · Bolsonarismo
  • Relação Israel-EUAAtaques a Beirute · Ataques do Irã a Israel · Violações de cessar-fogo · Hezbollah · Benjamin Netanyahu · Faixa de Gaza · Donald Trump
  • Eleições PeruEmpate técnico na boca de urna · Keiko Fujimori · Roberto Sánchez · Alberto Fujimori · Pedro Castillo
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GSGustavo Simon

Oi, eu sou Gustavo Simon e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 8 de junho de 2026. Parada do Orgulho LGBTQIA+ critica queda de patrocínio e pede voto consciente em São Paulo. Israel ataca Beirute e Irã ataca Israel em violações dos acordos de cessar-fogo. E boca de urna indica empate técnico na eleição presidencial do Peru. A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBTI+ de São Paulo teve tom político, dominado pela defesa do voto em candidaturas que lutem pela garantia de direitos dessa população.

Também foi marcada por críticas à queda de patrocínios ao evento. O tema desse ano era "A rua convoca, a urna confirma". O trio elétrico principal teve discursos de nomes da esquerda, como as deputadas federais Samia Bonfim e Erika Hilton, do PSOL. Érica pediu por pressão sobre o Senado para acelerar a tramitação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. Além de falas contra ataques da extrema-direita, os discursos miraram um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo.

O texto, que ainda vai passar por segunda votação, quer proibir a presença de crianças e adolescentes na parada e fazer com que ela aconteça em local fechado. Outras falas criticaram a diminuição nos patrocínios para o evento. Na comparação com 2025, houve menos trios e e uma redução de 60% no financiamento privado. A prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes, também diminuiu os recursos repassados, em R$500 mil. No meio das cores do arco-íris, muita gente optou por vestir verde e amarelo, seja pelo clima de Copa do Mundo, seja pelo de eleições, como uma forma de crítica ao bolsonarismo.

Artistas como Gloria Groove, Pablo Vittar e Melody se apresentaram. Segundo o monitor do debate político da USP, do Cebrap e a ONG More in Common, A Parada do Orgulho teve 37 mil pessoas no horário de pico. Se você quiser saber mais, o episódio de sexta-feira do podcast Café da Manhã tratou da ofensiva contra direitos LGBT. As incertezas e tensões no Oriente Médio voltaram a crescer neste domingo com ataques que ignoraram acordos de cessar-fogo vigentes.

Depois de Israel fazer uma ofensiva sobre Beirute, capital do Líbano, O Irã lançou mísseis contra Israel pela primeira vez desde a trégua firmada em abril. As forças de Tel Aviv disseram ter mirado estruturas do Hezbollah em Beirute. Não houve relatos de vítimas até à noite de ontem. Horas mais tarde, o Irã fez o que parece ser uma escalada calculada e lançou 3 barragens de mísseis contra o norte de Israel. Também não há notícias de que algum tenha chegado ao solo.

O gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que vai contra-atacar. Netanyahu também tinha dito que o ataque a Beirute foi uma resposta a disparos do Hezbollah. O grupo não reivindicou qualquer ataque. Israel e Líbano firmaram uma trégua na semana passada, que foi criticada pela facção apoiada pelo Irã. Também neste domingo, autoridades de saúde na Faixa de Gaza relataram que ações militares israelenses mataram pelo menos 9 pessoas.

No centro de Israel, um ataque a tiros matou um homem. O país trata esse caso como um possível atentado terrorista. A escalada deixa mais evidente a fragilidade dos diálogos que envolvem EU e Irã. Em entrevista à Fox News, o presidente Donald Trump disse que "já chega" e pediu que os lados voltem à mesa para um acordo. Trump voltou a dizer que estava tudo pronto para uma trégua ser assinada nesta semana, mas não há qualquer evidência disso.

As pesquisas de boca-de-urna divulgadas ontem depois do segundo turno da eleição presidencial no Peru foram inconclusivas. E indicam um empate técnico entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Mas a direitista Keiko, que tenta ser presidente pela quarta vez seguida, aparece numericamente à frente. O Instituto Ipsos diz que ela teria alcançado 50,7% dos votos. E Sánchez, da esquerda, 49,3%. A pesquisa Datum mostra uma diferença ainda menor: 50,5% a 49,5%.

Mais de 27 milhões de peruanos foram às urnas ontem. Quem for eleito vai ser a décima pessoa no cargo de presidente em 10 anos. A disputa no segundo turno também foi entre o legado do ditador Alberto Fujimori e o do ex-presidente Pedro Castillo, hoje preso por uma tentativa de autogolpe. Keiko é filha de Fujimori e concorreu sob o lema "Volta Fujimori, volta a ordem", uma referência à crise na segurança pública. Roberto Sánchez prometeu um indulto a Pedro Castillo.

O primeiro turno, em abril, foi marcado por caos na votação e na apuração. A definição de quem disputaria o segundo turno demorou mais de um mês. Quem vencer deve lidar também com um Congresso hostil, que destituiu 4 dos 9 últimos presidentes. Os partidos de Keiko e Sánchez têm as maiores bancadas, mas não a maioria. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta-feira. A produção é de Laura Lever e Magê Flores. A edição de som de Rafael Conkley. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Boa semana, até mais!

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