Prejuízo dos Correios quase dobra e passa dos R$ 3 bilhões
Polícia Civil investiga se dinheiro da Prefeitura de SP custeou filme sobre Bolsonaro. E Trump diz que Israel e Hezbollah concordaram em parar ataques no Líbano.
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Laura Lever
Jéssica Cruz
- Pedro Páramo: Análise do FilmeDinheiro da Prefeitura de SP · Filme Dark Horse · Jair Bolsonaro · Karina Ferreira da Gama · Instituto Conhecer Brasil (ICB) · Contrato de R$ 108 milhões · Ricardo Nunes · Flávio Bolsonaro · Daniel Vocaro · Banco Master
- Situação dos CorreiosPrejuízo no primeiro trimestre · Queda nas receitas · Redução de custos operacionais · Dívida em ações trabalhistas · Empréstimo de R$ 12 bilhões
- Conflito Israel-Hezbollah no LíbanoAcordo de cessar-fogo · Donald Trump · Israel · Hezbollah · Líbano · Benjamin Netanyahu · Irã · Estreito de Hormuz
Olá, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 2 de junho de 2026. Prejuízo dos Correios quase dobra e passa dos 3 bilhões de reais. Polícia civil investiga se dinheiro da Prefeitura de São Paulo custeou filmes sobre Bolsonaro. E Trump diz que Israel e Hezbollah concordaram em parar ataques no Líbano.
Os Correios registraram no primeiro trimestre desse ano um prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O resultado negativo é quase o dobro do observado no mesmo período do ano passado, quando a estatal ficou R$ 1,7 bilhão no vermelho.
As demonstrações financeiras divulgadas ontem mostram que a empresa teve queda nas receitas, mas conseguiu diminuir custos operacionais, em meio a um processo de reestruturação. O prejuízo também foi influenciado pelo reconhecimento de uma dívida de R$ 1 bilhão em ações trabalhistas.
Sob novo comando desde setembro de 2025, os Correios conseguiram no ano passado fechar um empréstimo de R$ 12 bilhões para tentar regularizar passivos e bancar medidas de otimização. Em caso de inadimplência da estatal, a União deve arcar com os pagamentos do empréstimo.
O plano de reestruturação busca tirar os correios da crise atual e tornar a empresa financeiramente sustentável. Em 2025, a estatal fechou o ano com um rombo acumulado de R$ 8,5 bilhões, o pior resultado desde 2022.
A Polícia Civil de São Paulo fez ontem uma operação na sede da Go Up Entertainment, a produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Equipes cumpriram mandados de busca e apreensão no endereço da dona da produtora, a empresária Karina Ferreira da Gama, na Secretaria de Inovação e Tecnologia de São Paulo e numa entidade presidida por Karina, o Instituto Conhecer Brasil, o ICB.
A operação mira um contrato de R$ 108 milhões entre o ICB e a gestão de Ricardo Nunes, do MDB, na Prefeitura de São Paulo, para fornecimento de Wi-Fi grátis na periferia. Para a polícia, há indícios de que o Instituto de Carina foi contratado por um valor acima do praticado pelo mercado e não prestou os serviços. A investigação apura se o contrato serviu para desviar recursos do município.
Uma das suspeitas é de que uma parte do dinheiro, cerca de R$ 26 milhões, tenha ido para a produção do filme sobre Bolsonaro. No contrato com a gestão Nunes, cada ponto de Wi-Fi contratado custou R$ 1.800. A Polícia Civil afirma que a Prodan, que é uma empresa pública municipal de tecnologia, presta o mesmo serviço, cobrando R$ 230 por ponto.
Até a noite de ontem, a defesa de Karina não tinha se manifestado. Ricardo Nunes negou irregularidades no contrato com o ICB e disse que, se a investigação tiver relação com o filme sobre Bolsonaro, o caso configura perseguição política. O filme Dark Horse está no centro de uma crise na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro do PL à presidência.
Áudios revelados pelo site The Intercept Brasil mostraram o senador cobrando o dinheiro de Daniel Vocaro, do Banco Master, para acuchear o filme. Ontem, Flávio Bolsonaro disse que a operação da polícia paulista não tem nada a ver com o filme.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que Israel e Hezbollah concordaram em interromper ataques em meio à intensificação do conflito no Líbano. Segundo Trump, o cessar-fogo na região está em vigor e Tel Aviv não vai mover soldados em direção a Beirute. Trump falou por telefone com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e com representantes da facção libanesa. O anúncio de trégua não incluiu detalhes sobre prazos ou uma negociação mais ampla.
Oficialmente, o cessa-fogo está em vigor na região desde abril, mas ele vem sendo desrespeitado Antes do anúncio de Trump, Netanyahu tinha ordenado ataques contra subúrbios da capital libanesa controlados pelo Hezbollah E milhares de pessoas fugiram de Beirute Por causa do conflito, mais de um milhão de pessoas já saíram de casa no Líbano
A ordem de ataques por Israel fez o Irã ameaçar a suspensão de negociações com os Estados Unidos e o bloqueio total do Estreito de Hormuz. O episódio do Café da Manhã de hoje fala sobre a escalada do conflito entre Israel e Hezbollah no sul do Líbano. Ouve lá no Spotify.
Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Jéssica Cruz e Tiago Betônico, e a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias se encontram em folha.com. Até mais!