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Investigação que pode impor novas tarifas dos EUA contra o Brasil está perto da conclusão

01 de junho de 20264min
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Pesquisa aponta que crime dá prejuízo de R$ 107 bilhões por ano pra indústria no Brasil. E Israel volta a tomar castelo estratégico no sul do Líbano.

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Gustavo Simon

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Laura Lever

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  • Tarifas Americanas BrasilInvestigação comercial · Donald Trump · Sessão 301 · Governo Lula · PCC · Comando Vermelho
  • Profissionalização do CrimeCustos diretos e indiretos · Gastos com prevenção · Roubo de carga · Confederação Nacional da Indústria (CNI)
  • Conflito Israel-Hezbollah no LíbanoCastelo de Beaufort · Hezbollah · Binyamin Netanyahu · Conselho de Segurança da ONU
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Oi, eu sou o Gustavo Simon e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 1º de junho de 2026. Investigação que pode impor novas tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil está perto da conclusão. Pesquisa aponta que o crime dá prejuízo de 107 bilhões de reais por ano para a indústria. E Israel volta a tomar castelo estratégico no sul do Líbano.

A investigação comercial aberta pelo governo de Donald Trump contra o Brasil está próxima de ser concluída. A Folha apurou que conclusões preliminares dela devem ser publicadas nesse mês. Elas podem gerar novas tarifas dos Estados Unidos. O calendário previsto pelo USTR, o escritório do representante de comércio, prevê o encerramento da investigação na chamada Sessão 301.

e a divulgação das primeiras recomendações cerca de um mês antes do prazo final do processo, que está marcado para julho. A ideia do escritório é abrir uma consulta para o setor privado, comentar os resultados antes do relatório definitivo. E aí Trump decide se aplica ou não as punições. Essas sanções são consideradas de difícil reversão, porque a sessão 301...

tem respaldo jurídico mais consolidado nos Estados Unidos. A aplicação de mais tarifas renovaria a pressão sobre o governo Lula, depois da classificação por Trump das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Autoridades a par do tema disseram que a gente não tem mais tarifas.

à Folha que o mais provável é que tanto os achados preliminares quanto o documento final proponham a taxação de produtos brasileiros para corrigir o que os americanos consideram como práticas comerciais injustas. Mas ainda não está claro quais seriam essas tarifas, nem quais produtos seriam afetados. Também há chances, consideradas menores, de o USTR propor a continuação da investigação por mais alguns meses, o que representaria um alívio para o governo Lula.

O crime causa prejuízos de pelo menos R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira, entre impactos diretos e custos indiretos. Os dados são de um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, que ouviu 1.398 empresas brasileiras de 32 setores industriais de pequeno, médio e grande porte, em novembro do ano passado. Dos R$ 107 bilhões, R$ 69 bilhões são só de gastos com prevenção contra crimes. R$ 107 bilhões.

como vigilância patrimonial, monitoramento eletrônico, segurança cibernética e proteção pessoal. O restante é resultado direto de atos criminosos, o que inclui situações como roubo de carga, que é líder de ocorrências, furto de matéria-prima, pirataria, contrabando e gatos de energia elétrica. O levantamento aponta que os crimes afetam mais de um terço das empresas industriais brasileiras e que os efeitos são mais acentuados nas de pequeno e médio porte.

Soldados de Israel tomaram o castelo de Beaufort, no sul do Líbano, em um movimento simbólico e significativo da ofensiva militar contra o Hezbollah. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor há mais de seis semanas, os ataques dos dois lados não pararam, e a captura do castelo aconteceu depois de um dos dias mais intensos de disparos do grupo apoiado pelo Irã contra o norte de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, chamou a operação de ontem de uma mudança drástica na ofensiva contra o Hezbollah. Segundo o exército, o foco foi estabelecer o controle da área de Wadi al-Saluki e do Kume de Beaufort. Bandeiras de Israel e de uma brigada da infantaria foram hasteadas no topo rochoso do castelo de 900 anos.

O castelo é estratégico por ser o ponto mais elevado da região. Ele permite a observação de grande parte do sul do Líbano e do norte de Israel. Ele foi erguido por cruzados no século XII e tem ainda túneis, galerias subterrâneas e trincheiras usadas para ataques.

O castelo já ficou sob controle israelense entre 1982 e 2000, o que fez dele um símbolo da invasão do Líbano na época. Ontem, Israel falou que as operações contra o Hezbollah devem se intensificar e ordenou que civis libaneses que moram ao sul do rio Zarani saiam de casa. O Conselho de Segurança da ONU deve fazer uma reunião de emergência hoje sobre a ofensiva do país no Líbano.

Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta-feira. A produção é de Laura Lever e a edição de som de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Boa semana e até mais!

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