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EUA anunciam que vão classificar PCC e CV como organizações terroristas

29 de maio de 20265min
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Governo Lula e DF fecham acordo para viabilizar socorro bilionário ao BRB. E Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF.

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Participantes neste episódio4
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Gustavo Luiz

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Jéssica Cruz

producerJornalista
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Laura Lever

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Rafael Conkle

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Assuntos3
  • EUA classificam PCC e CV como terroristasPCC · Comando Vermelho · Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) · Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) · Donald Trump · Flávio Bolsonaro
  • Acordo para socorro bilionário ao BRBBanco de Brasília (BRB) · Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · Banco Master · Daniel Vorcaro · Supremo Tribunal Federal (STF)
  • Possível candidatura de Marcelo Crivella ao SenadoCláudio Castro · Polícia Federal · Tribunal Superior Eleitoral (TSE) · PL (Partido Liberal) · Daniel Vorcaro · Banco Master
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Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 29 de maio de 2026.

Estados Unidos anunciam que vão classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Governo Lula e Distrito Federal fecham um acordo para viabilizar socorro bilionário ao Banco de Brasília. E Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado depois de ser alvo de operações da Polícia Federal.

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem que vai classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. A decisão foi comunicada pelo Departamento de Estado e vem dois dias depois da reunião entre Donald Trump e o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Flávio pediu a Trump que essa denominação fosse feita e disse que isso era o principal motivo da reunião.

A partir do dia 5 de junho, os Estados Unidos vão enquadrar o Comando Vermelho e o PCC dentro de duas classificações, Organizações Terroristas Estrangeiras, FTOs, na sigla em inglês, e Terroristas Globais Especialmente Designados, SDGT, também na sigla em inglês.

No comunicado sobre a decisão, o Departamento de Estado americano disse que as duas facções comandam milhares de integrantes, estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e são responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis.

As conversas sobre a possibilidade de designar facções criminosas brasileiras como terroristas acontecem desde o ano passado. A decisão do governo americano já era esperada e, segundo reportagem do UOL, o martelo já estava batido pelo menos desde março. O governo Lula e especialistas em segurança pública são contra essa denominação pelo risco de abrir margem para intervenções no país.

O governo Lula e o Distrito Federal anunciaram ontem um acordo para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos ao Banco de Brasília. A ação tenta cobrir o rombo deixado por operações do BRB com o Banco Master. Os termos foram fechados em uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal. A operação não vai ter um aval da União.

mas o governo federal concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal para viabilizar o plano de socorro. Pelo acordo, o FGC vai emprestar R$ 6,5 bilhões ao governo do Distrito Federal, com garantia de um grupo formado pelos maiores bancos públicos e privados do país. Os recursos vão ser injetados no BRB, numa operação que deverá ser quitada em 15 anos.

As taxas de juros não foram reveladas. O Banco de Brasília é investigado pela suspeita de operações irregulares com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na terça, a Polícia Federal voltou a negociar uma delação premiada com o ex-banqueiro uma semana depois de ter rejeitado a primeira proposta dele por considerar que as informações eram insuficientes.

A colunista Mônica Bergamo noticiou que Vorcaro teria a estratégia de usar a delação para reassumir o controle do Master. Com isso, ele conseguiria controlar a venda de ativos do banco, pagar dívidas e ficar com saldo remanescente, se houver. Segundo a coluna, o governo federal e as autoridades que negociam a delação reagiram com perplexidade a essa proposta.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu de concorrer ao Senado depois de ser alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de duas semanas. A decisão foi comunicada ao PL, que é o partido dele, ontem. O Tribunal Superior Eleitoral condenou o político e o tornou inelegível pelo uso de funcionários do Estado em campanhas eleitorais, mas o ex-governador pretendia recorrer dessa decisão. Nos bastidores, a...

A pré-candidatura de Castro era vista com ressalvas no PL. Bolsonaristas diziam que a revelação da proximidade do ex-governador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, poderia contaminar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ainda que o próprio Flávio tenha tido uma relação de proximidade com Vorcaro revelada. Mensagens divulgadas no relatório da Polícia Federal

Sobre a operação que teve Castro como alvo nessa semana, descrevem festas e encontros bancados por Vorcaro com whiskeys e vinhos. Um dos eventos, segundo a PF, custou 5 milhões de reais e teve 10 convidados.

O relatório indica encontros entre Castro e o banqueiro no Palácio das Laranjeiras, a residência oficial do governador, também em camarotes no Carnaval e num hotel em Santa Tereza. Os encontros coincidem com as datas de investimentos do Rio Previdência no Master. A defesa de Castro nega ilicitudes na conduta do ex-governador.

Esse foi o Boletim Folha que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Jéssica Cruz, Laura Lever e Thiago Betônico. E a edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!

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