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CNJ cancela quase R$ 5 bilhões em precatórios que seriam pagos ao Master

24 de setembro de 20265min
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PF diz que lobista pagou funcionários de ministério de Lula com dinheiro vivo. E ex-produtor americano Harvey Weinstein é sentenciado a 15 anos de prisão por crime sexual.

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Jéssica Cruz

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  • CNJ cancela R$ 4,7 bilhões em precatórios do Banco Masterdecisão do ministro Benedito Gonçalves·recursos voltam ao Tesouro Nacional·pedido da Advocacia-Geral da União·precatórios de usinas de açúcar·Daniel Vorcaro comprava pré-precatórios
  • PF investiga lobista por pagamentos em dinheiro vivo a funcionários do Ministério de LulaRoberta Luxinger guardava dinheiro em malas·pagamentos a Ranier Costa Siriaco e José Martinho Ferreira de Araújo·contrato do ministério com empresário de tecnologia·sociedade oculta com Lulinha e Fernando Bittar
  • Harvey Weinstein sentenciado a 15 anos de prisão por crime sexualdecisão encerra processo em Nova York·culpado por ato sexual criminoso contra Miriam Halley·veredicto anterior anulado por julgamento injusto·denúncias impulsionaram o movimento MeToo
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JCJéssica Cruz

Oi, eu sou Jéssica Cruz e este é o Boletim Folha. Hoje é quinta-feira, 24 de setembro de 2026. CNJ cancela quase R$5 bilhões em precatórios que seriam pagos ao Master. PF diz que lobista pagou funcionários de ministério de Lula com dinheiro vivo. E ex-produtor americano Harvey Weinstein é sentenciado a 15 anos de prisão por crime sexual. O corregedor-geral de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, ordenou o cancelamento do pagamento de R$4,7 bilhões em precatórios de usinas de açúcar que venderam direitos ao Banco Master de Daniel Vorcaro.

Os recursos, depositados em contas judiciais, vão voltar ao Tesouro Nacional. A decisão atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União. Os 16 precatórios atingidos haviam sido bloqueados em dezembro de 2023, antes do fim do julgamento das indenizações. Usinas e produtores de cana-de-açúcar entraram na Justiça contra a União por causa da fixação de preços no setor sucroalcooleiro nos anos 80, o que, segundo as empresas, teria causado perdas econômicas.

A Justiça já reconheceu em muitos casos o direito dessas empresas serem indenizadas, o que gera o pagamento de precatórios pela União. Esses precatórios, ou pré-precatórios, são negociados no mercado. Daniel Vorcaro comprava pré-precatórios, que são direitos de receber essa indenização se houver decisão favorável pelos tribunais. Um relatório obtido pela Folha aponta pelo menos R$14,3 bilhões investidos pelo ex-banqueiro em ações judiciais que dependiam de decisões de tribunais.

Essa compra guiou a estratégia de Vorcaro de se aproximar de figuras do Judiciário. A decisão do CNJ não anula o pagamento dos precatórios. O que ela impede é o bloqueio do dinheiro antes do fim das ações e do cálculo definitivo desses valores. Uma investigação da Polícia Federal aponta que a lobista Roberta Luxinger guardava dinheiro vivo dentro de malas em casa e mandou o motorista dela fazer pagamentos a integrantes da cúpula do Ministério do Desenvolvimento Social.

Roberta é investigada com Fábio Luiz Lula da Silva, Lulinha, em 3 inquéritos no Supremo Tribunal Federal sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Segundo a PF, mensagens de Roberta com o motorista Ulisses Barbosa indicam pagamentos em espécie para contas de Ranier Costa Siriaco, secretário-executivo adjunto do ministério, de José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial, e de um parente de Martinho. Roberta teria pedido que Ulisses usasse R$60 mil guardados em espécie para fazer esses pagamentos. 6 meses depois, a pasta do governo Lula fechou contrato com um empresário de tecnologia representado por ela.

A investigação aponta ainda que em março de 2023, Ulisses mencionou R$500 mil guardados em malas. Roberta teria solicitado a entrega de R$193 mil ao empresário Fernando Bittar. O empresário era um dos donos do sítio de Atibaia investigado na Operação Lava Jato. A PF suspeita que Roberta, Lulinha e Bittar mantiveram uma sociedade oculta em negócios. A defesa de Roberta disse que não irá se manifestar sobre notícias sem comprovação que teriam sido vazadas ilegalmente de inquéritos Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social rechaçou a tese de que teria havido algum favorecimento na licitação de serviços de backup de tecnologia e que os dois servidores citados não trabalham nessa área.

Já a defesa de Ulisses não foi localizada até a conclusão deste boletim. O advogado de Lulinha diz que o cliente não tem relação com os pagamentos nem com irregularidades envolvendo dinheiro público. A defesa de Bitar afirmou que ele desconhece a mensagem, o contexto e os valores. O ex-magnata de Hollywood, Harvey Weinstein, foi sentenciado ontem a 15 anos de prisão por abuso sexual. A decisão encerra o processo criminal contra ele em Nova York.

Weinstein, de 74 anos, foi considerado culpado em 2025 por ato sexual criminoso por ter imobilizado e forçado sexo oral com a ex-assistente de produção Miriam Halley. Os promotores de Manhattan pediam 20 anos de prisão. A defesa pedia 9. Weinstein já tinha sido condenado em Nova York em 2020, inclusive pelo ataque a Halley, e recebeu pena de 23 anos. Mas o veredito foi anulado 4 anos depois. Um tribunal de apelações entendeu que ele não teve um julgamento justo e determinou um novo processo.

No segundo julgamento, Weinstein voltou a ser considerado culpado pela acusação envolvendo Halley. O júri não chegou a um veredito sobre outra acusação e o absolveu de uma terceira. Weinstein se declarou inocente de todas as acusações enfrentadas em Nova York e na Califórnia. A defesa dele afirma que o ex-produtor de cinema manteve relações sexuais com as mulheres, mas nunca as agrediu. Na Califórnia, ele recebeu pena de 16 anos por acusações semelhantes.

Mas em junho, um tribunal de apelações decidiu que Weinstein vai ter que receber uma nova sentença no estado. As denúncias de abuso de Weinstein foram reveladas em 2017 pelo jornal The New York Times e pela revista The New Yorker e impulsionaram o movimento MeToo. Também derrubaram Weinstein da posição de poder que ele ocupava na indústria de Hollywood. Este foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e a edição de som é de Pamela Queiroz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!

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