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STJ decide tirar cargo de ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual

07 de agosto de 20264min
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Pela primeira vez em 10 eleições, só um candidato a presidente deve ter alianças. E PF indicia 16 pessoas em investigação de queda do avião da Voepass.

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Laura Lever

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  • Decisão do STJ sobre Ministro Marco BuzziMarco Buzzi·STF·Assédio sexual·Importunação sexual·Injúria
  • Eleições Presidenciais· PoliticaEleições Presidenciais·Lula·Flávio Bolsonaro·TDAH·TDAH
  • PF indicia 16 por queda de avião da VoepassPolícia Federal·Voepass·Queda de avião no RS·Atentado contra a segurança do transporte aéreo·Manutenção de aeronaves
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LLLaura Lever

Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 7 de agosto de 2026. STJ decide tirar cargo de ministro Marco Buzzi por acusações de assédio sexual. Pela primeira vez em 10 eleições, só um candidato a presidente deve ter alianças. IPF indicia 16 pessoas em investigação de queda do avião da Vooipass. O Superior Tribunal de Justiça decidiu ontem punir o ministro Marco Buzzi com a perda do cargo, medida inédita na história da corte.

O ministro de 68 anos é acusado de assédio, importunação sexual e injúria por duas mulheres. A primeira acusação foi feita em janeiro desse ano pela filha de um casal de amigos de Buzzi. A outra partiu de uma funcionária terceirizada que trabalhava no gabinete dele. O ministro nega as condutas e alega contradições nos depoimentos e falta de provas. A análise do caso dele no STJ aconteceu numa sessão fechada e durou cerca de 5 horas.

A maioria acompanhou o voto da comissão disciplinar. Alguns ministros defenderam a aposentadoria compulsória, uma punição que acabou de deixar de existir para infrações graves, por decisão do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. No modelo de penalidade que foi adotado pelo STJ, Buzzi vai ser afastado, deixar de julgar processos e passar a receber de forma proporcional, não mais o subsídio integral. No fim do processo, pode haver a interrupção total dos pagamentos.

Ele já estava longe das funções desde fevereiro. Como Buzzi é ministro do STJ, o processo deve seguir diretamente para a Advocacia-Geral da União para que seja aberta uma ação no Supremo. A defesa dele afirmou que respeita a decisão do tribunal, mas discorda veementemente e vai avaliar os próximos passos. A eleição presidencial desse ano deve ter uma situação inédita desde a redemocratização. Entre as candidaturas anunciadas, só Lula recebeu apoio formal de outros partidos.

Nas outras 9 eleições desde 1989, Pelo menos 2 candidatos tiveram alianças. Lula vai concorrer como representante de 7 legendas: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede. Com isso, vai ter o maior tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Flávio Bolsonaro, do PL, principal adversário do petista segundo as pesquisas de intenção de voto, deve ter 20% a menos de publicidade nos canais oficiais. Até anteontem, 13 candidaturas presidenciais tinham sido anunciadas. 12 delas tinham representantes de um único partido nos cargos de presidente e vice.

O registro de candidaturas termina no próximo dia 15. Partidos como União Brasil, PP, Republicanos, MDB e Podemos decidiram pela neutralidade nacional e liberaram os diretórios estaduais para apoiar os nomes mais convenientes em cada região. Entre os presidenciáveis, além de Lula e Flávio Bolsonaro, só Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante, vão ter direito à propaganda no rádio e na TV. A Polícia Federal indiciou 16 pessoas na investigação sobre a queda do avião da Voipass, que matou 62 pessoas em agosto de 2024.

Entre os indiciados estão o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho, além de diretores, pilotos e técnicos. 15 pessoas foram indiciadas sob suspeita de atentado contra a segurança do transporte aéreo, que tem pena de até 12 anos. Uma foi indiciada sob suspeita de falsidade ideológica. Agora, o Ministério Público vai avaliar se apresenta uma denúncia criminal à Justiça. Segundo a PF, a investigação encontrou fraudes na manutenção, falhas na liberação do avião para voos e orientação para que pilotos não registrassem problemas.

O relatório pericial analisou dados de 136 voos do modelo ATR que caiu em Vinhedo, no interior paulista. De acordo com o documento, houve falhas repetidas no sistema de degelo, mas elas não foram anotadas no livro técnico. A Voipass disse em nota que sempre adotou todos os protocolos de segurança, manutenção e capacitação de tripulações e que a tripulação do voo que sofreu a queda era formada por profissionais experientes. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta.

A produção é de Daniel Castro e a edição de som é da Pamela Queiroz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!

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