Cerca de 60 mil imigrantes entram em território da Espanha, e mais de 50 morrem
Hamas condiciona desarmamento anunciado por Trump à saída de Israel de Gaza. E PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Master.
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Laura Lever
- Tragédia de migrantes no MediterrâneoMarrocos · Ceuta e Melilla · Estrutura Criminosa Mafiosa · União Europeia
- Posição oficial de IsraelDonald Trump e a NASA · Faixa de Gaza · Acordo de cessar-fogo
- Senador Jaques Wagner e Banco MasterBanco Master · Polícia Federal · Fundo Garantidor de Crédito
Olá, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 31 de julho de 2026. Cerca de 60 mil imigrantes entram em território da Espanha e mais de 50 morrem. Hamas condiciona desarmamento anunciado por Trump à saída de Israel de Gaza. IPF aponta 74 ligações entre Jax Wagner e ex-sócio do Master. Cerca de 60 mil imigrantes cruzaram a fronteira entre Espanha e Marrocos por mar e terra na quinta-feira. A estimativa é do líder do território de Ceuta, um pequeno enclave no território africano que é controlado pela Espanha.
Pelo menos 57 corpos foram encontrados até a tarde desta sexta, segundo o governo espanhol. Em resposta, os dois países reforçaram a cerca que separa os territórios para conter migrações em massa. Celta e Melilla possuem as únicas fronteiras terrestres da Europa com a África. As duas cidades, cada uma com cerca de 85 mil habitantes, são caminhos conhecidos de migração, mas a escala dessa semana não tinha precedentes. Nos portões de entrada de Celta, autoridades marroquinas usaram caminhões com canhões de água e dispersaram os imigrantes.
Segundo o governo da Espanha, ao menos 48 mil pessoas retornaram ao Marrocos até a tarde desta sexta. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu o fluxo repentino a supostos boatos espalhados por máfias do tráfico de pessoas sobre afrouxamento de regras de entrada. A crise provocou reações na Europa. A França intensificou as verificações na fronteira com a Espanha e a Itália suspendeu temporariamente as regras que permitem a livre circulação de pessoas com o país ibérico.
Segundo o responsável da União Europeia para questões migratórias, Magnus Brunner, até o momento não foi observado um fluxo desses imigrantes para o continente europeu. As migrações viraram um tema sensível na Europa, principalmente na última década, e o discurso de combate à entrada de imigrantes tem impulsionado principalmente movimentos de extrema-direita em diversos países. O Hamas disse que só vai entregar suas armas se Israel cumprir os compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo do ano passado.
A posição foi apresentada por um funcionário do alto escalão do grupo terrorista depois de Donald Trump anunciar um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados. As condições do Hamas são que Israel encerre os ataques na Faixa de Gaza, retire as forças armadas das posições ocupadas em outubro e amplie a entrada de mercadorias e ajuda humanitária no território palestino. Só depois disso, o Hamas entregaria as armas, que seriam armazenadas pelo novo comitê tecnocrático criado para administrar Gaza.
Já o governo israelense defendeu publicamente a continuidade dos combates, disse que o pacto é inaceitável e que Israel precisa vencer. Poucas horas depois do anúncio de Trump, na noite de quinta, autoridades médicas de Gaza relataram que um ataque aéreo israelense matou um palestino e deixou feridos. As Forças Armadas de Israel não comentaram. O anúncio de Trump veio semanas depois de o Hamas anunciar a dissolução do governo que comandou a Faixa de Gaza por quase duas décadas.
O comitê criado para administrar Gaza disse estar pronto para assumir suas responsabilidades. Tentativas anteriores de acordo fracassaram diante da desconfiança mútua e da exigência de cada lado de que o outro agisse primeiro. Documentos da Polícia Federal revelaram que o senador Jax Wagner, do PT baiano, conversou com o empresário Augusto Ferreira Lima, executivo ligado ao Banco Master, em ao menos 74 chamadas telefônicas ao longo de um ano e meio.
As ligações aconteceram entre novembro de 2023 e maio de 2025 e, somadas, chegam a 5 horas e meia de duração. As investigações apontam que o senador teria recebido presentes e articulado um encontro no gabinete dele entre executivos do Master e uma pessoa identificada pela PF como o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. O chefe da AGU disse em nota que não participou de reunião com Augusto Lima no gabinete de Jax Wagner.
O senador afirmou em entrevista à Rádio Baiana FM ter certeza que vai provar a inocência dele e que está focado nas eleições de outubro, em que vai concorrer à reeleição. A PF relaciona a duração das chamadas entre Wagner e Lima a eventos de interesse do Banco Master. É o caso do dia 13 de agosto de 2024, quando Augusto Lima teria falado com o senador por pouco mais de 9 minutos. Esse foi o mesmo dia em que foi apresentada a emenda que tratava da ampliação de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito, que ficou conhecida como emenda master.
Depois da chamada, o empresário encaminhou o link da emenda ao senador. A PF ainda investiga se a relação de proximidade entre os dois resultou na concessão de vantagens indevidas. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro, Gustavo Luiz e Jéssica Cruz, e a edição de som é do Rafael Conkli. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais, bom final de semana!