Episódios de Boletim Folha

Terremoto de magnitude 7.1 atinge sul do Japão e derruba prédios

29 de julho de 20264min
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Porta-voz de Milei minimiza crise com Lula e fala em insultos dos dois lados. E IPCA-15 desacelera com queda dos alimentos e fica abaixo das projeções.

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Laura Lever

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Assuntos3
  • Terremoto no JapãoKumamoto · tsunami · Anel de Fogo do Pacífico
  • Crise diplomática Brasil-ArgentinaJavier Milei · Lula e Trump · Casa Rosada
  • Inflação IPCA-15queda dos alimentos · NBA · El Niño
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LLLaura Lever

Olá, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 29 de julho de 2026. Terremoto de magnitude 7,1 atinge sul do Japão e derruba prédios. Porta-voz de Milei minimiza crise com Lula e fala em insultos dos dois lados. E IPCA 15 desacelera com queda dos alimentos fica abaixo das projeções. Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu ontem a província de Kumamoto, no sul do Japão. O tremor deixou dezenas de feridos, provocou incêndios e desabamentos, danificou estradas e interrompeu o fornecimento de energia para milhares de casas.

Segundo emissoras de TV do país, a polícia disse que há mortos, mas até a conclusão desse boletim não tinha informado quantos, e que 23 trabalhadores de um centro comercial tão desaparecidos. Mais de 50 feridos foram atendidos por um hospital na cidade de Rikawa. O terremoto também abriu rachaduras em rodovias, descarrilou um trem de carga e paralisou a circulação ferroviária. A primeira-ministra Sanae Takahashi disse que a extensão das vítimas e dos danos ainda está sendo avaliada.

Ela anunciou o envio de 3.600 militares para as operações de resgate. Cerca de 300 mil pessoas receberam ordem para deixar as casas e seguir para abrigos. A Agência Meteorológica do Japão cancelou o alerta inicial de tsunami, mas advertiu para o risco de novos tremores fortes ao longo da próxima semana e também para a possibilidade de deslizamentos de terra. O Japão é um dos países com maior atividade sísmica do mundo por estar localizado no Anel de Fogo do Pacífico, que é uma faixa que concentra intensa atividade tectônica.

Cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no planeta ocorrem no país. O porta-voz da Casa Rosada, Adrian Javier, disse ontem que a relação entre Lula e o presidente da Argentina, Javier Milei, sempre teve insultos dos dois lados. Ele fez o comentário depois de Milei ter chamado o presidente brasileiro de ladrão e presidiário no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, no sábado. Segundo o porta-voz, as diferenças entre Milei e Lula são ideológicas e políticas, mas a Argentina nunca levou a disputa para o campo diplomático.

Depois do evento, o governo brasileiro convocou o embaixador argentino no país, Daniel Raimondi, e o representante brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bittelli, para prestar esclarecimentos. Javier disse ainda que não acredita que a crise vai afetar as relações diplomáticas, pelo menos do lado argentino. Ele também repetiu, sem apresentar provas, a ideia de que a esquerda estaria promovendo uma campanha anti-Argentina nas redes sociais.

Milei já havia acusado, também sem evidências, o governo do Brasil e do México, e também o Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiar essa mobilização durante a Copa do Mundo. A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, desacelerou em julho e surpreendeu o mercado. O IPCA-15 subiu 0,06%, depois de avançar 0,41% em junho, segundo o IBGE. A mediana das projeções era 0,22%. Foi a menor taxa mensal de 2026 e a menor variação para julho em 3 anos.

O principal alívio veio do grupo de alimentação e bebidas, que registrou queda de 0,66% depois de 8 meses de alta. Essa foi a maior redução para mês de julho em 16 anos. O tomate caiu quase 20%. Em 12 meses, o IPCA-15 desacelerou para 4,52%. A taxa ainda está levemente acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. Economistas dizem que o resultado mostra uma melhora, mas ainda exige cautela. A queda dos alimentos pode ser revertida no fim do ano, a depender dos efeitos do El Niño, e os serviços podem voltar acelerar com estímulos do governo mirando o período eleitoral.

Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e a edição de som é da Pamela Queiroz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!