PL e PSD fazem convenções para oficializar candidaturas de Flávio Bolsonaro e Caiado
Empresas brasileiras traçam planos para lidar com tarifaços de Trump. E governo Lula proíbe produção e venda de foie gras feito com alimentação forçada no Brasil
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Jéssica Cruz
- Federações PartidáriasConfronto com Flaviano · Ronaldo Caiado · TDAH · Disputa de candidaturas internas do PSD · Eleições presidenciais
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Oi, eu sou Jéssica Cruz e este é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 24 de julho de 2026. PL e PSD fazem convenções para oficializar candidaturas de Flávio Bolsonaro e Caiado. Empresas brasileiras traçam planos para lidar com tarifações de Trump. E governo Lula proíbe produção e venda de foie gras feito com alimentação forçada no Brasil. Duas convenções partidárias para definir candidatos à presidência estão marcadas para este fim de semana: a do PL e a do PSD.
Neste sábado, o PL se reúne para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro. O evento acontece depois de o senador e a ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, publicarem vídeos que tentaram estancar uma crise de um mês. Com rompimento público entre os dois. A possível reconciliação vinha sendo articulada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e por duas aliadas de Michele: a senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Valdemar disse que a briga estava atrapalhando muito a campanha. Ainda assim, a ex-primeira-dama não deve ir à convenção, que acontece em São Paulo. A justificativa é que ela não pode sair de Brasília para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. Mas há expectativa de que ela mande um vídeo. A presença esperada é a do presidente da Argentina, Javier Milei. Flávio Bolsonaro chega à convenção como protagonista de seguidas crises e suspeitas.
Sem vice definido e também isolado, líderes da direita e do Centrão acusam a campanha do PL de falta de estratégia e de priorizar e favorecer a família Bolsonaro. A Folha mostrou que aliados do presidente Lula também fizeram uma ofensiva para que siglas como Republicanos, PP, e União Brasil mantenham neutralidade. O PSD, partido também do Centrão, deve oficializar no domingo a campanha de Ronaldo Caiado. O provável vice é Gilberto Kassab, presidente do partido.
Caiado se apresenta como o único nome da direita capaz de derrotar Lula no segundo turno, por não ter a rejeição de Flávio. O evento em Brasília deve ser marcado por ausências. Líderes regionais do PSD e pré-candidatos a governos foram liberados para apoiar outros candidatos à presidência. As empresas brasileiras estão buscando estratégias para lidar com as incertezas causadas pelas novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil.
Elas já estão em vigor. A de 25% começou a valer na quarta e a de 12,5% passou a ser aplicada nessa sexta. No caso de setores como os de calçados, máquinas, equipamentos, peças e confecções, que representam 85% das exportações anuais para os Estados Unidos, as duas tarifas vão ser somadas, chegando a 37,5%. São quase US$11 bilhões em exportações que foram taxadas duplamente. Em reação, empresas nacionais já estão tomando decisões como fechar escritório nos Estados Unidos, garimpar novos mercados no exterior e tentar argumentar com políticos norte-americanos.
A EVAG, uma multinacional brasileira de equipamentos elétricos, por exemplo, vai aumentar a produção no México para reduzir o impacto, Já a Forbo Automotive, que faz peças e componentes para as indústrias automotiva, agrícola e de implementos rodoviários, revisou os planos de tornar os Estados Unidos o principal mercado da empresa. Vai mantê-lo no 8º lugar da lista de exportações. O setor calçadista revisou para baixo suas projeções de exportação.
Estima uma queda de 7%. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados diz que o Brasil vai ser superado por concorrentes como Indonésia e Camboja. O presidente Lula sancionou a lei que proíbe a produção e a venda de foie gras e outros alimentos que venham da alimentação forçada de animais em todo o Brasil. A lei foi publicada nesta sexta no Diário Oficial e entra em vigor em 180 dias. Ela define alimentação forçada como qualquer método que obrigue o animal a comer além do limite natural, com instrumentos que empurram a comida direto na garganta, no estômago, no papo ou no esôfago.
A norma não esclarece se viajantes que tragam foie gras do exterior para consumo próprio vão poder entrar no Brasil com o produto. O governo disse à Folha que isso deve ser objeto de regulamentação pelos órgãos competentes, como a Receita Federal. O Brasil se junta a mais de 20 países que proíbem esse tipo de produção, como Reino Unido, Alemanha e Argentina. A técnica é alvo de críticas há anos. Organizações de proteção animal classificam o método como uma forma de maus-tratos.
O método tradicional de produção do foie gras, chamado de gavage, funciona assim: nas semanas antes do abate, as aves são alimentadas em excesso por meio de um tubo introduzido no esôfago. Isso faz com que o fígado acumule gordura e cresça até 10 vezes o tamanho original, o que gera adoecimento acelerado dos animais. A proibição também afeta a venda de produtos importados, o que obriga restaurantes franceses e estabelecimentos de alta gastronomia a tirar o ingrediente dos cardápios ou buscar alternativas produzidas sem alimentação forçada.
A Associação Natural Foi afirma que existe uma forma ética de produzir o alimento, deixando os gansos comerem livremente antes do inverno. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Gustavo Simon e Laura Lever. Edição de som é de Pamela Queiroz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!
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