Novo primeiro-ministro do Reino Unido assume e fala em abrigar pessoas sem teto
Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro. E Brasil vai ter eleitorado mais velho e com 158 milhões de pessoas aptas a votar em 2026.
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Gustavo Luiz
- Emissao de Green CardsEduardo Bolsonaro e STF · Donald Trump e a NASA · Estados Unidos · Tarifa sobre produtos brasileiros · Supremo Tribunal Federal
- Renúncia do Premier do Reino UnidoAndy Burnham · Sucessão no Partido Trabalhista · Moradores de rua · Brexit
- Polarização e preferências eleitorais no BrasilTribunal Superior Eleitoral · Pessoas com 60 anos ou mais · Eleitores de 21 a 34 anos · Eleitores de 16 e 17 anos
Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 21 de julho de 2026. Novo primeiro-ministro do Reino Unido assume e fala em abrigar pessoas sem teto. Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro. E Brasil vai ter eleitorado mais velho e com 158 milhões de pessoas aptas a votar em 2026. Andy Burnham, da ala mais à esquerda do Partido Trabalhista, assumiu ontem o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.
Ele tem 56 anos de idade e se tornou o sétimo líder a tomar posse em 10 anos, desde que o país escolheu sair da União Europeia, o chamado Brexit. Burnham disse durante o discurso da posse que o momento pede reflexão e novas resoluções. Uma das promessas dele, repetida ontem, é dar abrigo para moradores de rua em todo o país. É uma política que ele tentou, mas não conseguiu aplicar totalmente entre 2017 e 2026, quando era prefeito de Manchester.
Burhan também disse que vai apresentar um plano de 10 anos para o país focado em reindustrialização, emprego, custo de vida e habitação. Ele criticou o legado de Margaret Thatcher e dos governos conservadores. Disse que o Reino Unido foi para o rumo errado nos anos 1980, com poder político centralizado, privatizações e uma desindustrialização do país. Burhan é conhecido por manter uma boa comunicação com o público, que era um dos pontos mais criticados do antecessor dele, o também trabalhista Kerem Starmer.
O episódio de hoje do podcast Café da Manhã discute o que significa a chegada de Burhan ao poder. Ouve lá no Spotify. O governo de Donald Trump concedeu um green card ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O documento permite que um estrangeiro viva, trabalhe e estude nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem precisar de autorização especial. A concessão vem num momento tenso entre os países, em meio à aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, chamado tarifaço.
No mês passado, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o STF, ele atuou nos Estados Unidos para interferir no julgamento em que o pai, Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Eduardo afirma que sofre perseguição política e que saiu do Brasil para não se submeter ao que ele chamou de regime de exceção. A extradição para que ele cumprisse pena no Brasil já era vista como remota pelo Supremo porque o governo Trump sempre sinalizou apoio ao ex-deputado.
Com o green card, essa possibilidade fica ainda mais distante. Segundo o aliado de Eduardo, Paulo Figueiredo, o pedido foi feito há mais de um ano e o documento saiu nesse mês. O Brasil vai às urnas com o eleitorado mais velho em 2026, segundo dados divulgados ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral. O país tem hoje 158 milhões e 700 mil brasileiros aptos a votar e, desse total, 37 milhões e meio têm 60 anos ou mais. A faixa de idosos passou de 21% para 23,6% do eleitorado.
Já o grupo de 21 a 34 anos caiu de cerca de 43 milhões de eleitores para 41 milhões e representa 25,8% do total. O registro de eleitores de 16 e 17 anos, que não são obrigados a participar das eleições, também recuou 22% em relação ao pleito de 2022. No recorte por região, o Norte teve o maior crescimento proporcional, 4,37%. O Sudeste, mais populoso, teve uma leve queda de 0,56%, Mas segue concentrando o maior colégio eleitoral, com São Paulo e Minas Gerais à frente.
E as mulheres seguem em maioria. São quase 84 milhões de eleitoras no país, que representa 52,84% do total. O primeiro turno das eleições vai ser em 4 de outubro. Não se esqueça. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e Laura Lever. E a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!