Governo Trump diz considerar CV e PCC ameaças à segurança regional
Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial com dívidas de 4 bilhões e meio de reais. E Brasil conquista primeira medalha nas Paralimpíadas de Inverno.
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- CV e PCC como ameaças à segurançaClassificação como terroristas · Envolvimento em tráfico de drogas · Crime transnacional · Possível designação pelo governo Trump · Negociações entre Brasil e EUA
- Recuperação Extrajudicial Pão de AçúcarDívida de 4,5 bilhões de reais · Acordo com credores · Suspensão temporária de obrigações · Impacto nas ações · Gestão anterior
- Primeiras medalhas do Brasil em ParalimpíadasCristian Ribeira na prova de sprint sentado · Ski Cross Country · Resultado de prata · Provas futuras · Histórico de participações
Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 11 de março de 2026. Governo Trump diz considerar Comando Vermelho e PCC ameaças à segurança regional. Pão de açúcar pede recuperação extrajudicial com dívidas de R$ 4,5 bilhões. E Brasil conquista a primeira medalha nas Paralimpíadas de inverno. O governo de Donald Trump diz que considera que as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho e PCC
significativas à segurança regional por causa do envolvimento com o tráfico de drogas, a violência e o crime transnacional. A informação foi dada por um porta-voz do Departamento de Estado, a Folha. A pasta afirmou que não descarta a possibilidade de Washington classificar as facções como terroristas, mas que não antecipa possíveis designações de terrorismo. Também disse que o governo americano está comprometido em tomar as medidas apropriadas contra grupos estrangeiros que se envolvam em atividades terroristas.
De acordo com uma reportagem do UOL, a Casa Branca já decidiu classificar as facções brasileiras como terroristas. O governo Lula tem trabalhado para evitar essa classificação, que já vem sendo estudada desde o ano passado. Uma autoridade brasileira que se encontrou com integrantes do governo Trump disse à Folha que os americanos tiveram no Brasil no ano passado para coletar informações sobre as facções. Segundo essa autoridade, os Estados Unidos não deram espaço para o governo brasileiro apresentar a própria interpretação
em relação ao terrorismo. Lula disse que pretende visitar Trump e a expectativa é que o tema possa ser debatido na conversa, ainda sem data confirmada. O presidente brasileiro afirmou várias vezes que quer negociar com o americano um projeto apresentado ao Departamento do Estado para que os países combatam o crime organizado em parceria. O grupo Pão de Açúcar, também conhecido pela sigla GPA, anunciou ontem um acordo com os maiores credores da empresa para apresentar um plano de recuperação extrajudicial
que engloba dívidas de R$ 4,5 bilhões. O último balanço da administração já tinha revelado uma incerteza sobre a continuidade operacional da empresa do varejo. As ações da empresa caíram no pregão da Bolsa nesta terça e chegaram a entrar em leilão logo no início das negociações, quando o tombo era de mais de 8%. Elas fecharam com perdas de quase 3%. No plano de recuperação extrajudicial, a companhia envolvida escolhe um grupo de credores
negociação e depois fazer a homologação junto ao judiciário. O GPA tem os bancos Itaú, Robobank, HSBC e BTG como os maiores credores e a ideia é que haja uma suspensão temporária das obrigações financeiras junto a eles, ou seja, uma trégua nas cobranças. A partir disso, a empresa tem 90 dias para ampliar a adesão ao acordo e buscar um equilíbrio financeiro. No comunicado, a varejista disse que está em dia com pagamentos a fornecedores
parceiros comerciais e que a recuperação extrajudicial preserva a operação das lojas. Segundo o grupo Pão de Açúcar, as unidades seguem funcionando normalmente e o abastecimento não vai ser afetado. Ex-executivos da empresa e fontes próximas ao atual comando disseram à Folha que a empresa francesa Cassinot, que comandou o Pão de Açúcar entre 2012 e 2023, fez uma limpa nos ativos do grupo para tentar aliviar o próprio endividamento na França.
O Brasil conquistou nessa terça a primeira medalha da história do país nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Christian Ribeira ficou com a prata na prova de sprint sentado do Ski Cross Country nos Jogos de Milão Cortina, na Itália. O atleta de 23 anos, que é o atual campeão da Copa do Mundo de Ski Cross Country, era um dos favoritos na disputa de ontem. Ele liderou a maior parte da prova final, mas foi ultrapassado nos últimos metros do percurso,
pelo chinês Liu Zixu. O terceiro lugar ficou com o cazaque Yerbou Kamito. Essa é a quarta participação brasileira nos Jogos Paralímpicos de Inverno e o terceiro ano de Ribeira na competição. Ele ainda disputa as provas de 10 quilômetros na quarta, no revezamento misto no sábado e nos 20 quilômetros no domingo. O Brasil também conquistou a primeira medalha da história nos Jogos Olímpicos de Inverno, que acabaram no dia 22 de fevereiro.
gigante no esqui alpino. Agora, o Brasil tem medalhas em todos os formatos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, nas edições de verão e de inverno. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é do Daniel Castro e a edição de som é do Lucas Monteiro. Essas e outras notícias se encontram em folha.com. Até mais!