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Irã dá largada em processo de sucessão de aiatolá morto em ataque dos EUA

02 de março de 20264min
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Guerra se espalha pelos mares do Oriente Médio, com ataques a navios americanos e iranianos. E pelo menos 200 petroleiros já interromperam viagem no Golfo Pérsico. 

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Assuntos4
  • Relacoes EUA-IraMorte do aiatolá Alicaminay · Conselho interino de liderança · Assembleia dos Peritos · Possíveis sucessores · Processo de transição política
  • Vítimas e danos do conflitoMortos no Irã · Feridos no Irã · Mortos em aliados dos EUA · Feridos em aliados dos EUA · Soldados americanos mortos
  • Transporte MaritimoFechamento do Estreito de Ormuz · Interrupção de viagens de petroleiros · Redirecionamento de rotas · Queda de tráfego no Estreito · Uso da rota do Cabo da Boa Esperança
  • Mediação InternacionalDeclarações de Trump · Disposição para diálogo · Destruição de bases iranianas · Afundamento de navios iranianos · Operações militares contínuas
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Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 2 de março de 2026. Irã dá largada em processo de sucessão de Ayatollah, morto em ataque dos Estados Unidos. Guerra se espalha pelos mares do Oriente Médio, com ataque a navios americanos e iranianos. E pelo menos 200 petroleiros já interromperam viagem no Golfo Pérsico. Um dia depois da morte do Ayatollah Ali Khamenei e de parte da cúpula militar do país,

supremo da teocracia islâmica. O presidente do país, Massoud Pezhenikian, divulgou um comunicado dizendo que o ataque dos Estados Unidos e de Israel foi uma declaração de guerra a todos os muçulmanos e falou que a vingança é um direito legítimo. Quem vai ocupar as funções do sacerdote assassinado é o Conselho Interino de Liderança sobre o comando do Ayatollah Ali Reza Araf. O sucessor de fato de Kamenei só vai ser eleito quando a chamada Assembleia dos Peritos, que tem 88 integrantes, se reunir.

não tem prazo para acontecer. Caminei não apontou um sucessor óbvio. Antes, o nome mais cotado era do presidente radical Hebrahim Raisi, que morreu em um acidente de helicóptero em 2024. Há especulações de que o Ayatollah poderia ser sucedido por um de seus filhos, Mujataba, mas o posto não é um direito hereditário e outros nomes cotados à vaga já surgiram. O presidente americano Donald Trump disse à revista The Atlantic que os novos líderes iranianos querem conversar, e ele concordou com a ideia, mas não especificou

Ele também disse à emissora Fox News que o total de líderes do país mortos no ataque coordenado com Israel é de 48. E, enquanto isso, o Irã tenta mostrar que o regime segue de pé. O país diz que atingiu um porta-aviões americano e pelo menos três petroleiros no Estreito de Hormuz, além de outras bases americanas no Oriente Médio. O porta-aviões USS Abraham Lincoln opera no Mar Arábico, perto de Oman, e é um dos 11 da frota americana de embarcações do tipo.

a Guarda Revolucionária Iraniana, quatro mísseis foram lançados contra o navio. Os americanos dizem que os projéteis não chegaram nem perto de acertar o alvo. Os Estados Unidos anunciaram ter afundado pelo menos nove navios iranianos. Trump também disse que as forças americanas destruíram grande parte do quartel-general da marinha do país persa. Ontem, Israel também lançou mais uma nova onda de ataques contra a capital iraniana Teheran e outros alvos no país. O exército israelense disse que a Força Aérea do

de adquirir superioridade aérea. Já o Irã disparou uma nova série de mísseis contra Israel. Pelo menos nove pessoas morreram segundo o serviço de ambulância do país. Os iranianos também voltaram a atacar aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. No Kuwait, houve um morto e 32 feridos. Enquanto nos Emirados Árabes, o ataque deixou três mortos e 58 feridos. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, três soldados americanos foram mortos e outros cinco ficaram gravemente feridos.

Já no Irã, a contagem divulgada é do crescente vermelho. 201 mortos e 747 feridos só no sábado. E com os riscos em alta diante do conflito na região, mais de 200 navios de petróleo e gás natural interromperam viagem na região do Golfo Pérsico e em águas próximas dali, segundo dados de tráfego marítimo. O Irã disse que fechou a navegação no Estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Grandes empresas de transporte de conternes

redirecionaram rotas pelo Cabo da Boa Esperança, ali perto da África do Sul. A Organização Marítima Internacional, uma agência da ONU, pediu que as empresas de navegação evitem a área até as condições melhorarem. A plataforma de rastreamento de embarcações Marine Traffic registrou uma queda de 70% no tráfego de navios no Estreito de Hormuz até o fim de sábado. Segundo analistas do setor, a maioria deu meia volta, desviou para rotas alternativas ou passou a estacionar no Golfo de Oman.

Boletim Folha que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Maurício Meireles e a edição de som é de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!

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