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PF faz operação contra Cláudio Castro e diz que ex-governador agiu em favor do Master

27 de maio de 20265min
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Flávio Bolsonaro se encontra com Trump na Casa Branca. E Brasil tem menor taxa de homicídio em 11 anos, mas recorde de mortes indeterminadas.

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Laura Lever

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  • Operação contra Cláudio Castro e RefiteCláudio Castro · Banco Master · Daniel Vorcaro · André Mendonça · Rio Previdência
  • Flávio Bolsonaro articula encontro com TrumpFlávio Bolsonaro · Donald Trump · Eduardo Bolsonaro · Paulo Figueiredo · PCC · Comando Vermelho · Banco Master
  • Taxa de homicídios e desenvolvimento humano no BrasilAtlas da Violência · Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada · Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 27 de maio de 2026. O PF faz operação contra Cláudio Castro e diz que ex-governador agiu em favor do Máster. Flávio Bolsonaro se encontra com Trump na Casa Branca. E Brasil tem menor taxa de homicídio em 11 anos, mais recorde de mortes indeterminadas.

A Polícia Federal cumpriu ontem mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que é relator dos inquéritos do caso Master.

A legislação investiga a aplicação de quase R$ 4 bilhões do Fundo de Pensão dos Servidores Fluminenses, o Rio Previdência, em produtos financeiros ligados ao banco de Daniel Vorcaro. Segundo a PEF, Castro mantinha um vínculo próximo a Vorcaro e atuou para viabilizar repasses.

A defesa de Castro disse que a busca ocorreu sem intercorrências e que o ex-governador colaborou com as investigações. Segundo o advogado, a defesa está analisando a decisão de Mendonça para definir quais medidas tomar. A Polícia Federal cita um sincronismo entre repasses do Rio Previdência para o Máster e encontros entre Castro e Vorcaro. Registros apontam que os dois estiveram juntos até fora do Brasil em viagens custeadas pelo ex-banqueiro.

Segundo a PF, os dias desses encontros coincidem com as datas da liberação dos recursos. André Mendonça também diz na decisão que Castro teria exercido o papel relevante para a viabilização dos repasses, tendo trocado a cúpula do Rio Previdência antes de alguns deles. O episódio de hoje do podcast Café da Manhã fala sobre a operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro e a situação política dele e do Estado. Ouve lá no Spotify.

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro se encontrou ontem com Donald Trump em Washington. Ele foi à Casa Branca, acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, e do empresário bolsonarista Paulo Figueiredo. Os três posaram para fotos no salão oval ao lado do presidente americano, que aparece sentado e sorrindo.

Figueiredo disse à colunista Mônica Bergamo que a reunião durou cerca de uma hora e 40 minutos O empresário afirmou que não poderia revelar os temas tratados Mas que Trump teria recebido Flávio Bolsonaro de forma calorosa e perguntado sobre Jair Bolsonaro Em entrevista depois do encontro, o senador disse ter pedido a Trump para que facções criminosas que atuam no Brasil Como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas pelo governo americano como terroristas

O governo Lula e especialistas em segurança pública são contra essa denominação pelo risco de abrir margem para intervenções no país Flávio desembarcou nos Estados Unidos na segunda A agenda com Trump vinha sendo ventilada desde a semana passada Segundo aliados do senador, o encontro aconteceria a convite do presidente americano Mas a Casa Branca não tinha confirmado a reunião até a tarde de ontem

A visita a Trump acontece no momento mais delicado da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, depois da revelação de que o senador pediu dinheiro a Daniel Vocaro, do Banco Master. Pesquisa do Datafolha apontou uma queda nas intenções de voto no pré-candidato do PL e uma ampliação da vantagem de Lula.

o Brasil atingiu em 2024 o menor número de homicídios em 11 anos. Segundo a nova edição do Atlas da Violência, divulgada ontem, foram 42.590 casos registrados oficialmente, o menor valor da série histórica. O resultado representa uma queda de 7% em relação a 2023.

De acordo com os autores do estudo, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a queda na taxa de homicídios pode estar mascarada por uma piora na qualidade dos dados oficiais.

Isso porque muitas mortes violentas acabaram registradas como mortes por causa indeterminada. Esse indicador bateu recorde. Entre 2023 e 2024, aumentou 88%, chegando a 7 mil. O Atlas da Violência também mostrou uma grande concentração de homicídios em poucas cidades do Brasil. Dos mais de 40 mil casos, metade foi registrada em só 99 municípios.

As regiões norte e nordeste tiveram os maiores índices O Amapá ficou em primeiro lugar, com 47 casos a cada 100 mil habitantes, seguido do Ceará e da Bahia Santa Catarina registrou a menor taxa, com 8,8 homicídios por 100 mil pessoas Segundo o estudo, o perfil das vítimas de mortes violentas segue o mesmo dos últimos anos, com predomínio de jovens, homens e negros

Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Gustavo Luiz, Jéssica Cruz e Tiago Betônico. E a edição de som é do Rafael Conkle. Essas e outras notícias se encontrem em folha.com. Até mais!

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