Episódios de Boletim Folha

Relator apresenta parecer da PEC que propõe fim da escala 6x1

26 de maio de 20265min
0:00 / 5:39

Lula faz radioterapia no couro cabeludo depois de retirar lesão de câncer de pele. E Papa Leão 14 pede desarmamento da IA e perdão pelo papel da Igreja na escravidão.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio3
G

Gustavo Luiz

Host
L

Laura Lever

producer
R

Rafael Conca

Editor de áudio
Assuntos3
  • Fim da escala 6x1Redução da jornada de trabalho · Regra de transição de um ano · Acordo entre Lula e Arthur Lira · Léo Prates · Arthur Lira
  • Encíclica do Papa Leão XIVDesarmamento da Inteligência Artificial · Perdão pelo papel da Igreja na escravidão · Inteligência Artificial · Escravidão · Papa Leão XIV
  • Prevenção e tratamento do câncer de peleRadioterapia no couro cabeludo · Câncer basocelular · Luiz Inácio Lula da Silva
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é terça-feira, dia 26 de maio de 2026. Relator apresenta parecer da PEC que propõe fim da escala 6x1. Lula faz radioterapia no couro cabeludo depois de retirar lesão de câncer de pele. E Papa Leão XIV pede desarmamento da IA e perdão pelo papel da igreja na escravidão.

O relator da PEC, que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil, o deputado Léo Prats, do Republicanos, divulgou ontem o parecer final sobre o projeto. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, com uma regra de transição de um ano.

O parecer pode ser votado na Comissão Especial da Câmara hoje e seguir para o plenário ainda nesta semana. Se for aprovada, a PEC vai para a análise do Senado. O texto foi apresentado horas depois de um acordo entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Mota, sobre a transição. O governo queria que a redução de jornada passasse a valer de imediato. E Mota era a favor de um período de adaptação para as empresas.

Na tarde de ontem, os dois se reuniram e chegaram a um acordo para que a transição seja feita em um ano. Com isso, se a PEC for aprovada, o fim da escala 6x1 deve acontecer em duas etapas. Na primeira etapa, que começa a valer 60 dias depois da promulgação da medida, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais.

Na segunda etapa, um ano depois, outras duas horas vão ser reduzidas, levando a carga máxima às 40 horas por semana. O direito a dois dias de folga passaria a valer já na primeira fase. Mas, até que a transição seja concluída, vai ser preciso trabalhar 24 minutos a mais por dia.

para que as 42 horas semanais sejam cumpridas. A escala para profissões específicas e as exceções vão ser tratadas em um projeto de lei. A fone mostrou que empresários e políticos do Centrão, que defendiam uma transição mais longa, se disseram surpreendidos com o acordo de Lula e Mota.

Eles avaliam que não há mais espaço para mudanças na Câmara e deve focar negociações com o Senado para tentar alongar o prazo das mudanças ou segurar o debate para depois da eleição. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vai se encontrar com empresários hoje.

O presidente Lula passou ontem, em Brasília, por uma sessão de radioterapia no couro cabeludo. O procedimento faz parte de um tratamento complementar depois da retirada de uma lesão de câncer de pele em abril. Segundo o boletim médico, a intervenção tem caráter preventivo e não provoca efeitos colaterais.

O exame que retirou a lesão em abril indicou um câncer basocelular no couro cabeludo, o tipo menos grave e mais comum de câncer de pele. Nenhum dos dois boletins divulgados antes citavam a necessidade de radioterapia, mas a equipe médica do presidente disse ontem que optou pelo procedimento superficial. Lula vai precisar comparecer ao hospital nas próximas três semanas para concluir as 14 sessões restantes de radioterapia. Segundo o boletim médico, o presidente vai poder manter as atividades dele diárias, sem restrições.

O Papa Leão XIV divulgou ontem a primeira encíclica desde que assumiu a liderança da Igreja Católica. A Carta Pública Solene abordou desafios éticos da inteligência artificial e alertou sobre novas formas de exploração ligadas à economia. As encíclicas são documentos dirigidos a fiéis e bispos de todo o mundo, informando a posição da Igreja Católica sobre determinados temas. Intitulada Magnífica Humanitas,

que significa Humanidade Magnífica em português, a carta pediu o perdão mais explícito da Igreja Católica pelo papel dela no período escravista. Papados anteriores já haviam pedido desculpas pelo envolvimento de cristãos no tráfico transatlântico de escravizados.

Mas nenhum papa havia reconhecido publicamente, nem pedido perdão, pelo papel de antigos pontífices em escravizar pessoas e na manutenção do sistema. Leão XIV disse que a igreja levou séculos para reconhecer plenamente o flagelo da escravidão como incompatível com a dignidade humana. Ele chamou esse legado de uma ferida na memória cristã.

O reconhecimento aconteceu depois de anos de pedidos de fiéis negros e pesquisadores que estudam o tema. Em março desse ano, a ONU declarou que a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas foram os maiores crimes contra a humanidade na história.

Estados Unidos, Israel e Argentina foram os únicos países que foram contra essa declaração. Na carta papal, Leão XIV aconselhou que os fiéis invistam em educação digital, que cuidem das relações com presença física e priorizem a justiça e a paz. Ele também pediu para que o uso da IA não siga o que ele chamou de lógica de competição armada, militar, econômica e cognitiva.

De acordo com o Pontífice, desarmar a IA não é sinônimo de renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano e fique sobre o guarda-chuva dos monopólios. E esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Laura Lever e Tiago Betônico e a edição de som é de Rafael Conca. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!