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Cunhado de Vorcaro troca defesa, e PF investiga esquema envolvendo CV e Fictor

26 de março de 20267min
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STF autoriza penduricalhos de até 70% do teto do funcionalismo público. Meta e Google são condenados em caso histórico sobre vício em redes sociais. E Quase 9% dos adolescentes brasileiros dizem já ter sido forçados a ter relação sexual.

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Participantes neste episódio1
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Gabriela Maier

HostJornalista
Assuntos4
  • Fraude no Banco Master e captação de CDBsFabiano Zettel · Comando Vermelho · Fictor
  • Juri de Los Angeles condena Meta e Google por vício em redes
  • STF limita penduricalhos no Judiciário
  • Exploracao Sexual Infantil
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Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é quinta-feira, 26 de março de 2026.

O cunhado de Vorkaro troca defesa e PF investiga esquema envolvendo Comando Vermelho e Fictor. STF autoriza penduricalhos de até 70% do teto do funcionalismo público. Meta e Google são condenados em caso histórico sobre vício em redes sociais. E quase 9% dos adolescentes brasileiros dizem já ter sido forçados a ter relação sexual.

Fabiano Zettel, que é cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, trocou ontem de advogados e tenta fechar um acordo de delação premiada. Ele foi preso durante as investigações contra as fraudes do Banco Master. Quem assume a defesa de Zettel no Supremo Tribunal Federal é Celso Villardi, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Zettel foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha e diretor do Banco Master. Ele foi o maior doador das campanhas de Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em 2022. A Polícia Federal vê Zettel como uma peça-chave no esquema de fraude bilionária ao sistema financeiro. Também ontem, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro atribuído a um grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho.

Entre os alvos estão sócios da Fictor, empresa financeira que tentou comprar o Banco Master em novembro do ano passado. O comunicado da PF menciona fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, que podem superar 500 milhões de reais. Um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo é contra o CEO da Fictor, Rafael Góes. Outro mira o ex-sócio da empresa, Luiz Felipe Rubini.

A Fictor afirmou que o celular de Góes foi apreendido e que vai prestar esclarecimentos para as autoridades. A defesa de Rubini diz que não teve conhecimento prévio do processo e que vai se manifestar oportunamente. A Folha revelou que Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, é próximo de Rubini e atuou como consultor da Fictor.

Segundo a reportagem, ele teria sido responsável por uma tentativa de aproximação da empresa com o governo. A defesa de Lulinha nega que ele tenha tido relações de trabalho com o grupo.

O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem limitar o valor dos chamados penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público. O limite de todas as verbas extras pode chegar a 70% do salário dos integrantes da Corte, hoje em cerca de R$ 46 mil, o que significa que o adicional permitido ficaria em torno de R$ 32 mil.

A proposta foi apresentada no julgamento em um voto conjunto dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, que são relatores de ações sobre o tema. Os outros seis ministros concordaram. As mudanças vão valer durante um período de transição até que uma regra geral para o pagamento das verbas indenizatórias seja editada pelo Congresso.

Segundo Moraes, as medidas vão resultar em uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano. Além da limitação das verbas indenizatórias como diárias, ajudas de custo e férias não gozadas em até 35% do teto, os ministros também concordaram em permitir o pagamento de um adicional por tempo de serviço, chamado de parcela de valorização por tempo na carreira.

O valor dessa verba também vai ser de 35% do teto, com pagamento de 5% a cada 5 anos.

Depois de um julgamento de nove dias nos Estados Unidos, Meta e Google foram consideradas culpadas ontem da acusação de serem projetadas para viciar crianças. As empresas vão ter que pagar cerca de 3 milhões de dólares de indenização compensatória para a autora da ação, uma mulher de 20 anos. Ela alegou que o vício em redes sociais durante a infância

prejudicou a saúde mental dela e causou ansiedade, depressão e desmorfia corporal. O caso, que envolve redes sociais como Instagram, Facebook e YouTube, abre precedente para uma série de processos semelhantes, já que milhares de indivíduos, distritos escolares e procuradores gerais estaduais entraram com ações parecidas contra plataformas.

A meta de Mark Zuckerberg foi considerada responsável por 70% dos danos e vai ter que pagar cerca de 2 milhões de dólares. O Google foi considerado culpado por 30% e vai indenizar a vítima em 900 mil dólares. A usuária também havia processado a Snap, dona do Snapchat e o TikTok, mas as empresas fizeram acordos com ela antes do julgamento.

A Meta contestou a decisão e disse que avalia as opções legais. Já a Alphabet, que controla o Google, não respondeu. O veredito vem depois que, na semana passada, um júri no estado do Novo México considerou a Meta responsável por não proteger crianças de conteúdo sexualmente explícito, aliciamento e tráfico de pessoas. A empresa foi condenada a pagar US$ 375 milhões em penalidades civis, mas também disse que recorreria da decisão.

A proporção de adolescentes brasileiros que dizem já ter sido forçados a ter relação sexual aumentou desde 2019, atingindo cerca de 1,1 milhão de jovens de 13 a 17 anos. Os números coletados em 2024 são da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, divulgada ontem pelo IBGE.

Segundo a pesquisa, a maioria dos agressores é conhecido da vítima, incluindo familiares, namorados ou ex-namorados e amigos. O dado é 2,5 pontos percentuais maior do que o de 2019, quando foi feita a edição anterior do levantamento. Segundo a pesquisa, 66% dos jovens tinham 13 anos ou menos de idade quando sofreram violência.

A incidência é maior entre meninas, quase 12% disseram ter sido forçadas a ter relação sexual, contra quase 6% dos meninos. A taxa também é maior entre alunos da rede pública. Os dados de 2024 foram coletados entre 118 mil estudantes, na faixa de 13 a 17 anos, de escolas públicas e privadas de quase 1.300 cidades de todas as regiões do país.

Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro, Gustavo Luiz, Laura Lever e Silvia Miguel e a edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.