Justiça da Itália decide extraditar ex-deputada Carla Zambelli
Israel diz ter matado chefe da Guarda Revolucionária do Irã que fechou estreito de Hormuz. E Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas.
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Gabriela Maier
- Extradição de Carla ZambelliCondenações de Carla Zambelli · Perseguição política · Condições carcerárias no Brasil
- Morte de Comandante da Marinha Revolucionária IranianaAli Reza Tanksiri · Estreito de Hormuz · Impacto no preço do petróleo
- Novas regras do Comitê Olímpico InternacionalAtletas trans em categorias femininas · Teste genético para competições · Laura Hubbard
Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha, hoje sexta-feira, 27 de março de 2026. Justiça da Itália decide extraditar a ex-deputada Carla Zambelli. Israel, destematado chefe da Guarda Revolucionária do Irã, que fechou o Estreito de Hormuz. E Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas trans em categorias femininas.
A Justiça da Itália decidiu ontem que a ex-deputada Carla Zambelli pode ser extraditada para cumprir a pena de prisão no Brasil. Zambelli fugiu do país em junho passado e foi presa em Roma. O pedido de extradição feito pela Justiça brasileira se refere a duas condenações de Zambelli. Uma, há 10 anos de prisão, por ter invadido o sistema do Conselho Nacional de Justiça e por ter emitido um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
e outra há mais cinco anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Essa condenação veio quando Zambelli já tinha fugido para a Itália. A defesa da ex-deputada tem 15 dias para recorrer à corte de cassação, que é a última instância do judiciário italiano. Depois dessa fase, a palavra final cabe ao governo da Itália por meio do Ministério da Justiça. Zambelli se diz vítima de perseguição política no Brasil.
E esse foi um dos argumentos da defesa contra a extradição. As condições carcerárias brasileiras também foram apontadas como fator de risco pelos advogados. Moraes indicou que, se for mesmo extraditada, Zambelli vai ficar detida na Colmeia, prisão de segurança média do Distrito Federal. O tempo de prisão na Itália, até aqui sete meses, vai ser descontado do restante da pena ser cumprida no Brasil.
Israel anunciou ter matado o chefe do braço naval da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Reza Tanksiri, responsável por coordenar a militarização e o fechamento do Estreito de Hormuz. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, mas até o fechamento desse boletim o Irã ainda não tinha confirmado. Segundo Katz, outros comandantes navais também teriam sido mortos no ataque que matou Tanksiri. O alvo teria sido a sede da principal base da guarda em Hormuz.
A tática de Alirrez Ataksiri tem sido bem-sucedida até o momento em relação a Hormuz, estreito por onde escoam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Os iranianos têm impedido a passagem de navios considerados associados aos inimigos, ameaçando explodí-los. Além da possibilidade de ter até colocado minas na água...
Há ainda a ameaça de drones subaquáticos, de aviões, robôs e de mísseis. Com mais de 90% do tráfego interrompido, os preços do petróleo e do gás dispararam, levando a uma forte pressão econômica sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Comitê Olímpico Internacional definiu novas regras que barram atletas trans de competirem em categorias femininas e determinou que todas as participantes desses eventos devem passar por um teste genético antes de competir. Só atletas biologicamente do sexo feminino vão ser liberadas a participar das competições a partir da próxima edição dos Jogos Olímpicos, em Los Angeles, daqui a dois anos.
A justificativa apresentada pelo COE para a nova política é proteger a categoria feminina e definir uma regra universal de participação. Um grupo de trabalho criado pela presidente do comitê, Kirstie Coventry, de ter revisado estudos científicos nos últimos anos e chegado a um consenso de que atletas com sexo biológico masculino têm vantagens competitivas em todos os esportes baseados em força e resistência.
Até agora, as federações internacionais de cada esporte eram responsáveis por definir os critérios de participação de atletas transgênero. A primeira atleta trans a competir na categoria feminina nos Jogos Olímpicos foi a neozelandesa Laura Hubbard, em 2021.
A participação nos Jogos de Tóquio foi autorizada depois de ela cumprir os critérios de nível de testosterona que eram adotados pelo comitê na época. Nas últimas semanas, mais de 80 grupos de direitos humanos e de direitos de atletas tinham pedido ao COI que abandonasse os planos de barrar atletas trans.
A Associação Nacional de Travestis e Transsexuais disse ontem que a decisão do comitê reforça estigmas e reativa mecanismos ultrapassados, como testes de gênero marcados por violações, constrangimentos e ausência de critérios éticos consistentes.
Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro, Gustavo Luiz, Laura Lever e Silvia Miguel. A edição de som de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.