Bolsonaro recebe alta e fica em prisão domiciliar
Relator da CPI do INSS propõe 216 indiciamentos, incluindo de Lulinha e Vorcaro. E PF faz megaoperação em postos contra preços abusivos de combustíveis.
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Gabriela Maier
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- Polícia Federalpreços abusivos de combustíveis · guerra no Irã
Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, 27 de março de 2026. Bolsonaro recebe alta e vai para a prisão domiciliar. Relator da CPI do INSS propõe 216 indiciamentos, incluindo de Lulinha e Vorcaro. IPF faz mega-operação em impostos contra preços abusivos de combustíveis.
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta na manhã desta sexta-feira. Ele estava internado há duas semanas em Brasília com broncopneumonia bacteriana ligada a um quadro de soluços. Apesar da alta, não é possível afirmar que Bolsonaro esteja curado da pneumonia, segundo o médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, concedeu prisão domiciliar humanitária para o político por 90 dias.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. O ex-presidente chegou ao condomínio solar de Brasília, onde mora, vestindo um colete à prova de balas e acompanhado pelo carro da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e de viaturas da polícia militar.
Bolsonaro vai usar a tornozeleira eletrônica durante o prazo humanitário estabelecido pelo STF. Ele está também proibido de usar as redes sociais, de gravar áudios e vídeos. As condições da prisão vão ser reavaliadas daqui a três meses.
Enquanto isso, Bolsonaro vai ficar com a esposa e a filha de 15 anos em casa. Os outros filhos dele no Brasil vão poder visitá-lo toda quarta-feira e todo sábado. A exceção é o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, que se inscreveu como advogado do pai e, por isso, pode visitá-lo todo dia.
A proposta de relatório final da CPI mista do INSS pediu indiciamento de 216 pessoas, entre elas o ex-banqueiro Daniel Vorcário e Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha. Também estão na lista o senador Everton Rocha, do PDT, o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupe, também do PDT, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS.
O documento de 4.400 páginas foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, do PL, e começou a ser lido nesta sexta, numa sessão marcada por confusão e bate-boca. Até a conclusão deste boletim, não havia uma previsão de horário para o relatório ser votado. O PT e a base do governo devem tentar pressionar contra o parecer de Gaspar e planejam votar um relatório paralelo.
A votação do parecer final foi convocada depois de o Supremo Tribunal Federal derrubar, na quinta-feira, o pedido de prorrogação da CPI. Com isso, o prazo para o funcionamento do colegiado, que é comandado pela oposição ao governo Lula, termina neste sábado. A comissão entrou em embates com a cúpula do Congresso ao passar a se debruçar sobre o escândalo do Banco Master, apesar de o objeto original da investigação ser o esquema de descontos indevidos nas aposentadorias.
Se as propostas de indiciamento forem aprovadas, vão ser encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, que decide se indicia mesmo ou não os alvos. A Polícia Federal fez nesta sexta uma operação em postos de combustíveis de 11 estados e do Distrito Federal para combater possíveis reajustes indevidos. A ofensiva acontece em meio ao cenário de sobe e desce do petróleo no mercado internacional pressionado pela guerra no Irã.
O objetivo da PF é tentar identificar e conter aumentos que não se explicam só por essa volatilidade dos preços internacionais. A operação foi batizada de Vendizel e conta com uma força-tarefa de órgãos federais e estaduais. Os agentes checam os preços praticados nas bombas, as notas fiscais de compra e as margens praticadas por postos e distribuidoras. O foco é identificar distorções.
entre o preço de compra do combustível e o valor cobrado do consumidor final. Também estão na mira práticas como retenção de estoque e alinhamento de preços entre concorrentes. A ofensiva ganhou força depois da disparada recente dos combustíveis, que reacendeu a pressão sobre a inflação e o custo do transporte.
O governo Lula avalia que existe um descolamento entre a evolução das cotações internacionais e os reajustes nas bombas, o que levanta suspeitas de comportamento oportunista. Desde o dia 9 de março, já foram fiscalizados mais de 3 mil postos de combustíveis e 236 distribuidoras em todo o país, segundo o balanço do governo.
Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Daniel Castro e Gustavo Luiz e a edição de som de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia, bom fim de semana e até mais.