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Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro

20 de maio de 20265min
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STF afasta perito suspeito de vazar dados do contrato da esposa de Moraes com o Master. E diretor da OMS fala em alerta pra epidemia de ebola na República Democrática do Congo.

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Participantes neste episódio11
L

Laura Lever

Host
J

Jéssica Cruz

Co-hostJornalista
A

Alexandre de Moraes

ConvidadoMinistro do STF
A

André Mendonça

ConvidadoJurista
D

Daniel Vorcaro

ConvidadoBanqueiro
E

Eduardo Bolsonaro

ConvidadoDeputado
F

Flávio Bolsonaro

ConvidadoPolítico
J

Jair Bolsonaro

ConvidadoEx-presidente do Brasil
L

Lula

ConvidadoPresidente
T

Tedros Adhanom

ConvidadoDiretor-geral da OMS
V

Viviane Barsi de Moraes

ConvidadoMinistra
Assuntos3
  • Relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel VorcaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Eduardo Bolsonaro · Bolsonaro · Pesquisa Atlas Bloomberg · Lula
  • CPMI do Caso MasterSTF · André Mendonça · Polícia Federal · Viviane Barsi de Moraes · Alexandre de Moraes · Operação Compliance Zero
  • Surto de Ebola na ÁfricaOrganização Mundial da Saúde · Tedros Adhanom · República Democrática do Congo · Sociedade Brasileira de Infectologia · Ministério da Saúde · Ganda
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Oi, eu sou a Laura Lever e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 20 de maio de 2026.

Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro. STF afasta peritos suspeitos de vazar dados do contrato da esposa de Moraes com o Master. E diretor da OMS fala em alerta para a epidemia de ebola na República Democrática do Congo.

O senador Flávio Bolsonaro confirmou ontem que visitou Daniel Vocar depois da primeira vez que o dono do Banco Master foi preso, no final de 2025. O caso foi divulgado pelo site Metrópolis. O pré-candidato à presidência depois chamou jornalistas na sede do PL, onde se reuniu com parlamentares para confirmar a informação.

Ele saiu sem responder a perguntas, como a de por que não contou antes sobre o encontro, já que a relação com o Vocaro vem sendo debatida desde a divulgação de mensagens em que ele pede dinheiro ao dono do Master. A reunião presencial aconteceu na casa de Vocaro em São Paulo, em novembro, quando o banqueiro tinha restrições impostas pela justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo Flávio Bolsonaro, ele procurou Vocaro para colocar um ponto final na história do alegado financiamento do Master a um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal suspeita que os valores repassados por Vocaro podem ter sido usados para financiar o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O filme teve um trailer divulgado por bolsonaristas ontem.

O caso gerou uma crise na pré-candidatura bolsonarista. A campanha pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que suspenda a divulgação de uma pesquisa Atlas Bloomberg que indica que Flávio Bolsonaro caiu seis pontos no cenário de segundo turno contra o presidente Lula. A equipe do bolsonarista diz que o questionário induz a percepção negativa sobre ele e o associa a Vorcaro e ao Master. Nove das 48 perguntas tratavam do caso depois das questões sobre intenção de votos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou ontem uma operação para apurar o vazamento de informações do caso Master à imprensa. A medida ainda afastou um perito da equipe de investigadores da Polícia Federal. Ele teria vazado informações do contrato do escritório de Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o banco de Daniel Vorcaro.

O STF divulgou uma nota, sem citar Viviane ou o caso, dizendo que a decisão de Mendonça autorizava dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares, como o afastamento do servidor. Segundo pessoas a par do caso ouvidas pela Folha, a APF apurava a origem de vazamentos desde o começo da Operação Compliance Zero.

O agente investigado agora teria passado informações para pessoas de fora da equipe e indicado contatos para que os dados fossem compartilhados. Os dados viriam de celulares apreendidos nas investigações. A decisão de Mendonça não foi tornada pública. A nota do STF diz que as medidas pretendem preservar a investigação.

O jornal O Globo divulgou em dezembro que o contrato do escritório de advocacia de Viviane Barsi com o Master previu o pagamento de R$ 129 milhões em três anos. O escritório disse ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica ao banco, mobilizando 15 advogados e três escritórios.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, disse ontem que está profundamente preocupado com a escala e a velocidade de uma nova epidemia de ebola na República Democrática do Congo. Já são 31 pessoas mortas e 513 casos suspeitos.

No domingo, a OMS declarou a emergência de saúde pública de importância internacional por causa da doença. O vírus do ebola provoca uma febre hemorrágica contagiosa e causou mais de 15 mil mortes nos últimos 50 anos no continente africano. O maior surto aconteceu entre 2014 e 2016 e infectou quase 30 mil pessoas.

A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu um comunicado dizendo que o anúncio da OMS indica a necessidade de coordenação global e fortalecimento da vigilância para conter a disseminação do vírus. O Ministério da Saúde afirmou que não há registro de circulação do vírus ebola no Brasil ou nas Américas, mas que, por causa dos alertas, o Brasil ativou um plano de contingência para febres hemorrágicas virais.

A ideia é monitorar pessoas com histórico de viagem à República Democrática do Congo e ao Ganda nos últimos 21 dias. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de João Pedro Adania e a edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias se encontram em folha.com. Até mais!

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