Lula diz a aliados que deve reenviar ao Senado nome de Messias para vaga no STF
70% dos brasileiros acham que relação entre governo Lula e Congresso é de confronto. E regime venezuelano extradita empresário aliado de Maduro pros Estados Unidos
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Gabriela Mayer
Jéssica Cruz
- Indicação Jorge Messias ao STFJorge Messias · Supremo Tribunal Federal · Senado Federal · Prerrogativa do Presidente · Investigações sobre Davi Alcolumbre
- Relações entre Governo e CongressoGoverno Lula · Congresso Nacional · Pesquisa Datafolha · Avaliação de Governo · Intenções de Voto
- Alex Saab deportado para os EUAAlex Saab · Nicolás Maduro · Estados Unidos · Venezuela · Lavagem de Dinheiro
Oi, eu sou a Gabriela Mayer e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, 18 de maio de 2026. Lula diz a Aliados que deve reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga no STF. 70% dos brasileiros acham que relação entre governo Lula e Congresso é de confronto. E regime venezuelano extradita para os Estados Unidos empresário aliado de Maduro.
O presidente Lula disse a Aliados que deve reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, mesmo depois de os senadores rejeitarem a indicação do nome dele no fim do mês passado. Segundo pessoas próximas ouvidas pela Folha, o petista quer reafirmar que a escolha de ministros do STF é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas uma derrota ao governo.
A expectativa é de que Lula reenvie o nome de Messias antes das eleições de outubro. Ministros e articuladores dizem que episódios como os longos aplausos que Messias recebeu durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral reforçaram a credibilidade do advogado-geral da União aos olhos do presidente.
A homenagem a Messias no TSE foi ignorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gestoando de outras autoridades presentes na posse do ministro Cássio Nunes Marques. Durante a solenidade, Lula quase não trocou palavras com Alcolumbre em uma demonstração do clima entre os dois. Alcolumbre foi um dos principais articuladores no Senado contra o nome de Messias.
70% dos brasileiros consideram que a relação entre o governo Lula e o Congresso Nacional é mais de confronto do que de colaboração, segundo uma nova pesquisa do Datafolha. 20% das pessoas veem mais cooperação do que embate. 2% afirmam não ver nenhum nem outro. E 8% não sabem. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira da semana passada. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95%. 3.004 pessoas em 148 mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil mil
O Datafolha também mediu a aprovação de Lula, avaliação de eleitores sobre a atuação do governo em diferentes áreas e as intenções de voto no pleito de outubro. Os resultados mostram que segurança pública e saúde são as áreas com as piores avaliações de eleitores. O levantamento expôs que também há críticas à economia e ao combate à corrupção, empatados em terceiro lugar.
As respostas coincidem com algumas das áreas apontadas pelas pessoas como prioritárias para o próximo mandatário, que são nessa ordem, saúde, educação, segurança pública, economia e corrupção. Uma das prioridades, educação, aparece como uma das áreas mais bem avaliadas por eleitores depois de combate à fome, à miséria e combate ao desemprego.
De forma geral, 39% dos entrevistados pelo Datafolha avaliam que o presidente Lula está fazendo um trabalho ruim ou péssimo. 30% consideram a gestão boa ou ótima e 29% acham que ela é regular. O quadro é de estabilidade em relação à rodada anterior, feita em abril, com oscilações dentro da margem de erro.
Nas intenções de voto, a pesquisa mostrou Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 45% cada um na simulação de segundo turno. Outros 9% dizem que votariam branco ou nulo e 1% afirma que não sabe. O levantamento aponta que o petista abriu vantagem sobre os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Na disputa direta contra Zema, Lula aparece com 46% das intenções de voto frente a 40% do ex-governador de Minas Gerais. Contra Caiado, o petista marca 46% ante 39% do ex-governador de Goiás. Em ambos os casos, 13% dos eleitores dizem que votariam em branco e 2% que não sabem.
As entrevistas foram feitas antes da divulgação das mensagens enviadas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR00290-2026.
As autoridades da Venezuela deportaram no fim de semana o empresário colombiano Alex Saab, aliado do ex-ditador Nicolás Maduro, para os Estados Unidos. A informação é do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros do país. Em uma rede social, a agência disse que a medida foi tomada porque Saab está envolvido na prática de vários crimes nos Estados Unidos, abre aspas, como é de conhecimento público, notório e amplamente divulgado, fecha aspas.
O empresário colombiano foi ministro da indústria de Maduro e é acusado pelos Estados Unidos de lavar até 350 milhões de dólares por meio do sistema de controle cambial da Venezuela. Saab foi detido em Caracas em fevereiro durante uma operação conjunta das autoridades americanas e venezuelanas, segundo a agência de notícias Reuters.
A deportação marca uma inflexão do regime que sempre protegeu o empresário. Saab virou réu por lavagem de dinheiro na justiça americana em junho de 2020. Em 2021, foi extraditado para os Estados Unidos por Capo Verde, onde ele foi preso durante a escala de um voo.
Na ocasião, o governo Maduro classificou a medida como um sequestro. O empresário cumpriu pena nos Estados Unidos até dezembro de 2023, quando foi libertado como parte de uma troca de prisioneiros acordada com o governo de Joe Biden. Saab sempre negou todas as acusações contra ele.
Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.