41% dos brasileiros veem ação do crime organizado onde vivem, diz Datafolha
Cruzeiro com surto de hantavírus começa operação de desembarque de passageiros em ilha espanhola. E Trump rejeita contraproposta do Irã pra encerrar a guerra.
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Gabriela Maier
Gustavo Luiz
Gustavo Simon
Jéssica Cruz
Laura Lever
Maurício Meireles
- Criminalidade no BrasilPercepção da ação do crime organizado · Influência nas decisões e convivência · Medo de confronto armado e represálias · Obrigação de contratar serviços/comprar produtos · Expansão do PCC e Comando Vermelho
- Ògún para além da guerraRejeição de contraproposta iraniana · Proposta americana de trégua · Proposta iraniana de fim da guerra e sanções · Diluição de urânio enriquecido · Rejeição da OTAN em enviar navios
- Hantavírus em cruzeiroDesembarque de passageiros em ilha espanhola · Medidas de quarentena e proteção · Transmissão do vírus · Comparação com pandemia de covid-19
Oi, eu sou Gustavo Simon e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 11 de maio de 2026. Pesquisa aponta que 41% dos brasileiros dizem ver a ação do crime organizado onde moram. Cruzeiro, com surto de rantavírus, começa a operação de desembarque de passageiros em Ilha da Espanha. E Trump rejeita a contraproposta do Irã para encerrar a guerra.
Quatro em cada dez brasileiros de 16 anos ou mais dizem notar a presença do crime organizado no bairro onde vivem. O percentual equivale a quase 69 milhões de pessoas, de acordo com a estimativa que o IBGE faz da população. O número é de uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
E divulgada ontem, foram ouvidas 2.004 pessoas em 137 cidades nos dias 9 e 10 de março. A margem de erro é de dois pontos. Enquanto 41% dizem V, atuação do crime organizado, 51% acham que esse problema não existe na vizinhança. E 7% não sabem.
Os resultados da pesquisa permitem medir como o crime organizado muda dinâmicas nos bairros e afeta o comportamento das pessoas. Entre quem nota a presença desses grupos, 35% dizem que isso influencia muito as próprias decisões e as regras locais de convivência. A análise do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que essas restrições são muitas vezes silenciosas e não tão necessariamente ligadas à presença ostensiva permanente de homens armados ou de barricadas.
81% dos entrevistados citaram, por exemplo, o medo de ficar no meio de um confronto armado e 64% falaram no temor de sofrer represálias por denunciar algum crime. 12% e 9%, respectivamente, disseram se sentir obrigados a contratar serviços ou comprar produtos indicados pelo crime organizado. A maior parte da população que desnotar a atuação de grupos criminosos se concentra em capitais e regiões metropolitanas, mas no interior, um terço da população já reconhece a presença local de facções.
Um reflexo da expansão do PCC e do Comando Vermelho.
Os passageiros do cruzeiro que registrou um surto de rantavírus começaram a deixar a embarcação nesse domingo na ilha espanhola de Tenerife. A operação deve seguir até hoje. Ao todo, são cerca de 140 pessoas. Elas estão sendo retiradas com trajes de proteção em lanchas até o porto da ilha, de onde seguem em ônibus militares até o aeroporto. De lá, embarcam em aviões enviados pelos países de origem e sem entrar em contato com a população local. Os voos vão para a França.
França, Espanha, Holanda, Canadá, Turquia, Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos e Austrália. Um dos cinco franceses que deixaram o navio apresentou sintomas no voo de volta, segundo autoridades do país. A Organização Mundial da Saúde recomendou uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do barco a partir de ontem. Três pessoas que viajavam no cruzeiro morreram, um casal de idosos holandeses e um cidadão da Alemanha.
O navio saiu da Argentina no dia 1º de abril, com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo. O vírus foi detectado em 2 de maio, 21 dias depois da morte do primeiro passageiro. O último balanço da OMS sobre o surto indica seis casos confirmados, entre oito suspeitos.
No sábado, a direção da OMS disse que o caso não pode ser comparado à pandemia de covid e que o risco atual para a saúde pública derivado do rantavírus continua sendo baixo. Só os passageiros do cruzeiro foram classificados como contatos de alto risco. O vírus geralmente é transmitido por roedores, mas em casos raros pode ser passado de pessoa para pessoa. A principal forma de transmissão do rantavírus acontece pelo contato com roedores silvestres que eliminam o vírus pela urina, por fezes e pela saliva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou ontem a resposta que o Irã enviou à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio. Trump não deu detalhes do teor da contraproposta iraniana, mas nas redes sociais chamou o texto de totalmente inaceitável, usando letras maiúsculas. A agência de notícias estatal iraniana tinha confirmado horas antes que a resposta tinha sido enviada ao Paquistão.
país que tem atuado como mediador. Segundo esse relato, a proposta iraniana incluiria o fim imediato da guerra em todas as frentes, a suspensão do bloqueio naval americano, garantias de que novos ataques contra o Irã não vão acontecer e o fim de sanções, incluindo as que restringem a venda de petróleo do país. A proposta americana previa uma trégua inicial antes da negociação sobre temas mais sensíveis.
O Wall Street Journal publicou que o Irã também teria sugerido diluir parte do urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. A incerteza maior sobre os rumos da guerra acontece num momento em que Trump se prepara para uma viagem à China nessa semana e em que os Estados Unidos...
continuam com dificuldades para ampliar o apoio externo ao conflito. Países da OTAN rejeitaram pedidos para enviar navios e ajudar na reabertura do Estreito de Hormuz sem que haja um acordo de paz e uma missão internacional formalizada. Mas no sábado, o Reino Unido disse que vai enviar um navio de guerra ao Oriente Médio como preparação para uma eventual operação multinacional em coordenação com a França.
O Irã disse que a presença de navios britânicos, franceses ou de outros países, sob o pretexto de proteger a navegação, seria considerada uma escalada e teria resposta militar. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta-feira. A produção é de Laura Lever e a edição de som de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Boa semana e até mais!
Datafolha
Pesquisa sobre crime organizadoFórum Brasileiro de Segurança Pública
Pesquisa sobre crime organizadoIBGE
Estimativa da populaçãoOrganização Mundial da Saúde
Recomendação de quarentena para cruzeiro com hantavírus