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Desigualdade sobe em 2025, mas é a 2ª menor da série histórica no Brasil

08 de maio de 20266min
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Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria, que pode reduzir pena de Bolsonaro. E relatório conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura.

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Participantes neste episódio3
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Gustavo Luiz

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Jéssica Cruz

Editor de áudioJornalista
L

Laura Lever

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Assuntos3
  • Lei de Aumento de PenasPromulgação por Alcolumbre · Redução de penas para atos golpistas · Possível benefício para Jair Bolsonaro · Veto de Lula e derrubada pelo Congresso
  • Desigualdade Social BrasilAumento em 2025 · Menor índice da série histórica · Índice de Gini · Diferença de ganhos entre ricos e pobres
  • Assassinato de Rui Ferraz FontesConclusão de relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos · Revisão da versão de acidente automobilístico · Relatório de Maria Cecília Adão · Contexto da ditadura militar
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Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 8 de maio de 2026. Desigualdade sobe em 2025, mas é a segunda menor da série histórica no Brasil. Alcolumbre promulga a lei da dosimetria que pode reduzir pena de Bolsonaro. E relatório conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura.

A desigualdade de renda no Brasil voltou a subir em 2025, depois de ter atingido o menor número da série histórica no ano anterior. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE mostram que o rendimento domiciliar por pessoa cresceu para pobres e ricos no ano passado, mas a alta foi mais intensa entre quem ganha mais, o que explica a subida da disparidade. O patamar é o segundo menor já registrado na série histórica que começa em 2012.

A desigualdade de renda é medida pelo índice de Gini, que usa uma escala que vai de 0 a 1. 0 significa igualdade máxima e 1 significa desigualdade máxima. Em 2025, o índice brasileiro ficou em 0,511.

que representa uma alta de 1,4% na comparação com o ano de 2024. O indicador leva em conta as diferenças de renda do trabalho e de fontes como aposentadorias, pensões, aluguéis, programas sociais e aplicações financeiras. Segundo o IBGE, o ganho na faixa de renda entre os 10% mais ricos foi mais acelerado.

teve alta de quase 9% e chegou a R$ 9.117. Entre os 10% mais pobres, a renda per capita subiu 3%, para R$ 268. Na média do país, a renda mensal por pessoa foi estimada em R$ 2.264.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou na sexta-feira o projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A medida abre o caminho que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Alcolumbre foi o responsável pela promulgação porque o presidente Lula não assinou o texto dentro do prazo constitucional. O projeto de lei foi vetado por Lula no dia 8 de janeiro desse ano.

Na semana passada, deputados e senadores derrubaram o veto, permitindo que a proposta original virasse lei. O Planalto foi comunicado formalmente da decisão na segunda e deixou o prazo da promulgação vencer. A ideia era fazer com que a medida tivesse apenas as digitais do Congresso.

O PL da dosimetria, aprovado inicialmente em dezembro do ano passado, define que as penas pelos crimes de golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa. O texto ainda prevê redução de pena de um a dois terços quando esses crimes tiverem sido praticados em multidão.

A regra permite que Bolsonaro, condenado a 27 anos e 6 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, possa entrar com um pedido de redução de pena. O tempo em regime fechado pode cair de 6 a 8 anos para algo entre 2 e 4 anos.

a depender da interpretação. Militares e outros condenados na trama golpista também poderiam pedir o benefício. A promulgação deve resultar em judicialização no RSTF, com ações tanto para derrubar a decisão quanto para reduzir as penas. Os advogados dos réus já começaram a preparar os pedidos, mas temem que o congestionamento atrase a análise.

Um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto em 1976 pela ditadura e não vítima de um acidente automobilístico. Essa era a versão oficial até aqui, baseada no que foi concluído à época e reafirmado pela Comissão Nacional da Verdade em 2014. O relatório de agora, com mais de 5 mil páginas, foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão.

relatora do caso da morte de JK na Comissão de Mortos e Desaparecidos. O texto está sob análise dos outros conselheiros e vai ser votado no próximo encontro. A Folha apurou que ele deve ser aprovado. A comissão foi instituída em 1995 e tem apoio do Ministério dos Direitos Humanos. O objetivo dela é reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas por atividades políticas de 1961 a 1988.

tentar localizar os corpos e emitir pareceres sobre requerimentos feitos por familiares. A decisão de reexaminar o caso de JK foi motivada pelos debates que acontecem desde que ele morreu. Em 22 de agosto de 1976, o opala em que o ex-presidente estava foi atingido por uma carreta na Via Dutra.

Desgovernado, o carro atravessou o canteiro central, invadiu a pista oposta e acabou destruído pela colisão. O motorista que dirigia para JK também morreu. As investigações conduzidas pela ditadura concluíram que o Opala perdeu o controle depois de ser atingido por um ônibus.

Outros processos afirmaram que JK foi vítima de um atentado político. Segundo essas investigações, o veículo se desgovernou por alguma ação externa, tipo sabotagem mecânica, tiro ou envenenamento do motorista. O relatório de Maria Cecília Adão segue a linha de atentado e tem como referência um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal entre 2013 e 2019. Um estudo recente derrubou a hipótese de que teria havido uma colisão entre o carro e o ônibus. Música

JK foi um dos líderes da Frente Ampla, grupo de oposição à ditadura sufocado pelos militares. E esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Laura Lever e Tiago Betônico. A edição de som é de Jéssica Cruz. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Muito obrigado, bom final de semana e até mais.

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