Messias é rejeitado pelo Senado para o STF em derrota histórica para Lula
BC corta juros em 0,25 ponto percentual e leva Selic para 14,5% ao ano. E ONU afirma que Irã executou 21 pessoas desde o início da guerra.
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- Rejeição de Messias pelo SenadoDerrota histórica para Lula · Indicação de Jorge de Messias · Davi Alcolumbre · Rodrigo Pacheco
- Corte de juros Banco CentralTaxa Selic · Gabriel Galípolo
- Protestos no IrãONU · Anistia Internacional · Guerra no Oriente Médio
Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é quinta-feira, dia 30 de abril de 2026. Messias é rejeitado pelo Senado para o STF em derrota histórica para Lula. Banco Central corta juros em 0,25 ponto percentual e leva Selic para 14,5% ao ano. E ONU afirma que Irã executou 21 pessoas desde o início da guerra.
O Senado impôs ontem uma derrota histórica ao presidente Lula e rejeitou a indicação de Jorge de Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em votação secreta, 42 senadores foram contra a aprovação de Messias para o STF e 34 a favor. Eram necessários 41 votos favoráveis.
A decisão é resultado de uma queda de braço entre o Congresso e o Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário. Pesa ainda o fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições. Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, depois de passar por cerca de oito horas de sabatina.
O placar da CCJ foi o mais apertado desde a redemocratização. O episódio inaugura uma grave crise entre executivo e legislativo. Foi a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados.
A derrubada de Messias foi patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil. Ele defendia que Lula, do PT, escolhesse o aliado dele, Rodrigo Pacheco, do PSB, para o Supremo Tribunal Federal, e dificultou a aprovação de Messias. O episódio do podcast Café da Manhã de hoje trata sobre o caso de Messias e o impacto da derrota para o governo Lula. Ouve lá no Spotify.
O COPOM, o Comitê de Política Monetária, manteve o ritmo gradual de redução de juros e repetiu o corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica, a Selic. O índice foi de 14,75% para 14,5% ao ano. A decisão do colegiado do Banco Central foi tomada por unanimidade pelo presidente do órgão, Gabriel Galípolo, e mais cinco diretores, com três desfalques na reunião de ontem.
No encontro anterior, em março, quando fez o primeiro corte da Selic em quase dois anos, o comitê deixou passos futuros em aberto diante do aumento da incerteza provocada pela guerra no Irã. Sem a paz à vista, a expectativa do mercado financeiro era de um movimento conservador.
com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve, o banco central americano, manteve a taxa de juros pela terceira vez consecutiva entre 3,5% e 3,75%. A decisão foi a última de Jeremy Powell à frente do órgão. O mandato dele termina no dia 15 de maio, quando o novo presidente deve tomar posse. Donald Trump já indicou Kevin Warsh como substituto, mas o nome dele ainda deve ser aprovado pelo Senado. Obrigado.
Apesar da pressão do presidente Trump pela redução da taxa de juros, em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto disse que a manutenção da taxa busca controlar o aumento generalizado de preços em todo o mundo. A ONU afirmou ontem que 21 pessoas foram executadas e mais de 4 mil foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram os persas.
ONGs como a Anistia Internacional apontam que o Irã é o segundo país que mais recorre à pena de morte. O primeiro é a China. O escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse que parte das pessoas detidas foram submetidas à tortura pelo regime. De acordo com a agência, algumas confissões sobre coação foram televisionadas.
Também ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã outra vez em meio ao impasse das negociações de um novo acordo nuclear. Trump publicou uma imagem dele mesmo feita por inteligência artificial. A figura mostra ele de terno, óculos escuros e com um fuzil na mão. Ao fundo, uma cidade destruída e com focos de explosão. E a legenda da foto é, chega de ser bonzinho com uma bandeira norte-americana.
Inspetores internacionais dizem que, desde 2018, quando Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear assinado na gestão de Barack Obama, o estoque de urânio enriquecido do Irã disparou, chegando a 11 toneladas. E esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino e Jéssica Cruz. A edição de som é de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!