Governo proíbe Kalshi e Polymarket de oferecer apostas esportivas e políticas no Brasil
Presidente do BRB diz que banco vai ficar menor depois do caso Master. E Zanin mantém interino como governador do RJ; STF vai decidir sobre eleição.
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Jéssica Cruz
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- O caso MasterBRB · Nelson Antônio de Souza · crise do BRB · empréstimo de R$ 6 bilhões · Paulo Henrique Costa · Daniel Vorcaro
- Eleições Rio de JaneiroCristiano Zanin · Ricardo Couto · Cláudio Castro · Supremo Tribunal Federal · eleição do governador do Rio
Oi, eu sou o Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 24 de abril de 2026. Governo proíbe caos e polimarketing de oferecer apostas esportivas e políticas no Brasil. Presidente do BRB diz que banco vai ficar menor depois do caso Master. Isanin mantém interino como governador do Rio de Janeiro e a STF vai decidir sobre eleição.
O governo federal impôs uma série de restrições aos chamados mercados de previsões. Na prática, isso barra plataformas como Couch e Polimarket de oferecer apostas sobre eleições, jogos esportivos, reality shows e celebridades. Por ordem do Ministério da Fazenda, a Agência Nacional de Telecomunicações bloqueou no país 28 sites do tipo. Segundo o ministro Dario Durigan, as empresas foram punidas por desrespeitar a regulação brasileira de apostas.
Essas plataformas dizem funcionar como uma espécie de bolsa de valores, em que as ações são a opinião, sim ou não, sobre fatos e eventos do mundo real, e rendem dinheiro de acordo com o desfecho. Na prática, é a mesma lógica das bets. Jogos esportivos e eleições são o principal produto ou tema de previsões, mas há apostas até sobre os rumos de guerras e a prisão ou morte de políticos.
As BETs já pediram o bloqueio dos mercados de previsão no Brasil. E até aqui, a Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários não tinham posições sobre o tema. Agora, a resolução do Conselho Monetário Nacional definiu as restrições que valem a partir de 4 de maio. As plataformas ainda vão poder oferecer apostas ligadas a, por exemplo, indicadores econômicos e do mercado financeiro. A Comissão de Valores Mobiliários ainda deve formular uma regulamentação complementar.
A Cauch tem como cofundadora a brasileira Luana Lopes Lara. Ela já disse que resultados eleitorais são as, abre aspas, galinhas dos ovos de ouro, fecha aspas, dos mercados de previsão. Nessa semana, um militar americano que participou da captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro foi preso. Ele é suspeito de ter usado informações confidenciais sobre a operação para lucrar o equivalente a 2 milhões de reais fazendo apostas no Polimarket.
O presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, disse em entrevista para a Folha que o BRB deve encolher no mínimo um terço por causa da crise gerada pelo envolvimento no caso Master. Segundo Souza, o BRB precisa de ajuda do Tesouro Nacional para viabilizar um empréstimo de mais de R$ 6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos e a um grupo de grandes bancos.
Ele avalia que o fato de 2026 ser ano eleitoral dificulta a saída da crise. Isso porque, para o Tesouro ajudar, o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, tem que pedir ajuda para o governo federal. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, é do PP e opositora do presidente Lula, do PT.
Na gestão de Paulo Henrique Costa, indicado pelo então governador Ibanez Rocha, o BRB comprou 12 bilhões de reais em carteiras fraudulentas do master de Daniel Vorcaro, mas esse rombo pode ser maior. Na sexta, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa. O ex-presidente do BRB...
é acusado de ter recebido 146 milhões de reais em imóveis como propina de Vorcaro. Se você quiser saber mais sobre o caso Master, o podcast Café da Manhã, de sexta-feira, tratou da série de reportagens A Derrocada do Master, da colunista da Folha Adriana Fernandes. Ouve lá no Spotify.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira a permanência de Ricardo Couto à frente do governo do Rio de Janeiro. Couto vai ficar no cargo até a nova deliberação do Supremo. O desembargador completou um mês com o acúmulo dos cargos de governador interino e de presidente do Tribunal de Justiça Fluminense.
Couto assinou atos administrativos do Judiciário, mas evitou analisar processos que envolvessem a disputa política no Estado. Ele assumiu o governo depois de Cláudio Castro, do PL, renunciar no dia 23 de março. No dia seguinte, 24 de março, Castro foi cassado e considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
O TSE publicou o acordo do julgamento na quinta. O documento mostrou que a maioria da corte entendeu que a cassação de Castro foi invalidada, justamente pelo fato de ele ter renunciado na véspera do julgamento. Agora, o Supremo Tribunal Federal pode continuar o julgamento sobre a eleição que vai escolher o governador Tampão do Rio. Isso porque o ministro Flávio Dino tinha pedido vista para esperar a publicação do acordo.
O STF decidirá se o pleito vai ser direto, pelo voto da população, ou indireto, com votos de deputados estaduais. Por enquanto, o placar está 4 a 1 para as eleições indiretas. Depois do julgamento e da eleição, o eleito deve comandar o Estado até o final do ano.
E esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino, Gustavo Simon, Gabriela Maia e Jéssica Cruz. E a edição de som é de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais e bom final de semana.