Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e rombo chega a R$ 8,5 bilhões
Acionistas da Warner aprovam venda para Paramount. Vendas de carros eletrificados quase dobram no 1º trimestre de 2026.
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Jéssica Cruz
- Emagrecimento e EsportesR$ 8,5 bilhões · precatórios · reestruturação · empréstimo de R$ 12 bilhões · demissão voluntária · R$ 20 bilhões · R$ 700 milhões
- Venda da Warner para ParamountWarner Bros. · Paramount · CNN · HBO · Harry Potter · Game of Thrones · Batman · Superman · Mulher Maravilha
- Vendas de carros eletrificadosCalume · carros elétricos · híbridos · híbridos leves · híbridos plug-in · guerra no Irã
Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, 24 de abril de 2026. Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e rombo chega a R$ 8,5 bilhões. Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount. E vendas de carros eletrificados quase dobram no primeiro trimestre de 2026.
Os Correios registraram um rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025, de acordo com o balanço divulgado pela estatal ontem. O prejuízo foi três vezes maior que o saldo negativo do ano anterior, puxado pelo pagamento de precatórios, que são despesas com decisões judiciais.
A crise nos Correios não é nova. No final de 2025, um plano de reestruturação foi lançado como contrapartida para um empréstimo de R$ 12 bilhões concedido pelos cinco maiores bancos do país. O socorro, com garantia do Tesouro Nacional em caso de inadimplência, foi uma tentativa de salvar a empresa estatal.
O plano de recuperação pretendia gerar uma economia de um pouco mais de R$ 4 bilhões por ano até 2029. As medidas incluíam programa de demissão voluntária, fechamento de unidades, venda de imóveis, otimização de rotas e reformulação de cargos e benefícios. A gestão dos Correios estima um buraco de R$ 20 bilhões no caixa da empresa.
No entanto, uma das metas, que era a de que ao menos 10 mil funcionários aderissem à demissão voluntária, não chegou nem na metade do esperado. Só 32%, cerca de 3 mil pessoas, aceitaram o acordo. A empresa também tem apostado em promover mudanças no plano de saúde dos funcionários, medida que, segundo os Correios, conseguiu enxugar R$ 70 milhões só em janeiro. E a meta para esse ano é gerar uma economia de R$ 700 milhões.
O contrato do empréstimo prevê um prazo de carência de três anos e os pagamentos mensais começam a partir de dezembro de 2029, quando a empresa planeja já estar operando com lucro.
A Warner Bros. informou ontem que os acionistas aprovaram a venda do conglomerado para a Paramount. O valor do negócio é de 110 bilhões de dólares, 545 bilhões de reais. Se a fusão for concretizada, a Paramount vai ser dona, por exemplo, da CNN, da HBO, da Nickelodeon. A empresa que já controla franquias como Transformers e Star Trek vai passar a ter Harry Potter, Game of Thrones, Batman, Superman e Mulher Maravilha.
A Netflix disputou a compra da Warner em 2025, mas não teve sucesso. A expectativa é que o negócio com a Paramount seja concluído no segundo semestre deste ano. Agora, a fusão precisa ser aprovada por órgãos de concorrência dos Estados Unidos e da União Europeia.
Mais de 3 mil artistas, jornalistas e pessoas da indústria do entretenimento divulgaram um comunicado contra o negócio. Eles acreditam que a fusão pode concentrar ainda mais o mercado e reduzir a concorrência, e dessa forma diminuir empregos e opções de conteúdo para o público. A Paramount se comprometeu a produzir pelo menos 30 filmes por ano e exibi-los nos cinemas.
A venda de carros eletrificados no primeiro trimestre de 2026 quase dobrou-se comparada ao mesmo período de 2025. Um levantamento feito pela Calume, consultoria automobilística, mostra que mais de 95 mil veículos dessa categoria foram emplacados nos primeiros três meses do ano. São 88% a mais do que no ano passado. Para se ter uma ideia, o aumento na venda dos carros a combustão foi de 7%. A CIDADE NO BRASIL
A categoria Carros Eletrificados considera os carros elétricos, os híbridos, os híbridos leves e os híbridos plug-in. Especialistas entrevistados pela Folha dizem que o aumento tem duas principais causas, a chegada de novas montadoras chinesas ao Brasil e a diminuição da resistência dos brasileiros em relação a esse novo tipo de carro.
Outro fator que pode impulsionar a alta nas vendas de carros eletrificados é o aumento nos preços de combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, gerado pela guerra no Irã. A consultoria Bright estima que, no final de 2026, 20% dos carros vendidos no país serão eletrificados. A Calume, por sua vez, prevê que serão de 15% a 17% e que a Copa do Mundo e as eleições vão reduzir o movimento nas concessionárias.
Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino, Gustavo Luiz e Guilherme Almeida e a edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.