PF tira credencial de americano após saída de delegado brasileiro dos EUA
STF tem dois votos para manter presidente do BRB preso; Toffoli se declara impedido. Reino Unido proíbe venda de cigarros a quem nasceu a partir de 2009.
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Jéssica Cruz
- Retirada de credenciais de agente americanoMarcelo Ivo · Relações diplomáticas Brasil-EUA
- Prisão do Presidente do BRBPaulo Henrique Costa · Supremo Tribunal Federal · Corrupção passiva
- Proibição de Cigarros no Reino UnidoLei de tabaco e vapes · Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido
Oi, eu sou Jéssica Cruz e este é o Boletim Folha. Hoje é quinta-feira, dia 23 de abril de 2026. PF tira credencial de americano após saída de delegado brasileiro dos Estados Unidos. STF tem dois votos para manter presidente do BRB preso. Toffoli se declara impedido. E Reino Unido proíbe venda de cigarros a quem nasceu a partir de 2009.
O tensionamento das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo com a retirada das credenciais de um agente de imigração americano pela Polícia Federal do Brasil. A ação é uma represália após o policial brasileiro Marcelo Ivo ter sido convidado a se retirar dos Estados Unidos por participar da detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem na Flórida.
O Itamaraty acusou o governo Trump de não seguir a boa prática diplomática e disse que o governo brasileiro aplicou o princípio de reciprocidade, já que não houve sequer uma tentativa de diálogo sobre o caso. O presidente Lula já tinha adiantado durante o feriado que isso poderia acontecer. A PF decidiu bloquear as credenciais do servidor americano até que acabe a investigação sobre o que motivou a exclusão do agente brasileiro.
Ivo atuava em Miami em colaboração com ICE, a agência de migração dos Estados Unidos, desde 2023, e já retornou ao Brasil. A crise se iniciou quando a Embaixada dos Estados Unidos postou em suas redes sociais que um funcionário brasileiro estava oficialmente convidado a se retirar do país por manipular o sistema de migração americano. O diretor da PF, Andrei Rodrigues, repudiou essa acusação.
e diz que é inimaginável que um agente estrangeiro fosse capaz de burlar um processo criado pelo próprio ICE. Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão, na mesma ação que levou o ex-presidente Bolsonaro à cadeia por tentativa de golpe de Estado. O ex-deputado do PL é considerado foragido pela justiça brasileira e é alvo de um processo de extradição.
A segunda turma do Supremo Tribunal Federal chegou ontem a dois votos para manter a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O ministro Luiz Fux seguiu a posição do relator André Mendonça. O julgamento no plenário virtual termina amanhã. Faltam votar Cássio Nunes Marques e Gilmar Mendes. Dias Toffoli se declarou suspeita para julgar processos ligados ao caso do Banco Master.
Paulo Henrique Costa teve a prisão decretada por André Mendonça na semana passada. Ele é um dos alvos da operação que apura irregularidades na oferta que o BRB fez para comprar o Master de Daniel Vorcaro. Costa é suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e teria ocultado seis imóveis recebidos como propina.
A defesa do ex-presidente do BRB vinha dizendo que ele não praticou crimes. Ontem, no entanto, Costa trocou de advogados no movimento que foi lido como indicativo de que ele poderia assinar um acordo de delação premiada. Também ontem, os acionistas do Banco de Brasília aprovaram, em uma assembleia extraordinária, um aumento do capital social de até R$ 8,8 bilhões. A ação busca cobrir o rombo deixado por operações com o Master.
A decisão teve quase 85% dos votos favoráveis. A maior resistência veio da Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do BRB. O aumento do capital vai ser possível com uma mudança no Estatuto do Banco, que vai elevar o limite de ações. Só quem já é acionista do BRB vai poder comprar ações nesta nova oferta. O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do banco e, para não ter participação diluída, pode ter que aportar até R$ 5 bilhões.
O Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que proíbe qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2009 de comprar cigarros e vapes durante toda a vida. A lei de tabaco e vapes é considerada histórica e busca impedir que essas pessoas, que hoje têm 17 anos, comecem a fumar. Depois de sancionado, o texto vai dar poderes ao governo para ampliar para áreas externas a proibição que já existe para o fumo em espaços internos.
E também vai permitir que as autoridades restrinjam sabores e embalagens dos vapes e proíbam o consumo desses cigarros eletrônicos em lugares onde fumar já seja proibido. O projeto de lei é parte de uma série de iniciativas para reforçar as medidas de saúde preventiva e aliviar a pressão a longo prazo sobre o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, que, como SUS, é financiado pelo Estado.
No Reino Unido, o tabagismo é a causa de cerca de 75 mil mortes por ano, um quarto de todas as mortes do país, segundo os dados oficiais. Em 2022, a Nova Zelândia virou o primeiro país a promulgar uma lei desse tipo contra o tabagismo, proibindo a venda de cigarros aos nascidos depois de 2008. Mas, menos de um ano depois, uma coalizão conservadora que tinha acabado de se eleger revogou a lei.
Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino, Gustavo Luiz e Guilherme Almeida. A edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!