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Preço do petróleo oscila, diante de incertezas sobre fim do cessar-fogo entre EUA e Irã

22 de abril de 20265min
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Japão derruba veto à venda de equipamentos militares, em revisão histórica de restrições pacifistas. E Lula fala em adotar reciprocidade depois de ação do governo Trump contra policial brasileiro.

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Participantes neste episódio2
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Gabriela Maier

HostJornalista
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Jéssica Cruz

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Assuntos3
  • Preços de Combustíveis e PetróleoCessar-fogo entre EUA e Irã · Decisão de Donald Trump · Mediador Paquistão · Bloqueio marítimo contra o Irã
  • Revisão das regras de exportação do JapãoVenda de equipamentos militares · Afastamento das restrições pacifistas · Fortalecimento da base industrial militar
  • Medidas de reciprocidade de LulaCaso do delegado brasileiro · Colaboração com autoridades americanas
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Oi, eu sou a Gabriela Maier e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, 22 de abril de 2026. Preço do petróleo oscila diante de incertezas sobre fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Japão derruba veto à venda de equipamentos militares em revisão histórica de restrições pacifistas. E Lula fala em adotar reciprocidade depois de ação do governo Trump contra policial brasileiro.

O preço do petróleo oscilou ontem diante das incertezas sobre o fim do cessar-fogo temporário de duas semanas entre Estados Unidos e Iran. A trégua estava prevista para terminar ontem à noite, mas, a poucas horas do fim do prazo, o presidente americano Donald Trump decidiu estender indefinidamente o cessar-fogo até que Teheran apresente uma proposta para negociar a paz.

O barril do petróleo chegou a bater os 100 dólares durante o dia, mas voltou a cair depois do anúncio de Trump. O Paquistão, que atua como mediador nas negociações entre Washington e Teherã, pediu que a trégua fosse estendida. Inicialmente, Trump rejeitou a possibilidade.

O americano chegou a dizer em uma entrevista à rede de TV CNBC que achava melhor voltar a bombardear o Irã. O regime iraniano respondeu que o país não quer ser atacado de novo, mas que, se houver uma nova ofensiva, vai responder com mais firmeza do que antes. Apesar da decisão de manter ou cessar fogo, Trump ordenou que as Forças Armadas Americanas mantenham o bloqueio marítimo contra o Irã.

Ontem, militares dos Estados Unidos anunciaram a captura de mais um navio iraniano em águas internacionais. Teheran já afirmou que não vai negociar enquanto Washington mantiver o bloqueio a portos e embarcações e voltou a classificar a medida como um ato de guerra.

O tráfego marítimo no Estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo, continuou praticamente paralisado ontem. O diretor da Agência Internacional de Energia diz que a crise energética causada pela guerra é a maior da história. Em meio ao conflito, a taxa de aprovação de Donald Trump estagnou nos níveis mais baixos do mandato, segundo uma pesquisa Reuters-Ipsos, concluída na segunda-feira.

62% da população afirma que desaprova o governo dele e 36% das pessoas dizem aprovar. O Japão anunciou ontem a maior revisão das regras de exportação de defesa em décadas. O país derrubou o veto à venda de armamentos ao exterior e abriu caminho para a exportação de navios de guerra, mísseis e outros equipamentos militares. Serão mantidas três regras de exportação.

Uma triagem rigorosa, um controle sobre as transferências a terceiros e a proibição de venda a países envolvidos em conflitos. Ainda assim, o governo japonês indicou que pode abrir exceções quando considerar uma questão de segurança nacional. A medida tem o objetivo de fortalecer a base industrial do setor militar no Japão.

E é mais um passo de afastamento das restrições pacifistas que moldaram a política de segurança do país depois da Segunda Guerra Mundial. O anúncio vem em meio a esforços para estreitar laços com outros países da Ásia e fazer frente à crescente influência regional da China. O Japão vê oportunidades no cenário atual.

Primeiro, porque as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio têm pressionado a produção de armas dos Estados Unidos. E segundo, porque aliados de Washington na Europa e na Ásia têm buscado diversificar fornecedores diante da incerteza de que serão apoiados pelo governo de Donald Trump se precisarem. Um dos primeiros acordos pode ser a exportação de navios de guerra para as Filipinas, segundo autoridades ouvidas pela agência Reuters.

Em um evento na Alemanha, o presidente Lula disse ontem que pode tomar medidas de reciprocidade no caso envolvendo um delegado brasileiro que colaborava com autoridades americanas na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Lula afirmou que se ficar comprovado que o policial da PF em Miami, Marcelo Ivo, sofreu algum tipo de abuso ao ser convidado formalmente para sair dos Estados Unidos, o Brasil poderá agir da mesma maneira contra policiais americanos no país.

Ivo foi convidado a se retirar depois que o governo dos Estados Unidos afirmou que um estrangeiro não poderia manipular o sistema de imigração e fazer uma caça às bruxas política em território americano. O policial brasileiro colaborou com as autoridades americanas no caso da detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem, foragido da Justiça Brasileira e solto dois dias depois. Ramagem foi preso pelo ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos.

Marcelo Ivo atuava como oficial de ligação entre a Polícia Federal Brasileira e o ICE desde 2023 na Flórida e voltou para o Brasil ontem. Esse foi o Boletim Folha, publicado de segunda a sexta. A produção é de Jéssica Cruz e a edição de som de Tomé Graneman. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Obrigada pela companhia e até mais.