Polícia prende ex-presidente do BRB por envolvimento no caso Master
Israel e Líbano anunciam cessar-fogo de dez dias. E Justiça italiana dá segunda sentença a favor da extradição de Zambelli para o Brasil.
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Gustavo Luiz
- Prisão do Presidente do BRBPaulo Henrique Costa · Operação Compliance Zero · Banco Master · corrupção passiva · lavagem de dinheiro
- Conflito Irã-EUADonald Trump e a NASA · Hezbollah · negociações de paz
- Extradição de Carla ZambelliCarla Zambelli · Justiça italiana · perseguição política
Oi, eu sou Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 17 de abril de 2026. Polícia prende ex-presidente do BRB por envolvimento no caso Master. Israel e Líbano anunciam cessar fogo de 10 dias. E Justiça Italiana dá segunda sentença a favor da extradição de Zambelli para o Brasil.
A Polícia Federal prendeu ontem o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, em uma nova fase da Operação Compliance Zero. A operação investiga irregularidades na atuação do BRB para comprar o Banco Master de Daniel Vorcaro. O banqueiro é investigado pelo papel dele na tentativa de transação e na compra de carteiras oferecidas pelo Banco de Vorcaro. Os investigadores também apuraram as operações que fizeram do banqueiro e dos sócios dele, acionistas do Banco de Brasília.
Costa esteve à frente do BRB de 2019 a novembro de 2025 por indicação do então governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha, do MDB. O ex-presidente do BRB é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele é suspeito de ter escondido seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões.
O advogado de Paulo Henrique Costa disse que o cliente dele não praticou crime e que prendê-lo foi um exagero por parte da justiça. Além do ex-diretor, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico financeiro de um esquema criminoso que envolve o Banco de Brasília e o Banco Master.
Os investigadores disseram que ele ajudou na ocultação dos imóveis de propina. A defesa de Monteiro disse que ele foi surpreendido com a prisão e que a atuação dele sempre se deu no âmbito técnico, advogando para o Banco Master e outros clientes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem um cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel. Trump disse que conversou com os líderes dos dois países. Autoridades tanto de Israel quanto do Líbano confirmaram que iam aderir à trégua. Já o Hezbollah reconheceu o acordo, mas não confirmou se iria respeitar a pausa que começou na noite de ontem.
Ataques dos dois lados continuaram acontecendo nas horas que antecediam o início do cessar-fogo. O movimento aconteceu depois que o presidente libanês, José Feaúm, rejeitou uma ligação direta com o primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, e isso de acordo com um funcionário de Beirute, próximo às negociações.
Depois de falar sobre a trégua, Trump disse que convidou Aoun e Netanyahu para um encontro na Casa Branca. Tel Aviv e Beirute abriram negociações pela primeira vez desde 1993 com mediação de Washington, mas não incluíram o Hezbollah, que é o grupo aliado ao Irã. Trump também disse ontem que o Irã aceitou entregar o estoque de urânio enriquecido e que os países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. Teheran não confirmou o acerto.
Nos Estados Unidos, a Câmara dos Representantes barrou uma resolução apresentada pelos democratas. O partido, que faz oposição ao governo Trump, buscava interromper a guerra no Oriente Médio até que as ofensivas militares fossem autorizadas pelo Congresso.
A justiça italiana deu ontem uma segunda sentença a favor da extradição de Carla Zambelli para o Brasil. A nova decisão da Corte de Apelação de Roma trata do caso em que a ex-deputada perseguiu um homem negro com uma arma na mão em 2022. A corte já tinha se pronunciado a favor da extradição de Zambelli. No fim de março, a justiça da Itália se manifestou no caso da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça.
e a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela infasão do CNJ e o mandado falso. Pelo caso da arma, pegou outros 5 anos e 3 meses. A defesa da ex-deputada já recorreu da primeira decisão da corte de apelação. Agora terá 15 dias para recorrer dessa segunda sentença.
A expectativa é que a Corte de Cassação, última instância da Justiça da Itália, decida até junho. Em seguida, o caso vai para o governo italiano por meio do Ministério da Justiça, que tem 45 dias para dar a palavra final. Os advogados de Zambelli, na Itália, pediram que a extradição fosse negada, principalmente sob a alegação de que a ex-deputada foi vítima de perseguição política pelo STF. Além disso, dizem que a Colmeia, uma prisão de segurança média no Distrito Federal, não teria condições para receber a ex-deputada.
Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino e Jéssica Cruz e a edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!