Dino pede vista em julgamento sobre eleição direta ou indireta no RJ
Davi Alcolumbre destrava indicação de Messias para o Supremo. Israel diz que vai negociar com Líbano, mas Hezbollah rejeita acordo.
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Gustavo Luiz
- Eleições RJFlávio Dino · Cláudio Castro · André Mendonça · Cássio Nunes Marques · Carmen Lúcia · Ricardo Couto
- Relações Israel-EUABenjamin Netanyahu · Hezbollah · José F. A.U. · Donald Trump e a NASA
- Indicação Jorge Messias ao STFInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Conselhos de Lula · Rodrigo Pacheco
Oi, eu sou o Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é sexta-feira, dia 10 de abril de 2026. Dino pede vista em julgamento sobre eleição direta ou indireta no Rio de Janeiro. Davi Alcolumbe destrava a indicação de Messias para o Supremo. Israel diz que vai negociar com o Líbano, mas Resbola rejeita acordo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, pediu ontem vista dos processos que tratam das eleições para a escolha do governador tampão do Rio de Janeiro. O pedido deve atrasar a decisão sobre as próximas eleições fluminenses, se serão diretas, com voto popular, ou indiretas, pelos deputados estaduais.
Dino disse que prefere aguardar o acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que condenou o ex-governador Cláudio Castro do PL. O acórdão detalha o voto dos ministros e a decisão tomada. Mesmo com o pedido de Dino, os ministros André Mendonça, Cássio Nunes Marques e Carmen Lúcia anteciparam os votos, registrando 4 a 1 em favor das eleições indiretas.
Os três disseram que o Supremo estaria avançando sobre um tema que é de responsabilidade do TSE. Os três integram hoje a corte eleitoral. Luiz Fux também tinha votado pelas eleições indiretas e Cristiano Zanin pelas diretas.
Também está em discussão quem deve governar o Rio por enquanto. Dino defendeu que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, fique como interino até a conclusão do caso. André Mendonça argumentou que Couto deve permanecer só até a eleição do presidente da Assembleia Legislativa, que assumiria o cargo de governador. O ex-governador Cláudio Castro renunciou o cargo um dia antes da conclusão do julgamento dele. O vice...
Tiago Pampoli saiu no ano passado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enviou ontem para a Comissão de Constituição e Justiça a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Ele deve ser sabatinado na CCJ em 29 de abril, com a votação em plenário na sequência no mesmo dia. O processo da indicação de Messias ficou parado por mais de quatro meses em meio à relação desgastada entre Alcolumbre e o presidente Lula.
O senador resistia à indicação do petista e preferia que o também senador Rodrigo Pacheco fosse o escolhido. Lula segurou o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para Sabatino. Além da Sabatino na CCJ, Messias precisa ser aprovado por maioria absoluta no Senado. O advogado-geral da União tem que receber ao menos 41 votos.
Apoiadores de Messias afirmam que a situação dele hoje é melhor do que em novembro, quando Lula declarou que o advogado era a escolha dele para ocupar a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso no Supremo. O cálculo nos bastidores é que Messias tem hoje algo como 56 votos favoráveis entre os 81 senadores.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou ontem que vai negociar com o governo do Líbano. De acordo com ele, os negociadores de Tel Aviv vão focar em estabelecer relações pacíficas com Beirute e desarmar o Hezbollah, grupo libanês aliado ao Irã. A iniciativa tem como pano de fundo a pressão causada pela sinalização do acordo de paz entre Estados Unidos e o próprio Irã, que exigiu o fim das hostilidades no Líbano para seguir na mesa de negociação.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que falou com Netanyahu. De acordo com o americano, eles têm que ser um pouco mais comedidos. O presidente libanês, José F. A.U. postou um pedido e disse que a trégua é a única solução para a crise. Segundo a agência Reuters, o governo do Líbano quer que os Estados Unidos sejam os garantidores do processo. O Hezbollah, por outro lado, rejeitou as negociações num anúncio.
A guerra matou cerca de 1.400 libaneses até a publicação desse boletim. Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino e Rafael Conkri. A edição de som também é do Rafael. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!