Trump recua de ultimato ao Irã depois de ameaçar matar a civilização inteira
Aneel tem unanimidade para romper contrato da Enel em São Paulo. E PGR é a favor de eleições diretas para governo-tampão do Rio; STF decide o caso hoje.
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Gustavo Luiz
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Oi, eu sou o Gustavo Luiz e esse é o Boletim Folha. Hoje é quarta-feira, dia 8 de abril de 2026. Trump recua de ultimato ao Irã depois de ameaçar matar a civilização inteira. A ANEL tem unanimidade para romper contrato da ENEL em São Paulo. PGR é a favor de eleições diretas para o governo tampão no Rio de Janeiro e a STF decide o caso hoje.
Depois de ameaçar matar uma civilização inteira para nunca mais ser ressuscitada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou mais uma vez o ultimato dado ao Irã por duas semanas. A ameaça de Trump se concretizaria na noite de ontem e, segundo ele, incluiria a destruição da infraestrutura civil persa, como pontes e usinas de energia, o que, pelo direito internacional, seria crime de guerra.
O republicano afirmou que o recuo foi decidido com base em uma proposta de cessar fogo temporário feita pelo Paquistão. É a quinta vez que a Casa Branca adia o prazo para que o regime iraniano reabra o Estreito de Hormuz. O anúncio foi feito pouco menos de uma hora antes de expirar o prazo que Trump tinha dado para que Teheran liberassem a passagem para navegação.
O regime iraniano confirmou que as negociações com os Estados Unidos vão acontecer no Paquistão a partir de sexta-feira. Segundo a mídia local, a proposta do Irã inclui a reabertura controlada do Estreito de Hormuz, o fim da guerra e a retirada das forças americanas da região. Teherã reforçou que as negociações não significam o fim imediato do conflito.
Depois da ameaça de Trump de destruir uma civilização inteira, o Irã disse no Conselho de Segurança da ONU que a fala do norte-americano constituía incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio.
A ANEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, decidiu por unanimidade pela abertura do processo que pode cancelar o contrato da ENEL na Grande São Paulo. A decisão visa retirar da empresa o acordo de distribuição de energia elétrica na região, isso depois de uma série de apagões nos últimos anos. A ENEL terá 30 dias para se defender no processo, podendo inclusive indicar soluções alternativas, como repassar o contrato para outras empresas.
No entanto, em nota, a Enel defendeu que tem plena confiança para continuar atuando em São Paulo e que tem cumprido integralmente todos os indicadores previstos em contrato.
Após o período de defesa, a agência reguladora pode enviar a recomendação pela interrupção do contrato para o Ministério de Minas e Energia, que tem a palavra final. A concessão para a empresa iria até 2028, e a Enel já havia pedido sua extensão. Mas até que a análise da Enel seja concluída, essa solicitação de extensão ficará suspensa. O procedimento começou após inúmeros apagões em São Paulo, que se iniciaram em 2023.
Em dezembro do ano passado, a falha elétrica afetou mais de 600 mil imóveis, causada pela passagem de um ciclone extratropical. Centenas de casas ficaram sem energia elétrica por mais de uma semana.
E a Procuradoria-Geral da República defendeu eleições diretas para o governo tampão do Rio de Janeiro. A manifestação da PGR foi feita ao Supremo Tribunal Federal pelo vice-procurador Alexandre Espinosa e fortalece a reclamação feita pelo PSD.
O partido de Eduardo Paes, pré-candidato a governo, pede que o governador Tampão seja escolhido pelo voto popular, já que o ex-governador Cláudio Castro foi declarado inelegível pelo TSE e o vice dele, Tiago Pampolha, renunciou ao cargo no ano passado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
A Constituição do Rio define que, num cenário de dupla vacância, seja realizada a eleição direta caso exista condenação eleitoral. Sem condenação, a votação deve ser indireta feita pela Assembleia Legislativa. A discussão atual existe porque Cláudio Castro renunciou ao cargo um dia antes de ser julgado. Ou seja, a dupla vacância aconteceu em tese sem condenação. No julgamento, o TSE determinou a realização de eleições indiretas.
O PSD argumenta ao STF que a renúncia de Castro foi uma manobra para evitar eleições diretas. A PGR entende que a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade, mesmo após a renúncia, indicam um afastamento por decisão da justiça. Por isso, a Procuradoria é favorável às diretas. O Supremo vai julgar a reclamação do PSD hoje e decidir o formato das eleições no Rio.
Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta. A produção é de Beatriz Izumino, Guilherme Almeida e Jéssica Cruz. A edição de som é de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Até mais!