Episódios de Boletim Folha

Trump diz que piloto americano foi resgatado no Irã e renova ameaças na guerra

06 de abril de 20265min
0:00 / 5:24

Renúncias e janela partidária turbinam centro-direita nos estados e mexem em 20% da Câmara. E Astronautas da Artemis se preparam pra sobrevoo da Lua hoje.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio1
G

Gustavo Simon

Host
Assuntos3
  • Resgate de Piloto no IrãDonald Trump e a NASA · Irã · guerra no Oriente Médio
  • Retaliação PolíticaConselhos de Lula · Flávio Bolsonaro · Ronaldo Caiado · centro-direita
  • Missão ArtemisNASA · Christina Koch · Lua
Transcrição14 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, eu sou o Gustavo Simon e esse é o Boletim Folha. Hoje é segunda-feira, dia 6 de abril de 2026. Trump diz que piloto americano foi resgatado no Irã e renova ameaças na guerra. Renúncias e janela partidária turbinam centro-direita nos estados e mexem em 20% da Câmara. E astronautas da Artemis se preparam para sobrevoar a Lua hoje.

O presidente Donald Trump disse ontem que tropas americanas resgataram no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos, que foi derrubado na sexta-feira na guerra no Oriente Médio. O outro piloto já tinha sido encontrado no dia da queda. O presidente americano afirmou que o coronel está gravemente ferido e que não houve baixas na operação de resgate, que teria envolvido centenas de soldados.

O Irã contradisse Trump, dizendo que derrubou mais quatro aeronaves envolvidas na busca e chamando a operação americana de fracasso. Momentos depois, Trump publicou nas redes sociais uma nova ameaça ao regime iraniano. Sugeriu que os Estados Unidos podem fazer um grande ataque contra a infraestrutura civil e energética do país e insistiu pela reabertura do Estreito de Hormuz.

Um porta-voz iraniano afirmou que Teherã vai responder a ataques à infraestrutura do país, mirando alvos similares dos Estados Unidos ou ligados a Washington. O presidente americano chegou a dizer à emissora Fox News que acreditava que um acordo com o Irã fosse possível para hoje, quando terminaria mais um ultimato que ele deu para a abertura do estreito. Mais horas depois, falando ao Wall Street Journal, ele passou o prazo para terça-noite.

A janela partidária e o prazo para políticos deixarem cargos para disputar as eleições de outubro, que venceram neste fim de semana, provocaram uma reconfiguração política nos estados, com o fortalecimento de partidos de direita e centro-direita. Um levantamento da Folha mostrou que 11 governadores e 20 prefeitos renunciaram para disputar outros postos, como governo estadual, senado e presidência.

A movimentação impacta a formação de palanques na corrida presidencial para Lula, do PT, Flávio Bolsonaro, do PL, e Ronaldo Caiado, do PSD. O PSD, aliás, passou a ser líder no número de governadores. Passou de dois eleitos em 2022 para seis.

PP e MDB também cresceram, saltando de dois para quatro governadores cada um. O PL comanda só um estado, Santa Catarina, depois da renúncia de Cláudio Castro no Rio de Janeiro, que levou a uma crise institucional. À esquerda, o PT continua com quatro governadores e os dois titulares do PSB renunciaram.

Apesar do avanço, os partidos de centro-direita vivem divisões internas. O PSD, por exemplo, está longe de ter unidade em torno do nome de Ronaldo Caiado. Alguns governadores da legenda querem apoiar Lula, outros se inclinam a Flávio Bolsonaro. A correlação de forças também mudou nas capitais. União Brasil continua como a legenda com mais prefeituras, seis. E o PL foi quem mais perdeu espaço. Tinha cinco prefeitos, mas deixou de comandar três capitais.

A dança das cadeiras fez com que o número de mulheres no comando de prefeituras de capitais subisse de 2 para 4. No Congresso, pelo menos 114 dos 513 deputados federais trocaram de partido na janela partidária, 22% das cadeiras. A sigla que mais atraiu parlamentares foi o Podemos. O PL conseguiu recompor a bancada e vai ter 96 deputados. A base do presidente Lula permaneceu estável.

Os astronautas da missão Artemis II da NASA devem cumprir hoje um dos principais momentos da missão. Depois de entrar na esfera de influência lunar, a cápsula Orion deve sobrevoar a Lua por cerca de seis horas. Nesse contorno, os astronautas podem atingir o recorde de se tornarem os seres humanos a viajar mais longe da Terra, 406 mil quilômetros no espaço.

A missão deve registrar e descrever características e formações lunares, incluindo antigos fluxos de lava e crateras. As informações colhidas de um ponto único e privilegiado vão servir de base para pesquisas futuras. Depois do sobrevoo, que vai permitir ainda a observação de um eclipse lunar e de partes do lado oculto da Lua, aquele que não pode ser visto da Terra, começa a viagem de volta.

Ontem, os astronautas relataram ter observado a chamada Bacia Oriental, uma enorme cratera apelidada de Grand Canyon da Lua. Falando ao vivo do espaço com crianças canadenses, a astronauta Christina Koch ressaltou que é a primeira vez que seres humanos veem essa formação diretamente do espaço.

A tripulação acordou no domingo ao som da música Pink Pony Club de Chapel Rhone e fez uma refeição com ovos mexidos e café. Comandante da missão, Reed Wiseman, conversou com as filhas. A Artemis II é a primeira viagem à Lua em mais de 50 anos e a primeira missão tripulada a ir além da órbita terrestre nesse século. Ela faz parte do plano da NASA de levar humanos de volta à Lua. O episódio de hoje do podcast Café da Manhã fala da Artemis II e da confiança das pessoas na ciência. Ouve lá no Spotify.

Esse foi o Boletim Folha, que é publicado de segunda a sexta-feira. A produção é de Laura Lever e Maurício Meirelles e a edição de som de Rafael Conkle. Essas e outras notícias você encontra em folha.com. Boa semana e até mais!

Trump diz que piloto americano foi resgatado no Irã e renova ameaças na guerra | Castnews Index — Castnews Index